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A obra do cantor e compositor Gerônimo, será retratada em um musicbook. Com produção de Rowney Scott e prefácio de Gil Vicente Tavares, o musicbook é uma realização da Escola de Música da Universidade Federal da Bahia e apresenta grandes canções do artista, um dos maiores representantes da música baiana no Brasil.
O lançamento acontece no dia 22 de janeiro, às 17h, na Reitoria da UFBA. O evento contará com a presença de artistas, comunidade acadêmica e nomes da cena cultural soteropolitana.
Além da cerimônia institucional de lançamento, a noite será brindada com a apresentação de uma banda composta por estudantes da Escola de Música; no repertório, grandes hinos de Gerônimo cujas partituras podem ser encontradas no e-book.

Com download gratuito, o livro traz a escrita de todos os instrumentos presentes nas músicas de Gerônimo. Além de uma homenagem ao artista, o livro é um instrumento potente de estudo e fortalecimento da Música Popular Brasileira.
O artista agradeceu o trabalho que se debruça sobre a sua carreira, que completou 50 anos em 2023. “Eu quero dizer que a universidade agora está de frente para o povo. Antes, não existia muito essa sintonia entre o que o povo produzia e o que era estudado lá. Então, ter minha obra como motivo de estudo hoje, eu me sinto muito honrado”, declarou Gerônimo.
Rowney Scott, idealizador e produtor do projeto, explica que o livro é consequência de um trabalho atravessado pelos três pilares que sustentam a Universidade Federal da Bahia: ensino, pesquisa e extensão.
“Tudo começou com a disciplina Oficina de Estilos, onde a cada semestre escolhemos um autor, tema ou gênero para estudar. Nessa investigação de obras artísticas, fazíamos o exercício de transcrever as músicas, na riqueza de cada instrumento. Em 2018, segui com essa pesquisa em um pós-doc que fiz na Holanda. Portanto, esse musicbook é um trabalho de muitos anos, exigiu bastante dedicação e acho que é uma contribuição real para o legado da música baiana”, relatou Rowney.
O professor ressaltou a participação de Ricardo Sibaldi, com quem dividiu ao longo de 2024, um processo intenso e detalhado de revisão e lapidação do livro.
Dentre as músicas do musicbook, alguns clássicos sem os quais não existiria a música baiana: É d’Oxum, Abafabanca, Eu Sou Negão e Jubiabá.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso".
Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.