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O Fundo da Marinha Mercante (FMM) aprovou a concessão de prioridade para R$ 953,2 milhões em financiamentos destinados à construção de 13 novas embarcações em um estaleiro situado no município de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador.
A decisão foi formalizada em reunião realizada no dia 8 de outubro, oportunidade em que o órgão liberou um total de R$ 8,3 bilhões para 26 projetos em todo o país, sendo a Bahia o único estado do Nordeste contemplado na sessão. As informações são do portal Movimento Econo?mico.
O maior montante alocado para o estado, no valor de R$ 402,7 milhões, foi concedido à empresa LHG Logística. O recurso apoiará a construção de quatro empurradores fluviais que serão empregados no transporte de minério na rota hidroviária entre Corumbá, no Mato Grosso do Sul, e o Uruguai.
A deliberação do FMM abrange ainda projetos de outras duas companhias no estaleiro baiano. O grupo chileno Sudamericana Agencias Aéreas y Marítimas (SAAM) receberá suporte financeiro para a fabricação de seis rebocadores, enquanto a Belov Engenharia construirá três balsas. Segundo as estimativas apresentadas, as operações associadas aos empreendimentos preveem a criação de 750 postos de trabalho diretos na região.
Em setembro de 1984, o navegador Amyr Klink chegava à Praia da Espera, em Itacimirim, distrito de Camaçari, no Litoral Norte da Bahia. A travessia de mais de 100 dias pelo Atlântico Sul fez de Klink, que transformou a experiência em livro, a primeira pessoa a cruzar o oceano a remo sozinho.
Segundo reportagem do g1, a viagem começou em Lüderitz, na costa da Namíbia, na África, e terminou na Bahia após 100 dias e nove horas no mar. Ao todo, foram cerca de 3,7 mil milhas náuticas, quase sete mil quilômetros, percorridas em um barco de 5,94 metros de comprimento e 1,52 metro de largura, sem motor.
Durante a travessia, o navegador remava cerca de oito horas por dia e ainda precisava preparar as refeições, limpar a embarcação, dormir e enfrentar situações inesperadas, incluindo a presença de tubarões, baleias, gaivotas e peixes.
SEM GPS
A viagem ocorreu em uma época em que os recursos tecnológicos eram muito mais limitados. Sem GPS, Amyr utilizava um sextante, instrumento que permite determinar a posição da embarcação por meio da observação dos astros.
A comunicação com familiares e amigos também era feita de forma restrita, por rádio e em horários previamente combinados. O barco utilizado na travessia foi projetado especificamente para o desafio, e Amyr participou de diferentes etapas de preparação do projeto. A definição da rota levou em consideração as correntes marítimas e as condições climáticas do período.
A alimentação também foi planejada antes da partida. O navegador levou 150 embalagens com refeições, compostas por alimentos desidratados e sem sal, para reduzir o peso transportado e manter uma dieta adequada durante a viagem.
Segundo o oceanógrafo Guilherme Camargo Lessa, do Instituto de Geociências da Universidade Federal da Bahia (Ufba), as condições naturais do Atlântico contribuíram em parte para o deslocamento da embarcação. Ventos e correntes ajudavam na direção do Brasil, mas as remadas foram fundamentais para reduzir o tempo da travessia.
De acordo com o oceanógrafo, as condições também tendiam a ficar menos adversas conforme Amyr avançava para o norte, com maior estabilidade meteorológica e menor influência de fortes frentes frias.
Além dos desafios relacionados à navegação, a travessia envolvia riscos como colisões com objetos à deriva, animais de grande porte e problemas estruturais. A embarcação também precisava ser capaz de suportar as ondas e retornar à posição normal caso virasse.
Para Lessa, uma expedição desse tipo também exigia grande capacidade de resiliência por parte do navegador.
CHEGADA
Depois de mais de 100 dias no oceano, Amyr não simplesmente remou até encontrar a primeira faixa de areia. Nas horas finais, procurou um local que oferecesse condições seguras para o desembarque. Como o Litoral Norte da Bahia tinha poucos abrigos naturais, ele buscava um pequeno porto de pescadores.
A escolha acabou sendo a Praia da Espera, em Itacimirim, Camaçari. A chegada à Bahia encerrou uma das travessias marítimas mais marcantes realizadas por Amyr Klink, que percorreu sozinho milhares de quilômetros pelo Atlântico Sul em uma pequena embarcação movida exclusivamente pela força dos braços.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.