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ministro das comunicacoes
O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, afirmou que o governo federal está trabalhando em uma proposta de regulamentação das redes sociais. Em entrevista a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), nesta terça-feira (2), Siqueira Filho definiu que essa é uma prioridade do governo Lula.
"A gente defende essa regulamentação, sim, principalmente nessa linha do combate à desinformação, como também outras ações. Isso está em discussão dentro do governo", afirmou.
Segundo o gestor, um grupo que reúne diversos ministérios está envolvido nas discussões "para que a gente consiga formatar e concluir um texto para que seja enviado para o Congresso". "Então isso é um tema que está na pauta, sim, é uma prioridade do nosso governo para que a gente também consiga cuidar das pessoas no mundo digital. E essa regulamentação é muito importante", completa.
Atualmente, a atuação das redes no Brasil é regida pelo Marco Civil da Internet (2014), cujo artigo 19 só permite responsabilização judicial das empresas em caso de descumprimento de ordem judicial para remoção de conteúdo.
A discussão dos últimos meses nos Três Poderes se complexificou com um impasse: a responsabilização das plataformas digitais por conteúdos ilícitos publicados por usuários. Em 2024, o Congresso Nacional descartou a proposta do PL das Fake News, que tratava desta regulação, e o então presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), anunciando a criação de um grupo de trabalho para elaborar uma nova proposta. O grupo, entretanto, nunca foi oficialmente instalado.
Aliados do ministro das Comunicações, Juscelino Filho, têm dito que ele está tranquilo com o indiciamento da Polícia Federal, porque estaria convicto de que Paulo Gonet, o procurador-geral da República, pedirá o arquivamento do inquérito.
Segundo Juscelino, ficaria claro para Gonet que ele é alvo de uma perseguição por parte da PF. A artilharia do União Brasil contra o delegado do caso já começou, conforme informações publicadas pelo Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.
Juscelino foi indiciado por suspeita de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro. O inquérito apurou desvio de verba de contrato da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), cuja superintendência no estado do Maranhão é controlada pelo grupo político do ministro.
A Polícia Federal realizou uma operação nesta quinta-feira (18) para investigar suspeitas de desvios de emendas do Ministério da Saúde para a cidade de Vitorino Freire, no Maranhão. A prefeita da cidade é Luanna Rezende, irmã do ministro das Comunicações, Juscelino Filho.
De acordo com o BOL, a PF apura se houve fraude em um sistema para que a cidade tivesse mais repasses federais. Segundo a corporação, um grupo é suspeito de usar dados falsos para burlar o envio de emendas parlamentares do governo federal.
Em nota, a PF afirma que o valor de produção ambulatorial da cidade chegou à média de R$ 1.057 por pessoa, enquanto a média nacional é de R$ 164,77. “Tal discrepância foi ocasionada, principalmente, pelo registro de 800.408 consultas médicas somente no ano de 2021”, diz o texto.
A auditoria da CGU constatou um possível conluio entre um servidor da prefeitura e um empresário. O órgão diz ter encontrado indícios de que uma grande parte das emendas teria sido direcionada a um contrato de fornecimento de mão de obra médica para frustrar o “caráter competitivo do certame” e promover “fraude contratual e superfaturamento”.
A Polícia Federal determinou o bloqueio de bens dos investigados, bem como a suspensão de exercício de função pública do servidor municipal.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ana Paula Matos
"Você tem um governo do estado que está dizendo que todas as cidades, todos os prefeitos não estão cuidando da saúde? De quem é o problema? Ou tem algo errado aí?"
Disse a vice-prefeita de Salvador e ex-secretária de Saúde, Ana Paula Matos ao rebater as críticas feitas pela oposição sobre a falta de leitos nos hospitais públicos da capital baiana e a falta de hospitais com “demanda aberta”, aqueles que atendem casos de urgência e emergência mediante necessidade.