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Harvey Weinstein, ex-produtor de filmes de sucesso, foi condenado a 15 anos de prisão por um crime sexual grave nesta quarta-feira (23). O caso do magnata de Hollywood impulsionou o movimento #MeToo, uma iniciativa global contra o assédio e a agressão sexual que foi criada em 2006, mas ganhou força em 2017. Weinstein já havia sido considerado culpado de cometer ato sexual criminoso contra uma ex-assistente de produção em 2025. O caso envolvia Miriam Haley e aconteceu em um apartamento no SoHo, em 2006. A acusação pediu uma pena de 20 anos, enquanto a defesa solicitou uma pena de 9 anos.
O ex-produtor foi condenado pela primeira vez por crimes sexuais no ano de 2020 em Nova York, recebendo uma pena de 23 anos de prisão; porém, um tribunal de apelações anulou esse veredito quatro anos depois, com a justificativa de que Weinstein teria sido privado de um julgamento justo. Os juízes, então, determinaram a realização de um novo julgamento.
Em 2025, durante um segundo julgamento, Weinstein voltou a ser considerado culpado por uma acusação de ato sexual criminoso contra Haley, porém, o júri não conseguiu chegar a um veredito sobre outra acusação e absolveu o ex-produtor pela terceira vez. O juiz Curtis Farber, então, determinou um novo julgamento, afirmando que aguardaria o resultado desse processo para realizar a sentença. Neste ano, durante um terceiro julgamento, o júri não chegou a um consenso, novamente, sobre a acusação de que Weinstein teria estuprado Jessica Mann, na época uma aspirante a atriz. A promotoria de Manhattan, distrito de Nova York, solicitou o arquivamento da acusação contra Weinstein, informando que não tentaria julgá-lo novamente.
Essa última sentença marca o fim dos problemas de Weinstein com a Justiça. O ex-produtor enfrentou acusações nos estados de Nova York e da Califórnia e se declarou inocente de todas as denúncias enfrentadas, com seus advogados sustentando que ele nunca teria agredido as mulheres com quem se relacionou.
As denúncias de abuso e crimes sexuais contra Weinstein foram reveladas inicialmente pelo jornal The New York Times em 2017. As acusações desencadearam o movimento #MeToo, fazendo com que Weinstein perdesse a posição de poder que possuía na indústria cinematográfica. Na época foi revelado que promotores se recusaram a levar adiante uma denúncia anterior contra Weinstein e, junto com a pressão pública, a promotoria distrital de Nova York o acusou de crimes sexuais no ano de 2018.
Weinstein foi condenado por acusações parecidas na Califórnia, recebendo uma pena de 16 anos de prisão, porém, um tribunal de apelações decidiu que ele teria que receber uma nova sentença.
Em testemunho, Miriam Haley afirmou que Weinstein a havia convidado para “dar um oi” em seu apartamento no SoHo, em julho de 2006, um dia antes de uma estreia em Los Angeles em que os dois compareceriam. Ainda segundo o testemunho, logo depois da chegada de Haley, Weinstein a encurralou em um quarto e a forçou a se deitar em uma cama, imobilizando-a e obrigando-a a permitir que ele praticasse sexo oral nela.
No ano passado, depois da condenação de Weinstein, Haley ficou diante do tribunal e afirmou que esperava que o caso tivesse finalmente acabado. “É um alívio em todos os sentidos. E fico feliz por ter comparecido, apesar de algumas táticas de intimidação da defesa”, disse.
Acusado de cometer estupro e agressão sexual, o ex-produtor de Hollywood, Harvey Weinstein, recebeu nesta quarta-feira (11) a sentença de 23 anos de prisão. A definição do tempo de detenção a ser cumprido foi dado pela corte penal estadual de Manhattan, em Nova York. O réu, vale destacar, foi até o local se locomovendo com uso de um andador.
De acordo com o portal G1, Weinstein foi considerado culpado, em primeiro grau, por agredir sexualmente a ex-assistente de produção, Mimi Haleyi. No crime, ocorrido em julho de 2006, o réu forçou a vítima a fazer sexo oral nele. Harvey também foi condenado por outro crime, desta vez em terceiro grau. Sobre o fato, ocorrido em março de 2013 com a ex-atriz Jessica Mann, a corte entendeu que o ex-produtor cometeu estupro contra a artista.
Procuradores, que solicitaram a Justiça a aplicação de uma pena severa a Weinstein, enviaram um pedido ao magistrado responsável pelo caso pedindo a consideração de mais 36 acusações, entre agressão sexual e assédio, cometidos por ele nos anos 1970. Para a promotora Joan Illuzzi, o réu "mostrou uma atitude de superioridade e uma total falta de compaixão pelo próximo".
A condenação de mais de duas décadas, que será cumprida pelo ex-produtor, é uma resposta ao movimento #MeToo, campanha criada nas redes sociais que busca expor e combater casos de agressão sexual e assédio sexual.
O Festival de Cinema de Berlim deste ano, que começará no dia 15 de fevereiro, irá abordar agressões sexuais, discriminação e abuso promovendo um painel, um seminário e um espaço de aconselhamento seguro para convidados, segundo o diretor do evento. O novo foco reflete a missão do festival de exibir filmes que tratam de questões sociais e políticas urgentes.
A mudança reflete também o debate sobre assédio sexual motivado pelo movimento #MeToo. Como consequência, milhares de homens poderosos da indústria cinematográfica, do entretenimento, dos negócios e também políticos foram demitidos ou renunciaram a seus cargos diante de alegações de abusos de poder. "Acreditamos que eventos culturais como este, mas não só eventos culturais, são a plataforma para se debater isto, e estamos no meio desta discussão", comentou Dieter Kosslick, diretor do festival.
Apesar de na premiação do Globo de Ouro, as mulheres terem usado trajes pretos para protestar contra os abusos sexuais de Hollywood, segundo o diretor, no Berlinale, como é conhecido o festival, não haverá código de vestuário. "Só posso incentivar cada mulher a vir vestida como quiser", disse ele. "Nunca tivemos um código de vestuário na Berlinale... eu jamais mandaria uma mulher embora usar sandálias baixas ou um homem por usar saltos", completou.
De acordo com o site do jornal Estadão, outros temas como gênero, etnia, filiação local, idade, deficiência, identidade sexual e diversidade religiosa também ganharão destaque na edição de 2018, que convidou artistas de mais de 80 países para exibirem seus trabalhos.
O cofundador da marca Guess, Paul Marciano, foi acusado de assedio sexual pela modelo americana Kate Upton. Nos comentários divulgados Upton não falou sobre nenhum caso específico contra Marciano, mas também não deixou de publicar em seu Twitter sobre o assunto: “É decepcionante que uma marca de mulheres tão icônica como a Guess continue dando poder a Marciano como diretor criativo #metoo”. A modelo também é a favor da campanha mundial “#MeToo” que luta contra qualquer tipo de assédio sexual. Upton que ficou conhecida quando se tornou garota-propaganda da Guess, em 2011, ainda reafirmou em seu Instagram a acusação contra Paul: “Ele não deveria ter permissão para usar seu poder na indústria para assediar as mulheres sexualmente e emocionalmente #metoo”.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"A ONU está falhando em uma das suas missões mais elevadas, a de livrar o mundo, a humanidade, do flagelo da guerra. Sua credibilidade nunca esteve tão baixa. Sua capacidade de proteger os mais vulneráveis, os que não têm exército, nem arsenais, nunca foi tão pequena".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao discursar na abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Lula falou de sua indignação diante de um cenário internacional conturbado, e disse que a ONU está falhando em evitar as guerras, mortes e destruição.