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Artigos

Cláudia Romano
LIVRES. FORTES. JUNTAS. Educação e esporte como respostas urgentes ao feminicídio
Foto: Divulgação

LIVRES. FORTES. JUNTAS. Educação e esporte como respostas urgentes ao feminicídio

Em 2025, o Brasil registrou 1.518 feminicídios, um recorde histórico. São quatro mulheres assassinadas por dia. Se considerarmos as tentativas, foram quase 7 mil casos no ano. Mulheres que enfrentaram a morte simplesmente por serem mulheres.

Multimídia

Leo Prates projeta definição partidária até 20 de março

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O deputado federal Leo Prates afirmou, nesta segunda-feira (2), que pretende tomar até o dia 20 de março uma decisão definitiva sobre sua permanência no Partido Democrático Trabalhista (PDT). Em entrevista ao Bahia Notícias, durante o Projeto Prisma, ele disse que ainda precisa se reunir com o presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, antes de bater o martelo.

Entrevistas

Aleluia fala sobre revisão do PDDU, nega intriga pela presidência da CCJ e detalha arquivamento contra Hamilton Assis

Aleluia fala sobre revisão do PDDU, nega intriga pela presidência da CCJ e detalha arquivamento contra Hamilton Assis
Foto: Reprodução / CMS
Nesta edição da Entrevista da Semana, Aleluia comentou sobre as discussões do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), Plano Municipal de Segurança, cassação de Hamilton Assis (PSOL) e filiação ao Partido Novo. 

narcizinho

Penúltima Terça da Benção antes do Carnaval reúne ex-vocalistas do Olodum no Pelourinho
Foto: Bianca Andrade

O penúltimo encontro do Olodum com seus “oludúnicos” antes do Carnaval matou uma saudade implícita do público, a de ver alguns dos grandes nomes da banda de volta aos palcos ao lado da maior percussão do mundo, declaração dada por Jau e reforçada por quem aproveitou a noite ao som dos tambores. Mas ex-vocalistas não, eternos integrantes do Olodum.

 

Narcizinho, Lucas Di Fiori e Diggo De Deus receberam nesta terça-feira (27) no palco montado na Praça das Artes Mestre Neguinho do Samba, em frente a Casa do Olodum, Tonho Matéria, Pierre Onássis e Jau para um show que arrancou lágrimas e muita dança do público presente, mesmo com a chuva que insistiu em cair. Talvez fosse um sinal da força que o Olodum teve ao reunir os Vingadores do Samba-Reggae.

 

Foto: Bianca Andrade

 

O primeiro convidado a subir no palco para contar sua história com o Olodum, ou melhor, cantar a sua história, foi Tonho Matéria. Voz de ‘Olodum pra Balançar’, ‘Povo de Benguela’ e ‘Marroquino’, o cantor, compositor e capoeirista se declarou para a banda que o formou como cidadão.

 

“Estou muito emocionado em ser um dos convidados para exaltar a voz, para fazer o cântico cantar, aquilo que Gilberto Gil sempre fala na sua canção. O Olodum é isso, é a energia, a sinergia, o equilíbrio, a força, o amor, o caminho. Olodum é a direção, é tudo isso que me transformou. Todos esses valores que eu consegui obter durante minha trajetória de vida, eu agradeço muito a este lugar, a este movimento, a este que não é só um grupo, é um conjunto de ideias de equilíbrio é um conjunto de fatores que nos transformam, que nos faz se elevar cada vez mais e que nos transforma em vida”, disse o artista ao BN.

 

Foto: Bianca Andrade

 

A diversidade na voz não ficou apenas no palco. Durante a apresentação, Tonho brincou com um ponto que se tornou uma tradição da festa, o fato da Benção conseguir juntar o mundo inteiro em um só lugar, provando que o Olodum é mundial.

 

Na plateia, era possível ver turistas com a tradicional camisa do Olodum, com pinturas da Timbalada no corpo, um bronze questionável pelo tom de vermelho no rosto, um claro indicativo de quem duvidou da força do sol na capital baiana, mas todos em sintonia com a percussão e a força da voz da banda, seja através de Narcizinho, Lucas, Diggo ou dos convidados, ou, como Fiori fez questão de frisar, dos artistas da casa.

 

Pierre, que deu voz a grandes clássicos da banda como ‘Rosa’ e ‘Requebra’, primeira música a receber o título de Música do Carnaval no troféu Bahia Folia, foi o segundo artista a se apresentar com o grupo. Da plateia, antes de subir no palco, Pierre seguia a letra da música ‘É Lindo de Se Ver’, admirando o grupo que, como o próprio disse, o tornou artista.

 

Foto: Bianca Andrade

 

“O Olodum é um compasso de verdade na minha vida. Não tem nada mais que represente essa junção de palavras que me conduziram e que me fizeram ser o Pierre Ronassis com notoriedade enquanto compositor enquanto cantor. Então, a palavra de ordem é gratidão.”

 

Visivelmente emocionado, Pierre mesclou o repertório com músicas feitas por ele para o Olodum, músicas compostas ao lado de Jau e a aposta dele para o verão, a canção ‘Ela É Problema’. Após a apresentação, assim como Tonho, o artista fez questão de continuar no espaço e curtir a festa.

 

Último convidado da noite, Jau levou a elegância, brincadeira feita por Lucas e Narcizinho ao chamar o artista, para o palco. Ao Olodum, Jau deu canções como ‘Canto Ao Pescador’, ‘Jeito Faceiro’, ‘Envolvente Olodum’ e ‘Avisa Lá’. No palco, o artista se mostrou estar em casa. “Nascido” artista no Pelô, com influência dos blocos afro, Jau afirmou ao Bahia Notícias que o Olodum foi o seu útero. Na banda percussiva, o artista se criou para o mundo, e para ele, toda sua carreira tem o dedo do grupo. 

 

Foto: Bianca Andrade

 

"O significado do Olodum para mim é o útero. Eu nasci no Olodum, eu nasci na música, então, é amor de filho, amor de pai, amor de mãe, o Olodum é o útero. É a maior banda de percussão do planeta. Por exemplo, eu passei no Olodum vários anos, compus várias canções para o Olodum, saí para fazer carreira solo, mas o Olodum nunca saiu de mim. Então, essa é a força que a maior banda de percussão do planeta tem. Ele nunca sai das pessoas. O Olodum quando bate, ele bate para ficar. Mas bate com a música, para não sentir dor. O Olodum é eterno, maravilhoso", disse.

"Hoje eu sou uma pessoa melhor porque o Olodum me ensinou isso", afirma Narcizinho
Foto: Bianca Andrade/ Bahia Notícias

Ter a vida mudada pela música parece uma frase clichê, daquelas ditas pelos mais sonhadores, que imaginam um futuro através da arte e acreditam na transformação através da cultura. 

 

Mas é exatamente dessa forma que Narcizinho descreve a sua relação com o Olodum. O músico, que voltou a fazer parte da banda em 2024, após três anos fora do grupo percussivo, se emocionou ao falar sobre o significado do Olodum para a própria vida.

 

Em entrevista ao Bahia Notícias nos bastidores da Benção do Olodum, Narcizinho relembrou a trajetória dele na banda.

 

Natural do subúrbio de Salvador, o artista contou que sempre admirou o grupo percussivo e acreditava que um dia faria parte da banda, indo contra a opinião de muitas pessoas que o cercavam.

 

"Quando eu não era cantor do Olodum, eu sempre via nas rádios. E eu saía de onde eu morava, que eu morava no Uruguai, e saia andando direto para o Pelourinho, e eu sempre dizia: 'Um dia ainda você ainda vai cantar nesse bloco, um dia você vai ser cantor dessa banda'. Muitas pessoas não acreditaram nisso, mas eu acreditei", relembrou.

 

 

O artista entrou para o Olodum em 2009 e foi o responsável por dar voz a um dos maiores sucessos da banda na era 2010, 'Várias Queixas', uma composição dele ao lado de Afro Jhow e Germano Meneghel, que em 2018 foi regravada pelo trio Gilsons.

 

Para Narcizinho, a história dele com o Olodum é a prova de como a arte transforma vidas. "O Olodum transformou a minha vida. O Olodum me deu uma oportunidade, e tá me dando oportunidade não só naquela época, mas como agora. Transformou a minha vida, a vida da minha família. Hoje eu sou uma pessoa melhor porque o Olodum me ensinou isso", pontuou.

 

Através da banda, o artista deixou o lado compositor aflorar ainda mais. E da fonte que o trio Gilsons bebeu em 2018, por exemplo, os filhos e netos de Gilberto Gil voltaram a beber, anunciando uma parceria com Narcizinho: a canção 'Bem me Quer', que integra o novo álbum do trio.

 

Foto: André Carvalho/ BN Hall

 

A potência do de Narcizinho foi reconhecida e exaltada por Fran Gil, parceiro do cantor no novo álbum dos Gilsons.

 

"'Bem Me Quer' abraça a nossa história, abraça a nossa sonoridade, a construção, ao mesmo tempo que tem o lugar de ser um agradecimento. Essa coisa de trazer o Narcizinho, a referência do Olodum, da canção deles, tudo isso é um abraço à nossa história", afirmou o filho de Preta Gil ao comentar a nova parceria.

 

Em 2021, Narcizinho surpreendeu o público ao anunciar a saída da banda para se dedicar à carreira como artista gospel. Apesar de ter deixado o grupo naquele período, o cantor sempre fez questão de mostrar o impacto que o Olodum teve na vida e na carreira, levando o estilo inconfundível do grupo percussivo para a temporada solo.

 

Para o artista, o Olodum segue cumprindo o propósito de sua fundação em 1979: ser um movimento cultural de valorização da cultura afro-brasileira e uma resistência. 

 

"O Olodum é uma escola. Não é só cantar, não é só tocar, mas ensina a pessoa a ser cidadão, respeitar as pessoas, respeitar as mulheres. É esse o Olodum que nós gostamos, esse é o Olodum que traz para o cidadão, para nós, a verdade, para o mundo."

 

Foto: Bianca Andrade/ Bahia Notícias

 

O sentimento de ser uma escola da música e da cultura de forma geral, da Bahia para o mundo não é apenas de quem está dentro da banda, como Narcizinho. O Bahia Notícias acompanhou a Benção do Olodum na terça-feira, 22 de janeiro, e teve a oportunidade de conversar com artistas que prestigiaram o grupo percussivo naquela data.

 

Ao Bahia Notícias, José Gil, integrante dos Gilsons, frisou que, para ele, o significado do Olodum era "fundamento". Já a cantora Liniker pontuou que o grupo conseguia traduzir a Bahia com a riqueza dos ritmos, enquanto o baiano Felipe Velozo trouxe novamente o conceito de escola, afirmando que a banda o ensinou sobre música e cultura.

 

OLODUM NO VERÃO
Para acompanhar não só Narcizinho, como o grupo Olodum inteiro no verão de Salvador, o Bahia Notícias montou um mini guia para você não se perder na festa.

 

Antes do Carnaval chegar, o grupo ainda tem outros encontros com o público, sendo dois deles na Benção do Olodum, que acontece sempre às terças, sendo as próximas no dia 27 de janeiro e no dia 3 de fevereiro.

 

Já com o conceito bloco, a banda faz o Ensaio do Bloco Olodum no domingo. O próximo encontro acontece no dia 1º de fevereiro, no Pelourinho, na Praça das Artes Mestre Neguinho do Samba, que leva o nome em homenagem a um dos mentores do grupo, responsável pela criação do samba-reggae.

 

E o Olodum não sai do Pelô? Se depender da banda, o Centro Histórico de Salvador será a casa do grupo para sempre.

 

"Todos os anos a gente insiste na nossa comunidade, que é o Maciel, no Pelourinho. Recebemos propostas pra ir pra outros lugares, pra sair, mas ali é nosso gueto, é o nosso local. Ali é onde nosso povo se sente bem, acolhido", contou Lucas Di Fiori ao BN.

 

Foto: Instagram

 

A banda, que no início do ano fez o retorno para as festas populares com a participação na Lavagem do Bonfim, ainda não anunciou apresentação para o dia 2 de fevereiro, data em que se é celebrado o Dia de Iemanjá.

 

No Carnaval, a banda, que leva para a avenida o tema 'Máscaras Africanas - Magia e Beleza', já está com o Bloco Olodum confirmado para desfilar no domingo de Carnaval no circuito Dodô (Barra-Ondina), e a Pipoca do Olodum, tradicional no circuito Osmar (Campo Grande).

 

O grupo também tem apresentações confirmadas em camarotes, como o show no Camarote Salvador na quinta-feira (12), no Camarote Ondina no domingo (15), e no Planeta Band na segunda (16).

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Coronel Card passou tanto tempo ao lado do Cavalo do Cão que até o coração partido ele tentou imitar. Já o Cacique tentou um estilo diferente essa semana: o "venha a nós o vosso reino". Só faltou me contarem mesmo os detalhes mais íntimos da passagem de Marmotta por aqui. Já Lero anda mal na política e na vida pessoal, aparentemente. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Jerônimo Rodrigues

Jerônimo Rodrigues
Foto: Maurício Leiro / Bahia Notícias

"Tivemos um encontro ontem de novo, hoje quero repetir. Nós temos um conselho político que ouço cada presidente. Eu ouço em um coletivo e ouço individual. Converso com o Lidice [da Mata] pelo PSB, ela vai expressar os desejos do partido PSB, mas ela também fala sobre o coletivo, que é importante a gente fazer. Ouvimos o Avante, e o [Ronaldo] Carleto fala do Avante e fala do grupo. Assim como ouvimos o Otto [Alencar]. O Otto falou dos interesses, do que ele pretende fazer com o PSD, mas também expressa opinião". 

 

Disse o governador Jerônimo Rodrigues (PT) ao indicar avanço nas conversas com o PSD e outros partidos da base para a formação da chapa governista nas eleições de 2026. A declaração ocorreu durante entrevista coletiva, nesta quarta-feira (11), em Salvador.

Podcast

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O deputado federal Raimundo Costa (Podemos) é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira (9). O programa é exibido ao vivo no YouTube do Bahia Notícias a partir das 16h.

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