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mortes de mulheres
Nesta segunda-feira (25) completam-se dez dias do assassinato de três mulheres em uma área de vegetação da Praia dos Milionários, em Ilhéus, no Litoral Sul. Até o momento nenhum suspeito foi localizado. No entanto, a Polícia Civil informou que três suspeitos foram localizados. Mesmo assim, nenhuma testemunha ocular foi identificada até o momento.
Quatro pessoas também foram interrogadas e passaram por exames periciais, o que incluiu familiares e pessoas próximas às vítimas. As investigações são realizadas pelo Núcleo de Homicídios da Polícia Civil de Ilhéus que já analisou imagens de 15 câmeras. Porém, o local onde os corpos foram encontrados é considerado um ponto cego para as câmeras, o que dificulta o rastreio de suspeitos.
Ainda segundo a polícia, os interrogados passaram por perícia no Departamento de Polícia Técnica (DPT), para identificação criminal, análise genética, confronto de digitais e exame de lesões. Um dos responsáveis pela investigação, o delegado Helder Carvalhal, informou que, como base análises preliminares das necropsias, não havia sinais de violência sexual nos corpos das vítimas.
Em nota, a polícia informou “que os laudos estão sendo concluídos e serão fundamentais para o avanço das investigações e as equipes continuam mobilizadas para garantir que os responsáveis sejam identificados e presos”.
Alexsandra Suzart, Maria Helena Bastos e Mariana Bastos foram mortas a facadas no dia 15 de agosto, quando saíram para passear com um cachorro. Os corpos foram encontrados na manhã seguinte por jovens ligados a igrejas frequentadas pelas três mulheres.
Qualquer informação pode ser repassada de forma anônima por meio do Disque-Denúncia 181.
As mortes de três mulheres em Ilhéus, no Litoral Sul, provocaram comoção e levaram dezenas de pessoas às ruas em um protesto neste domingo (17). Até o início da manhã desta segunda-feira (18) não havia informações sobre a prisão de suspeitos. O ato de protesto reuniu mulheres vestidas de branco, que caminharam pela BA-001, próximo à Praia dos Milionários, onde as vítimas foram encontradas mortas.

Foto: Reprodução / Redes Sociais
Segundo a TV Santa Cruz, com cartazes e frases como “Parem de nos matar”, “Calaram três de nós” e “Justiça”, as manifestantes cobraram respostas das autoridades. Policiais militares acompanharam a mobilização.
As vítimas foram identificadas como Alexsandra Oliveira Suzart, de 45 anos; Maria Helena do Nascimento Bastos, de 41; e Mariana Bastos da Silva, de 20. Maria Helena e Alexsandra eram professoras da rede municipal e vizinhas, enquanto Mariana era filha de Maria Helena. As três moravam a cerca de 200 metros da praia.
O grupo estava desaparecido desde sexta-feira (15), quando saiu para passear com um cachorro na areia da Praia dos Milionários. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que elas caminhavam pelo local. Os corpos foram encontrados no sábado (16), em uma área de vegetação próxima à orla. O cachorro foi localizado vivo, amarrado a um coqueiro ao lado das vítimas.
Conforme a polícia, elas apresentavam marcas de facadas. A delegacia de Ilhéus investiga a autoria e a motivação do crime.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Júlio Pinheiro
“Eu acho que na democracia cabe a representação de qualquer forma, desde que ela seja validada pelas urnas. Eu entendo que a rede social é um instrumento, ela não pode ser a base política, porque a base política ela precisa expressar anseios da sociedade que sejam calcados em coisas concretas, certo?".
Disse o deputado estadual eleito Júlio Pinheiro (PT), ao comentar em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Antena 1 Salvador (100.1) nesta segunda-feira (21), sobre a popularização da modalidade de “políticos influencers”, aqueles parlamentares que se elegem com forte apelo das redes sociais e conteúdos virais. Segundo o ex-prefeito de Amargosa, “na democracia cabe a representação de qualquer forma”, mas é necessário avaliar o conteúdo produzido e incentivado pelos candidatos nas redes sociais.