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mulheres trans
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump assinou, na última quarta-feira (5), um decreto que vai banir mulheres transgênero de participarem de competições esportivas no país. A decisão detalha que pessoas designadas do sexo masculino deverão disputar provas masculinas.
O Comitê Olímpico Internacional (COI) decidiu, em novembro de 2024, que cada federação de modalidade esportiva passaria a decidir seus critérios sobre a questão dos atletas transgêneros e intersexuais. No entanto, a ordem executiva de Trump quebra o protocolo por se tratar de um decreto governamental.
Segundo o jornal americano “ABC News”, a definição do presidente pretende pressionar o COI a prosseguir com essa regra internacionalmente. O tema será discutido em reunião com a Casa Branca e órgãos esportivos privados, como a NCAA e a WNBA.
“A Ordem Executiva pede a convocação de órgãos esportivos privados na Casa Branca para ouvir, pessoalmente, as histórias de atletas femininas que sofrem lesões ao longo da vida, que foram silenciadas e forçadas a tomar banho com homens e cujo trabalho duro foi deixado de lado devido à vantagem biológica dos homens” revelou o documento.
Nos EUA, o caso mais famoso de atleta transgênero é o de Lia Thomas, nadadora de 25 anos que foi impedida de participar da seletiva americana para as Olimpíadas de Paris por ser uma mulher trans. A situação recorreu à Corte Arbitral do Esporte (CAS), mas teve seu recurso negado. A corte máxima da justiça esportiva considerou que a americana não tinha legitimidade para contestar a regra da World Aquatics (Federação Internacional de Esportes Aquáticos) que veta a participação de atletas trans em competições femininas.
O documentário “Pro Que Der e Vier” conta a história de nove mulheres trans moradoras de Salvador, a partir da narrativa delas. A trama é construída no estilo talking heads, e aborda tópicos como a descoberta da transexualidade, a revelação social, a vivência na sociedade e na família, os preconceitos sofridos e autoaceitação. O média-metragem dirigido por Gilberto Rios será lançado nesta quinta-feira (8), às 19 horas, no Cinema Cine XIV, Pelourinho. O filme tem como base as pesquisas realizadas pelo Poptrans/Ufba, um projeto que busca compreender como vive a população travesti e de mulheres trans na capital baiana, na perspectiva da saúde pública. Entre setembro de 2014 e abril de 2016 a pesquisa levantou informações de 127 travestis e mulheres trans para reivindicar melhores condições de vida a essa população junto aos órgãos governamentais. O Poptrans é composto por uma equipe interdisciplinar, formada por pesquisadores do Instituto de Saúde Coletiva (ISC), do Instituto de Humanidades, Artes e Ciência Professor Milton Santos (IHAC) e da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH), todos da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
SERVIÇO
O QUÊ: Lançamento do documentário ‘Pro Que Der e Vier’
QUANDO: 8 de junho, às 19 horas
ONDE: Saladearte – Cinema Cine XIV
VALOR: R$ 10
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"Os extremos não servem para nós. Nem uma polícia que não dê conta do seu papel, nem uma polícia que possa entrar no exagero e fazer ações fora do conceito de um servidor público. A polícia tem que garantir a segurança das pessoas e não ameaçá-las".
Disse o governador Jerônimo Rodrigues ao ser sabatinado na TV Aratu, nesta terça-feira (4) e abordou um dos temas mais sensíveis de sua gestão: a segurança pública e a atuação da Polícia Militar. Respondendo a questionamentos do jornalista Maurício Leiro, editor de política do Bahia Notícias, sobre a implementação das câmeras corporais nos fardamentos e suspeitas de excessos policiais, Jerônimo afirmou que "não passa a mão na cabeça" de quem atua fora dos padrões.