Artigos
Proteção de Comunidades Tradicionais e Reforma Agrária: Ineficiência e Ineficácia do Regime Vigente no Brasil
Multimídia
Vicente Neto, diretor-geral da Sudesb, justifica recusa de sistema de biometria em Pituaçu
Entrevistas
Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”
moringa
Alunos de um colégio de Lamarão, na região sisaleira, usaram sementes de moringa e casca de mandacaru para desenvolver uma técnica alternativa e sustentável para purificação da água. A experiência surgiu no Colégio Estadual Dr. Jairo Azzi, conduzida por Anne Caroline Nogueira e Clara Bispo, sob orientação do professor Djanderson Nascimento.
Segundo a Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), a iniciativa surgiu da necessidade de encontrar soluções viáveis e acessíveis para o tratamento de água turva em regiões que enfrentam escassez hídrica e têm acesso limitado a tecnologias convencionais.

Foto: Divulgação / Secti
Conforme o professor Djanderson, os testes realizados mostraram que a combinação das sementes apresenta eficiência superior a 90% na remoção da turbidez da água, alcançando resultados comparáveis aos de coagulantes químicos tradicionais, como o sulfato de alumínio.
“A moringa é responsável por reduzir a turbidez, enquanto o mandacaru atua como agente bactericida, inativando microrganismos remanescentes”, explicou Djanderson. O docente também destacou que o método não gera resíduos tóxicos, o que reforça o caráter sustentável da proposta. A motivação para o projeto se apoia em dados do Instituto Trata Brasil, que apontam que, em 2022, cerca de 7,7 milhões de residências no Nordeste não recebiam água tratada diariamente.
“O projeto visa melhorar a qualidade de vida das comunidades do semiárido, onde muitas vezes a única fonte de água são poços e açudes, que costumam conter água barrenta”, afirmou a estudante Anne Caroline.
Além do aspecto científico, a iniciativa tem um forte componente social e educacional. O trabalho foi apresentado na Feira de Ciências, Empreendedorismo Social e Inovação da Bahia (Feciba), com apoio da Secretaria da Educação do Estado (SEC), e representa um exemplo de como a educação pode gerar impactos positivos na comunidade.
A equipe pretende agora expandir os testes e divulgar a técnica para que possa ser adotada em outras localidades do semiárido baiano. A proposta faz parte da série Bahia Faz Ciência, uma iniciativa da Secti, que destaca semanalmente projetos científicos desenvolvidos por baianos em diversas áreas do conhecimento.
Explorando o som, a percussão a sua relação com o feminino, neste domingo (01), das 10h às 12h, ocorre a quinta edição da “Oficina de Moringa Sonora (Udu Drum)” na Pituba. Aberta para mulheres e homens, a oficina foca na rítmica e no ensino do uso do instrumento. “Para tocar moringa não precisa de muita técnica”, conta a professora, cantora e percussionista Wive Melo que também defende o papel terapêutico do evento: “É uma vivência para desenvolver o ritmo em um instrumento que não faz muito barulho, o que ajuda as pessoas a se soltarem mais”. A maior parte dos alunos da oficina são mulheres. Para Wivi, isso acontece por que a percussão ainda é um campo da música muito machista. “As mulheres não podem tocar no candomblé e em Cuba não podem chegar perto do instrumento quando estão menstruadas”, conta. Para esta edição, a oficina de moringa ainda tem 5 vagas disponíveis. Os valores variam entre R$ 70 para quem quer uma moringa emprestada e R$ 120 para quem quer levar o instrumento para casa depois da aula.
SERVIÇO:
O QUÊ: Oficina de Moringa Sonora
QUANDO: Domingo, 01 de outubro, às 10h
ONDE: Rua Das Dálias 481- Pituba - Salvador
VALOR: R$ 70
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Dr Gabriel Almeida
"Lei brasileira permite a manipulação da Tirzepatida".
Disse o médico baiano Gabriel Almeida ao rebater as acusações de envolvimento em um suposto esquema de produção e venda irregular de medicamentos para emagrecimento.