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Ministro do Empreendedorismo defende fim da escala 6x1 e prevê impacto positivo na economia

Por Eduarda Pinto

Ministro do Empreendedorismo defende fim da escala 6x1 e prevê impacto positivo na economia
Foto: Daniel Araújo / Bahia Notícias

O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Henrique Rodrigues, comentou sobre os impactos do fim da escala 6x1 no setor empresarial de menor porte. Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, da Antena 1 Salvador (100.1), nesta quinta-feira (27), o representante da pasta destacou que a visão do Ministério é positiva acerca da redução da carga horária.

 

“Em primeiro lugar, antes de eu falar da economia, o impacto social é vasto. Quer dizer, você pode ter pessoas com mais tempo para as famílias, mais tempo para cuidar dos filhos, mais tempo para cuidar da própria educação, para poder cuidar dos mais velhos e tal. Isso é uma revolução social, você poder liberar mais tempo para os trabalhadores”, contextualiza o ministro.

 

Paulo Rodrigues aponta ainda que os impactos na economia podem ser muitos. “A gente acha uma medida justa e boa do ponto de vista econômico. A gente também entende que ela vai ter várias consequências positivas. Então, em primeiro lugar, você vai ter um aumento na renda do trabalhador. É um aumento indireto porque ele passa a trabalhar menos para ganhar o mesmo dinheiro, mas é um aumento na renda, isso afeta a economia”, diz o ministro.

 

Para o representante do governo, o tempo livre dos trabalhadores será revertido em mais lucro para os setores de lazer e entretenimento, e o tempo ocioso também pode significar mais oportunidade para empreender.

 

“Você tem negócios que são sujeitos ao tempo livre que vão ser privilegiados: alimentação, entretenimento, educação, cuidados, uma série de negócios que vão sofrer um impacto positivo. Depois, e a gente estava falando disso, uma parcela grande dos trabalhadores formais é também de empreendedores e, por mais que a medida seja pensada para dar mais descanso para as pessoas, as pessoas são livres, e o que vai acontecer é que você vai ter um crescimento do empreendedorismo também”, detalha.

 

“Isso não quer dizer que não vá haver setores que possam ter um impacto maior. Quer dizer, aquele pequeno comércio que tem lá um funcionário só vai ter alguma dificuldade, então tem algumas coisas de que a gente tem que cuidar. Em primeiro lugar, é o aumento do teto do MEI, e a possibilidade da contratação do segundo funcionário apareceu um pouco nesse contexto”, explica ao BN.

 

Segundo o ministro, a ideia é “dar uma espécie de contrapartida para permitir uma melhor estruturação desses negócios para a mudança”.