Artigos
Entre a Águia e a Geni: quem sustenta a pedra?
Multimídia
Deputado Leur Lomanto Jr. defende reformulação do processo eleitoral e critica “fragilidade” no vínculo partidário
Entrevistas
Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
mohammed ben sulayem
A Formula 1 realiza nesta segunda-feira (20) uma reunião decisiva entre chefes de equipe, executivos das escuderias, representantes das fornecedoras de motores e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para discutir possíveis mudanças no regulamento técnico da temporada 2026.
O principal ponto em debate é o gerenciamento de energia dos novos motores híbridos, que passarão a ter divisão equilibrada entre combustão e parte elétrica. As alterações recentes no sistema de recuperação e uso de energia não tiveram o efeito esperado e aumentaram a influência da bateria no desempenho dos carros, gerando críticas entre pilotos.
Entre os que se manifestaram sobre o tema está Max Verstappen, que chegou a classificar o atual modelo como “artificial” e demonstrou insatisfação com o rumo técnico da categoria.
As discussões sobre possíveis ajustes já estavam previstas para abril, mas ganharam força após o acidente envolvendo Oliver Bearman no Grande Prêmio do Japão. O episódio ocorreu em meio a uma diferença significativa de velocidade em relação ao argentino Franco Colapinto e reacendeu o debate sobre segurança na categoria.
Chefe da Mercedes-AMG Petronas Formula One Team, Toto Wolff defendeu cautela nas possíveis alterações no regulamento.
"As discussões entre os pilotos, a FIA, a Fórmula 1 e as equipes têm sido construtivas. Trata-se de melhorar o produto e analisar o que podemos aprimorar em termos de segurança, mas agindo com um bisturi e não com um taco de beisebol", argumentou.
Segundo o dirigente, há expectativa de avanços ainda nesta etapa inicial da temporada.
"Precisamos aprender com o passado, quando decisões foram tomadas de forma errática. Estou cautelosamente otimista de que vamos melhorar as corridas mantendo a qualidade do espetáculo."
Presidente da FIA, Mohammed ben Sulayem afirmou que os pilotos tiveram papel importante nas discussões sobre ajustes no regulamento.
"Os pilotos nos deram uma contribuição inestimável em ajustes que sentem que devem ser feitos, em particular nas áreas de gerenciamento de energia para garantir corridas seguras, justas e competitivas."
As propostas discutidas devem seguir agora para votação eletrônica do Conselho Mundial de Automobilismo da entidade.
A temporada da Fórmula 1 continua na próxima semana com o Grande Prêmio de Miami, com atividades de pista a partir de sexta-feira (1º) e corrida prevista para domingo este (3).
Robert Reid, vice-presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), renunciou ao cargo na manhã desta quinta-feira (10), em meio a uma série de críticas à gestão do presidente Mohammed Ben Sulayem. O britânico fez parte da chapa eleita em 2021, mas afirmou que a sua permanência no posto se tornou insustentável diante da forma como a entidade tem sido conduzida.
Em carta divulgada à imprensa, Reid afirmou que tomou a decisão após constatar um "alarme crescente com decisões críticas sendo tomadas sem o devido processo legal ou consulta adequada". Segundo ele, a ruptura se tornou irreversível após a FIA assumir a promoção do Mundial de Rallycross sem aprovação do conselho mundial ou do senado da entidade — algo que classificou como "quebra final de confiança e do devido processo legal".
"Quando assumi este cargo, era para servir aos membros da FIA, não para servir ao poder”, declarou. "Com o tempo, tenho testemunhado uma erosão constante dos princípios que prometemos defender. As decisões estão sendo tomadas a portas fechadas, ignorando as próprias estruturas e pessoas da FIA que existem para apresentar", completou Reid.
Ele ainda ressaltou que sua saída não é política, mas ética. "Não posso mais, de boa-fé, permanecer parte de um sistema que não reflete esses valores", disse, ao defender uma liderança "transparente e orientada pelos membros".
A renúncia ocorre em meio a uma série de tensões internas na FIA. Recentemente, o presidente da federação britânica, David Richards, também criticou a atual gestão, classificando as mudanças promovidas como uma "mudança de orientação moral". A entidade ainda não se pronunciou oficialmente sobre a saída de Reid.
A gestão de Ben Sulayem tem enfrentado forte pressão nos bastidores. Entre 2023 e 2024, diversos nomes importantes deixaram seus cargos, como o diretor-esportivo Steve Nielsen, o diretor de provas Niels Wittich e membros da área jurídica e de compliance. A relação com os pilotos também se deteriorou após punições polêmicas, como no caso de Max Verstappen e Charles Leclerc, advertidos por uso de palavrões em entrevistas oficiais.
As eleições presidenciais da FIA estão marcadas para dezembro, e Ben Sulayem tentará a reeleição. Até o momento, nenhum nome surgiu oficialmente como candidato de oposição.
Enquanto isso, a Fórmula 1 se prepara para o Grande Prêmio do Bahrein, que acontece entre 11 e 13 de abril, válido pela quarta etapa da temporada 2025.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"Quando o povo toma uma decisão, seja de direita, de esquerda ou do centro, temos que aceitar esse resultado. Eu nunca teria imaginado que um metalúrgico, que já foi líder sindical como eu, fosse eleito três vezes para a presidência. Mas aqui estou eu!".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fala sobre seus planos para a eleição deste ano, das pesquisas atuais e do principal adversário, Flávio Bolsonaro, e a respeito das suas estratégias para lidar com Donald Trump.