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Artigos

Paulo Avena
O mar como indústria: uma oportunidade para a Bahia
Foto: Divulgação

O mar como indústria: uma oportunidade para a Bahia

Quando pensamos na vocação econômica da Bahia, é impossível ignorar o mar. Temos mais de mil quilômetros de litoral, clima favorável durante praticamente todo o ano, uma baía totalmente navegável e uma relação histórica com a navegação. Poucos lugares no Brasil possuem condições tão favoráveis ao desenvolvimento da economia náutica.

Multimídia

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

nem so de mae vive a mulher

“Nem Só de Mãe Vive a Mulher”: Orjana Oliveira transforma experiências da maternidade em podcast sobre identidade feminina
Foto: Acervo Pessoal

Quem é a mulher que existe por trás da mãe? Foi a partir dessa pergunta, vivida primeiro na própria história, que a educadora parental, psicoterapeuta corporal, comunicadora e atriz baiana Orjana Oliveira criou o podcast “Nem Só de Mãe Vive a Mulher”. O projeto, lançado em julho de 2025, reúne mulheres de diferentes trajetórias para conversar sobre maternidade, autonomia, desejo, trabalho, relacionamentos, corpo e os muitos papéis que atravessam a vida feminina.

 

Mãe de Alice, de 15 anos, e Romeo, de 11, Orjana conta que a ideia surgiu de uma dificuldade que também fazia parte da sua rotina: conciliar a maternidade com os desejos e projetos que existiam além dela.

 

“O projeto atravessa a minha própria história. Eu sou mãe de dois adolescentes e comecei a perceber, a partir da minha experiência, como era difícil existir como mulher para além do papel de mãe. Vivi a exaustão de tentar conciliar tudo e, ao mesmo tempo, querer sonhar, desejar, ser uma profissional e não me sentir culpada”, contou em entrevista ao BN Hall.

 

 

Inicialmente gravado em casa e, posteriormente, com entrevistas realizadas on-line, o podcast ganhou novos formatos e passou a circular por outros espaços. Atualmente, o projeto também conta com experiências itinerantes, reunindo mulheres de diferentes gerações, classes sociais e trajetórias.

 

Uma das experiências mais recentes aconteceu durante a Flipelô, em Salvador, onde o projeto ganhou uma versão itinerante e reuniu mulheres de diferentes gerações, classes sociais e trajetórias. “Eu já estava com vontade de movimentar o podcast. A oportunidade de estar na Flipelô foi simplesmente enriquecedora, em um nível muito maior do que eu imaginava”, contou.

 

Durante a experiência, Orjana perguntou às convidadas qual livro havia marcado suas histórias e contribuído para que se aproximassem de quem eram para além dos papéis que ocupavam.

 

 

Entre os encontros, ela destaca a conversa com Verônica Oliveira, do Faxina Boa, que trabalhou como faxineira antes de se tornar influenciadora e palestrante. “A história dela me emocionou muito porque mostra uma mulher que precisou se reinventar. Hoje ela é influenciadora e palestrante, vindo de um lugar profissional que muitas vezes é desvalorizado”, afirmou.

 

Atualmente, Orjana segue entrevistando mulheres on-line e pretende ampliar o projeto para outros espaços. Entre os próximos planos está a possibilidade de levar o podcast para uma feira literária no Rio de Janeiro. O formato itinerante também deve ganhar novos capítulos. “O que eu mais estou gostando de fazer é o itinerante. Ele trouxe uma possibilidade de mobilidade para essa conversa, de chegar a outros lugares, outros nichos e até à casa das pessoas”, destacou.

 

Com mais de 90% de audiência feminina, principalmente entre mulheres de 30 a 55 anos, o podcast também aborda temas como saúde mental, relacionamentos, autonomia e desenvolvimento humano. Para a profissional, parte do processo de existir para além da maternidade passa por reconhecer a culpa e estabelecer limites. “Eu posso viajar, posso deixar meus filhos com o pai. São essas pequenas mudanças que também permitem que a mulher exista”, ressaltou.

 

Na entrevista, ela destacou ainda que essa discussão atravessa sua trajetória de forma transversal. Desde 2016, ela trabalha com parentalidade e desenvolvimento humano e já acompanhou milhares de famílias. Nos atendimentos, percebeu que muitas mulheres chegavam exaustas, buscando maneiras de educar melhor os filhos e carregando grande parte das responsabilidades familiares.

 

A trajetória na área começou justamente pela maternidade. Ao se sentir insegura sobre como educar os próprios filhos, passou a estudar Disciplina Positiva e, posteriormente, participou da criação da Associação Brasileira de Disciplina Positiva. Também criou o curso “A Arte Gentil de Educar”, que já apoiou mais de 500 famílias, além de ministrar palestras e workshops no Brasil e em Portugal.

 

“Eu me vi muito perdida sobre como educar meus filhos e comecei a estudar Disciplina Positiva. Fazer parte da associação foi um lugar de validação, de entender que era possível fazer diferente e que havia respaldo científico”, afirmou.

 

Além das entrevistas e do trabalho com parentalidade, ela também conduz grupos terapêuticos, rodas de conversa, workshops e viagens para mulheres, trabalhando temas como culpa, limites e autocuidado. Essas diferentes experiências também ajudam a alimentar as discussões que surgem no podcast.

 

 

No centro de “Nem Só de Mãe Vive a Mulher” está a ideia de que permitir que uma mulher tenha sonhos, desejos e uma vida que não se resume à maternidade também pode ser uma forma de cuidado com os filhos. “Acho que isso tem muito a ver com esse projeto: poder existir também como mulher para, de alguma forma, liberar nossos filhos para viverem as próprias vidas”, completou.

 

Os episódios são publicados às sextas-feiras no canal de Orjana Oliveira no YouTube e também estão disponíveis no Spotify.

 

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Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
O primeiro turno das eleições apresentaram aos políticos que é tempo de recomeçar. Ou ao menos reatar o que estava adormecido, como no caso do Soberano, que reatou com os Bolsonaro, apoiando o 01 do Capitão. Fez questão de levar os apoiadores para não dizerem que vai só leva um voto. Melhor dividir a responsabilidade mesmo... Além disso, por falar em recomeçar e resgatar o tempo perdido, veja Regis Redondo: passou a agonia de eleição e já voltou a vida fitness. Suspeito que esteja querendo que eu volte a chamá-lo de Sandrinho Light. Siga firme que penso em seu caso.

Pérolas do Dia

Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro
Foto: Charles Vieira / Campanha de Flávio Bolsonaro

"Eu conversei com ele [Jair], tá bem humorado, tá satisfeito com o trabalho que vem sendo feito, tá esperançoso que o Brasil vai mudar. É óbvio que ele dá algumas dicas aqui, mas não vou ficar externando, porque pode ser interpretado de forma maldosa e ser revertido contra ele". 


Disse o senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) ao afirmar que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), está "satisfeito" com o resultado do primeiro turno das eleições 2026. Na ocasião, o primogênito do ex-chefe do Executivo terminou a disputa com 47,03% dos votos, enquanto o atual presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), alcançou 46,16%.

Podcast

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda

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O pesquisador trará um panorama detalhado do mapa eleitoral desenhado pelas urnas, o peso das redes sociais na definição dos votos nas disputas majoritárias e proporcionais, além dos cenários e tendências políticos para a Bahia e o Brasil nos próximos anos.

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