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Os marqueteiros João Santana e Mônica Moura, responsáveis por campanhas eleitorais do presidente Lula em 2006 e da ex-presidente Dilma Rousseff em 2010, relataram ter recebido mais de US$ 10 milhões em pagamentos irregulares do governo venezuelano durante a campanha presidencial de 2012 no país.
?? Marqueteiros de Lula, João Santana e Mônica Moura relataram repasses de US$ 10 milhões de Maduro
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) January 5, 2026
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Segundo depoimento prestado por Mônica Moura à Operação Lava Jato, em 2017, os valores teriam sido pagos em dinheiro vivo pelo então chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, à época integrante do governo de Hugo Chávez. De acordo com o relato, os repasses eram feitos de forma semanal e parcelada, em locais como a chancelaria venezuelana.
Ainda conforme o depoimento, o contato inicial para a atuação na campanha teria sido intermediado por Lula, enquanto as viagens do casal a Caracas teriam sido organizadas pelo ex-ministro José Dirceu. Mônica Moura afirmou que, diante de atrasos nos pagamentos, ameaçava reclamar diretamente com o então ex-presidente brasileiro.
Além dos recursos provenientes da Venezuela, o casal declarou ter recebido cerca de US$ 9 milhões em caixa dois de empreiteiras brasileiras, entre elas Andrade Gutierrez e Odebrecht, totalizando aproximadamente US$ 19 milhões.
O marqueteiro João Santana e a esposa, Mônica Moura, tentam reaver US$ 21 milhões que mantinham em uma conta na Suíça, que foram perdidos após os acordos de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República.
De acordo com o colunista Guilherme Amado, do Metrópoles, o marqueteiro e a companheira "bateram o pé no STF" e recorreram de uma decisão do ministro Dias Toffoli de junho, que rejeitou esse pedido da defesa de Santana e Mônica.
Toffoli negou o trancamento das três ações penais contra o casal na Justiça Eleitoral do Distrito Federal e o arquivamento das execuções penais dos delatores, mesmo com a anulação das provas da Odebrecht contra eles.
O STF começou a julgar o agravo de João e Mônica na sexta-feira (9). A análise do recurso da defesa do casal é feita virtualmente na Segunda Turma do Supremo. Nesse tipo de julgamento, o relator apresenta seu voto no sistema eletrônico do STF e os demais ministros indicam se concordam ou não com ele, e Toffoli votou por rejeitar o recurso.
Para o ministro, os argumentos do advogado do marqueteiro e de sua mulher foram “insuficientes” para modificar seu entendimento anterior. Toffoli também negou o pedido para conceder um habeas corpus de ofício, porém, o julgamento foi interrompido e o ministro Gilmar Mendes pediu mais prazo para analisar o caso.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Tânia Scofield
"Na verdade, o que a gente encontra hoje na rua de Salvador é uma faixa de veículo assim, bem acima do necessário. Esse acima do necessário permite inclusive que um carro ultrapasse, porque às vezes tem 3 metros e meio, 3 metros, às vezes 4 metros".
Disse a presidente da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), Tânia Scofield, durante entrevista nesta terça-feira (8) ao programa Bahia Notícias no Ar, ao comentar a preocupação de parte dos motoristas com a redução do espaço para os carros nas obras de requalificação da Avenida Lafayette Coutinho, popularmente como Avenida Contorno é uma "percepção um pouco equivocada".