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mobiliario na orla
Após uma empresa carioca manifestar interesse de realizar estudos para prestação de serviços à beira-mar em um dos trechos de orla de Salvador, a prefeitura divulgou que a "Orla BR Administração de Mobiliário Urbano" terá exclusividade para as análises.
A autorização foi feita através da Secretaria de Ordem Pública (Semop) e agora a empresa pode iniciar os estudos da manifestação de interesse da iniciativa privada. A empresa terá, ao todo, 180 dias para realizar o estudo completo, com orçamento limite de R$ 1 milhão. Segundo o termo de autorização da gestão municipal, a configuração de Parceria Público-Privada é destinada à obtenção de melhores práticas na prestação de serviços à beira mar.
Com isso, a capital baiana pode passar a ter os conhecidos "quiosques" das praias do Rio de Janeiro. O avanço acontece na esteira do desejo da gestão Bruno Reis em "reformar" a orla e melhorar a infraestrutura para os turistas e soteropolitanos. O tema também tem sido alvo de um forte debate na Câmara de Vereadores de Salvador, e a promessa é que seja retomado neste semestre.
A análise contempla o trecho Boca do Rio/Artista/Praia de Pituaçu e o trecho Praia de Jaguaribe/Piatã, sendo os dois trechos ocupando aproximadamente cinco quilômetros da Avenida Octávio Mangabeira. Ainda conforme a prefeitura, os estudos serão feitos em duas fases, com consolidação de equipamentos turísticos e corredor gastronômico e cultural com objetivo de "aprimorar os serviços e da economia local, formalização e geração de emprego e renda".
A empresa escolhida é a responsável pela "Orla Rio", que é a concessionária responsável pela administração de 309 quiosques e 27 postos de Salvamento da orla marítima do Rio de Janeiro. A empresa também é responsável por banheiros públicos, chuveiros e fraldários.
Com a divulgação da intenção, interlocutores da gestão afirmaram ao Bahia Notícias, que o desejo é formatar um modelo semelhante ao da orla da cidade do Rio de Janeiro. A ideia será ampliar para boa parte da orla soteropolitana o projeto, já que Salvador possui a maior extensão de marítima do Nordeste, totalizando 64 km.
ORLA RIO
A Orla Br, empresa responsável pela Orla Rio com mais de 60 anos, fundada por João Barreto, instalou a Jonn's - uma barraquinha de cachorro-quente - na até então deserta Praia da Barra da Tijuca. Aos poucos, a empresa se transformou em mais de 300 trailers e carrocinhas nas praias do Rio. Foram mais de 20 anos de atuação nas praias do Rio vendendo cachorro-quente, sanduíches de sabores variados.
Apenas em 1991 os primeiros quiosques foram montados, com a liberação de cadeiras e mesas em 1995. A empresa só teve a atuação "confirmada" em 1999, quando foi a vencedora da licitação dos quiosques. Com uma gama de variedade, os quiosques têm ampla atuação na gastronomia e entretenimento local.
FOCO NA ORLA DE SALVADOR
Com diversas intervenções na orla de Salvador, a prefeitura indicou que já foram 29 trechos beneficiados com a requalificação da orla de Salvador, com investimento total de R$ 475 milhões.
Os projetos dos trechos de Escada, Praia Grande e Paripe já foram concluídos, porém a Fundação Mário Leal Ferreira aguarda a definição pelo governo do Estado sobre o monotrilho do Subúrbio, uma vez que este tem interferência na área de orla. As demais extensões litorâneas englobadas pela Baía de Todos-os-Santos já foram alcançadas com intervenções.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"Os extremos não servem para nós. Nem uma polícia que não dê conta do seu papel, nem uma polícia que possa entrar no exagero e fazer ações fora do conceito de um servidor público. A polícia tem que garantir a segurança das pessoas e não ameaçá-las".
Disse o governador Jerônimo Rodrigues ao ser sabatinado na TV Aratu, nesta terça-feira (4) e abordou um dos temas mais sensíveis de sua gestão: a segurança pública e a atuação da Polícia Militar. Respondendo a questionamentos do jornalista Maurício Leiro, editor de política do Bahia Notícias, sobre a implementação das câmeras corporais nos fardamentos e suspeitas de excessos policiais, Jerônimo afirmou que "não passa a mão na cabeça" de quem atua fora dos padrões.