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Três pessoas foram presas em Monte Alto, na região de Ribeirão Preto (SP), suspeitas de integrar um esquema de coleta e venda ilegal de sangue de gatos. As prisões ocorreram na noite de sábado (4), após uma operação conjunta da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente, Guarda Civil Municipal, Polícia Científica e uma veterinária da prefeitura.
A investigação começou após uma postagem nas redes sociais oferecer R$ 50 por coleta de sangue felino. A denúncia mobilizou defensores da causa animal, que alertaram as autoridades. No endereço indicado, no bairro Monte Belo, os agentes encontraram três pessoas usando luvas e trajes veterinários, seis gatos desacordados e o ambiente em condições insalubres.
Segundo a prefeitura, o grupo afirmou que o sangue seria enviado a uma clínica veterinária em São José do Rio Preto para uso em transfusões. Um dos suspeitos disse ser estudante de medicina veterinária e os outros dois se apresentaram como auxiliares, recebendo valores entre R$ 100 e R$ 300 por procedimento.
Conforme publicação da Folha de São Paulo, a dona do imóvel e uma mulher apontada como intermediadora da clínica também estavam no local. Ambas foram presas, mas liberadas após audiência de custódia neste domingo (5). Já o estudante teve prisão preventiva decretada.
De acordo com a Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente, os animais eram anestesiados de forma inadequada, com doses elevadas de medicamento e sem equipamentos básicos, como balança ou supervisão de um veterinário responsável. Testes realizados em três dos felinos confirmaram que uma fêmea estava infectada pelo vírus da imunodeficiência felina (FIV).
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Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.