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O governo dos Estados Unidos (EUA) declarou, nesta quarta-feira (16), que o Brasil falhou em "confrontar as organizações terroristas estrangeiras" identificadas como Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). Em determinação oficial ao Congresso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que tais grupos tornaram o país sul-americano um "centro de distribuição global de cocaína."
Assinado pelo presidente dos EUA, o documento cita "mudanças políticas drásticas" na América do Sul, que, segundo o chefe da Casa Branca, "criaram oportunidades históricas para a cooperação dos Estados Unidos com o governo." Como exemplo, citou a Venezuela, após a prisão e a destituição, "pelo meu governo, do ex-ditador ilegítimo e narcotraficante Nicolás Maduro." O presidente dos EUA determinou a retirada de Caracas do rol de países que falharam em combater o narcotráfico.
Ainda no trecho sobre a América do Sul, Trump coloca o Brasil na contramão de "muitos governos" no Hemisfério Ocidental que "tomam medidas corajosas para reduzir o fluxo de drogas e erradicar os cartéis." Em vez disso, ressalta o presidente, a administração brasileira "falhou em confrontar as organizações estrangeiras designadas como terroristas."
"Essas organizações terroristas brasileiras representam uma ameaça crescente à paz e à segurança em todo o mundo, e o governo brasileiro precisa urgentemente tomar medidas enérgicas para confrontá-las e derrotá-las antes que se espalhem e cresçam", ressalta o texto.
Cinco pessoas foram presas pela Polícia Civil da Bahia nesta segunda-feira (27) durante a Operação Raízes Ocultas, que cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em uma ofensiva contra o tráfico de drogas. As capturas ocorreram simultaneamente nas cidades de Irecê, Canarana e Luís Eduardo Magalhães, com desdobramentos também no Distrito Federal.
A operação integra a Operação Nexus, uma mobilização nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJ-SP) para desarticular organizações criminosas e cadeias produtivas do narcotráfico. Em Luís Eduardo Magalhães, os agentes prenderam em flagrante um homem de 41 anos por tráfico de drogas e posse ilegal de munição.
Com o suspeito, foram apreendidos os seguintes itens:
- Uma porção de maconha e embalagens para comercialização;
- Munições de uso permitido e uma balança de precisão;
- Aparelhos celulares e um veículo.
Em Irecê, por sua vez, a polícia local efetuou a prisão de duas pessoas. No Distrito Federal, outros dois mandados foram cumpridos contra alvos que já respondem por tráfico, porte de arma de uso restrito e homicídio qualificado, reforçando o perfil de periculosidade dos detidos.
A "Raízes Ocultas" visa o interesse na captura de líderes do plantio ilegal de larga escala descoberto em novembro de 2025, no município de Barro Alto. Naquela ocasião, foram erradicados mais de 200 mil pés de maconha. A investigação atual foca em quem financia e coordena essa produção.
As diligências mobilizaram diversas unidades, como a 5ª Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE/Irecê), o Grupo de Apoio Tático (GATTI/Chapada), a 14ª Coorpin e o 27º Batalhão da Polícia Militar. Os presos passaram por exames de praxe e foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça.
O subcomandante geral da Polícia Militar, coronel Machado, esteve em Feira de Santana e se reuniu com os comandantes do Comando de Policiamento Regional Leste (CPRL) na última sexta-feira (21). Em entrevista ao Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, o coronel comentou sobre os números divulgados pelo anuário do Fórum Nacional de Segurança Pública e associou as festa de “paredão” ao narcotráfico.
“A gente tem que ver isso de diversas maneiras e pontos, estamos falando de violência intrafamiliar, violência contra a mulher e dizer que no Brasil muita gente vem comprando drogas e financiam crimes. O paredão é uma cadeia produtiva do narcotráfico e muita gente vai consumir a bebida, comida, colaboram com isso. Se há um aumento do narcotráfico e da violência é porque as pessoas estão consumindo, o narcotráfico aumenta sua cifras”, relatou.
O coronel afirmou também que a Polícia Militar vem trabalhando de forma integrada com a Polícia Civil e Polícia Técnica para reduzir os números e já é possível ver uma queda de homicídios e de crimes contra o patrimônio, por exemplo, no mês de junho e já no mês de julho.
“Tanto que estamos intensificando as abordagens a pessoas, veículos, adquirindo aparelhos, viaturas, drones e outros equipamentos. Contamos com a ajuda da imprensa e também da população. São várias frentes e programas como, por exemplo o Proerd, com os jovens, palestras em escolas, que colaboram para a erradicação das drogas. Vejo de maneira positiva que estamos com redução, se nós não estivéssemos fazendo isso, teríamos transformado o narcoestado. Não conheço facção, conheço Polícia Militar, Polícia Civil. Temos aí bandidos que a gente prende e que podem um se ligar a outro e talvez se agrupem. Mas vamos continuar atuando como sempre com ostensividade e para acabar com isso”, concluiu.
Veja vídeo de divulgação:
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O baiano Dado Galvão com os parceiros de realização de "Missão Bolívia", em frente à embaixada brasileira em La Paz
O diretor, que também é ativista, teve interesse pelo caso depois do “Conexão Cuba Honduras”, quando fez muitos contatos e se aprofundou em causas relacionadas a direitos humanos e liberdade de expressão. “Depois desse processo conturbado para trazer a Yoani ao Brasil, conheci muita gente, fiz muito contatos. Então pensei: ‘isso vai acabar e eu preciso contar outra história’. E ai eu estava pesquisando sobre Julian Assange, que estava asilado na embaixada do Equador, em Londres, e acabei descobrindo Roger Pinto. Tinha pouca informação. Eu não sabia que existia um senador asilado na embaixada do Brasil na Bolívia. Li uma matéria da Folha de São Paulo, onde o jornalista dizia que tinha ido a La Paz, mas que o governo brasileiro não permitiu que ele tivesse acesso ao senador. Então fiz o paralelo: ‘que coisa estranha, o Assange está na embaixada do Equador em Londres e recebe jornalistas, deu até espécie de coletiva na sacada do prédio’. E ai fiz uma comparação. Pelos direitos e tratados internacionais ele estava em território brasileiro, então ele deveria ser tratado conforme nossa Constituição.”, conta Galvão, que passou a investigar mais de perto o isolamento do político boliviano.

Denise Pinto, filha do senador boliviano em entrevista exibida no documentário
Veja o filme "Missão Bolívia":
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Eduardo Girão
“O Senado está totalmente prostrado. A gente vê uma comissão de ética que não foi instalada na legislatura do Davi Alcolumbre. A condução dele como presidente é uma tragédia anunciada, tanto é que eu votei contra ele. Não apenas isso, eu fui candidato contra ele até o final. Eu fico extremamente preocupado quando vejo o PL, por exemplo, que é um partido grande da oposição, apoiar o Alcolumbre e votar nele. Com a exceção do senador Marcos Pontes que se rebelou contra o próprio partido e foi até o final também. Eu tive quatro votos, o astronauta Marcos Pontes teve quatro votos, e o Davi nadou de braçada".
Disse o senador Eduardo Girão (Novo) ao fazer uma série de críticas à gestão do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União). Em entrevista à rádio Antena 1 Salvador, nesta segunda-feira (14), o candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema disse que a Comissão de Ética do Senado não tem funcionado e acusou Alcolumbre de engavetar pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).