Artigos
Pelo fim da escala 6x1 para que tempo seja direito, não privilégio
Multimídia
João Roma diz que todos, exceto Lula, devem apoiar ACM Neto no governo da Bahia
Entrevistas
Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
mp ma
Uma reclamação disciplinar enviada pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA) ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), há pouco mais de dois anos, ainda aguarda uma decisão. A representação, assinada em junho de 2021, pelo então procurador-geral de Justiça, Eduardo Jorge Nicolau, questionava a decisão de um desembargador que colocou em liberdade um criminoso condenado por participar do roubo de R$ 100 milhões em uma agência bancária.
De acordo com informações do Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, Wagner César de Almeida tinha sido condenado, em 2020, a 58 anos de prisão. Ele integra a organização criminosa especializada na modalidade Novo Cangaço.
Wagner estava na companhia de 15 homens fortemente armados quando o grupo criminoso tomou a cidade de Bacabal, no Maranhão, e protagonizou um assalto violento e milionário.
Conforme a publicação, depois de roubar R$ 100 milhões, os acusados mataram o morador Cleones Borges Araújo com um tiro de fuzil nas costas, após passar próximo a uma barreira montada pela quadrilha. Depois disso, os assaltantes atacaram, com disparos de arma de fogo, a Delegacia Regional de Bacabal e incendiaram as viaturas. Eles foram presos, denunciados pelo MP-MA e condenados pela Justiça.
No entanto, apesar da condenação superior a 50 anos de cadeia, o desembargador José de Ribamar Fróz Sobrinho, em 18 de junho de 2021, sem a oitiva do MP-MA e sem as informações do Juízo que condenou o assaltante, deferiu a liminar pleiteada para substituir a pena de prisão preventiva de Wagner César de Almeida por domiciliar, com monitoramento eletrônico. Pouco tempo depois, o ladrão fugiu.
O desembargador voltou atrás e decidiu que Wagner deveria retornar à prisão, mas ele nunca mais foi visto.
A coluna Na Mira entrou em contato com o CNJ para confirmar se houve alguma decisão relacionada à representação enviada pelo MP do Maranhão, porém até a última atualização da reportagem, o conselho não havia emitido nenhum parecer.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"Os extremos não servem para nós. Nem uma polícia que não dê conta do seu papel, nem uma polícia que possa entrar no exagero e fazer ações fora do conceito de um servidor público. A polícia tem que garantir a segurança das pessoas e não ameaçá-las".
Disse o governador Jerônimo Rodrigues ao ser sabatinado na TV Aratu, nesta terça-feira (4) e abordou um dos temas mais sensíveis de sua gestão: a segurança pública e a atuação da Polícia Militar. Respondendo a questionamentos do jornalista Maurício Leiro, editor de política do Bahia Notícias, sobre a implementação das câmeras corporais nos fardamentos e suspeitas de excessos policiais, Jerônimo afirmou que "não passa a mão na cabeça" de quem atua fora dos padrões.