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A nadadora Ana Marcela Cunha conquistou na madrugada desta quarta-feira (7) a medalha de bronze na prova dos 5km, com o tempo de 57min36s80, no Mundial de Esportes Aquáticos, realizado em Doha, no Catar. Foi a 17ª medalha da baiana em Mundiais.
"Nossa meta era estar com a vaga garantida. Hoje ele (o treinador Fabrizio Antonelli) chegou para mim e falou: "cara, a gente fez o que tinha que fazer. Você tem que se divertir. E o que importa é quem toca primeiro". Sabia que eu não podia chegar na Sharon, tive um pouco de frieza, aguardei o momento, fiquei junto com a espanhola (Maria de Valdes) no final. Para quando entrar no funil, nos últimos 50 metros, coloquei o pé e nem sei de onde veio. Consegui me desvencilhar um pouquinho, chegar para o lado e vim pro lado da australiana para conseguir bater na frente", disse Ana Marcela.
A prova dos 5km em águas abertas tem a metade do percurso da maratona aquática. A vencedora da disputa foi a holandesa Van Rouwenddal com 57min33s90, que já havia ganhado nos 10km e volta de Doha com uma rara dobradinha. Enquanto a prata ficou com a australiana Chelsea Gubecka ao completar o trajeto em 57min35s00. A outra brasileira que participou da prova foi Viviane Junglubut e terminou na nona posição, com 57min52s90. Ana Marcela ficou com apenas 02s90 da medalha de ouro e destacou a dificuldade que sentiu durante a prova devido a uma cirurgia no ombro feita em novembro de 2022.
"Tive um pouco de dificuldade de aceleração, de manter o ciclo de braçada. Quando recuo o ciclo de braçada, tento deixar mais lento. Senti que perdi posições, dei uma maneirada. Pensei: "não tenho como ganhar, mas tenho que garantir medalha". Foi esse meu pensamento nos últimos metros e deu certo. Com dor a gente já está, né? Mas os 25km doem muito mais", disse.
Campeã olímpica nos 10km na natação em águas abertas em Tóquio 2020, Ana Marcela já garantiu vaga nos Jogos Olímpicos de Paris-2024 ao terminar a prova em quinto lugar no Mundial de Doha. Ela é a única atleta em atividade desde o Mundial de 2011. Esta é a oitava edição seguida que ela sobe no pódio, sendo sete de ouro, duas de prata e oito bronzes. A nadadora que mais se aproxima do feito da baiana é a sueca Sarah Sjöström, que pode ter sua sétima disputa seguida. Ela medalhou em 2009, mas não em 2011.
"Mudanças acontecem, acho que vem para provar para mim mesma, que independente de onde a gente estivar, a gente pode. Muitos atletas eles mudam e pensam que chegam no auge. Mas acho que essa questão de continuar, persistir, nós atletas brasileiros, a gente luta muito para conquistar espaço no cenário mundial. Desde 2010, eu venho conquistando medalhas em campeonatos Mundiais. Isso mostra o quanto trabalho duro para isso", comentou.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso".
Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.