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O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (19), a Operação Juros Zero para investigar um suposto esquema de fraudes na folha de pagamento de servidores públicos do Distrito Federal. A investigação envolve operações relacionadas a descontos realizados nos salários de servidores, aposentados e pensionistas do Governo do Distrito Federal (GDF).
Entre os alvos da operação estão o Banco de Brasília (BRB), a BRB Serviços S.A., a Secretaria de Economia do Distrito Federal, o Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF), o PicPay e associações ligadas ao caso. As medidas também alcançam atuais e ex-dirigentes das instituições investigadas, entre eles Ney Ferraz Júnior e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB.
A ação é conduzida pela Vice-Procuradoria-Geral de Justiça, pela Promotoria de Defesa do Consumidor e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Por determinação do Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), estão sendo cumpridos 50 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em Curitiba, no Paraná, e em São Paulo, onde está localizada a sede do PicPay.
Segundo as investigações, o caso envolve possíveis irregularidades em operações vinculadas à folha de pagamento dos servidores distritais. De acordo com inspeção realizada pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), o PicPay estaria efetuando descontos referentes a empréstimos consignados nos salários de servidores, aposentados e pensionistas do GDF de forma irregular.
Os valores estariam relacionados ao serviço de antecipação salarial oferecido ao funcionalismo público por meio de contrato firmado entre o PicPay e a Secretaria de Economia do Distrito Federal em setembro de 2024.
O relatório do TCDF apontou um “crescimento acentuado e alto volume em nova modalidade de desconto” diretamente na folha de pagamento, referente à amortização do serviço contratado com a instituição financeira. Conforme os dados da Corte de Contas, os descontos consignados somaram R$ 11,7 milhões em 2024. Entre janeiro e agosto de 2025, o montante chegou a R$ 70 milhões.
Ainda segundo o relatório, o PicPay descontou R$ 81,7 milhões dos salários de servidores do GDF entre 2024 e 2025. Em fevereiro, o TCDF determinou a suspensão de novos descontos diretamente em folha vinculados ao banco digital após identificar irregularidades relacionadas à cobrança de taxa sobre a antecipação salarial.
De acordo com a investigação, o PicPay é a única instituição habilitada, desde 2024, a realizar desconto compulsório na folha de pagamento do GDF. A operação é executada pela BRB Serviços, subsidiária do Banco de Brasília.
O atacante Bruno Henrique, do Flamengo, foi denunciado nesta quarta-feira (11) pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) por suposta participação em um esquema de manipulação de apostas esportivas. A denúncia foi apresentada à Justiça do Distrito Federal.
O jogador é acusado de fraude em evento esportivo e estelionato. De acordo com as investigações, ele teria provocado de forma intencional a aplicação de um cartão durante a partida entre Flamengo e Santos, no dia 1º de novembro de 2023, pelo Campeonato Brasileiro, com o objetivo de beneficiar financeiramente seu irmão, Wander Pinto Júnior, por meio de apostas.
“Nos termos em que será adiante detalhado, a presente denúncia tem por objeto a imputação de crimes de fraude a resultado ou evento associado à competição esportiva (art. 200 Lei nº 14.597/2023), bem como de crimes de estelionato praticados em desfavor de pessoas jurídicas que atuam como agentes operadores de quota fixa, nos termos da Lei nº 14.790/2023”, diz trecho da denúncia.
Na data do jogo, três casas de apostas identificaram movimentações atípicas, com 98% do volume apostado no mercado de cartões voltado à punição do jogador. As empresas notificaram a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sobre a suspeita.
Em novembro de 2024, a Polícia Federal cumpriu 12 mandados de busca e apreensão em cidades dos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Além de Bruno Henrique, também foram alvos o irmão, a cunhada e dois amigos.
O atleta e outras nove pessoas foram indiciados pela Polícia Federal em abril deste ano. Segundo os investigadores, há indícios suficientes da prática dos crimes. Com o oferecimento da denúncia, caberá agora à Justiça decidir se aceita a acusação e transforma os investigados em réus.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.