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mutirao de audiencias criminais
O Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) iniciou, nesta segunda-feira (21), o Mutirão de Audiências Criminais em Paulo Afonso, Cipó e Nova Soure. Até o dia 30 de setembro, a mobilização nas três comarcas realizará 1.065 audiências.
A iniciativa, que já passou por Luís Eduardo Magalhães e Jequié, tem o intuito de acelerar a tramitação dos processos e, assim, garantir um atendimento eficiente aos cidadãos. Os processos julgados ao longo dos oito dias úteis de atividades envolvem crimes como homicídio, violência contra a mulher, tráfico de drogas, roubo, furto e porte ilegal de armas.
Ao todo, serão 31 juízes atuando em 26 salas de audiências (16 em Paulo Afonso, cinco em Cipó e cinco em Nova Soure), simultaneamente, em dois turnos diários. Dos mais de mil processos pautados, 88 envolvem réus presos. Nesses casos, as sessões acontecerão de forma virtual, em salas equipadas no Conjunto Penal de Paulo Afonso.
O Mutirão de Audiências Criminais é fruto de uma mobilização interinstitucional entre o TJ-BA, MP-BA e demais órgãos do sistema de justiça e da administração local.
“A dinâmica combinou planejamento, integração entre magistrados, servidores e parceiros institucionais, e foco nas unidades com maior necessidade. Iniciativas assim mostram que o Judiciário baiano está comprometido em entregar justiça com qualidade e proximidade”, pontua o Juiz Leandro Florêncio Rocha de Araújo, que também coordena o Núcleo de Mutirões de Audiências.
Edições anteriores
A atuação do Núcleo de Mutirões de Audiências resultou em 1.016 audiências nas duas edições anteriores. Em Luís Eduardo Magalhães foram 487, com 412 sentenças; e em Jequié, 529, com 465 sentenças. O Núcleo de Mutirões de Audiências é responsável por planejar e acompanhar a execução das atividades. A atuação contempla realização de diagnóstico prévio, seleção e triagem dos processos, organização das pautas e articulação com as instituições participantes, além da realização das audiências.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.