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mst ocupa ceplac
Cerca de 340 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) seguem em uma ocupação na Estação de Zootecnia do Extremo Sul da Bahia, em Itabela, na Costa do Descobrimento. O grupo permanece no local nesta quarta-feira (23), passando das 24 horas de mobilização, iniciada nesta terça-feira (22), informou o G1.
Segundo o movimento, a ocupação é pacífica e reivindica a retomada de um acordo com órgãos do governo federal para a destinação de terras a fins de reforma agrária. A estação ocupada pertence à Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) e é administrada pelo governo federal. Esta é a terceira vez que o local é ocupado pelo MST, as outras ocorreram em 2022 e 2024.
Conforme os manifestantes, o acordo interrompido previa a destinação de áreas federais consideradas improdutivas ou sem função social para assentamentos rurais. As negociações envolviam a Ceplac, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e o Ministério do Desenvolvimento Agrário.
Funcionários da Ceplac relataram que, durante a ocupação, cercas foram cortadas e instalações elétricas foram modificadas de forma irregular, provocando curtos-circuitos e danos a equipamentos. Além disso, servidores estão impedidos de acessar a unidade, o que compromete as pesquisas em andamento.
A Estação de Zootecnia do Extremo Sul da Bahia desenvolve pesquisas reconhecidas internacionalmente nas áreas de mitigação de gases de efeito estufa, manejo de pastagens e estoque de carbono no solo. O local mantém parcerias com instituições acadêmicas do Brasil, Estados Unidos e Canadá.
Com o acesso interrompido, parte das atividades científicas está paralisada, e há risco de perda de dados e prejuízo a estudos em andamento. O MST informou que ainda não há previsão para desocupação do local.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Flávio Bolsonaro
"Lula vai ficar do lado de criminosos?"
Disse o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao fazer duras críticas à atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na área da segurança pública. Flávio, pré-candidato do PL a presidente nas eleições de outubro, citou o projeto de lei antifacção, aprovado pelo Congresso Nacional em fevereiro e que ainda não foi sancionado por Lula.