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ministerio do empreendedorismo
O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Henrique Rodrigues, comentou sobre os impactos do fim da escala 6x1 no setor empresarial de menor porte. Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, da Antena 1 Salvador (100.1), nesta quinta-feira (27), o representante da pasta destacou que a visão do Ministério é positiva acerca da redução da carga horária.
“Em primeiro lugar, antes de eu falar da economia, o impacto social é vasto. Quer dizer, você pode ter pessoas com mais tempo para as famílias, mais tempo para cuidar dos filhos, mais tempo para cuidar da própria educação, para poder cuidar dos mais velhos e tal. Isso é uma revolução social, você poder liberar mais tempo para os trabalhadores”, contextualiza o ministro.
Paulo Rodrigues aponta ainda que os impactos na economia podem ser muitos. “A gente acha uma medida justa e boa do ponto de vista econômico. A gente também entende que ela vai ter várias consequências positivas. Então, em primeiro lugar, você vai ter um aumento na renda do trabalhador. É um aumento indireto porque ele passa a trabalhar menos para ganhar o mesmo dinheiro, mas é um aumento na renda, isso afeta a economia”, diz o ministro.
Para o representante do governo, o tempo livre dos trabalhadores será revertido em mais lucro para os setores de lazer e entretenimento, e o tempo ocioso também pode significar mais oportunidade para empreender.
“Você tem negócios que são sujeitos ao tempo livre que vão ser privilegiados: alimentação, entretenimento, educação, cuidados, uma série de negócios que vão sofrer um impacto positivo. Depois, e a gente estava falando disso, uma parcela grande dos trabalhadores formais é também de empreendedores e, por mais que a medida seja pensada para dar mais descanso para as pessoas, as pessoas são livres, e o que vai acontecer é que você vai ter um crescimento do empreendedorismo também”, detalha.
“Isso não quer dizer que não vá haver setores que possam ter um impacto maior. Quer dizer, aquele pequeno comércio que tem lá um funcionário só vai ter alguma dificuldade, então tem algumas coisas de que a gente tem que cuidar. Em primeiro lugar, é o aumento do teto do MEI, e a possibilidade da contratação do segundo funcionário apareceu um pouco nesse contexto”, explica ao BN.
Segundo o ministro, a ideia é “dar uma espécie de contrapartida para permitir uma melhor estruturação desses negócios para a mudança”.
O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Henrique Rodrigues, alertou para o uso indevido de contratos de trabalho por meio do Microempreendedor Individual (MEI) em empresas no Brasil. Segundo ele, a modalidade não deve ser utilizada para burlar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), submetendo trabalhadores a rotinas e relações de subordinação típicas de empregados formais sob a falsa condição de empreendedores.
?? Na Antena 1, ministro do Empreendedorismo alerta contra uso indevido do MEI para burlar a CLT em empresas do Brasil
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) August 27, 2026
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“Empreendedorismo e trabalho formal andam juntos. O que não pode acontecer é uma coisa que acontece um pouco no Brasil: o uso das condições e das qualificações do empreendedorismo para burlar a lei trabalhista. Então, isso é uma coisa que, infelizmente, se viu acontecer em vários setores. A empresa chega lá, pega os seus funcionários e transforma todos em MEI", observou.
"Na prática, esses funcionários têm um único patrão, chegam em uma hora fixa e vão embora em uma hora fixa. Isso não é MEI. MEI é um empreendedor, ou seja, tem vários clientes, cada dia atende um, está buscando faturamento todos os dias. Então, isso não é bom. Até porque, quando se tem esse tipo de coisa, há dificuldade de fortalecer os MEIs. Precisamos fortalecer os dois sistemas: o do trabalho formal e o dos empreendedores”, explicou.
O titular da pasta também apontou os riscos do chamado “evangelho do empreendedorismo”, que vende promessas de riqueza fácil e pode induzir jovens despreparados ao endividamento e à falência, além de desvalorizar injustamente o trabalho formal.
“Tem uma ideologia do empreendedorismo hoje. Você vê que a garotada não quer ser CLT. É um ‘evangelho’ do empreendedorismo. Isso tem aspectos positivos, mas tem muitos aspectos negativos, pois romantiza a vida do empreendedor e joga no empreendedorismo um monte de gente que, às vezes, não tem a melhor preparação nem está com a melhor estrutura para empreender. Aí, a pessoa, cheia de sonho e vontade, se endivida e, no terceiro ou quarto mês, está quebrada porque não teve um apoio, achando que a vida do empreendedor é uma vida de riqueza rápida, de riqueza fácil. E como se a vida do trabalho formal fosse uma vida indigna ou menor”, disse.
“Então, isso tudo é muito ruim. Precisamos ter os dois sistemas saudáveis, conversando, conectados, mas proteger os dois, porque têm que ser protegidos”, completou.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Otto Alencar
"Agora que o relatório está pronto, vamos pautar na reunião da próxima quarta".
Disse o senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ao confirmar que o relatório sobre a PEC 18/2025, que reorganiza o sistema de segurança pública no país, será lido e votado na reunião do dia 2 de setembro.