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Artigos

Adriano Sampaio
Cartografia da Erosão Eleitoral
Foto: Acervo pessoal

Cartografia da Erosão Eleitoral

Em uma janela eleitoral curta, a erosão não depende apenas do conteúdo de uma narrativa. Ela emerge da interação entre alcance, repetição, credibilidade percebida, congruência identitária, carga moral, capacidade de correção e propensão à abstenção ou mudança de escolha.

Multimídia

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

nascimentos

IBGE revela meses maior número de nascimentos e casamentos no Brasil; veja lista
Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Os dados das Estatísticas do Registro Civil, pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (16), revelam quais os meses mais preferidos dos brasileiros para se casar e quando nascem a maior parte dos bebês no Brasil. 

 

As respostas foram encontradas com base em quase 20 mil registros de cartórios e varas judiciais e do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos, do Ministério da Saúde. Os dados de 2023 aponta, que o país teve o menor número de nascimentos desde 1976: 2,52 milhões de nascidos. As informações foram divulgadas pela Agência Brasil neste sábado (17). 

 

A maioria dos nascimentos ocorreu no primeiro semestre do ano, sendo março o mês campeão. Foram 233,4 mil crianças que nasceram no terceiro mês do ano. Veja o ranking:

 

Meses com mais nascimentos: 

Março: 233.432 
Maio: 230.394 
Janeiro: 221.560 
Abril: 218.047 
Junho: 216.496 
Julho: 210.353 
Agosto: 208.245 
Fevereiro: 203.058 
Setembro: 202.903 
Outubro: 198.886 
Dezembro: 191.452 
Novembro: 188.411

 

CASAMENTOS NO BRASIL 
A pesquisa revelou também que o Brasil registrou 940,8 mil casamentos em 2023, 3% a menos na comparação com 2022. A preferência dos brasileiros é por casamentos no fim do ano. Dezembro é o mês campeão, com 12% do total de matrimônios do ano. Os dados do IBGE não levam em conta celebrações de união estável. Veja ranking: 

 

Dezembro: 108.537
Novembro: 95.217
Setembro: 89.955
Outubro: 86.424
Maio: 78.086
Julho: 75.224
Agosto: 73.796
Março: 73.787
Junho: 72.504
Janeiro: 65.795
Abril: 65.370
Fevereiro: 56.104


A pesquisa de aponta ainda em quais unidades da federação há mais casamentos em proporção à população – a chamada taxa de nupcialidade, número de uniões para cada grupo de mil habitantes de 15 anos ou mais de idade.

 

No país, o indicador é 5,6. Rondônia lidera o ranking, com 9,1 casamentos. No outro extremo, figura o Piauí, com 3,7. Treze unidades da federação apresentam indicador superior ao da média nacional. As informações são da Agência Brasil. 

Número de nascimentos na Bahia chega a menor patamar histórico desde 1991, diz IBGE
Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Em 2023, 170.532 pessoas nasceram e foram registradas na Bahia. O número é o menor desde 1991, quando o estado registrou 163.155 crianças haviam nascido e sido registradas, e representa uma queda de 1,8% em comparação ao ano de 2022. É o que aponta as Estatísticas do Registro Civil 2023, divulgadas pelo IBGE nesta sexta-feira (16). 

 

Em 2022, 173.686 pessoas nasceram e foram registradas na Bahia, o que representou 3.154 nascimentos a mais que no ano seguinte. A redução em números absolutos (-3.154) foi a 3ª maior entre os estados, abaixo apenas das registradas em São Paulo (-8.865 nascimentos) e Rio de Janeiro (-3.911). Já a taxa de recuo baiana foi a 4ª mais expressiva, superada apenas pelas de Rondônia (-3,7%), Amapá (2,7%) e Rio de Janeiro (-2,2%).

 

Entre 2022 e 2023, também houve redução no total de crianças nascidas no Brasil na totalidade e em 18 das 27 unidades da Federação. Foram registrados no país 2.523.267 nascimentos em 2023, 19.031 a menos do que no ano anterior (-0,7%).

 

O IBGE também registrou queda no número de crianças nascidas em Salvador, que esteve em queda pelo sexto ano consecutivo. 25.718 crianças nasceram e foram registradas na capital baiana em 2023, o equivalente a 4,9% a menos do que em 2022, com menos 1.319 nascimentos de um ano para o outro.

 

A queda no número de nascidos em Salvador supera o índice do Bahia. O número atingido em 2023 é o menor em 49 anos, de 1974, que marca o início da série das Estatísticas do Registro Civil, quando 28.787 pessoas haviam nascido e sido registradas no mesmo ano.


 
Entre 2022 e 2023, 22 das 27 capitais apresentaram recuos nos números de nascimentos registrados. Salvador teve a 3ª maior redução em termos absolutos (-1.139), acima apenas de São Paulo (-3.248) e Rio de Janeiro (-1.848) e a 2ª queda mais intensa em termos percentuais (-4,9%), só depois de Porto Velho-RO (-7,9%).

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Procura-se urgentemente uma marca de pijama que dê patrocínio, ou pelo menos faça um preço mais camarada, depois das eleições desse ano. A sensação que ficou é ninguém ganhou e ninguém perdeu, mas todo mundo perdeu. Pro lado do Cacique, o grupo saiu "triste-alegre". Triste com a iminente derrota do Molusco, e alegre com o novo banho que deu no Soberano - sobretudo aqui em Salvador. Já o lado do Soberano o clima é de enterro. Um monte de gente sem mandato pra acomodar, uma conta enorme pra pagar, e a PF no cangote. Teremos que esperar...

Pérolas do Dia

Navi Pillay

Navi Pillay
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / The White House [A Casa Branca]

"Talvez dividiria com Trump".

 

Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.

Podcast

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda

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O pesquisador trará um panorama detalhado do mapa eleitoral desenhado pelas urnas, o peso das redes sociais na definição dos votos nas disputas majoritárias e proporcionais, além dos cenários e tendências políticos para a Bahia e o Brasil nos próximos anos.

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