Artigos
E se o maior erro das previsões eleitorais não estiver nas pesquisas, mas na forma como interpretamos o eleitor indeciso?
Multimídia
Mansur diz que candidatura feminina no PSOL deve ser decidida pelas mulheres
Entrevistas
Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
missao
Simulação de disputa de segundo turno feita pela pesquisa PoderData/Aya, divulgada nesta quinta-feira (17), mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 46% das intenções de voto. Em segundo lugar no cenário de segundo turno está o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com 44%.
Segundo a PoderData/Aya, os percentuais dos dois principais candidatos a presidente variaram levemente para baixo em relação ao levantamento divulgado na semana passada. Na ocasião, a diferença era de 47% a 45% a favor de Flávio Bolsonaro, mas ainda dentro da margem de erro.
Por outro lado, cresceram as intenções de voto branco e nulo: passaram de 6% para 8%. Outros 2% disseram não saber em quem votar no segundo turno.
O PoderData/Aya também fez outras duas simulações de segundo turno. Em uma disputa de Lula contra Augusto Cury, o escritor ganha de 45% a 42%, e em um eventual confronto entre Flávio e Cury, o senador vence por 43% a 36%.
No cenário de primeiro turno, o presidente Lula aparece com 37% (eram 38%) e Flávio com 36%, mesmo patamar do levantamento anterior. O escritor Augusto Cury (Avante) caiu de 10% para 8%.
Na sequência, Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) marcam 3% cada um. Hertz Dias (PSTU) registrou 2%. Romeu Zema (Novo), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara Martins (UP) e Clariana Barão (Democracia Cristã) têm 1%.
Wilson Grassi (Democrata) e Edmilson Costa (PCB) não pontuam. Outros 4% afirmaram que pretendem votar em branco ou anular, enquanto 2% não souberam responder.
A pesquisa foi realizada com 3.000 eleitores de 13 a 16 de setembro por meio de entrevistas por telefone em 623 municípios de todo o país. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos, em um intervalo de confiança de 95%. O registro na Justiça Eleitoral é BR-00360/2026.
Pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (9) mostra um cenário de empate entre os dois principais postulantes à presidência da República. O levantamento mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 46% cada um na simulação de segundo turno.
Segundo o levantamento, Lula também aparece empatado tecnicamente com o candidato Ronaldo Caiado (PSD), considerando a margem de erro de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos. Nesta simulação, Lula tem 46%, enquanto o ex-governador de Goiás aparece com 42%.
Confira abaixo as simulações de segundo turno da pesquisa Meio/Ideia:
Lula (PT) 46% x 46% Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT) 46% x 42% Ronaldo Caiado (PSD)
Lula (PT) 46% x 40,9% Augusto Cury (Avante)
Lula (PT) 46% x 38% Zema (Novo)
Lula (PT) 46% x 40,3% Renan Santos (Missão)
O instituto Meio/Ideia também apresentou um cenário de intenções de voto em primeiro turno. Neste recorte, o presidente Lula aparece na frente, mas em situação de empate técnico com Flávio Bolsonaro, liderando por 38,4% contra 37,3%.
Veja abaixo como ficou a simulação de primeiro turno:
Lula (PT) - 38,4%
Flávio Bolsonaro (PL) - 37,3%
Augusto Cury (Avante) - 6,6%
Renan Santos (Missão) - 4%
Ronaldo Caiado (PSD) - 4%
Romeu Zema (Novo) - 1,5%
Pablo Marçal (PRTB) - 1,5%
Samara Martins (UP) - 0,7%
Rui Costa Pimenta (PCO) - 0,4%
Veterinário Wilson Grassi (Democrata) - 0,2%
Hertz Dias (PSTU) - 0,1%
Clariana Barão (DC) - 0,1%
Edmilson Costa (PCB) - 0,1%.
Ninguém/branco/nulo - 2,5%
Não sabe - 2,8%.
Foram ouvidos 1.500 eleitores, por telefone, entre os dias 4 e 7 de setembro. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O levantamento, feito com recursos próprios, foi registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-07935/26.
Na manhã desta segunda-feira (7), Renan Santos, candidato à presidência pelo partido Missão, liderou um protesto no Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo. O evento teve como foco manifestação a favor da prisão e afastamento dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), além do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
O ato foi uma resposta às recentes revelações sobre as ligações de autoridades com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master. Renan criticou a elite política, acusando-a de ser responsável pela deterioração do país e de se conformar com a corrupção e a violência.
Durante seu discurso, o candidato afirmou que tanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto Flávio Bolsonaro (PL) não oferecem soluções viáveis para os problemas do Brasil. Ele descreveu Lula como um potencial governante autoritário de esquerda e Bolsonaro como parte de uma "oligarquia corrupta".
O candidato lançou o "Manifesto pelo Futuro da Nação", um documento que considera o debate político atual uma "farsa" e argumentou que não existe polarização ideológica, mas sim uma aliança entre a direita e a esquerda, ambas dominadas por interesses escusos.
O manifesto apresenta quatro exigências principais: a prisão imediata de Toffoli e Moraes, o afastamento de Andrei Rodrigues da PF, a demissão de Paulo Gonet da Procuradoria-Geral da República e a continuidade das investigações do caso Master sob a supervisão do ministro André Mendonça.
Além disso, o texto pede a realização de mandados de busca e apreensão em locais relacionados ao escândalo, incluindo o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, e o Resort Tayayá, no Paraná.
O deputado federal Kim Kataguiri, presente no evento, reforçou a necessidade de compromisso dos demais candidatos em nomear ministros do STF que atuem com independência. Ele criticou a omissão de outros concorrentes em relação ao escândalo financeiro, afirmando que apenas o partido Missão tem a coragem de exigir a prisão de Moraes.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu, nesta segunda-feira (31), a candidatura de Renan Santos (Missão) à Presidência da República.
A decisão foi confirmada ao Bahia Notícias por Ricardo Almeida, porta-voz e coordenador nacional do Movimento Brasil Livre (MBL). Ele também anunciou que Renan deve convocar uma coletiva para as 17h desta segunda-feira (31) para falar sobre a decisão.
A suspensão atinge atos de campanha na internet, repasses de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e a participação do candidato em debates.
Segundo o ministro Dias Toffoli, relator do processo, a suspensão da candidatura de Renan aconteceu por falta de registro de endereços de sites, blogs, redes sociais e aplicativos de mensagens usados na campanha. A regra também prevê que perfis já existentes sejam informados no momento do registro e que novas contas sejam comunicadas em até 24 horas após a criação.
O futebol brasileiro entrou no debate sobre as contas públicas do país. Candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos citou Palmeiras e Flamengo como exemplos de gestão financeira que, segundo ele, deveriam ser seguidos pelo Brasil. A declaração aconteceu nesta quarta-feira (26), durante sabatina realizada pela TV Globo.
A comparação surgiu quando Renan foi questionado pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli sobre suas propostas para conter o crescimento da dívida pública. O candidato defendeu uma combinação de corte de gastos e crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).
Para explicar a proposta de maneira mais simples, Renan recorreu ao futebol e colocou Palmeiras e Flamengo como exemplos positivos de reorganização financeira.
"As medidas que Palmeiras e Flamengo adotaram para salvar esses times da quebradeira têm que ser adotadas para o Brasil sobreviver", explicou.
Na sequência, Renan fez o contraponto utilizando outros clubes brasileiros. O candidato citou São Paulo, Corinthians e Vasco como exemplos de equipes que, na avaliação dele, não fizeram os ajustes necessários e acabaram acumulando problemas financeiros.
A presença do futebol na resposta ganhou um momento inusitado. Ao mencionar Palmeiras e Flamengo, Renan lembrou que a própria Globo transmitiria, posteriormente, o confronto entre Palmeiras e Santos pela Copa do Brasil.
"E já, já tem jogo do Palmeiras aqui na Globo, continue assistindo", brincou.
Renan Santos, candidato a Presidente da República pelo Missão, diz que o Brasil deveria fazer que nem FLAMENGO e PALMEIRAS para se reorganizar economicamente.
— DataFut (@DataFutebol) August 26, 2026
Ele diz ainda que clubes que não fizeram isso, como São Paulo, Corinthians e Vasco, quebraram. pic.twitter.com/7WZE3nLUN0
Renan defendeu ainda mudanças na estrutura dos gastos públicos e uma nova reforma da Previdência. Segundo o candidato, o objetivo seria economizar R$ 1,1 trilhão em cinco anos com um conjunto de reformas e desacelerar o crescimento da dívida.
A participação aconteceu dentro da série de sabatinas da Globo com candidatos à Presidência da República. Renan foi o terceiro entrevistado, depois de Romeu Zema e Ronaldo Caiado.
Um dia depois da realização do debate da TV Bandeirantes, na noite do último domingo (23), que contou com a presença de apenas três dos seis presidenciáveis convidados, o deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) apresentou um projeto de lei para tornar obrigatório o comparecimento de candidatos a cargos majoritários. O projeto obriga candidatos a cargos majoritários a participarem de debates eleitorais transmitidos por emissoras de rádio e televisão, sob pena de punições a quem faltar sem apresentar justificativa.
No debate realizado pela Band, participaram apenas os candidatos Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante). Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o ex-governador Romeu Zema (Novo) decidiram não comparecer.
O texto do projeto de lei 5.147/2026 afirma que a obrigação de comparecimento aos debates alcançaria candidatos de partidos com representação mínima de cinco parlamentares no Congresso Nacional. Pela legislação eleitoral, esses candidatos possuem participação assegurada em debates pela legislação eleitoral.
Kim Kataguiri também colocou em seu projeto que o candidato precisaria ser convidado pela emissora com pelo menos 72 horas de antecedência. A ausência seria permitida mediante justificativa fundamentada, e sem explicações convincentes, seriam aplicadas as punições previstas no projeto.
O projeto altera o artigo 46 da Lei das Eleições, que estabelece regras para a realização de debates no rádio e na televisão. A proposta acrescenta dispositivos para tornar obrigatório o comparecimento de candidatos, e uma das sanções previstas para a recusa em participar é a redução de 15% do tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão para cada debate ao qual o candidato deixar de comparecer sem justificativa.
Outro ponto da proposta é a redução de 15% nos valores correspondentes ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e ao Fundo Partidário destinados à legenda a cada ausência injustificada pelo candidato a cargos majoritários.
A primeira-dama Janja e o candidato a presidente Renan Santos, do partido Missão, trocaram acusações nesse começo de semana após o debate presidencial realizado no último domingo (23) pela TV Bandeirantes. Enquanto Janja repudiou falas de Renan Santos direcionadas a ela, classificando-as de pessoais, depreciativas e misóginas, o candidato do Missão rebateu, contestou as acusações e disse que fez uma crítica política a uma figura pública.
Durante o debate na Band, Renan Santos criticou a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e citou a primeira-dama:
“O Lula, coitado, tem que ficar lá com aquela Janja. Era mais fácil ter vindo no debate, ele ia ter companhias melhores”, disse o candidato. Posteriormente, Renan declarou: “Ou está bêbado ou está com a Janja. Melhor ficar bêbado nessas horas, né, presidente?”
Em nota enviada à Band, a primeira-dama acusou o candidato do Missão de misoginia e defendeu que situações como essa não podem ser normalizadas. Ainda na nota, ela afirma que episódios como esse não seriam casos isolados, ao mencionar que o político já esteve envolvido em declarações de violência contra mulheres.
“Insinuar que a companhia da esposa de outro presidenciável seria motivo de 'pena' está longe de ser uma crítica política. É mais uma maneira de deslegitimar e ridicularizar a figura da mulher, como ferramenta de misoginia para atacar um adversário político”, diz um trecho da nota de Janja.
Já o candidato Renan Santos publicou um vídeo em suas redes sociais dizendo ser um pronunciamento oficial em resposta ao que chamou de “ataque” de Janja. Renan Santos afirmou que, em uma democracia, “não deve ser errado apontar que pessoas assim são ruins, sejam elas homens ou mulheres”.
O candidato também acusou a primeira-dama de agir como uma “espécie de rainha louca” e “deslumbrada”. Renan disse que, se Janja “se sentiu tão ofendida”, deveria enviar Lula para o próximo debate presidencial.
“Assim, ele vai poder defender a honra dele e vai poder explicar para mim porque você é uma boa companhia”, desafiou.
O presidenciável Renan Santos, do Missão, lidera com folga a lista dos candidatos que buscam arrecadar doações por meio de vaquinhas virtuais na internet. Até a manhã desta quinta-feira (20), Renan Santos já arrecadou R$ 1.250.380 por meio de doações de mais de 20 mil pessoas que acessaram a sua vaquinha virtual na plataforma de financiamento coletivo Queroapoiar.
Renan Santos já arrecadou até o momento 88,23% da meta de R$ 1,41 milhão estabelecida por sua campanha. O valor representa cerca de 38% dos R$ 3,3 milhões que o seu partido, o Missão, receberá do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) nestas eleições de 2026.
Na segunda posição do ranking de candidatos que mais receberam recursos de vaquinhas virtuais está o deputado federal Marcel van Hattem, que concorre ao Senado pelo Rio Grande do Sul. Van Hattem já arrecadou R$ 723.843, que representa 72,3% da meta de R$ 1 milhão que ele pretende arrecadar.
Entre os candidatos a presidente, a segunda colocada no ranking da plataforma queroapoiar é Samara Martins, da Unidade Popular. A candidata arrecadou R$ 80,9 mil, ou 80% do total de R$ 100 mil que ela estimou conseguir de doações.
Samara está à frente de candidatos que são pesos pesados das redes sociais, como a deputada Erika Hilton (Psol), que arrecadou R$ 71,4 mil. A presidenciável da UP também conseguiu mais recursos do que o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), um dos políticos mais influentes do país em redes sociais. Nikolas arrecadou até o momento a quantia de R$ 63,7 mil, ou 6,37% de R$ 1 milhão colocado como meta.
Com a decisão tomada pelo plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira (18), de determinar a extinção da ação protocolada pelo PT para pedir mudanças na distribuição do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para as eleições de 2026, os partidos aguardam agora a chegada dos recursos em suas contas.
O PT havia pedido a retificação do cálculo que determinou o percentual que cabe a cada sigla. O partido, entretanto, desistiu do processo para permitir destravar o envio de recursos e o cumprimento do cronograma do Fundo Eleitoral, com o objetivo de não prejudicar a campanha, que começou oficialmente no último domingo (16).
Neste ano de 2026, a Justiça Eleitoral distribuirá um total de R$ 4.961.519.777,00 para 30 partidos. Os recursos do FEFC, entretanto, somente ficarão integralmente à disposição do partido após a definição de critérios de distribuição aos seus candidatos. Cada partido precisa, obrigatoriamente, comunicar esses critérios ao TSE.
O Partido Liberal, do candidato a presidente Flávio Bolsonaro (RJ), possui a maior fatia de recursos do Fundo, e vai receber R$ 881,6 milhões. Desse total, a campanha presidencial só poderá usar o máximo de R$ 133,4 milhões.
O segundo partido que mais receberá recursos do Fundo Eleitoral é o PT, que terá direito a R$ 615,3 milhões. O candidato do PT, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, possui o mesmo limite legal de gastos de R$ 133,4 milhões, a serem utilizados tanto em primeiro quanto no segundo turno.
Confira abaixo quanto cada partido vai receber, nas eleições de 2026, do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC):
AGIR - 3.307.679,85
AVANTE - 72.516.777,19
CIDADANIA - 60.174.157,11
DC - 3.307.679,85
DEMOCRATA - 3.307.679,85
MDB - 400.000.239,99
MISSÃO - 3.307.679,85
MOBILIZA - 3.307.679,85
NOVO - 37.044.203,26
PC do B - 60.531.914,25
PCB - 3.307.679,85
PCO - 3.307.679,85
PDT - 169.285.643,92
PL - 881.657.477,34
PODEMOS - 245.969.763,68
PP - 417.067.738,40
PRD - 71.819.227,37
PRTB - 3.307.679,85
PSB - 152.252.956,07
PSD - 421.008.404,89
PSDB - 147.895.172,40
PSOL - 131.506.284,42
PSTU - 3.307.679,85
PT - 615.367.980,20
PV - 45.183.873,26
REDE - 35.803.821,03
REPUBLICANOS - 348.587.815,77
SOLIDARIEDADE - 88.526.669,83
UNIÃO BRASIL - 526.242.858,11
UP - 3.307.679,85
A equipe do candidato à O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) afirma ter sido alvo de uma ameaça de morte relacionada ao ato de largada de sua campanha, marcado para este domingo (16) em São Paulo. A mensagem foi publicada em uma rede social por um usuário anônimo, e a denúncia foi encaminhada às autoridades, segundo a campanha.
De acordo com o candidato, o autor da ameaça afirmou que atacaria Renan durante o ato, previsto para o Largo São Francisco, na região central da capital paulista. A mensagem foi postada em um fórum on-line e depois apagada. A equipe de Renan disse ter recebido o conteúdo por e-mail, na forma de uma denúncia.
Renan afirmou que já vinha sendo alvo de ameaças, mas classificou esta como mais séria. "Eu venho recebendo ameaças, e é recorrente. A gente encaminha para a Polícia Federal, entra em contato com as autoridades, mas essa é a primeira mensagem em que todos os fundamentos de um eventual atentado estão dados", disse.
O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) confirmou que recebeu e-mails do Missão, partido liderado por Renan Santos – também presidenciável –, sobre sua filiação à sigla, mas achou que eram spam. A informação foi dada pelo herdeiro de Jair Bolsonaro em uma live realizada nesta quinta-feira (13), em que apresentou seu plano de governo.
“Chegou no meu gabinete alguns e-mails automáticos desse partido aí. É porque como ninguém conhece, acaba que a assessoria vê aquilo e acha que são spam, né?”, diz o senador. Na live, ele mostra os registros dos emails impressos em que, segundo ele, o partido cobrava um pagamento em dez dias que não foi feito.
“São centenas de e-mails por dia. Além de fraudarem a minha filiação, ainda estavam me cobrando’, afirmou.
Ainda na tarde desta quinta, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) restabeleceu a filiação de Flávio Bolsonaro ao PL. Na decisão, foi determinado que o vínculo de Flávio com o PL seja considerado desde 30 de novembro de 2021, data de sua filiação original, e ordenada a exclusão do registro que o vinculou ao Missão.
Na live, ele diz ter sido alvo de uma fraude. “Vocês acompanharam hoje que teve uma fraude na minha filiação partidária. Tentaram, me aliaram, na verdade, ilegalmente a outro partido. Assim, e só para informar para todo mundo, na verdade estava checando, porque houve mais uma mentira dizendo que eu próprio teria tentado me filiar, o que é mentira, obviamente”, afirma.
No Instagram, Flávio escreveu que tem “muito partido que não tem presidencial com voto e que está desesperado querendo minha filiação”. Ele pontuou que, se ganhar as eleições, o Brasil vai vencer. “Meu governo vai ser bom até para quem não é de direita, não precisa fraudar nada para tentar me ‘roubar’ do PL”, disse no post.
Até as 10h50 da manhã desta sexta-feira (14), já eram oito os candidatos a presidente da República que registraram formalmente sua inscrição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O prazo para registro de candidaturas na Justiça Eleitoral se encerra oficialmente às 23h59 deste sábado, 15 de agosto.
A lista dos candidatos registrados para a disputa presidencial já conta com a inscrição do senador Flávio Bolsonaro (PL), que teve seu nome indevidamente filiado ao partido Missão. Após intervenção do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes, que determinou nesta quinta (13) o restabelecimento da filiação dele ao PL e a exclusão do vínculo com o partido Missão, a equipe de campanha do senador registrou a candidatura.
Além de Flávio Bolsonaro, já foram registradas as candidaturas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelo PT; do escritor Augusto Cury, pelo Avante; de Hertz Dias, pelo PSTU; de Renan Santos, pelo Missão; de Samara Martins, pela UP; do Veterinário Wilson Grassi, pelo Democrata; e de Romeu Zema, pelo Novo.
O ex-governador Ronaldo Caiado, do PSD, até o momento não registrou sua candidatura presidencial. Outros nomes que vinham apresentando sua disposição em se candidatar, como Clariana Barão, da Democracia Cristã (DC), também não fizeram ainda seu registro oficial.
Ao registrar oficialmente sua candidatura, o candidato precisa declarar uma lista de bens e o valor total de suas posses. Entre os oito nomes que se registraram como candidatos a presidente, o mais rico de todos é o escritor e psiquiatra Augusto Cury, com uma fortuna declarada de R$ 242 milhões.
Confira abaixo a lista do total de bens dos candidatos a presidente, por ordem alfabética:
Augusto Cury - R$ 242,2 milhões
Flávio Bolsonaro - R$ 8,1 milhões
Hertz Dias - sem bens a declarar
Lula - 4,7 milhões
Renan Santos - R$ 795 mil
Samara Martins - R$ 33 mil
Veterinário Wilson Grassi - R$ 50 milhões
Romeu Zema - R$ 178,7 milhões
Em rápido vídeo postado nas suas redes sociais nesta quinta-feira (13), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se pronunciou sobre a descoberta de que ele tinha sido filiado ao partido Missão, e por isso não conseguiu registrar sua candidatura a presidente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo Flávio, a filiação teria sido uma tentativa de o “sistema” derrubar a sua candidatura.
“O sistema vai tentar de tudo para me parar, mas não vai conseguir não, porque Deus está no comando e a gente vai resgatar o Brasil”, disse o senador, destacando que a desfiliação do PL “não funcionou e nem vai funcionar”.
Flávio Bolsonaro aproveitou para convocar militantes a participarem do seu ato de início de campanha, que será realizado no próximo domingo (16), na praia de Copacabana. O candidato a presidente também anunciou que fará uma live em seu canal no Youtube na noite desta quinta (13), onde falará mais sobre a fraude de sua filiação ao partido Missão.
A pessoa que filiou Flávio Bolsonaro ao partido Missão cadastrou como endereço do senador a “Rua dos Bandidos”, no “Bairro Miliciano”. O endereço foi registrado na ficha de filiação preenchida por meio de senha atribuída ao Missão.
Além da rua e do bairro, o responsável informou que o número da residência de Flávio Bolsonaro seria o “666”, algarismo associado a entidades demoníacas. Também foi informado um CEP inexistente na ficha de filiação.
O partido Missão divulgou nota nesta quinta (13) negando qualquer participação na filiação que travou o registro da candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Segundo o comunicado, o partido teria sido alvo de uma tentativa fraudulenta de filiação.
A nota encaminhada para a imprensa diz ainda que, ao identificar a filiação do senador, já teria tentado reverter o cadastro no mesmo dia em que a fraude foi identificada, mas o pedido teria sido negado pelo tribunal eleitoral.
“O gabinete de Flávio foi informado dessa tentativa de filiação desde o dia 2 deste mês. Consta em nosso sistema que os e-mails enviados foram abertos, mas não foram respondidos. O Missão já está adotando todas as providências cabíveis junto à Polícia Federal e ao TSE, a fim de que os responsáveis pelo crime e pela fraude sejam identificados e exemplarmente punidos. Um relatório com todos os logs, e-mails e IPs será disponibilizado para a imprensa e autoridades”, diz a legenda.
Na nota, o Missão também faz questão de esclarecer que não teria interesse em receber o senador em seus quadros, citando divergências ideológicas e as suspeitas de corrupção envolvendo o filho de Jair Bolsonaro.
O senador e candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal, Flávio Bolsonaro, aparece como filiado ao Partido Missão no sistema da Justiça Eleitoral. Uma certidão, emitida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira (13) aponta que o parlamentar está com a filiação regular ao Missão desde quarta-feira.
A informação obtida pelo jornal Metrópoles indica que, neste momento, o postulante ao Palácio do Planalto está impedido de registrar a candidatura pelo PL. O mesmo documento registra que ele o senador desfiliado do PL também na quarta.
O comitê do candidato já acionou o TSE para restabelecer a filiação do senador ao PL.
Aliados de Flávio afirmam que o jurídico da campanha investiga o que provocou a alteração. Uma das suspeitas é um suposto ataque hacker ao sistema de candidaturas e membros da campanha avaliam a possibilidade de acionar a Polícia Federal para investigar o caso.
No documento de certidão, o TSE pontua que os dados sobre filiação têm por base lançamentos feitos pelos próprios partidos no sistema Filia. O documento ressalta ainda que essas informações são inseridas sob responsabilidade das legendas e que a certidão tem “presunção apenas relativa de veracidade”.
Ao jornal Metrópoles, o presidente nacional do Missão e candidato do partido à Presidência, Renan Santos, afirmou que a legenda abrirá uma investigação interna para apurar o que ocorreu. “A última coisa que a gente quer é o Flávio Bolsonaro filiado à Missão”, disse.
O prazo para que partidos e coligações registrem seus candidatos termina às 19h no sábado (15).
Por dez votos a cinco, o Conselho de Ética da Câmara aprovou, nesta terça-feira (11), parecer pela continuidade de um processo que pede a cassação do mandato da deputada Erika Hilton (Psol-SP) por suposta quebra de decoro parlamentar. Com a aprovação do parecer, a representação seguirá tramitando e agora o Conselho de Ética deve notificar a deputada para que apresente a sua defesa e escolha testemunhas a seu favor.
A ação contra Erika Hilton foi apresentada pelo partido Missão, em março deste ano, e questiona declarações da deputada após ela ser eleita para o comando da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. O Missão alega que a parlamentar teria quebrado o decoro em mensagens postadas em redes sociais, em resposta a críticas que sofreu após sua eleição.
Na rede X, por exemplo, a deputada Erika Hilton disse o seguinte, no dia 11 de março: “Não estou nem um pouco preocupada se o esgoto da sociedade não gostou. A opinião de transfóbicos e imbeCIS é a última coisa que me importa”.
Na ação apresentada no Conselho de Ética, o partido Missão (que tem apenas um deputado, Kim Kataguiri) critica a postura “incompatível com o decoro” e pede a perda de mandato da parlamentar.
O relator da ação foi o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), líder da oposição na Câmara. O congressista mencionou que a “palavra final” sobre uma possível punição à deputada será do Conselho e disse ter apenas votado pela admissibilidade da representação.
A deputada Erika Hilton não compareceu à reunião do Conselho de Ética nesta terça. Em sua defesa escrita, apresentada em 26 de junho, a deputada do Psol pediu a suspeição do relator, mas não teve o pedido acatado pelo presidente do Conselho, Fábio Schiochet (União-SC).
Erika Hilton argumentou que Cabo Gilberto é autor de um projeto que estabelece que a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher seja ocupada apenas por deputadas do “sexo feminino”.
O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 795 mil. Empresário, ele disputa uma eleição pela primeira vez, o que impede a comparação do valor com registros anteriores.
Segundo a declaração, Renan tem R$ 100 mil em cotas de capital, R$ 119,7 mil em participações societárias em empresas e R$ 275,3 mil em um bem relacionado ao exercício de atividade autônoma. O empresário informou ainda R$ 300 mil em créditos ou poupança.
O Missão lançou a candidatura no último sábado. No discurso de lançamento, Renan criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), também candidatos ao Planalto, e chegou a defender "matar quem roubar".
O candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, afirmou nesta quarta-feira (5), em entrevista à GloboNews, que não cumpriria decisões monocráticas do Supremo Tribunal Federal (STF) caso a considerasse ilegal. “Se o Supremo Tribunal Federal tomar uma decisão ilegal, decisão ilegal não se cumpre. Ponto”, declarou.
Em seguida, Renan afirmou que não obedeceria uma decisão monocrática que, segundo sua avaliação, interferisse nas atribuições do Legislativo ou do Executivo. Ele afirmou que a análise sobre a legalidade deveria seguir os parâmetros estabelecidos pela Constituição. “Eu serei um presidente, não um boneco”, afirmou.
“Aí vem uma DPE, alguém entra lá no STF, a Rede Sustentabilidade entra, aí vem decisão: 'Ah não pode por não sei o quê'. Vai vir uma decisão monocrática. Eu não vou cumprir uma decisão monocrática. [...] Lógico que eu vou discutir junto ao STF. Eu não vou cumprir imediatamente uma decisão que é ilegal. Eu não vou cumprir. É errado isso. Eu tenho que cumprir meu papel de presidente”, disse.
A declaração ocorre um dia após o candidato defender, durante a Sabatina OA!/G4, que o STF deixe de ser responsável pelo julgamento de políticos que possuem foro privilegiado, como deputados e senadores. O presidente do Missão propôs a criação de um tribunal específico para analisar crimes cometidos por autoridades atualmente julgadas pelo Supremo.
A mudança, segundo ele, seria feita por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). “Uma corte montada provavelmente com desembargadores nomeados por dois anos, para poder andar com essa agenda, e assim nós vamos retirando de maneira democrática e republicana esse superpoder do STF”, declarou.
O candidato também defendeu a redução dos poderes individuais dos ministros. Na avaliação dele, o Supremo deveria se restringir ao cumprimento de suas atribuições constitucionais.
O presidente Luiz Inácio Lula manteve a distância que abriu para o seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e segue liderando a disputa nas simulações de primeiro e segundo turno acima da margem de erro. Foi o que mostrou o novo levantamento nacional do instituto Ideia, em parceria com o Canal Meio, divulgado nesta quarta-feira (5).
No cenário estimulado de primeiro turno, o presidente Lula (PT) lidera com 43% das intenções de voto. Lula está com oito pontos de vantagem sobre o segundo colocado, Flávio Bolsonaro (PL), que somou 35%.
Veja abaixo os números do primeiro turno:
Lula (PT): 43,0%
Flávio Bolsonaro (PL): 35,0%
Ronaldo Caiado (PSD): 5,7%
Renan Santos (Missão): 4,7%
Romeu Zema (Novo): 2,6%
Augusto Cury (Avante): 1,7%
Cabo Daciolo (Mobiliza): 0,6%
Samara Martins (UP): 0,3%
Edmilson Costa (PCB): 0,2%
Hertz Dias (PSTU): 0,1%
Rui Costa Pimenta (PCO): 0,1%
Ninguém/Branco/Nulo: 2,0%
Não sabe: 4,0%
A pesquisa Meio/Ideia ainda tinha incluído nesse levantamento o nome do candidato Cabo Daciolo, que, entretanto, não teve sua postulação efetivada por seu partido, o Mobiliza. Todos os outros nomes já foram ratificados nas convenções dos seus partidos.
O instituto Ideia também fez uma pesquisa espontânea, quando os entrevistados anunciam sua preferência sem que seja apresentada uma lista de nomes. O presidente Lula possui uma vantagem de 11,4% nessa simulação. Confira abaixo:
Lula (PT): 34,4%
Flávio Bolsonaro (PL): 23,0%
Ronaldo Caiado (PSD): 2,8%
Renan Santos (Missão): 2,5%
Romeu Zema (Novo): 1,5%
Jair Bolsonaro (PL): 1,0%
Augusto Cury (Avante): 0,6%
Ciro Gomes (PSDB): 0,4%
Samara Martins (UP): 0,3%
Cabo Daciolo (Mobiliza): 0,3%
Marina Silva (Rede): 0,1%
Outros: 0,8%
Ninguém/Branco/Nulo: 4,5%
Não sabe: 27,7%
Já nos cenários de segundo turno, a pesquisa Meio/Ideia apresentou quatro cenários de disputas de segundo turno, todos com a presença de Lula. Veja abaixo como responderam os entrevistados da pesquisa:
Lula (PT) 48,5% x 43,0% Flávio Bolsonaro (PL)
Branco/Nulo: 4,0%
Não sabe: 4,5%
Lula (PT) 48,0% x 34,7% Renan Santos (Missão)
Branco/Nulo: 10,3%
Não sabe: 6,9%
Lula (PT) 48,5% x 37,0% Romeu Zema (Novo)
Branco/Nulo: 8,5%
Não sabe: 6,0%
Lula (PT) 48,5% x 40,0% Ronaldo Caiado (PSD)
Branco/Nulo: 7,0%
Não sabe: 4,5%
O Instituto Meio perguntou ainda aos seus entrevistados em quem não votariam de jeito nenhum para presidente. Confira como ficou o percentual de rejeição dos candidatos:
Flávio Bolsonaro (PL): 48,0%
Lula (PT): 47,4%
Romeu Zema (Novo): 14,6%
Ronaldo Caiado (PSD): 13,9%
Cabo Daciolo (Mobiliza): 13,7%
Renan Santos (Missão): 13,5%
Rui Costa Pimenta (PCO): 12,9%
Samara Martins (UP): 10,7%
Hertz Dias (PSTU): 10,1%
Augusto Cury (Avante): 9,9%
Edmilson Costa (PCB): 9,8%
Não rejeita ninguém: 1,3%
Não sabe: 2,9%
A pesquisa Meio/Ideia contou com 1.500 entrevistados entre os dias 31 de julho a 3 de agosto de 2026. A pesquisa foi contratada pelo Canal Meio S.A.. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2,5 pontos percentuais. Registro no TSE nº BR-04579/2026.
Com a decisão do partido Mobiliza de não oficializar a candidatura do ex-deputado Cabo Daciolo, até esta terça-feira (4) são 12 os postulantes a presidente que tiveram os seus nomes chancelados nas convenções partidárias. A conta final de presidenciáveis ainda deve aumentar, já que o partido DC (Democracia Cristã) fará convenção nesta quarta (5) e lançará a advogada Clariana Barão como candidata.
O DC fará sua convenção no último dia permitido pela Justiça Eleitoral para a realização dos encontros partidários. Caso se confirme a candidatura da matogrossense Clariana Barão, a disputa de 2026 terá 13 postulantes, dois a mais do que os 11 que se candidataram em 2022, e a mesma quantidade observada na eleição de 2018.
Dos 12 nomes colocados para a disputa até o momento, apenas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve na disputa de 2022. Ronaldo Caiado e Rui Costa Pimenta já foram candidatos a presidente em outras eleições, mas não participaram do último pleito.
Confira abaixo quem são os 12 candidatos que tiveram seus nomes confirmados até esta terça (4):
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): atual presidente, aos 80 anos tentará um quarto mandato. Teve seu nome oficializado no último fim de semana, em convenção nacional do PT. Terá como candidato a vice Geraldo Alckmin, do PSB, repetindo a chapa de 2022.
Flávio Bolsonaro (PL): senador pelo Rio de Janeiro e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, tem 45 anos e foi deputado estadual por diversos mandatos. A sua candidatura foi oficializada em 25 de julho, mas até o momento, ainda não conseguiu definir quem será o vice-presidente na sua chapa.
Ronaldo Caiado (PSD): aos 76 anos, o ex-governador de Goiás é o segundo mais velho na lista de candidatos, e tenta a eleição presidencial pela segunda vez desde 1989. Formou uma chapa ao lado do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que foi oficializada em convenção nacional do partido no dia 26 de julho, na cidade de São Paulo.
Renan Santos (Missão): o ativista político de 42 anos, criador e presidente do Movimento Brasil Livre (MBL), é estreante na política. Junto com o deputado federal Kim Kataguiri e outros membros do MBL, fundou o Missão, o mais novo partido a receber registro do TSE. O vice de Renan é o militar da reserva Aroldo Medina, que teve o nome confirmado em um evento no último dia 1º de agosto, em São Paulo.
Romeu Zema (Novo): ex-governador de Minas Gerais por dois mandatos consecutivos, aos 61 anos de idade parte para sua primeira candidatura a presidente, que foi confirmada em convenção do partido realizada virtualmente no dia 27 de julho. Zema anunciou newsta terça (4) o nome do senador Eduardo Girão (CE) como seu candidato a vice. Girão também é do Novo.
Augusto Cury (Avante): Psiquiatra, professor e escritor no segmento de autoajuda, tem 61 anos e está estreando na política. Coloca a educação como sua bandeira principal. A candidatura foi homologada em evento nesta segunda (3), em São Paulo, com a presença do governador Tarcísio de Freitas. Cury ainda não definiu quem será o seu vice.
Samara Martins (UP): dentista no SUS (Sistema Único de Saúde), Samara disputou as eleições de 2022 como vice de Léo Péricles, atual presidente da sigla. Para este ano, Samara, que tem 38 anos, é uma das únicas mulheres na disputa, e definiu a guarda-portuária Raquel Brício, do seu partido, como vice. A oficialização da candidatura foi realizada em São Paulo no dia 26 de julho.
Rui Costa Pimenta (PCO): jornalista, escritor e dirigente político, aos 68 anos, atua na militância de esquerda desde a década de 1970 e é presidente nacional do Partido da Causa Operária (PCO), fundado em 1995. Ao longo de sua trajetória, participou de movimentos estudantis, sindicais e de organizações políticas voltadas ao socialismo.
Leonardo Avalanche (PRTB): presidente do partido desde 2024, o político de 37 anos teve a candidatura confirmada durante convenção realizada em Goiânia, no dia 30 de julho. A policial militar veterana Tenente Dalma será sua candidata a vice, formando mais uma chapa pura.
Edmilson Dias (PCB): O professor e doutor em economia é o atual secretário-geral do PCB. O nome dele foi oficializado para a disputa presidencial em evento realizado em São Paulo no dia 1 de agosto. A vice dele será Cleusa Santos, também do Partido Comunista Brasileiro.
Hertz Dias (PSTU): professor da rede pública do Maranhão, o rapper e ativista do movimento negro, com 55 anos de idade,, terá a professora da rede pública de Belo Horizonte Vanessa Portugal como vice. A chapa foi confirmada em 31 de julho, em São Paulo.
Wilson Grassi (Democrata): veterinário e paulista, Wilson, de 56 anos, teve sua candidatura confirmada no último domingo (2), durante convenção nacional realizada no Rio de Janeiro. O partido ainda precisa definir o nome do vice. É a primeira vez que a sigla, fundada em 2008 como Partido da Mulher Brasileira, lança um nome próprio para concorrer a presidente.
O presidente Lula é o único candidato que, até o momento, conseguiu reunir outros partidos em sua coligação. Além do seu partido, o PT, Lula terá, na sua coligação, a presença do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), do Partido Verde (PV), do Partido Socialista Brasileiro (PSB), do Partido Democrático Trabalhista (PDT), do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e da Rede Sustentabilidade.
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) decidiu condenar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta quarta-feira (29), por propaganda eleitoral antecipada. A decisão foi tomada pelo juiz Ronnie Hebert Barros Soares.
A decisão atendeu parcialmente parecer da Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo, elaborado após ação interposta pelo partido Missão contra Lula. O partido afirma que em um discurso feito durante o lançamento do programa Move Brasil, em 19 de maio, o presidente Lula teria pedido votos para as então pré-candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (MDB).
Durante o evento, Lula disse aos presentes que “um dia” eles poderiam “dar voto” para as ex-ministras.
“Não tenham nenhuma preocupação de reivindicar, sabe? Vá atrás do Boulos, se ele não atender vocês, vá atrás do Alckmin. Se ele não atender vocês, vá atrás, não da Janja; do Ministro do Comércio. Vá atrás do Sidônio [Palmeira], só não mexam com a Janja. Não mexam. E nem com a Simone e nem com a Marina. O que vocês podem fazer com elas um dia, é dar voto para as duas, só isso. Um dia, sabe?”, declarou o presidente Lula na ocasião.
O juiz Ronnie Hebert Barros Soares concordou com a alegação da Procuradoria e condenou o presidente Lula a pagar R$ 15 mil. Na mesma decisão, entretanto, o magistrado rejeitou o pedido feito pela Procuradoria Regional Eleitoral de punição também contra Marina Silva e Simone Tebet.
Segundo o juiz, não há elementos que comprovem que as duas tinham conhecimento prévio do conteúdo do discurso de Lula ou que tenham exercido qualquer influência sobre a fala do presidente.
O Partido Missão protocolou no Supremo Tribunal Federal uma ação pedindo a retomada urgente de territórios controlados por facções criminosas. A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental também pede a implementação de um plano de segurança para os presídios federais.
Segundo a legenda, o Brasil caminha para um narcoestado, cenário em que estruturas de poder são controladas por traficantes e o governo não consegue impor soberania sobre parte do território nacional. Com base nisso, o partido pede a decretação de "Estado de coisas inconstitucional" na segurança pública, usando como precedente uma ação em que o Supremo já havia reconhecido essa condição no sistema carcerário. Para o partido, o cenário atual é ainda mais grave e urgente do que o daquele caso.
"É certo que o reconhecimento de estado de coisas inconstitucional é bastante excepcional, necessitando de violação massiva de direitos humanos, afetando grande número de pessoas. Ademais, é necessário constatar uma prolongada omissão estatal. Apesar de excepcional, é simples constatar que tais requisitos estão presentes", diz trecho da ação.
Nesta segunda-feira (20), data que marca o primeiro dia do período determinado pela Justiça Eleitoral para a realização das convenções partidárias, a disputa presidencial de 2026 já tem o seu primeiro candidato oficial. O partido Missão realizou uma convenção em formato online e oficializou o nome de Renan Santos como seu candidato a presidente.
O partido havia programado a oficialização do nome de seu candidato para o dia 1º de agosto, em uma convenção nacional que seria realizada na cidade de São Paulo. Alegando motivos de segurança e ameaças recebidas de facções criminosas, a legenda decidiu antecipar a convenção, optando por um formato online e sem transmissão aberta.
Embora tenha adiantado a convenção, o Missão mantém programado para o dia 1º de agosto o seu evento nacional em São Paulo para apresentar a candidatura de Renan Santos e suas propostas, reunidas em um documento chamado Livro Amarelo. Em um post na rede social X, Renan comentou a sua candidatura e a escolha do vice.
“É oficial: partido Missão me indicou como CANDIDATO à presidência da República. Junto comigo vem meu vice, Aroldo. Bora vencer e honrar essa missão!”, disse.
Na mesma convenção online, o Missão oficializou a candidatura do vice, Aroldo Medina, e do deputado federal Kim Kataguiri como vice-presidente do partido e titular do Conselho de Ética da sigla. Com a definição da candidatura de Renan Santos, ele poderá a partir de agora contar com a participação de agentes da Polícia Federal em sua segurança pessoal.
“Estar com a Polícia Federal não é mais uma questão de conveniência ou até de redução de gastos, dado que equipes privadas são mais caras. É uma questão de sobrevivência”, afirmou o candidato em um vídeo divulgado por sua equipe de campanha.
O pré-candidato à Presidência da República, Renan Santos, apresenta como principais bandeiras de sua campanha a defesa das liberdades, a redução do tamanho do Estado e a ruptura política com o governo Lula. No entanto, o Livro Amarelo, que serve como base programática do Partido Missão, reúne propostas que contrastam com essa imagem liberal e se assemelham a bandeiras historicamente defendidas por partidos de esquerda.
Algumas das pautas são: a regulamentação da imprensa, a desdolarização da economia sul-americana e uma maior atuação dos países emergentes no cenário internacional.
Além disso, a obra propõe a chamada "democracia familiar", que visa deslocar a representação política do voto individual para o núcleo familiar, medida que já foi alvo de representação da Bancada Feminina da Câmara dos Deputados por possíveis impactos sobre a autonomia política das mulheres.
Procurados, o Partido Missão e Renan Santos, presidente da legenda, afirmaram por meio de nota que "os fascículos de pesquisa do Livro Amarelo que foram publicados não constituem um corpo definitivo de propostas do partido", classificando-os como "textos ensaísticos, com caráter de manifesto". Essa nota enviada à imprensa não se manifestou especificamente sobre as ideias de regulação da mídia e desdolarização da economia.
Evento do partido | Foto: Reprodução / Redes Sociais
AS IDEIAS DO MBL
O Livro Amarelo é uma coleção de seis volumes estruturada para reunir diagnósticos e propostas para orientar o projeto político do Missão. No site da publicação, o partido afirma que o material "não é apenas uma cartilha", mas um movimento destinado a formular um projeto de país "além das narrativas da esquerda e do centrão".
O jornal Estado de São Paulo analisou os volumes e notou esse padrão carregado por contradição entre os discursos dos integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL). Na área da comunicação, o terceiro fascículo da coleção, intitulado Para Onde Vamos?, dedica um capítulo à defesa de uma nova legislação para o setor, prevendo uma regulação para "disciplinar" a mídia nacional.
Volume sobre a imprensa e Renan Santos em live falando dos livros | Foto: Reprodução / Redes Sociais
Essa proposta é criticada por especialistas, que apontam riscos de interferência na liberdade de expressão e censura. Sob o título "A farsa da imprensa livre", o texto aponta que o principal problema do jornalismo brasileiro é "a ausência de uma lei própria que discipline a mídia".
Segundo a publicação, essa legislação deveria servir como "instrumento de Estado para diluir o pesado oligopólio que controla o fluxo de informações do país". Embora o capítulo se apresente preliminarmente como um "interlúdio" de diagnóstico, o texto avança na defesa de um novo marco regulatório, um código jornalístico e critérios de responsabilização para o exercício da atividade.
A obra argumenta que a resistência dos proprietários de emissoras de rádio e televisão impediu mudanças nas regras e que o setor vive em um "quase estado de anarquia" desde que o Supremo Tribunal Federal (STF) revogou, em 2009, a Lei de Imprensa de 1967, editada durante a ditadura militar.
Manifestação do partido e sede do supremo | Fotos: Reprodução / Redes Sociais / Gustavo Moreno / STF
AGENDA PT-MISSÃO
Essa formulação aproxima o programa do Missão de bandeiras históricas de Lula e do PT. Em 2014, o atual presidente defendeu a "democratização dos meios de comunicação", apontando que a regulamentação do setor estava defasada.
A proposta de combater a concentração de mídia também constou no plano de governo petista de 2018. Lula retomou o tema na pré-campanha de 2022 e, em 2026, voltou a defender uma agenda regulatória com foco no ambiente digital e nas plataformas de tecnologia.
Para Patrícia Blanco, presidente do Instituto Palavra Aberta, propostas dessa natureza exigem cautela extrema, especialmente em cenários de forte polarização. Ela alerta que termos como "disciplinar a mídia" e o uso da legislação como "instrumento de Estado" abrem margem perigosa para a tutela do jornalismo.
"O que é disciplinar a mídia? É tutelá-la? Quem vai regular? Que órgão vai determinar?", questiona Blanco, ressaltando que, embora seja necessário debater o fortalecimento do jornalismo independente e o combate à desinformação, isso não deve ser confundido com mecanismos de controle. "A imprensa é fundamental e tem que ser livre. Não tem regulamentação possível que não seja a regulamentação pela liberdade", conclui.
POLÍTICA EXTERNA
Na política externa, o Livro Amarelo apresenta o capítulo "Desdolarizar a América do Sul e exportar o real brasileiro". O texto defende a redução da dependência da moeda norte-americana e a criação de mecanismos financeiros regionais com maior autonomia.
A publicação tece críticas ao peso das grandes potências no sistema financeiro internacional e propõe dar mais voz aos países emergentes em instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial. O texto sugere o uso de moedas locais no comércio regional e o aproveitamento do fundo de reservas do Brics.
Essa agenda encontra forte paralelo na política externa do governo Lula, que também preconiza o uso de moedas locais nas transações comerciais, a reforma das instituições multilaterais, a ampliação do espaço do Sul Global e a defesa de uma ordem global multipolar. O livro do Missão faz a ressalva de que a atuação no bloco do Brics traz tanto oportunidades quanto desafios geopolíticos diante da forte influência da China.
Outro ponto controverso do documento programático é a proposta de "democracia familiar". O texto apresenta uma crítica ao sufrágio universal e propõe que a família, e não o indivíduo, passe a ser a unidade básica de representação política. Sob esse modelo, os direitos políticos seriam organizados no âmbito do núcleo familiar, permitindo inclusive a renúncia individual ao direito de voto.
A ideia motivou uma representação da Bancada Feminina da Câmara à Procuradoria-Geral da República (PGR), devido ao risco de que a vontade política das mulheres seja tutelada ou absorvida pela decisão do chefe de família. De acordo com a Constituição Federal de 1988, o voto direto, secreto, universal e periódico é cláusula pétrea, não podendo ser alterado pelo Congresso Nacional.
O MISSÃO RESPONDE
Em nota oficial, o Partido Missão esclareceu que os fascículos publicados do Livro Amarelo não representam propostas definitivas ou legislativas do partido. A legenda destaca que o primeiro e o sexto fascículos possuem caráter puramente ensaístico e de manifesto.
Segundo a nota, o capítulo que discute o voto familiar integra o fascículo 6 e tem o objetivo de debater teoricamente os limites da democracia liberal a partir de autores como Jason Brennan (teórico da epistocracia), sem que isso signifique uma proposta de governo:
"Não há endosso, porque não há proposta programática ou legislativa colocada nesse fascículo: quando o texto emprega a palavra 'proposta', emprega-a no sentido ensaístico — uma tese posta em debate —, tanto que todo o trecho está escrito no futuro do pretérito: 'passaria', 'seriam', 'dariam lugar'. É o modo verbal da hipótese, não o de um programa."
A executiva do partido reforça que os textos são "exercícios de imaginação política" concebidos para testar os limites do debate nacional e criticar o patrimonialismo e o clientelismo brasileiros. A legenda informou que suas propostas programáticas e plano de governo oficiais, endossados por Renan Santos, serão apresentados no lançamento do Livro Amarelo de 2026 em agosto.
Leia a nota na íntegra do partido:
“Os fascículos de pesquisa do Livro Amarelo que foram publicados não constituem um corpo definitivo de propostas do partido. Em especial, o primeiro e o sexto fascículos — o de abertura e o de encerramento — são textos ensaísticos, com caráter de manifesto. O capítulo em questão, onde se discute a ideia do voto familiar, faz parte do fascículo 6, e discute críticas à democracia liberal a partir de pressupostos teóricos diversos, engajando com autores como Jason Brennan, autor da noção de epistocracia, e de toda uma tradição que examina os limites do sufrágio moderno. Não há endosso, porque não há proposta programática ou legislativa colocada nesse fascículo: quando o texto emprega a palavra “proposta”, emprega-a no sentido ensaístico — uma tese posta em debate —, tanto que todo o trecho está escrito no futuro do pretérito: “passaria”, “seriam”, “dariam lugar”. É o modo verbal da hipótese, não o de um programa. Nesse sentido, o que está ali não se assemelha em nada a um programa sobre o futuro do Brasil, mas a uma crítica ao nosso sistema político hoje posto.
O próprio prefácio do fascículo estabelece essa distinção em suas primeiras linhas: “Não seria possível encerrar o Livro Amarelo com um capítulo comum, dedicado a políticas públicas ou programas de governo.” E adiante: trata-se de “um manifesto — não no sentido panfletário ou eleitoral, mas como um ato espiritual e civilizacional”. O leitor é avisado, antes de qualquer capítulo, de que saiu do terreno da técnica e entrou no terreno do pensamento. Os capítulos que seguem são exercícios de imaginação política — provocações deliberadas, construídas para testar os limites do pensável e arrancar o debate nacional de sua inércia. Não à toa, o título do capítulo em questão é uma pergunta — “É Possível Imaginar Uma Nova Democracia?”
Não podemos nos furtar a discutir essas ideias. Este é um país onde qualquer discussão política, qualquer discussão teórica, é inviabilizada por uma espécie de hipermoralismo jornalístico. Esse hipermodalismo é o que possibilita a manutenção indefinida dos organismos cancerosos da democracia brasileira, como o Centrão.
O exercício mental é este: e se partíssemos de outra unidade política que não o indivíduo atomizado? O valor do exercício está na discussão que ele abre sobre as fragilidades do modelo atual — a compra de votos, o clientelismo, a dependência — e não na adoção literal de suas conclusões. Quem lê o capítulo inteiro encontra uma crítica ao patrimonialismo brasileiro, não uma defesa da abolição do sufrágio universal, que reconhecemos como conquista civilizatória.
Neeee sentido, a discussão sobre voto familiar no sexto fascículo serve para chamar atenção a um pressuposto anterior: a inadequação das nossas formas políticas ao projeto moderno liberal, em função do patrimonialismo que faz parte da tradição brasileira.
Não se trata portanto de uma proposta programática do nosso Partido - uma vez que essa não era a função do fascículo 6 do Livro Amarelo. Nossas propostas programáticas, endossadas por Renan Santos e pelo Partido Missão, estarão presentes no Livro Amarelo de 2026, que será lançado no Congresso da Missão dia 01/08, junto ao nosso plano de governo", conclui a nota.
O candidato a presidente pelo partido Missão, Renan Santos, celebrou, em suas redes sociais, a aprovação, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, nesta quarta-feira (8), da PEC 3/2026, que estabelece que o IPVA não poderá ultrapassar 1% do valor do veículo. O projeto é de autoria do deputado Kim Kataguiri, único parlamentar do Missão na Câmara.
Em post na rede X, Renan Santos comparou o trabalho do seu partido pela aprovação do projeto com a viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos Estados Unidos, para participar de audiência pública a respeito da aplicação de novas tarifas aos produtos brasileiros.
“Enquanto Flávio finge que se importa e faz compras na Disney, após seu irmão pedir para os EUA nos taxar, eu e meu partido reduzimos o IPVA na CCJ do Congresso”, disse o presidenciável.
“Isso é uma revolução [o projeto sobre o IPVA], é dinheiro sobrando no seu bolso. É o brasileiro sendo tratado como cidadão e não como burro de carga” completou Renan Santos.
A CCJ aprovou nesta quarta a admissibilidade da proposta apresentada pelo deputado Kim Kataguiri. O mérito do texto agora terá que ser apreciado por uma comissão especial, a ser criada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
O projeto altera a base de cálculo do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores. O imposto deixaria de ser calculado pelo valor de mercado do veículo e passaria a considerar apenas o peso de fábrica do automóvel.
A mudança tira a Tabela Fipe do centro de cálculo e coloca o peso do carro como critério principal. O texto também estabelece que o IPVA não poderá ultrapassar 1% do valor do bem. Atualmente, a cobrança é definida pelos estados, com base no valor de mercado, e as alíquotas costumam variar entre 1% e 4%.
A PEC 3/2026, que foi relatada pelo deputado Rodrigo de Castro (União Brasil-MG), recebeu elogios do presidente da CCJ, Leur Lomanto Jr. (União-BA). O deputado baiano disse que o projeto representa uma resposta direta do Parlamento às demandas da sociedade civil por menor carga tributária.
“O brasileiro convive há anos com uma elevada carga tributária e espera respostas. A aprovação dessa PEC representa um passo importante para uma discussão que pode trazer mais equilíbrio na cobrança do IPVA, sendo uma resposta ao clamor da população que não aguenta mais pagar impostos altos e não ter serviço adequado, nem estradas de qualidade”, enfatizou Leur Lomanto, elogiando o trabalho do autor e do relator da proposta.
A aula magna do pré-candidato, Fernando Haddad (PT), na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), nesta quinta-feira (2), foi marcada por um tumulto envolvendo um integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) e pessoas que acompanhavam a palestra.
Confira em vídeo:
O crítico, identificado como Matheus Pereira (Missão), entrou em uma discussão com a equipe de segurança do evento e acabou sendo derrubado. Vídeos publicados na internet mostram o pré-candidato a deputado estadual interrompendo a aula aos gritos para criticar Haddad: "Pior prefeito da história" e "Terrível".
Nas imagens e publicações nas redes sociais, o manifestante afirma que Haddad realizava campanha eleitoral antecipada no campus enquanto era empurrado pelo funcionário. Logo após virar de costas, Pereira é atingido por uma rasteira e cai no chão.
Em nota oficial, Pereira declarou que foi ao evento acadêmico com o objetivo de questionar o petista sobre a taxação de importações de pequeno valor, conhecida popularmente como "taxa das blusinhas", e sobre a suposta campanha antecipada.
Ele alegou que sua equipe foi recebida com socos e chutes tanto por estudantes quanto por seguranças de Haddad, reiterando que o grupo não buscava o confronto e que as agressões partiram de terceiros e de um funcionário. Em suas redes sociais nesta sexta-feira (03), relata que irá gravar um vídeo sobre o caso.
Por outro lado, estudantes que assistiam à aula magna apresentaram uma versão divergente sobre o ocorrido. De acordo com relatos de presentes, cerca de dez manifestantes ligados ao MBL compareceram ao local com a intenção expressa de provocar tumulto e atrair atenção para postar nas redes sociais, gritando palavras de ordem.
Certamente, os integrantes do grupo, agora filiados a um partido, utilizam as redes sociais para publicar vídeos se opondo a uma suposta "invasão da esquerda" na Universidade de Campinas. Haddad não comentou as denúncias, mas agradeceu ao público e ressaltou a importância da universidade.
Veja a postagem do ex-ministro:
Hoje, realizamos uma Aula Magna na Unicamp. É sempre muito bom estar aqui para conversar com estudantes, professores e pesquisadores sobre o futuro do nosso estado e do nosso país.
— Fernando Haddad (@Haddad_Fernando) July 3, 2026
Campinas é uma cidade estratégica para São Paulo e para o Brasil. E o Governo Federal tem atuado… pic.twitter.com/D1KoDg7lEP
A Reitoria da instituição de ensino superior informou em nota que apura os fatos ocorridos e adotará as medidas cabíveis, em conjunto com as instâncias internas competentes. Bem como defende o pluralismo de ideias, desde que feito com respeito.
Teatro onde ocorreu o caso e placa na reitoria | Fotos: Reprodução / Unicamp
Ao portal G1, a Polícia Militar de São Paulo informou que foi acionada para averiguar a confusão, mas que não houve necessidade de intervenção, pois "a situação foi prontamente controlada pelos organizadores".
Leia a nota da universidade na íntegra:
"A Reitoria da Universidade Estadual de Campinas condena veementemente os atos de violência e tumulto registrados no transcurso da aula magna realizada na noite de 2 de julho, no Teatro de Arena da Universidade. A interrupção, por meio de agressões, de uma atividade acadêmica aberta à comunidade é inaceitável e contraria os princípios mais fundamentais da instituição.
A Unicamp reafirma seu compromisso histórico com a liberdade de expressão, o pluralismo de ideias e o debate qualificado — valores essenciais de qualquer universidade pública e da própria democracia. Divergências políticas e ideológicas são bem-vindas e devem ser expressas dentro do respeito mútuo e das regras do debate acadêmico, jamais por meio de violência ou intimidação.
A Reitoria informa que apura os fatos ocorridos e adotará as medidas cabíveis, em conjunto com as instâncias internas competentes. A Universidade permanecerá um espaço livre, seguro e plural para a construção do conhecimento e o exercício da cidadania", conclui a nota.
Em um cenário próximo ao que foi apresentado pela pesquisa BTG/Nexus, um novo levantamento divulgado nesta terça-feira (16), desta vez da Futura/Apex, mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liderando as simulações de primeiro e segundo turnos com vantagem sobre seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
No principal cenário de primeiro turno da Futura/Apex, Lula aparece com 7,5% à frente do senador do PL. Já na pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda (15), o presidente Lula apareceu com nove pontos percentuais à frente de Flávio Bolsonaro.
Confira abaixo o principal cenário de primeiro turno da Futura/Apex:
Lula (PT) - 41,6%
Flávio Bolsonaro (PL) - 34,1%
Ronaldo Caiado (PSD) - 4,5%
Romeu Zema (Novo) - 3,5%
Renan Santos (Missão) - 2,3%
Joaquim Barbosa (DC) - 2,1%
Cabo Daciolo (Mobiliza) - 1,1%
Augusto Cury (Avante) - 0,9%
Brancos/nulos - 6,3%
Não sabe - 3,7%
A proximidade dos números das pesquisas Futura/Apex e BTG/Nexus aparece também no cenário em que é testada a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno. Enquanto no BTG/Nexus Lula vence o segundo turno com 6% de distância para Flávio, essa diferença vai para 5,2% no levantamento Futura/Apex.
O estudo Futura/Apex também simulou outros dez cenários de segundo turno para a eleição presidencial, incluindo disputas com Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Tereza Cristina (PP), Michelle Bolsonaro (PL) e Fernando Haddad (PT).
Confira abaixo como ficaram as simulações de disputas de um eventual segundo turno, com Lula e sem Lula:
Lula 48,1% x 42,9% Flávio Bolsonaro
Lula 45% x 36,3% Ronaldo Caiado
Lula 48,5% x 34,9% Romeu Zema
Lula 48,3% x 30,8% Renan Santos
Lula 48,5% x 29,2% Tereza Cristina
Lula 48% x 42,4% Michelle Bolsonaro
Flávio Bolsonaro 40,5% x 30,3% Romeu Zema
Flávio Bolsonaro 40,3% x 32,4% Ronaldo Caiado
Flávio Bolsonaro 42% x 29,2% Renan Santos
Flávio Bolsonaro 43,9% x 38,9% Fernando Haddad
Romeu Zema 30% x 29,7% Ronaldo Caiado
A pesquisa Futura/Apex entrevistou 2.000 pessoas em 861 municípios em todo o território nacional, de 8 a 12 de junho de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O grau de confiança do levantamento é de 95%. Está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-01461/2026.
O deputado estadual Robinson Almeida comentou nesta segunda-feira (25) as críticas feitas pelo pré-candidato à Presidência Renan Santos a governos do PT na Bahia, em publicações nas redes sociais.
Segundo o parlamentar, o posicionamento do pré-candidato busca atingir diferentes campos políticos ao mesmo tempo, mas teria baixa efetividade eleitoral.
“Ele tenta ser uma metralhadora giratória, atirando nos dois grandes blocos, furar esse bloqueio e se estabelecer como terceira via. Mas a taxa de sucesso dele é muito pequena”, afirmou em entrevista ao podcast Projeto Prisma, do Bahia Notícias.
Robinson também avaliou que a tentativa de construção de uma “terceira via” no cenário político brasileiro enfrenta dificuldades.
“Esse candidato que representa o MBL busca ser uma terceira via. Nem aqui na Bahia e nem no Brasil dão muita oportunidade para uma terceira via”, disse.
O pré-candidato a presidente do partido Missão, Renan Santos, disse nesta quarta-feira (13) que as revelações sobre a ligação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), confirmam as acusações que ele vinha fazendo há semanas: que o candidato do PL seria "ladrão".
"Só eu chamei o Flávio pela alcunha correta nestes meses: LADRÃO. Zema queria ser seu vice, gravava vídeos constrangedores. Caiado...quem?", disse Renan em postagem na rede X. Confira abaixo:
Só eu chamei o Flávio pela alcunha correta nestes meses: LADRÃO.
— Renan Santos???????? (@RenanSantosMBL) May 13, 2026
Zema queria ser seu vice, gravava vídeos constrangedores.
Caiado….quem?
Renan Santos também ironizou justificativas dadas por bolsonaristas sobre o pedido de dinheiro feito por Flávio a Daniel Vorcaro para financiar o filme "Dark Horse", sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
"Bolsonaristas mandarem que ele não sabia dos esquemas do Vorcaro significa que: Esposa do Xandão tinha apenas um contrato de consultoria; Mantega apenas aconselhava em termos econômicos; Lula apenas recebeu uma visita empresarial. Parem de se constranger, por favor", disse o candidato do Missão.
A derrota do governo Lula na noite desta quarta-feira (29), no Senado, na votação da indicação de Jorge Messias para uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), foi repercutida por diversos presidenciáveis em postagens nas redes sociais e entrevistas. Todos os que comentaram a rejeição de Messias fizeram críticas a Lula e ao STF, mas também a Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por exemplo, que como senador votou contra a indicação ao STF e ainda teria participado de articulações para a rejeição de Jorge Messias, disse que não tinha “motivos para comemorar”, mas que via a derrota como o “fim do governo Lula”.
“Por 42 votos a 34, o Senado fez história e evitou que a esquerda e o PT aparelhassem ainda mais o Estado e a Justiça. Podemos dizer com confiança que o Brasil tem futuro”, afirmou o pré-candidato do PL, que promoveu um churrasco em sua casa para comemorar a derrota do governo Lula.
Na mesma linha, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) disse que a votação do Senado conta Messias foi um “golaço do Brasil”. Zema, que recentemente manteve discussões públicas com o ministro Gilmar Mendes, do STF, afirmou que a derrota de Messias foi um “basta” à politização do Supremo.
“Finalmente o Senado fez o que devia ter sido feito. Barrou mais uma indicação política do Lula. É um basta à politização do STF. Um basta ao comportamento vergonhoso de ministros, um basta às perseguições. O Brasil está se levantando. Não é escada, Alexandre de Moraes. Não é ofensa, Gilmar Mendes. É o Brasil que trabalha, que paga impostos, batendo na porta de vocês. Chega de intocáveis”, afirmou o presidenciável.
Já o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), foi mais econômico e fez apenas um pequeno comentário em seu perfil na rede X, criticando principalmente o presidente Lula.
“O que melhor define a rejeição é um termo muito usado por nós: O Senado não aceitou que o Lula indicasse seu cabo de chicote como membro do Supremo”, disse Caiado.
Renan Santos, candidato a presidente pelo partido Missão, também fez fortes críticas a Lula, dizendo que a votação teria representado o “começo do fim do governo”. Renan Santos, entretanto criticou também Davi Alcolumbre e o centrão, chamando-os de “lixo da República”.
“Essa é uma das maiores derrotas do STF. O Lula queria colocar o seu terceiro advogado pessoal no STF. Era Dias Toffoli, era Cristiano Zanin e agora seria o Messias. O próprio STF aceitava, porque queriam uma operação em que se salvariam da treta do Banco Master. Mais um ministro com força e com nome limpo. Foram lá, fecharam com nomes do centrão, da esquerda, fizeram o acordo com o PL. Estava todo mundo só naquele teatrinho. De treta com um dos piores seres humanos da República que é o Alcolumbre. Quando a República brasileira é tocada por lixo, o lixo faz isso com você”, afirmou o pré-candidato.
“Então Lula foi traído por pessoas que incentivou. O centrão sempre foi parceiro de negócios do petismo, então, o STF está na sarjeta e Lula está no seu pior momento em toda a sua história. Nunca foi tão grande a chance de Lula sequer ser candidato. Lula não concorre para perder, e sem apoio do centrão, não vai buscar voto no Nordeste”, completou Renan Santos.
Em outra corrente de raciocínio, o pré-candidato a presidente pelo DC, Aldo Rebelo, relacionou a derrota na indicação de Jorge Messias à insatisfação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, com dificuldades impostas pelo governo Lula à exploração de petróleo na margem equatorial, próxima ao Amapá. Para o pré-candidato, o governo Lula, ao dificultar a possibilidade de desenvolvimento do estado do presidente do Senado, levou ele a “dar o troco” na votação do indicado ao STF.
“O Amapá que está dentro da margem equatorial, que aspira a ter uma indústria de petróleo e gás, que tem sido bloqueada por ações do Ministério do Meio Ambiente e pelo Ibama. Então se Lula, que se mostrou indignado pela derrota com Messias, quer saber as razões, pergunte ao presidente do Ibama”, disse Aldo.
“O Amapá é um estado que tem 73% da população vivendo da transferência de renda, do Bolsa Família. Não há atividade econômica. O Amapá é um estado sem futuro para a sua juventude, e a única esperança que tem é na mineração, na agricultura, na área de petróleo e gás, e está tendo esse crescimento impedido pelo governo federal. O governo menosprezou a aspiração do Amapá a ter um futuro com a sua indústria de petróleo e gás. Messias pagou pelos erros, pelas omissões e caprichos do governo Lula com o presidente do Senado”, completou o pré-candidato do DC.
Outros presidenciáveis como Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Samara Martins (UP) não se pronunciaram sobre a rejeição da indicação de Jorge Messias.
Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (27) revela que o cenário da eleição presidencial de 2026 segue sendo disputado voto a voto entre os dois principais candidatos, principalmente nas simulações de segundo turno. Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera nos cenários de primeiro turno, na simulação de segundo turno o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece praticamente empatado, como outras pesquisas já vêm mostrando desde o mês de março.
No principal cenário estimulado de primeiro turno da BRG/Nexus, Lula tem 41% das intenções de voto, contra 36% de Flávio Bolsonaro. A vantagem do presidente varia de três a cinco pontos percentuais, a depender da composição da disputa.
O levantamento também mostra que o presidente Lula marcou 41% em todos os cenários de primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro oscilou com mais ou menos votos nas simulações. Segundo o relatório da pesquisa, esses percentuais indicam um núcleo mais consolidado de voto em torno dos dois principais nomes.
Confira abaixo os cenários de primeiro turno:
Cenário 1
Lula (PT) - 41%
Flávio Bolsonaro (PL) - 36%
Romeu Zema (Novo) - 4%
Ronaldo Caiado (PSD) - 3%
Renan Santos (Missão) - 3%
Augusto Cury (Avante) - 2%
Cabo Daciolo (Mobiliza) - 1%
Aldo Rebelo (DC) - 1%
Brancos, nulos ou nenhum - 6%
Não sabem/não responderam - 2%
Cenário 2
Lula - 41%
Flávio Bolsonaro - 36%
Romeu Zema - 5%
Ronaldo Caiado - 4%
Renan Santos - 4%
Aldo Rebelo - 1%
Brancos, nulos ou nenhum - 7%
Não sabem/não responderam - 2%
Cenário 3
Lula - 41%
Flávio Bolsonaro - 38%
Ronaldo Caiado - 6%
Renan Santos - 4%
Aldo Rebelo - 1%
Brancos, nulos ou nenhum - 7%
Não sabem/não responderam - 2%
Nas simulações de segundo turno, o quadro fica mais apertado, como vem sendo visto em todas as últimas pesquisas dos mais diversos institutos. Neste BTG/Nexus, Lula aparece numericamente à frente dos adversários testados, mas a disputa contra Flávio Bolsonaro é a mais acirrada.
Na comparação com a pesquisa BTG/Nexus anterior, Lula e Flávio estavam empatados em 46% a 46%. Agora, o presidente mantém os mesmos 46%, enquanto Flávio oscila para 45%, quadro que, entretanto, segue entendido como de empate técnico.
Cenários de segundo turno:
Lula 46% x 45% Flávio Bolsonaro
Lula 45% x 41% Romeu Zema
Lula 45% x 41% Ronaldo Caiado
A disputa presidencial também é marcada por rejeição elevada dos dois principais oponentes. Quando os entrevistados da BTG/Nexus são perguntados sobre o potencial de voto em cada candidato, 49% dizem que não votariam em Lula de jeito nenhum. No caso de Flávio Bolsonaro, esse percentual é de 48%.
Esse recorte do levantamento mostra ainda que 34% dizem que Lula é o único candidato em quem votariam, e 16% afirmam que poderiam votar nele, mas também em outro. No caso de Flávio, 27% dizem que ele é o único em quem votariam, e 21% afirmam que poderiam votar nele e em outro nome.
A pesquisa foi realizada pela Nexus por telefone, entre os dias 24 e 26 de abril, com 2.028 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-01075/2026.
O pré-candidato à Presidência pelo partido Missão, Renan Santos, esclareceu o uso dos “cogumelos mágicos”, que foram citados em mensagens vazadas na última semana. Em entrevista ao programa Linha de Frente, da Rádio Antena 1 Salvador, nesta quinta-feira (16), o presidenciável afirmou que realizou uma “microdosagem”, visando aguçar a criatividade para escrever um artigo.
“A microdosagem que você citou são as pessoas que fazem o uso pra aumentar o desempenho delas, não só criativo, mas desempenho de trabalho. Eu, por exemplo, quando eu tomei, eu fiz essa microdosagem, eu precisava escrever artigos pra nossa revista e funcionou super bem, eu fiquei super produtivo, uma coisa boa pra trabalhar. Boa parte da galera, inclusive na Faria Lima, faz uso disso. Sim, eu já experimentei, e o que as pessoas não vão ver é eu dando uma de político mentiroso”, afirmou Renan Santos.
Segundo o pré-candidato, o uso da substância possui benefícios comprovados, principalmente, no combate à ansiedade e depressão. Durante entrevista, Renan também relembrou a situação do canabidiol, componente extraído da cannabis, e defendeu que o Sistema Único de Saúde (SUS) faça uma “utilização controlada”.
“Essa discussão envolve não só o uso medicinal da dapsilocibina [substância encontrada em cogumelos], mas também o canabidiol, que pode ser utilizado, por exemplo, por enfrentamento da epilepsia. Começou a ser debatido e eu acho isso legal pra caramba. Acho que eu gostaria de ver esse tipo de substância sendo usada de maneira controlada no SUS. Eu acho que são opções que a gente tem de tratamento que podem ser muito úteis pro mal que acomete especialmente os mais jovens, que é o mal da depressão e o mal da ansiedade”, defendeu Renan Santos.

Imagem: Reprodução / Metrópoles
POLÍTICA NA BAHIA
Renan Santos afirmou que foi procurado por lideranças políticas da Bahia em busca de apoio, mas disse que não pretende avançar nessas articulações neste momento. Segundo ele, houve “conversinhas”, porém sem desdobramentos.
“Já teve umas conversinhas assim, mas eu não tô levando muito à frente, porque eu não acredito nesse jogo. Se eu precisar fazer esse jogo, quer dizer que o meu projeto é ruim”, declarou.
Renan afirmou que sua estratégia na Bahia não passa, inicialmente, por alianças políticas, mas pela difusão do próprio projeto. Ele disse que pretende percorrer o estado, repetindo o modelo adotado em outras regiões. “Eu vou chegar, vou fazer igual eu fiz, vou rodar a Bahia inteira, e eu vou bater em quem precisa e vou elogiar quem precisa elogiar”, disse.
O pré-candidato também indicou que não pretende fazer distinção partidária nas críticas ou elogios. “Se tiver uma boa iniciativa numa cidade no interior da Bahia de um prefeito que é do PSD, eu vou elogiar. E se eu precisar bater num cara do PSD, do PT, eu vou bater”, afirmou. De acordo com Renan, o objetivo é influenciar o debate político a partir de
propostas próprias e de um “sistema de valores”. Ele defendeu que eventuais apoios só devem ocorrer após outros candidatos demonstrarem alinhamento com suas ideias. “Como o meu projeto é melhor, eu quero ver, antes de tudo, candidatos a governo endossando minhas propostas”, disse.
O pré-candidato também citou experiências em outros estados, como o Maranhão, ao afirmar que sua atuação tem provocado reações de adversários. Apesar disso, ressaltou que não busca confronto direto. “Não quero brigar com ninguém, eu só quero falar real e apresentar nosso projeto”, concluiu.
Confira a entrevista completa:
Um recorte da pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (11) revela que apesar de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o pré-candidato do PL, senador Flávio Bolsonaro (RJ) terem rejeição quase idêntica, o líder petista tem seu nome mais desaprovado entre eleitores que se dizem “bolsonaristas’ do que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro é rejeitado por aqueles que se colocam como “lulistas”.
No cômputo geral, o senador Flávio Bolsonaro possui a maior rejeição entre todos os pré-candidatos listados pela Genial/Quaest. Flávio aparece com 55%, enquanto o presidente Lula possui 54% de pessoas que dizem que o conhecem e não votariam nele nas eleições de outubro.
A rejeição dos demais pré-candidatos foi a seguinte: Ratinho Jr. (PSD) - 40%; Ronaldo Caiado (União) - 35%; Eduardo Leite (PSD) - 35%; Romeu Zema (Novo) - 34%; Aldo Rebelo (DC) - 26%; e Renan Santos (Missão) - 19%.
A Quaest dividiu os eleitores em “lulistas”, “esquerda não lulista”, “Independente”, “direita não bolsonarista” e “bolsonarista”. O presidente Lula recebe a sua maior rejeição entre o grupo que se define como “bolsonarista”, com 96% dizendo que não votariam nele.
Já o senador Flávio Bolsonaro tem o seu maior índice de rejeição em meio aos eleitores que se dizem “lulistas”. Nesse grupo, o candidato do PL é rejeitado por 88% dos entrevistados, o que mostra que ele tem números melhores do que Lula quando a avaliação se dá no campo inimigo.
Em meio aos eleitores que se dizem “independentes”, há um empate na rejeição de Lula e Flávio Bolsonaro: 64% para cada. Na aprovação entre os independentes, entretanto, Lula se sai melhor, com 30% que dizem que votariam nele contra 24% que afirmam que votariam no filho de Jair Bolsonaro.
A mais nova pesquisa Real Time Big Data, divulgada nesta segunda-feira (9), mostra uma liderança mais folgada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre seus adversários do que outros levantamentos recentes. A pesquisa elaborou três cenários, só modificando o nome dos eventuais candidatos do PSD.
Em todos os cenários, inclusive no espontâneo (em que os entrevistados respondem sem a apresentação de listas com nomes), Lula lidera acima da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais. O adversário mais forte do atual presidente, assim como já mostrado em outras sondagens, é o candidato do PL, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Entre os três nomes do PSD colocados nos cenários - Ratinho Jr., Ronaldo Caiado e Eduardo Leite -, o que apresentou melhor resultado foi o governador do Paraná.
Confira abaixo os resultados do cenário espontâneo e dos três simulados apresentados aos entrevistados da Real Time Big Data:
Resposta espontânea
Lula (PT) - 28%
Flávio Bolsonaro (PL) - 14%
Jair Bolsonaro (PL) - 6%
Tarcísio de Freitas (Republicanos) - 2%
Ratinho Jr. (PSD) - 2%
Ciro Gomes (PSDB) - 1%
Romeu Zema (Novo) - 1%
Outros - 1%
Nenhum/branco/nulo - 14%
Não sabe - 31%
Cenário 1
Lula (PT) - 39%
Flávio Bolsonaro (PL) - 30%
Ratinho Jr. (PSD) - 10%
Romeu Zema (Novo) - 3%
Aldo Rebelo (DC) - 2%
Renan Santos (Missão) - 1%
Nulo/branco - 7%
Não sabe/não respondeu - 8%
Cenário 2
Lula (PT) - 40%
Flávio Bolsonaro (PL) - 32%
Eduardo Leite (PSD) - 5%
Romeu Zema (Novo) - 4%
Aldo Rebelo (DC) - 3%
Renan Santos (Missão) - 1%
Nulo/branco - 7%
Não sabe/não respondeu - 8%
Cenário 3
Lula (PT) - 40%
Flávio Bolsonaro (PL) - 32%
Ronaldo Caiado (PSD) - 6%
Romeu Zema (Novo) - 4%
Aldo Rebelo (DC) - 2%
Renan Santos (Missão) - 1%
Nulo/branco - 7%
Não sabe/não respondeu - 8%
A pesquisa Real Time Big Data entrevistou 2.000 eleitores em todo o território nacional, entre os dias 6 e 7 de fevereiro, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-06428/2026.
Voltou a viralizar nas redes sociais nesta reta final do mês de janeiro um vídeo gravado em dezembro do ano passado pelo presidente do Missão, o pré-candidato a presidente Renan Santos, com diversos ataques ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Renan Santos, fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), chega a dizer no vídeo que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “tem que morrer”.
No vídeo, Renan Santos acusa o senador e pré-candidato a presidente de corrupção e traição ao movimento. O presidente do Missão afirma que a atuação de Flávio Bolsonaro teria enfraquecido pautas defendidas pelo MBL e favorecido a defesa do Supremo Tribunal Federal.
“Flávio Bolsonaro é um ladrão. Nossa função histórica (do MBL) não é só acabar com a roubalheira e com a esquerda. O traíra tem de morrer. O traíra é Flávio Bolsonaro, ele precisa ser destruído. Eu vou acabar com a raça do Flávio Bolsonaro”, disse Renan Santos.
Em outro trecho do vídeo, o fundador do MBL amplia as críticas a Flávio e estende as agressões ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Não há Lava Jato. As ruas foram tomadas pelo culto ao bolsonarismo. Tudo foi entregue ao Supremo Tribunal Federal porque o Flávio Bolsonaro é corrupto, ladrão, vendilhão e fraco. O pai dele, outro fraco, para protegê-lo, entregou tudo ao STF”, afirmou.
As falas de Renan Santos foram rebatidas nas redes sociais por diversos políticos e influenciadores de direita. O ex-vereador por São Paulo, Fernando Holiday, que foi fundador do MBL junto com Renan, repudiou os comentários do presidente do partido Missão, e denunciou o ex-parceiro de movimento ao Ministério Público de São Paulo.
Holiday, que atualmente está no PL, em ofício ao Ministério Público, afirma que Renan Santos atentou contra a vida de Flávio Bolsonaro, e pede que, “diante da gravidade do conteúdo”, sejam abertas investigações. “Nada vai nos impedir de mudar esse país”, diz o ex-vereador em postagem na rede X.
Em um quadro parecido com o que já havia sido apresentado pela Genial/Quaest na semana passada, a primeira pesquisa AtlasIntel/Bloomberg de 2026, divulgada nesta quarta-feira (21), da mesma forma mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente de todos os seus adversários. Pelo levantamento, Lula ganha tanto no primeiro quanto nas simulações de segundo turno.
Para o primeiro turno, a AtlasIntel/Bloomberg testou cinco cenários, com diferentes listas de adversários. No primeiro deles, foram inseridos os nomes de praticamente todos os que são pretensos candidatos, e mesmo assim Lula alcançou 48,4%. Neste primeiro cenário, o mais surpreendente foi o crescimento de Renan Santos, do Missão.
Lula (PT) - 48,4%
Flávio Bolsonaro (PL) - 28%
Tarcísio de Freitas (Republicanos) - 11%
Renan Santos (Missão) - 2,9%
Ronaldo Caiado (União) - 2,9%
Ratinho Jr. (PSD) - 1,7%
Romeu Zema (Novo) - 1,7%
Aldo Rebelo (DC) - 1%
Voto branco/nulo - 2,1%
Não sei - 0,3%
Nos cenários seguintes, alguns nomes ora são retirados, ora são colocados de volta. Em todos eles, o presidente Lula lidera, e a menor diferença foi em um eventual embate com o candidato Flávio Bolsonaro, do PL.
Confira abaixo os quatro outros cenários de disputas em primeiro turno, conforme a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg.
Cenário 2
Lula (PT) - 48,9%
Flávio Bolsonaro (PL) - 35%
Ronaldo Caiado (União) - 4,39%
Renan Santos (Missão) - 3,4%
Ratinho Jr. (PSD) - 2,8%
Romeu Zema (Novo) - 2,8%
Aldo Rebelo (DC) - 1%
Voto branco/nulo - 1,5%
Não sei - 0,4%
Cenário 3
Lula (PT) - 48,5%
Tarcísio de Freitas (Republicanos) - 28,4%
Ronaldo Caiado (União) - 5%
Ratinho Jr. (PSD) - 3,9%
Romeu Zema (Novo) - 3,9%
Renan Santos (Missão) - 3,2%
Aldo Rebelo (DC) - 1,1%
Voto branco/nulo - 5%
Não sei - 1,1%
Cenário 4
Lula (PT) - 48,4%
Michelle Bolsonaro (PL) - 30,9%
Ronaldo Caiado (União) - 11,3%
Renan Santos (Missão) - 3,9%
Eduardo Leite (PSD) - 1,7%
Aldo Rebelo (DC) - 0,7%%
Voto branco/nulo - 2,8%
Não sei - 0,5%
Cenário 5
Lula (PT) - 48,8%
Ronaldo Caiado (União) - 15,2%
Romeu Zema (Novo) - 11,4%
Ratinho Jr. (PSD) - 9,4%
Renan Santos (Missão) - 3,9%
Aldo Rebelo (DC) - 1%
Voto branco/nulo - 8,1%
Não sei - 2,2%
Nas simulações de segundo turno apresentadas aos entrevistados da AtlasIntel/Bloomberg, o presidente Lula teria vantagem de quatro a 25 pontos contra os nomes de adversários que podem disputar eleições. A Atlas chegou a simular uma disputa entre o líder petista e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), apesar de ele estar inelegível. De acordo com as simulações Lula marcaria 49% dos votos totais contra praticamente todos os adversários.
Confira abaixo os cenários de segundo turno da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg:
Lula 49 x 46 Jair Bolsonaro
Lula 49 x 45 Tarcísio de Freitas
Lula 49 x 45 Michelle Bolsonaro
Lula 49 x 45 Flávio Bolsonaro
Lula 49 x 39 Ronaldo Caiado
Lula 49 x 39 Romeu Zema
Lula 49 x 39 Ratinho Jr.
Lula 48 x 23 Eduardo Leite
Uma outra simulação de primeiro turno feita pela AtlasIntel/Bloomberg retirou o nome do presidente Lula e o substituiu pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O instituto fez duas simulações de disputa, uma delas com o governador Tarcísio de Freitas e outra com Flávio Bolsonaro. Confira os resultados.
Cenário 1 (sem Lula)
Fernando Haddad (PT) - 41,5%
Flávio Bolsonaro (PL) - 35,4%
Ronaldo Caiado (União) - 5,2%
Renan Santos (Missão) - 3,4%
Romeu Zema (Novo) - 3,3%
Eduardo Leite (PSD) - 2,6%
Aldo Rebelo (DC) - 1,1%
Voto branco/nulo - 6,3%
Não sei - 1,1%
Cenário 2 (sem Lula)
Fernando Haddad (PT) - 42%
Tarcísio de Freitas (Republicanos) - 28,9%
Ronaldo Caiado (União) - 5%
Ratinho Jr. (PSD) - 4,9%
Romeu Zema (Novo) - 3,8%
Renan Santos (Missão) - 3,6%
Aldo Rebelo (DC) - 0,7%
Voto branco/nulo - 9,5%
Não sei - 1,6%
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg entrevistou 5.418 eleitores, entre os dias 15 a 20 de janeiro, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro do levantamento é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, por decisão unânime, na última terça-feira (4), o registro do partido Missão, legenda ligada ao Movimento Brasil Livre (MBL). O voto do relator, ministro André Mendonça, foi acompanhado pelos ministros Antonio Carlos Ferreira, Floriano de Azevedo Marques, Nunes Marques, e pelas ministras Isabel Gallotti, Estela Aranha e Cármen Lúcia, presidente da Corte.
Após a decisão, membros do MBL celebraram o reconhecimento da nova sigla. Entre eles, o deputado federal Kim Kataguiri, que chegou a discursar no plenário da Câmara dos Deputados. O movimento, agora formalizado como partido político, iniciou o esboço de suas estratégias para as eleições de 2026, incluindo a formação das primeiras chapas.
Segundo um dos líderes do recém-criado partido, embora ainda não haja “como calcular concretamente as pessoas que vão compor as chapas”, o foco inicial na Bahia é estruturar uma candidatura voltada à Câmara dos Deputados, sem descartar a possibilidade de disputar cadeiras na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).
Como estratégia para atrair novos nomes, o Missão pretende apostar na mobilização digital, marca registrada do MBL, e na figura de Renan Santos, um dos fundadores do movimento e pré-candidato à Presidência da República em 2026, como catalisador de apoios e filiações.
Na Bahia, o principal nome ventilado até o momento é o do vereador Sandro Filho, que, segundo informações do BN, pretende concorrer a deputado federal já no próximo ano. Considerado uma das lideranças locais do MBL, Sandro enfrenta, porém, um impasse político. Se optar por se filiar ao Missão, precisará de uma quantidade maior de votos para conquistar uma vaga na Câmara dos Deputados do que precisaria se permanecesse no Progressistas (PP), partido ao qual está filiado atualmente. Isso ocorre por conta do sistema proporcional de votação, que define o quociente eleitoral de acordo com o desempenho da legenda.
Apesar disso, dirigentes do Missão veem com otimismo a possível adesão de Sandro Filho à nova sigla. Um membro do movimento afirmou ao Bahia Notícias que a decisão do vereador “tem prazo máximo” e deve ser tomada até o fim do mês de novembro.
Outro nome cotado no grupo é o de Quécia Reis, integrante da equipe de Sandro e uma das coordenadoras do MBL na Bahia. Segundo fontes do partido, ela tem forte probabilidade de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia.
Em conversa com o BN, uma liderança do Missão revelou ainda a intenção de ressuscitar um nome histórico da política baiana para concorrer ao Senado: o ex-deputado federal Gerson Gabrielli, que exerceu mandato entre 1999 a 2007. De acordo com o dirigente, Gabrielli “tem o desejo de sair na nossa chapa”.
Entretanto, outro integrante do partido ponderou que a eventual candidatura de Gabrielli dependerá da movimentação do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil). Segundo ele, caso Neto acabe por lançar sua própria candidatura ao Senado, hipótese que “vem sendo ventilada”, as chances de Gabrielli disputar o cargo diminuem drasticamente.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou o pedido de criação do Partido Missão (Missão), vinculado ao Movimento Brasil Livre (MBL), movimento fundado por Renan Santos e Kim Kataguiri, em 2014. Em decisão unânime nesta terça-feira (4), o Missão passará a integrar o quadro partidário brasileiro com o número 14.
Os ministros Isabel Galotti, Antonio Carlos Ferreira, Floriano de Azevedo Marques, Estela Aranha, Nunes Marques e Cármen Lúcia seguiram o voto do relator, André Mendonça, pela aprovação da nova sigla.
O ministro André Mendonça, relator do pedido de criação da legenda, lembrou que a Constiuição garante a formação partidária e apontou que todos os documentos e requisitos exigidos pela Justiça Eleitoral foram apresentados pela agremiação.
No processo, o partido, que pretende lançar candidato próprio à presidência da República em 2026, apresentou 577.999 apoios válidos, cerca de 77 mil assinaturas a mais que número superior ao mínimo exigido, de 500 mil. O partido também comprovou a constituição de diretórios estaduais em pelo menos nove unidades da Federação e apresentou um estatuto próprio, outros requisitos da legislação eleitoral.
O estatuto do partido define princípios liberais e inclui propostas como responsabilidade fiscal, combate à corrupção, endurecimento das leis penais e industrialização do Nordeste. Com uma onça como símbolo, as lideranças do partido já anunciaram a intenção de lançar um candidato à presidência em 2026.
A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, adiou para a próxima semana a análise do processo que pode levar à criação do partido Missão, formado por integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL). Segundo Cármen Lúcia, o relator do processo, ministro André Mendonça, não pôde comparecer à sessão desta quinta-feira (30).
Caso o TSE autorize, o Missão terá seu registro oficializado e se transformará será o 30º partido político em atividade no país. O objetivo dos integrantes da legenda é ter o partido apto para participar das disputas eleitorais de 2026. O pedido de criação do Missão foi formalizado em julho.
Em setembro, o Ministério Público Eleitoral deu o aval para criação da nova sigla. O vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Barbosa, indicou que o grupo cumpriu os requisitos para a criação do partido, o que inclui mais de 500 mil assinaturas e a elaboração do programa e do estatuto.
“Requerente cumpriu a fase administrativa e atendeu as exigências necessárias para a perfectibilização do pedido de registro do partido político”, registrou Barbosa.
O presidente do Missão, quando for oficializada a sua existência como partido político, será o dirigente do MBL, Renan Ferreira dos Santos. O Missão usará o número 14, que durante 45 anos pertencia ao PTB.
O número ficou livre após o PTB se fundir ao Patriota, em 2023, com a criação posterior do PRD, que utiliza o número 25.
A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, marcou para a sessão da próxima quinta-feira (30) o julgamento do pedido para a criação do Missão, o partido criado pelos integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL). Se houver uma maioria de votos favoráveis à homologação da sigla entre os sete ministros do TSE, o Missão se tornará o 30º partido com funcionamento autorizado no Brasil.
O relator do pedido de criação do partido é o ministro André Mendonça. Os ministros vão analisar a posição apresentada pelo vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Barbosa, que indicou que o Missão cumpriu todos os requisitos exigidos para a criação de um partido político, entre eles ter mais de 500 mil assinaturas certificadas pela Justiça Eleitoral.
“Requerente cumpriu a fase administrativa e atendeu as exigências necessárias para a perfectibilização do pedido de registro do partido político”, afirmou Barbosa.
Segundo informações divulgadas pelo site G1, o TSE já validou cerca de 590 mil assinaturas de apoio à formalização do partido, número que supera em 42.900 o mínimo exigido pela legislação eleitoral, que era de 547 mil apoios certificados.
Nos documentos apresentados ao TSE, o Missão indica que utilizará o número 14 nas urnas eletrônicas, que foi usado durante muitos anos pelo PTB. Caso tenha sua inscrição homologada, a nova legenda terá direito a recursos do fundo eleitoral para financiamento de campanhas nas eleições de 2026.
Segundo o estatuto submetido ao TSE, a nova sigla se define como um partido de “caráter liberal” e defensor de um Estado “enxuto e funcional”. O documento também mostra que a legenda defende a implementação de uma reforma administrativa no Brasil.
O novo partido deve ser presidido por Renan Ferreira dos Santos, dirigente e um dos fundadores do MBL. Em entrevista ao Bahia Notícias, no mês de julho, Renan garantiu que há planos para lançar algum candidato pelo partido em 2026. Segundo ele, não há possibilidade de apoiar um nome de outro partido para presidente no primeiro turno.
“Para lançar a candidatura de 2026, tem eu [Renan] e o Danilo Gentili, mas ainda nada certo. Zero chance de apoiar algum nome de fora”, avaliou Renan.
O dirigente do MBL também esclareceu que um dos principais objetivos do partido é “ficar conhecido no Brasil e mostrar uma proposta revolucionária para o país”.
Além desses membros, o Missão deve contar com o deputado federal Kim Kataguiri (União-SP), cofundador do MBL, que confirmou, em conversa com o Bahia Notícias, sua transferência para o novo partido já na próxima janela partidária, prevista pela legislação para sete meses antes das eleições de 2026.
“Me transfiro já na próxima janela partidária e serei, com muita honra, o primeiro deputado federal do partido Missão, já disputando a reeleição pelo meu partido nas eleições do ano que vem”, adiantou Kataguiri.
O parlamentar também avaliou que o Missão se posiciona como um partido “verdadeiramente de direita” e que, por não dispor de fundo eleitoral e tempo de televisão, deve ter dificuldade para atrair deputados de outras legendas. Segundo ele, o partido “vai iniciar restrito nesses aspectos”.
Em suas redes sociais, o Missão apresenta algumas bandeiras de luta que adotará a partir da oficialização da sua criação, tais como: Endurecimento das leis penais; fim dos privilégios do funcionalismo; industrialização do Nordeste; guerra contra o tráfico de drogas; respeito à responsabilidade fiscal; prioridade para a educação básica; combate à corrupção.
Os integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL) anunciaram, em uma live no YouTube, que coletaram o número de assinaturas necessárias para oficializar o pedido de criação do partido Missão, que deve reunir os membros do grupo em uma só legenda. A documentação já foi enviada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Para fundar um partido, o MBL precisava reunir 0,5% dos votos válidos para a Câmara dos Deputados em 2022, o que, segundo o TSE, corresponde a 547 mil assinaturas.
De acordo com informações obtidas junto ao tribunal, o Missão conseguiu, até o momento, 572.394 assinaturas em todo o Brasil, sendo 30.215 na Bahia, o sexto estado com maior número de apoiamentos. A região com mais assinaturas é São Paulo, com 229.800, seguida do Rio de Janeiro, com 67.388. O terceiro, quarto e quinto lugares na lista são ocupados por Pernambuco (42.420), Minas Gerais (39.139) e o Distrito Federal (31.264).
Com sede em São Paulo, o partido é presidido por Renan Ferreira dos Santos, dirigente e um dos fundadores do MBL. Em entrevista ao Bahia Notícias, Renan garantiu que há planos para lançar algum candidato pelo partido em 2026. Segundo ele, não há possibilidade de apoiar um nome de outro partido para presidente no primeiro turno.
"Para lançar a candidatura de 2026, tem eu [Renan] e o Danilo Gentili, mas ainda nada certo. Zero chance de apoiar algum nome de fora", avaliou.
Ele também esclareceu que um dos principais objetivos do partido é "ficar conhecido no Brasil e mostrar uma proposta revolucionária para o país".

Renan Santos | Foto: reprodução / redes sociais
A legenda reúne algumas figuras que ganharam destaque nacional após polêmicas, como o ex-deputado estadual de São Paulo e criador de conteúdo Arthur do Val (Mamãe Falei), cassado por unanimidade e com os direitos políticos suspensos por oito anos após quebra de decoro parlamentar, em razão de áudios sexistas sobre mulheres ucranianas.

Arthur do Val | Foto: Agência Alesp
Além desses membros, o Missão deve contar com o deputado federal Kim Kataguiri (União-SP), cofundador do MBL, que confirmou, em entrevista ao Bahia Notícias, sua transferência para o novo partido já na próxima janela partidária, prevista pela legislação para sete meses antes das eleições de 2026.
“Me transfiro já na próxima janela partidária e serei, com muita honra, o primeiro deputado federal do partido Missão, já disputando a reeleição pelo meu partido nas eleições do ano que vem”, adiantou.
O parlamentar também avaliou que o Missão se posiciona como um partido "verdadeiramente de direita" e que, por não dispor de fundo eleitoral e tempo de televisão, deve ter dificuldade para atrair deputados de outras legendas. Segundo ele, o partido “vai iniciar restrito nesses aspectos”.

Kim Kataguiri | Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados
O coordenador nacional do MBL, professor Ricardo Almeida, falou, em uma entrevista exclusiva ao Bahia Notícias, que o novo partido tem como alvo, para 2026, a ampliação da bancada na Câmara.
"Para 2026, nosso objetivo é ampliar a nossa bancada de deputados federais. Essa é atualmente vista como a maior prioridade do movimento, ampliar essa bancada de deputados federais pela importância que a bancada tem em relação à cláusula de barreira, a participação dos candidatos em debates e outras consequências que uma bancada federal traz", explicou o professor.

Ricardo Almeida | Foto: Reprodução / Redes sociais
A cláusula de barreira estabelece critérios que os partidos políticos devem cumprir para terem acesso aos recursos do fundo partidário e ao tempo de rádio e TV. Esses critérios estão vinculados ao desempenho nas eleições federais. Em 2026, a legenda que quiser superar a cláusula precisará atender a pelo menos um dos seguintes requisitos: obter no mínimo 2% dos votos válidos nas eleições para a Câmara dos Deputados, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação, com, no mínimo, 1% dos votos válidos em cada uma delas, ou eleger ao menos 11 deputados federais, também distribuídos em pelo menos um terço dos estados.
Na Bahia, o MBL tem como principal representante político o vereador Sandro Filho (PP). Em entrevista ao Bahia Notícias, o parlamentar confirmou que o partido deve lançar candidaturas já em 2026, mas ponderou sobre sua transferência na próxima janela partidária e a viabilidade do Missão na Bahia.
“Graças a Deus, a gente conseguiu organizar o partido e colocar [o MBL] de pé. Acredito que, em 2026, já teremos candidaturas em vários estados e cidades do país. Sobre minha filiação, tudo depende da conjuntura: se for viável aqui na Bahia, não vejo problema nenhum em fazer parte. Pelo contrário, pode até fortalecer o grupo de [ACM] Neto na disputa contra o PT. Mas, se não for o momento, a gente espera. Política é um jogo de paciência, não de pressa. O importante é que temos força de vontade e estamos construindo algo com planejamento", declarou o vereador.

Sandro Filho | Foto: Igor Barreto / Bahia Notícias
NOVOS PARTIDOS
Além do Missão, atualmente o Tribunal Superior Eleitoral registra outros 21 partidos considerados “em formação”. As legendas que possuem permissão para a coleta oficial de apoiamentos já venceram as primeiras etapas previstas na Lei nº 9.096/95 e na Resolução TSE nº 23.282/10.
De acordo com a legislação, essas etapas consistem nos seguintes passos:
- possuir pelo menos 101 eleitores, com domicílio eleitoral em, no mínimo, um terço dos Estados;
- elaborar o programa e o estatuto do partido;
- eleger os dirigentes nacionais provisórios;
- publicar o inteiro teor do programa e do estatuto no Diário Oficial da União;
- obter o registro cível no cartório da capital federal;
- informar ao tribunal regional eleitoral sua comissão provisória ou pessoas responsáveis pelo partido em formação.
Após terem cumprido as primeiras exigências, as agremiações que tentam se viabilizar enfrentam a fase considerada mais difícil para conseguirem receber a chancela do TSE e a permissão de funcionamento: conquistar o apoiamento mínimo de cerca de 547 mil eleitores para registro nos órgãos da Justiça Eleitoral.
Esses apoiamentos, que precisam ser chancelados pelos cartórios eleitorais, deverão estar distribuídos em pelo menos nove Estados, sendo que em cada um deles deverá ser observado, no mínimo, um décimo por cento (0,1%) do eleitorado que compareceu à votação em cada um deles.
A legislação também impõe que o partido em formação deve entregar nos cartórios eleitorais informações como o nome completo do eleitor que está fazendo o apoiamento, além de sua assinatura e número do título eleitoral, e todos os dados precisarão ser checados e validados.
Na lista dos partidos listados que se encontram nesta fase da homologação dos apoiamentos, o Missão é disparado o que está mais próximo de se tornar uma agremiação oficializada pela Justiça Eleitoral. O grupo já tem mais do que o necessário exigido.
Além do Missão, a segunda legenda com mais assinaturas chanceladas nos cartórios eleitorais é o Republicano Cristão Brasileiro (RCB). O partido, que tem sede em Brasília, já alcançou 9.587 apoiamentos certificados, um número ainda baixo diante da necessidade de se atingir 547 mil assinaturas.
A terceira sigla na lista das mais adiantadas é o Movimento Consciência Brasil (MCB). O partido, com sede em Goiânia, é presidido por Edmilson Gomes da Silveira Junior, e conseguiu 1.199 assinaturas.
Confira abaixo quais são os demais partidos que tentam viabilizar seu funcionamento, e quantos apoiamentos certificados já possuem:
- Consciência Democrática (CD) - 0
- Evolução Democrática (Evolução) - 0
- Juntos pela República (Juntos) - 5
- Meio Ambiente e Integração Social (Mais) - 0
- Ordem (Ordem) - 0
- Partido Afrobrasilidade (Afro) - 0
- Partido Ambientalistas (Ambientalistas) - 38
- Partido Brasil Novo (PBN) - 0
- Partido Capitalista Popular (PCP) - 0
- Partido Conservador Brasileiro (Conservador) - 794
- Partido da Segurança Privada (PSP) - 76
- Partido Democrático Afro-Brasileiro (PDA-B) - 153
- Partido Direita Brasil (PDB) - 0
- Partido do Autista (PA) - 4
- Partido do Desenvolvimento Sustentável (PDS) - 0
- Partido Esperança Brasil (Esperança) - 0
- Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) - 164
- União Democrática Nacional (UDN) - 0
- União Trabalhista Brasileira (UTB) - 0
Autor do polêmico projeto chamado “Lei Anti-Oruam”, para impedir que artistas que façam apologia ao consumo de drogas e ao crime organizado sejam contratados em eventos financiados com dinheiro público, o deputado federal Kim Kataguiri (União-SP) revelou qual o seu objetivo principal até as eleições de 2026: se candidatar a presidente da República, de preferência pelo partido Missão, idealizado pelos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL) e que tanta viabilizar sua criação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em entrevista nesta quarta-feira (12) ao site Metrópoles, Kataguiri disse que a intenção do novo partido, quando estiver oficialmente criado, é a de realizar prévias para escolher o candidato a presidente, como acontece na política norte-americana. E o deputado já adiantou que pretende apresentar seu nome nessas futuras prévias do Missão.
“A nossa ideia no Missão é ter prévias, e eu disputaria sim as prévias dentro do partido para poder ser candidato à presidência da República”, disse o parlamentar na entrevista.
O projeto presidencial do deputado Kim Kataguiri, entretanto, esbarra em alguns impedimentos que teriam que ser superados até o mês de março do ano que vem. O primeiro deles, a idade. De acordo com a Constituição, a idade mínima para um candidato concorrer à Presidência da República é de 35 anos, e Kataguiri tem apenas 29.
Pela data de nascimento do deputado paulista, 28/01/1996, ele só poderia concorrer ao cargo de presidente nas eleições de 2034, já que em 2030 ele ainda estaria com 34 anos e também não teria ainda a idade mínima exigida para ocupar a Presidência da República.
Kim Kataguiri e outros nomes que já foram defendidos para se lançarem candidatos a presidente, como o também deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), de 28 anos, podem ter suas pretensões atendidas caso seja aprovado no Congresso uma proposta de emenda à Constituição que reduz a idade mínima para candidaturas. O projeto, idealizado pelo deputado Eros Biondini (PL-MG), aliado de Nikolas, busca reduzir de 35 para 30 anos a idade mínima no caso dos candidatos a presidente da República e senador.
Já para as candidaturas aos governos estaduais, a proposta de Biondini é a de reduzir essa idade mínima de 30 para 28 anos. Em relação a mandatos de deputados federais e prefeitos, a idade mínima cairia de 21 para 20 anos, segundo a ideia original.
Em conversa com o Bahia Notícias, o deputado Eros Biondini disse que a sua proposta tem recebido acolhida de diversos partidos. O deputado mineiro disse já ter alcançado 110 assinaturas no requerimento da PEC, e acredita que logo conseguirá o mínimo de 171 apoios para protocolar a proposta, que somente então começará a tramitar.
“Essa proposta não atende apenas ao Nikolas. Vários nomes de lideranças jovens poderiam concorrer a presidente ou ao Senado, como o Kim Kataguiri, o João Campos, prefeito de Recife. Eu tenho recebido muitos elogios sobre a proposta de pessoas de vários partidos porque ela abre a chance de promover uma renovação maior na política”, afirmou o deputado Biondini ao BN.
O segundo obstáculo para a candidatura de Kataguiri a presidente é a criação do partido pelo qual ele quer se lançar candidato. O Missão, que tem sede em São Paulo e é presidido por Renan Ferreira dos Santos, dirigente do MBL, já conseguiu certificar 307 mil assinaturas juntos aos cartórios eleitorais, o que representa 56% do total exigido pelo Tribunal Superior Eleitoral (547 mil).
Os dirigentes do Missão alegam já ter conseguido mais de 800 mil assinaturas, muito acima do necessário, e dizem acreditar que em mais alguns meses o mínimo das fichas de futuros filiados estará certificado na Justiça Eleitoral. Renan Santos diz que a ideia é que o novo partido seja criado e comece a atuar ainda em 2025, para já participar, no ano que vem, das eleições para o Congresso, governos estaduais e Presidência.
Enquanto aguarda a criação do partido e a conquista de assinaturas para que a PEC da redução da idade mínima possa iniciar sua tramitação, o deputado Kim Kataguiri busca apoios para avançar com a sua proposta da “Lei Anti-Oruam”. O projeto foi protocolado na semana passada, após receber o apoio de 46 deputados, entre eles Capitão Alden, do PL da Bahia. O texto, agora, aguarda despacho do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) para começar a tramitar em comissões da Casa.
O projeto de Kataguiri altera a Lei de Licitações para incluir trecho que torna proibida a “expressão, veiculação ou disseminação, no decorrer da apresentação contratada, de apologia ou incentivo ao consumo de drogas, ao crime organizado ou à prática de condutas criminosas” na contratação de shows, artistas ou eventos pelo governo. Em caso de descumprimento, o projeto estabelece multa de, no mínimo, 100% do valor do contrato e declaração de inidoneidade para licitar ou contratar.
A iniciativa do deputado faz referência ao rapper Oruam, do Rio de Janeiro. O músico é filho de Marcinho VP, apontado como líder do Comando Vermelho e que está preso desde 1996, para cumprir condenação de 44 anos por tráfico de drogas e participação em homicídios. Oruam, nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, tem 23 anos e em 2022, chamou atenção ao se apresentar no festival Lollapalooza vestindo uma camiseta com a foto do pai e a palavra “liberdade”.
Questionado pelo BN se o projeto também abordaria outros ilícitos em músicas não apenas do cantor Oruam, mas também de outros funkeiros, como, por exemplo, a apologia à sexualização infantil, o deputado Kataguiri disse que não irá misturar os temas em sua proposição.
“Se formos abordar todos os aspectos em um mesmo projeto, é o primeiro passo para que ele acabe não sendo votado. Eu reconheço que o funk também promove uma excessiva sexualização, principalmente entre crianças e adolescentes, mas vamos nos concentrar na questão do incentivo ou apologia ao consumo de drogas, ao crime organizado e à prática de condutas criminosas”, disse Kataguiri ao BN.
Consulta feita pela reportagem do Bahia Notícias ao Tribunal Superior Eleitoral revela que, neste momento, existem 17 partidos em formação no Brasil, ou seja, que estão buscando cumprir as exigências da legislação eleitoral para terem seu registro chancelado pelo TSE. Desses partidos, o mais adiantado de todos na coleta das assinaturas necessárias exigidas pelo Tribunal é o Missão, partido que tenta ser criado pelos integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL).
A fase mais difícil enfrentada pelos partidos que tentam conquistar a certificação oficial do TSE é a coleta de assinaturas em todo o Brasil. Para que o partido seja oficializado, são necessária mais de 546 mil assinaturas de pessoas não filiadas a outros partidos, conquistadas em no mínimo nove unidades da Federação, e com os nomes reconhecidos e atestados em cartório. O partido deve conseguir esse apoiamento no prazo de dois anos contados da conquista da personalidade jurídica.
O Missão, que tem sede em São Paulo e é presidido por Renan Ferreira dos Santos, dirigente do MBL, já conquistou até o momento um terço das assinaturas necessárias. No TSE consta que o Missão conseguiu até agora 189.574 assinaturas já certificadas, e ainda precisa de cerca de 356 mil apoiamentos.
O partido que tenta ser criado pelos integrantes do Movimento Brasil livre conseguiu 91124 assinaturas em São Paulo; 19.590 no Rio de Janeiro; 24.533 no Distrito Federal; 15.030 em Pernambuco; 11.595 na Bahia; 11.017 no Paraná; 7583 em Minas Gerais; 4124 no Rio Grande do Norte; 2695 em Sergipe; 860 em Santa Catarina; 814 no Rio Grande do Sul; 476 na Paraíba; 133 no Ceará.
Em postagem recente nas suas redes sociais, o Missão comemorou o fato de ter superado o Aliança Pelo Brasil, legenda que o ex-presidente Jair Bolsonaro tentou viabilizar no TSE. Em abril de 2024, acabou o prazo de dois anos para o partido conseguir as assinaturas necessárias, e naquele momento, o partido sonhado por Bolsonaro e seus filhos haviam recolhido apenas 183 mil assinaturas, que posteriormente foram descartadas.
Idealizado pelo mesmo grupo que fundou o MBL no final de 2014, na esteira das manifestações de rua surgidas após os primeiros escândalos divulgados pela operação Lava jato, o Missão defende bandeiras como o endurecimento das leis penais; o fim dos privilégios do funcionalismo; a industrialização da região Nordeste; a guerra contra o tráfico de drogas; o respeito à responsabilidade fiscal; a priorização da educação básica; o combate implacável à corrupção; o aumento da qualidade em saúde; o combate à poluição e ao desmatamento.
A legenda em formação tem 63 mil seguidores em sua conta no Instagram, e cerca de 15 mil no X. O MBL, que tem entre suas principais lideranças o deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil-SP), quer conseguir as assinaturas necessárias já em 2025 para poder estar apto a concorrer nas eleições de 2026.
Depois da fusão entre PTB e Patriota, surgiu em novembro do ano passado o PRD (Partido Renovação Democrática), que foi o último a obter o registro oficial no Tribunal Superior Eleitoral. Atualmente, são 29 os partidos registrados no Tribunal e com direito a funcionar, inclusive com recebimento de verbas do fundo partidário.
Se os 17 que estão atualmente em busca de assinaturas para viabilizar o seu registro conseguiram atingir os 546 mil apoiamentos necessários para cumprir uma das exigências do TSE, o Brasil teria no ano que vem um total de 46 partidos. Entretanto, a grande maioria das legendas que tenta obter a certificação dos eleitores não consegue atingir a quantidade mínima de assinaturas no prazo total de dois anos.
Em novembro do ano passado, eram 21 os partidos que estavam registrados no TSE com autorização para o processo de coleta de assinaturas. Esses 21 partidos em formação já haviam vencido as primeiras etapas previstas na Lei nº 9.096/95 e na Resolução TSE nº 23.282/10 para obter a licença do Tribunal para poderem oficialmente coletar os apoiamentos. Essas etapas consistem nos seguintes passos:
- possuir pelo menos 101 eleitores, com domicílio eleitoral em, no mínimo, um terço dos Estados;
- elaborar o programa e o estatuto do partido;
- eleger os dirigentes nacionais provisórios;
- publicar o inteiro teor do programa e do estatuto no Diário Oficial da União;
- obter o registro cível no cartório da capital federal;
- informar ao tribunal regional eleitoral sua comissão provisória ou pessoas responsáveis pelo partido em formação.
Depois que cumprem essas primeiras exigências previstas na legislação, as agremiações passam então pela fase mais difícil para conseguirem a chancela do TSE, que é de conquistar o apoiamento mínimo de mais de 546 mil eleitores com registro nos órgãos da Justiça Eleitoral, e em pelo menos nove unidades da Federação. Das 21 agremiações que em novembro do ano passado estavam nesta fase, 14 estouraram o prazo de dois anos e perderam o selo do TSE de "partidos em formação".
Apenas sete dos 21 partidos que há exatos um ano já estavam coletando assinaturas em apoio à sua criação seguem em busca de atingir o número mínimo exigido pelo TSE. São esses os partidos:
- Consciência Democrática, com sede em Brasília e liderado por Cristiano Rosa Abadia
- MCB, ou Movimento Consciência Brasil, presidido por Edmilson Gomes da Silveira Junior, com sede em Goiânia
- MEB, ou Movimento Esperança Brasil, com sede no Espírito Santo, um grupo liderado por Benedito Corrêa dos Santos
- Ordem, com sede em Brasília, presidido por Samuel Messias da Silva Oliveira
- Partido Afrobrasilidade, ou Afro, é uma iniciativa surgida a partir de Minas Gerais, comandada por Weder Gonzaga Fernandes Bueno
- Partido Ambientalistas, sediado em São Paulo, presidido por Wilson Grassi Júnior
- Partido da Segurança Privada, ou PSP, com sede em Brasília, cujo grupo é comandado por Kelson Renato Ribeiro
Em meio aos demais dez partidos que surgiram há menos tempo e foram autorizados a coletar assinaturas, além do Missão, está o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), que teve seu pedido de refundação autorizado em dezembro do ano passado. O antigo PTB, que funcionava desde 1981, deixou de existir em 9 de novembro de 2023, após o TSE deferir o pedido de fusão da sigla com o Patriota, que fez nascer o Partido da Renovação Democrática (PRD).
Após a decisão do TSE, um grupo de 212 brizolistas, liderado pelo ex-deputado federal Vivaldo Barbosa, realizou assembleia, homologou seu estatuto, e ingressou rapidamente com pedido de refundação do PTB. Com a autorização dada pelo TSE, o novo PTB tenta conseguir apoios, mas até agora, não chancelou nenhuma assinatura nas 27 unidades federativas.
O presidente do novo PTB, Vivaldo Barbosa, segue afirmando que o renascimento do PTB atende a um sonho não realizado pelo ex-governador Leonel Brizola. Em 1980, o TSE concedeu a sigla do Partido Trabalhista Brasileiro ao grupo encabeçado pela ex-deputada Ivete Vargas e o então advogado Roberto Jefferson, que anos depois se tornaria presidente do partido. Ivete e Jefferson fizeram o pedido de registro antes do ex-governador Brizola. Pela quantidade de assinaturas conquistadas até o momento, o sonho de Leonel Brizola seguirá sem ser realizado.
Veja abaixo outros partidos que buscam se viabilizar, mas ainda possuem poucas assinaturas para alcançar o registro definitivo pelo TSE:
- Mais - Meio Ambiente e Integração Social, com sede em São Paulo e que tem como presidente Marcilio Duarte Lima.
- PCP - Partido Capitalista Popular, com sede em Brasília, e presidido por Agenor Candido Gomes
- Conservador - Partido Conservador Brasileiro, com sede em São Paulo, presidido por José Carlos Bernardi
- Partido do Autista, com sede em São Paulo, presidido por Osmar Bria
- Partido do Desenvolvimento Sustentável, com sede em Brasília, presidido por João Caldas da Silva
- UTB - União Trabalhista Brasileira, com sede em Brasília, presidido por Eryk de Vaz Braga
- RCB - Republicano Cristão Brasileiro, com sede em Brasília e presidido por Michel Winter
- UDN - UNIÃO DEMOCRÁTICA NACIONAL, com sede em São Paulo e presidido por Marcus Alves de Souza
Pela lei dos partidos políticos, uma agremiação precisa cumprir todos os passos e requisitos para sua criação até seis meses antes de um pleito, se busca disputar uma eleição. As 21 siglas que tentam se viabilizar no TSE teriam, portanto, até o começo do mês de abril para vencerem todas as exigências a fim de conseguir ter seu número na urna eletrônica em outubro de 2026.
Já pensou ter o seu nome ou de quem você ama no espaço? Imagina dar esse presente especial? A Nasa sugeriu, neste domingo (24), aos esquecidos de plantão que enviem nomes para Júpiter.
Na publicação feita nas redes sociais, a agência espacial norte-americana disse que até o dia 31 de dezembro habitantes de todo o planeta Terra poderão mandar os nomes que desejam enviar na missão Europa Clipper. Todos os nomes encaminhados serão gravados em microchips da sonda espacial.
Até agora, conforme a Nasa, 2 milhões de nomes já foram cadastrados no site oficial. Somente do Brasil já foram incluídos 46 mil nomes.
A missão Europa Clipper vai partir com destino a Júpiter em outubro de 2024 e a previsão de que chega ao planeta apenas em 2030, após percorrer 2,9 bilhões de quilômetros.
Para participar da missão basta acessar o site da Nasa e colocar o nome e sobrenome.
Filho do presidente, Carlos Bolsonaro reagiu mal à entrevista de Regina Duarte ao Fantástico, na qual ela critica parte dos aliados de Jair Bolsonaro, classificando-os como “facção” interessada em minar sua gestão (clique aqui e saiba mais).
Segundo a coluna da Lauro Jardim, no jornal O Globo, assessores do Palácio do Planalto revelaram que Carlos ficou “apoplético” com a fala da nova secretária especial da Cultura. Ainda de acordo com a publicação, ele chegou a afirmar que sua missão é derrubar Regina Duarte, pois se sentiu atingido com a declaração da artista. Enquanto o clima tenciona, Jair Bolsonaro segue acompanhando de longe, nos Estados Unidos.
Antes mesmo de assumir o cargo no governo, Regina já era criticada por olavistas e pelo próprio guru Olavo de Carvalho (clique aqui). Após a nomeação, as falas da atriz repercutiram mal entre aliados do presidente, gerando críticas do Ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, Luiz Ramos (clique aqui) e até o cancelamento de uma nomeação feita por Regina (clique aqui).
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
ACM Neto
"Tentativa de interferir no processo eleitoral com a criação e divulgação de factoides e insinuações mentirosas e falsas, através de vazamentos seletivos, que buscam associar indevidamente meu nome a situações que nunca tive envolvimento".
Disse o candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil) ao se pronunciar sobre o pedido da Polícia Federal (PF) para realizar uma busca e apreensão relacionada a ele no âmbito da 10ª fase da Operação Overclean, deflagrada nesta quinta-feira (17). A medida, no entanto, foi negada pelo ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).