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A cantora capixaba, Budah, transformou o Afropunk Brasil em uma extensão da sua turnê solo, “Púrpura”, em homenagem ao seu álbum lançado em outubro de 2024. Misturando love songs e hip-hop, o primeiro show da artista na Bahia foi recheado de boas surpresas.
A participação do cantor e produtor norte-americano Wyclef Jean não era surpresa, mas se tornou um show à parte. O americano com ascendência haitiana trabalhou com Beyoncé, Lauryn Hill e outros grandes artistas e se referiu a Budah como “uma das grandes”. E não poderia ser diferente. Juntos no palco, os artistas fizeram a primeira apresentação da colaboração “Montanha Russa”, lançada este mês, e Wyclef deu um show de musicalidade com um solo de guitarra.
Na plateia, uma amiga especial da cantora chamou a atenção: a rapper baiana Duquesa causou um alvoroço ao prestigiar o show de “Púrpura”. Mas o melhor veio com MC Luanna, também baiana e criada em São Paulo. A artista “antecipou” seu show no Afropunk, marcado para este domingo (9), e deu “uma palhinha” ao lado de Budah na música “Não Adianta Me Ligar”.
Os pontos altos do show foram as músicas “Púrpura” e “Ninguém Vai Te Superar”, gravadas com Delacruz e Djonga, respectivamente.
Como parte do mês em que se comemora o Dia Nacional da Consciência Negra, a Academia de Letras da Bahia (ALB) e o Instituto Reparação realizam o Seminário de Música Negra da Bahia. Aberto ao público, o evento está marcado para o dia 26 de novembro, a partir das 14h, na sede da ABL [Avenida Joana Angélica] e terá como tema “Dos blocos dos povos indígenas ao samba reggae”.
O evento vai reunir a cantora, compositora e historiadora Juliana Ribeiro; o cantor, compositor e mestre capoeira Tonho Matéria; o cantor, produtor e percussionista Dado Brazzaville; e o músico, produtor e carnavalesco Jorginho Commancheiro, presidente do bloco Comanches do Pelô.
Reconhecidos nas áreas artísticas em que atuam, eles vão debater, pela primeira vez na história da instituição, sobre a música negra baiana – como tudo começou até os dias de hoje, passando pelos blocos chamados “de índio”, os blocos afro e o samba reggae.
Também participam do debate o presidente da ALB e antropólogo Ordep Serra; e o coordenador do Instituto Reparação e sociólogo Ailton Ferreira. O seminário de Música Negra da Bahia - Dos blocos dos povos indígenas ao samba reggae é aberto ao público.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Tânia Scofield
"Na verdade, o que a gente encontra hoje na rua de Salvador é uma faixa de veículo assim, bem acima do necessário. Esse acima do necessário permite inclusive que um carro ultrapasse, porque às vezes tem 3 metros e meio, 3 metros, às vezes 4 metros".
Disse a presidente da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), Tânia Scofield, durante entrevista nesta terça-feira (8) ao programa Bahia Notícias no Ar, ao comentar a preocupação de parte dos motoristas com a redução do espaço para os carros nas obras de requalificação da Avenida Lafayette Coutinho, popularmente como Avenida Contorno é uma "percepção um pouco equivocada".