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Apesar de ter empréstimo confirmado para o Lyon em janeiro, Endrick esteve em campo pelo Real Madrid na última quarta-feira (17), contra o Talavera CF, e completou uma meta em dinheiro prevista na venda da jovem promessa do Palmeiras ao clube madrilenho. São 75 mil euros (R$485 mil reais na cotação atual) por ter sido escalado como titular e ter jogado por mais de 45 minutos.
Endrick tem viagem prevista para França logo após o natal e deve ser apresentado pelo Lyon no dia 1º de janeiro de 2026. Pelo Real Madrid, esta foi a única meta de contrato pelo atacante nesta temporada, onde ele passou a maioria dos jogos sem sair do banco de reservas.
Durante o empréstimo, Endrick poderá disputar apenas as metas individuais. É o caso do Prêmio Kopa ou Golden Boy, Top-3 da Bola de Ouro ou Fifa The Best. As metas de gols, partidas e títulos são válidas apenas para o desempenho pelo Real Madrid.
O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu nesta quinta-feira (29), mudar o sistema de metas de inflação. O conselho decidiu que a meta de inflação de 2026 será de 3%. A decisão encerra as incertezas acerca do papel do Banco Central nos próximos anos.
O conselho optou também por alterar o sistema de metas de inflação vigente há mais de 20 anos e estabeleceu um alvo contínuo a partir de 2025.
A decisão foi tomada pelo colegiado formado pelos ministros da Fazenda, Fernando Haddad e do Planejamento Simone Tebet, além do presidente do BC, Campos Neto.
Com a mudança, o CMN adotou um horizonte contínuo para cumprir as metas. O Banco Central agora não mira mais o índice de inflação do ano fechado para perseguir o alvo sem um calendário fixo.
A decisão foi confirmada pelo Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em coletiva de imprensa.
“Eu anunciei ao CMN e explico porque é ato prerrogativa do presidente mudança no regime em relação ao ano-calendário, conforme já discutido com sociedade, já tinha manifestado minha simpatia por uma mudança desse padrão que só se verifica em dois países, dentre os quais o Brasil, adotaremos meta contínua a partir de 2025, decidimos manter a meta a luz dos indicadores econômicos", explicou Haddad.
A alteração foi divulgada com o mercado financeiro ainda aberto, durante esta quinta-feira. O anúncio contrariou o próprio ritual de divulgação de decisão do CMN.
Haddad apontou que a antiga regra não era "factível" e a substituição do ano-calendário seria "fundamental para o país" e uma "modernização necessária".
O ministro explicou ainda que a mudança no regime, a partir de 2025 está relacionada ao final do mandato do atual presidente do BC, Roberto Campos Neto, que será encerrado em dezembro de 2024.
"Por que a partir de 2025? Quando começa o mandato de um novo presidente, decidimos alterar o regime para horizonte contínuo a partir dessa data", afirmou.
A tradição do CMN fixa as metas de inflação a serem buscadas pelo BC com três anos de antecedência. Seguindo o rito comum, o colegiado anunciou o alvo de 2026.
Os objetivos definidos previamente são de –de 3,25% para este ano é de 3% para 2024 e 2025, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos –seguem sem alteração.
A meta, que baliza as expectativas do mercado financeiro do país, estava sendo reduzida desde 2019 em 0,25 ponto percentual ao ano até chegar aos 3%, em alinhamento com outras economias emergentes.
O debate sobre a mudança nas metas entrou no radar depois que o presidente Lula (PT), criticou as metas fixadas nos últimos anos. Ele considerava os números muito baixos. Em abril, o presidente disse que a meta da inflação “está errada, muda-se a meta”.
Após a repercussão negativa do mercado, sem boas expectativas e maiores pressões sobre os juros, efeito contrário ao almejado pelo Governo Federal, o debate sobre a eventual mudança perdeu força, dando mais espaço à mudança no formato.
A calibragem da taxa básica de juros, a Selic, é realizada pelo Comitê de Política Monetária - Copom, com o papel de atingir o centro da meta de inflação. A meta é considerada formalmente cumprida se fica dentro do intervalo de tolerância.
Quando a inflação está acima do teto no período estabelecido para seu cumprimento, o até então “ano-calendário”, o presidente do BC fica obrigado a apresentar uma carta aberta ao ministro da Fazenda, explicando as razões de não ter cumprido a meta e dando as providências que serão tomadas para que a inflação volte ao intervalo fixado.
Diferente do que ocorre com as discussões sobre saúde, segurança, educação e geração de emprego, cultura passa longe dos debates acirrados entre os candidatos ao governo da Estado. Na última semana, a Academia de Letras da Bahia (ALB) chegou a lançar uma carta aberta para que eles assumam o compromisso de realizar medidas em favor de alguns setores.
A partir disso, o Bahia Notícias analisou as promessas e planos para o setor de seis dos sete postulantes ao Palácio de Ondina — Orlando Andrade, do PCO, não disponibilizou seu programa no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o DivulgaCand.
Candidato à reeleição, o governador Rui Costa (PT) promete em seu Programa de Governo Participativo, ou PGP 2018, requalificar e ampliar os espaços culturais já existentes; criar o Centro Cultural de Cajazeiras; desenvolver polos de cultura em parceria com municípios e consórcios territoriais e desenvolver uma política de formação artística e cultural. Outros destaques da gestão petista são a qualificação em elaboração e gestão de projetos culturais; a reestruturação do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI); e a criação do centro de referência em engenharia de espetáculo.
Principal opositor de Rui Costa nesta eleição, o ex-prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo (DEM), aponta em seu plano de governo que a cultura baiana "foi vítima de preconceitos ideológicos e ínfimos recursos" nos últimos anos. A partir disso, o projeto do democrata defende a recuperação do "espaço perdido". Com mais propostas para o setor descritas no documento, em comparação com os demais candidatos — Zé Ronaldo tem o maior plano de governo, com 116 páginas —, o texto fala em democratizar a gestão cultural para fortalecer o Conselho Estadual de Cultura e reativar os conselhos setoriais; aproximar a cultura do turismo, da educação e da ciência e tecnologia; revigorar o Fundo de Cultura e o Faz Cultura; redirecionar as ações da TVE para a área cultural; redefinir a estrutura de gestão da rede de museus e criar um centro de cultura popular.
Entre as ações estruturantes, a candidatura democrata indica a retomada do programa Biblioteca para Todos; condições para o funcionamento dos Arquivos Públicos; a modernização e a construção de museus; a implantação de centros de cultura nas cidades de porte médio; e a recriação do Polo de Teledramaturgia na TVE, com o objetivo de apoiar filmagens e gravações de novelas e filmes.
O plano de Célia Sacramento (Rede), ex-vice prefeita de Salvador, também dedica um tópico à Cultura. Algumas das promessas da candidatura são implantar um Plano Estadual de Cultura, que valorize as diversas formas de expressão; priorizar a difusão cultural no interior e no litoral; fortalecer as atividades culturais dos museus estaduais, apoiar a Rádio Educadora e a TVE, a fim de viabilizar sua sustentabilidade econômica e, ao mesmo tempo, renovar a cena artística do Estado; implantar um centro de cultura negra de referência; simplificar, descentralizar recursos e desburocratizar editais de produção cultural.
Já no programa do ex-prefeito de Salvador, João Henrique (PRTB), a ideia principal é o fortalecimento do setor em consonância com as políticas do Ministério da Cultura. O documento fala ainda em discutir as políticas que ancoram "a institucionalidade, a organização democrática da cultura e a participação das comunidades culturais com novas instituições". Outro fator é a aproximação com a Secretaria de Educação, com o intuito de garantir maior inclusão de manifestações culturais nas grades curriculares, e com a Secretaria de Comunicação, levando cantores, cantoras, blocos afro e outras entidades para os veículos públicos. O documento promete também estudar o sistema e o Plano Estadual de Cultura para consolidar a cooperação entre Estado, União e municípios; reformar, qualificar e valorizar o patrimônio histórico e arquitetônico do Centro Histórico de Salvador e do interior; fomentar a produção das culturas digitais para ampliar a economia criativa e fomentar o planejamento e tratamento de ações para o patrimônio histórico.
O programa de Marcos Mendes, do PSOL, se dedica mais a fazer uma breve análise sobre como o modelo político retrata a cultura e a arte, criticando o processo de "adestramento do desejo". O documento, no entanto, não explica quais seriam as propostas para o setor. Ao final, o plano destaca que o programa está "em construção" e que o debate iniciado com ele "deve contar com a contribuição cotidiana de todos e todas as exploradas e oprimidas em nossa sociedade".
Com seis páginas, o programa de governo de João Santana (MDB) nada tem a dizer sobre projetos relacionados à Cultura na Bahia. A área é um dos tópicos temáticos citados no eixo de sustentabilidade e transformação social, mas, assim como acontece com os outros pontos levantados no plano do ex-ministro emedebista, não há qualquer detalhamento sobre o que seria feito no setor.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso".
Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.