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multa rescisoria
O técnico Jorge Sampaoli acionou o Atlético Mineiro na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) por conta do atraso no pagamento da multa rescisória referente à sua saída do clube, ocorrida em fevereiro deste ano.
Ao lado dos integrantes de sua comissão técnica, o treinador cobra cerca de R$ 10 milhões. O valor faz parte do acordo firmado entre as partes após a demissão do argentino, que havia assinado contrato de duas temporadas com o clube mineiro.
Inicialmente, o pagamento deveria ser realizado à vista. Posteriormente, Atlético e Sampaoli chegaram a um entendimento para parcelar a quantia em 15 prestações de aproximadamente R$ 666 mil. No entanto, segundo apuração do ge, apenas a primeira parcela foi quitada pelo clube.
Diante do atraso, os representantes jurídicos do treinador decidiram levar o caso à CNRD, órgão ligado à CBF responsável por solucionar conflitos no futebol brasileiro envolvendo clubes, atletas, treinadores, dirigentes e demais profissionais da modalidade.
Criada em 2016, a Câmara Nacional de Resolução de Disputas surgiu justamente para acelerar processos relacionados ao futebol, evitando que questões esportivas se arrastem na Justiça comum. O órgão atua em disputas contratuais, trabalhistas e financeiras, seguindo regulamentos da Confederação Brasileira de Futebol e da Fifa.
A composição da CNRD conta com especialistas em direito desportivo, responsáveis por analisar e julgar os conflitos envolvendo agentes do futebol nacional.
Jorge Sampaoli se tornou nesta quinta-feira (28) o sétimo técnico demitido pelo Flamengo desde a temporada de 2020. Com isso, o Mengo terá de desembolsar R$ 1,8 milhão de euros, cerca de R$ 9,5 milhões, por rescindir o contrato do argentino, que tinha duração até o final de 2024. No total, o Rubro-Negro já gastou R$ 46,5 milhões com pagamentos dessa natureza nesse período.
Após Jorge Jesus pedir para sair em 2020, o Fla pagou quantias milionárias para romper os acordos com quatro treinadores. Sucessor do português, o espanhol Domenéc Torrent trabalhou no clube por apenas quatro meses até ser demitido ainda em 2020 recebendo R$ 11,4 milhões pela rescisão. Em 2021, o Mengo pagou R$ 3 milhões para mandar Rogério Ceni embora. No ano seguinte, o português Paulo Sousa voltou para a Europa com R$ 7,7 milhões na conta. Enquanto o valor mais alto foi do seu compatriota Vítor Pereira com R$ 15 milhões, cujo vínculo terminava no final do ano, antecessor de Sampaoli.
Os outros dois técnicos que deixaram o Ninho do Urubu foram Renato Gaúcho e Dorival Júnior. Porém, a dupla não recebeu nada, já que não tiveram seus vínculos renovados após o encerramento. O primeiro chegou na final da Libertadores de 2021, enquanto o segundo levantou os troféus da principal competição sul-americana e a Copa do Brasil no ano passado.
Ainda sem contratar um substituto de Jorge Sampaoli, o Flamengo deverá ser comandado por Mário Jorge, técnico do sub-20, no jogo contra o Bahia, neste sábado (30), às 16h, no Maracanã, pela 25ª rodada do Brasileirão. Fora do G-4, o Mengo é o sétimo colocado na tabela de classificação com 40 pontos, dois a menos do que o Red Bull Bragantino, que é o quarto. Abrindo a zona de rebaixamento, o Tricolor é o 17º com 25, um a menos do que o Goiás, que é o 16º.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"Claro que existem preferências. Neto tem uma relação com Caiado, que era do União Brasil. Caiado apoia Neto, Zema apoia Neto, Flávio Bolsonaro apoia ACM Neto. Mesmo os que não estão na Bahia veem que a Bahia precisa mudar de rumo".
Disse o ex-ministro da Cidadania no governo Bolsonaro e pré-candidato ao Senado João Roma (PL) ao afirmar que à exceção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), todos os pré-candidatos ao Planalto em 2026 devem apoiar o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato da oposição ao Governo da Bahia, ACM Neto (União).