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monumento em salvador
A requalificação do antigo "Prédio da Balança" do Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, segue em andamento e tem previsão de conclusão até o fim de outubro deste ano. O edifício, localizado em frente à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), será transformado no Memorial da Democracia da Bahia, novo equipamento cultural voltado à preservação da memória das lutas democráticas, dos direitos humanos e dos movimentos sociais no estado.
Em nota enviada ao Bahia Notícias, a Secretaria da Administração (Saeb) informou que a obra contempla a readequação física e funcional do imóvel para receber espaços de exposição, salas de pesquisa, áreas de acervo, auditório, setores administrativos e ambientes técnicos. A intervenção é executada pela Superintendência de Patrimônio da pasta.
O projeto foi licitado por R$ 4,69 milhões e é financiado com recursos do Tesouro Estadual. Segundo a Saeb, antes da atual etapa também foram realizados serviços de recuperação estrutural no edifício.
Em setembro de 2025, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) visitou as obras e apresentou detalhes da intervenção. Em publicação nas redes sociais, ele mostrou os trabalhos de reforço da estrutura externa do prédio. “A gente vai fazer um projeto forte e cultural aqui dentro”, disse o chefe do Executivo.
A criação do Memorial foi proposta pela Secretaria de Cultura da Bahia (Secult), com o objetivo de transformar um dos edifícios mais emblemáticos do CAB em um espaço permanente de preservação, pesquisa e difusão da história democrática baiana.
Projetada em concreto aparente armado, a balança é considerada um exemplar da arquitetura brutalista, movimento que ganhou força entre as décadas de 1950 e 1970 e tem como principal característica o uso do concreto bruto e de formas marcantes.
O edifício possui planta retangular de 52 metros de comprimento por nove metros de largura. A estrutura abrigava um salão expositivo com cobertura em formato piramidal e um anfiteatro com capacidade para 50 pessoas. No pavimento inferior ficavam localizadas as áreas técnicas e de apoio, como a subestação de energia e os espaços destinados aos funcionários.
A saúde de um dos mais tradicionais monumentos históricos do Centro Administrativo da Bahia (CAB.), o “Prédio da Balança”, parece não estar ótima. O governo da Bahia contratou um escoramento emergencial para o equipamento, construído pelo arquiteto João Filgueiras Lima, o Lelé, em 1974.

Foto: Google Street View
O Bahia Notícias obteve a informação de que o gasto feito foi realizado mediante uma dispensa de licitação, pela secretaria de Administração, com a superintendência de patrimônio da pasta. A contratação, de forma emergencial, de empresa especializada na “prestação de serviços de escoramento da estrutura do Centro de Exposições — Prédio da Balança”. Ao todo, o contrato terá duração de 10 meses, com atividade no equipamento, totalizando R$ 1.781.921,96 pela realização do reparo.
Especializado em arquitetura e engenharia, o portal Arch Daily indica que o edifício é inteiramente suspenso cinco metros acima do solo, com duas torres laterais idênticas, de onde partem tirantes que colaboram na estabilidade do edifício, que se desenvolve em balanços simétricos de volumes invertidos. “Em cada torre há um vazio cilíndrico cujo diâmetro mede quatro metros. Uma das torres abriga a escada; na outra torre foi instalada um elevador, que funciona por sistema hidráulico e suporta quarenta pessoas por viagem”, aponta o site.
Os primeiros “problemas” estruturais já haviam sido divulgados pelo Bahia Notícias, em 2007. O engenheiro Antônio João Leite, apontou que, a estrutura da Balança, que é semelhante à da Estação da Lapa, poderia se romper. “Aquilo é uma ‘bomba-relógio’”, disse Leite, defendendo reparos na estrutura do edifício, localizado no CAB.
MEMÓRIA DA BAHIA
O monumento foi executado em concreto aparente armado moldado in loco. A peça tem relação com um movimento arquitetônico, o “brutalismo”, que surgiu no início do século XX e alcançou seu auge nas décadas de 1950 a 1970. Sua estética ousada e impiedosa, caracterizada pelo uso de concreto bruto e aparente nas obras.
O local possui uma planta retangular de cinquenta e dois metros de comprimento por nove metros de largura. Nele, estão instalados o salão expositivo, a leste, e o anfiteatro, na extremidade oeste, cujo volume define um tronco de pirâmide invertida. O salão expositivo tem cobertura em forma piramidal, que ilumina o recinto mediante uma claraboia. O pé-direito médio da área expositiva mede seis metros, segundo especialistas.
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Foto: Google Street View
O anfiteatro possui um piso que desce níveis escalonados e consecutivos, e moldam os degraus. Os assentos acompanham o delineado e encostam-se nos próprios degraus. Tem capacidade para cinquenta pessoas. No piso inferior enterrado estão as dependências dos funcionários e as áreas técnicas, como a torre de refrigeração e a subestação de energia.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"Os extremos não servem para nós. Nem uma polícia que não dê conta do seu papel, nem uma polícia que possa entrar no exagero e fazer ações fora do conceito de um servidor público. A polícia tem que garantir a segurança das pessoas e não ameaçá-las".
Disse o governador Jerônimo Rodrigues ao ser sabatinado na TV Aratu, nesta terça-feira (4) e abordou um dos temas mais sensíveis de sua gestão: a segurança pública e a atuação da Polícia Militar. Respondendo a questionamentos do jornalista Maurício Leiro, editor de política do Bahia Notícias, sobre a implementação das câmeras corporais nos fardamentos e suspeitas de excessos policiais, Jerônimo afirmou que "não passa a mão na cabeça" de quem atua fora dos padrões.