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As regras para a concessão da Medalha Rui Barbosa pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) poderão ser alteradas. Isso porque o presidente da OAB, Beto Simonetti, prometeu apresentar uma proposta, antes de deixar o cargo, para permitir que a honraria seja entregue a um homem e uma mulher em cada gestão.
De acordo com resolução da OAB em vigor desde 1957, apenas uma medalha pode ser concedida a cada gestão. A Medalha Rui Barbosa, a maior honraria concedida pelo Conselho Federal da Ordem, tem o intuito de homenagear advogados que prestaram serviços notáveis à causa do Direito e da advocacia.
Sob a presidência de Beto Simonetti, a Medalha Rui Barbosa foi outorgada ao membro honorário vitalício da instituição Bernardo Cabral em novembro do ano passado, durante a 24ª Conferência Nacional da Advocacia Brasileira, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

Entrega da Medalha Rui Barbosa a Bernardo Cabral. Foto: Alexandre Araújo
A discussão sobre uma possível mudança veio após a Comissão Nacional da Promoção da Igualdade Racial propor a entrega da medalha à conselheira federal baiana, Silvia Cerqueira, diante da sua luta pela promoção da igualdade de gênero e racial.
Silvia Cerqueira foi alçada ao posto de conselheira federal em 2007, sendo a primeira mulher negra a ocupar o assento na OAB nacional. Ela também foi a primeira presidente da Comissão Nacional de Promoção da Igualdade e em 2012, sustentou junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) a constitucionalidade das cotas raciais.
“Quando falamos de representatividade também falamos sobre a capacidade de inspirar e a conselheira Silvia, com a sua liderança, inspira não só advogadas e advogados negros, mas também todas as mulheres que ao olharem para ela se veêm representadas. Se veêm representadas com a certeza de que é sim possível conquistar os espaços mais altos, seja dentro da advocacia ou fora da advocacia também. Ela é um exemplo de como a luta pela igualdade de gênero e pela igualdade racial pode caminhar lado a lado, e o esforço contínuo para a construção de uma sociedade mais justa e mais igualitária”, declarou a presidente da comissão, Suena Mourão, durante a sessão do Conselho Pleno da OAB nesta segunda-feira (11).
Simonetti explicou que qualquer decisão tomada pelo Pleno na sessão de hoje não seria vinculada à próxima administração da OAB. “Portanto, o que me impede de encaminhar a votação, a discussão e a votação para a concessão dessa outorga é exatamente a impossibilidade de vinculação e de outorga de uma segunda Medalha Rui Barbosa nessa gestão”, pontuou.
O presidente da Ordem seguiu afirmando ter uma proposta, inspirada na sugestão da Comissão Nacional da Promoção da Igualdade Racial para homenagear Silvia Cerqueira, para modificar os temas na norma sobre a honraria. Segundo Simonetti, as regras para entrega da medalha ocorreram em um momento no qual a OAB não enfrentava questões como a igualdade de gênero e racial.
“Mas como esse conselho é pleno, ele é soberano e ele pode e deve alterar, e adequar à vanguarda dos tempos o nosso ordenamento, eu deixo aqui a reflexão para que a partir da próxima gestão, como forma de fazer esse resgate justo e necessário a tantos homens e mulheres que contribuem com a Ordem, que nós possamos refletir e faço a partir de hoje o encaminhamento, mas terei a honra de fazer a proposição como ela deve ser feita para ser trazida na gestão de dezembro, a alteração da resolução ou da portaria, ou o que quer que seja que regulamente a Medalha Rui Barbosa para que a partir da próxima gestão nós possamos entregar a um homem e a uma mulher uma Medalha Rui Barbosa. Então, em dezembro formularei a proposição e certamente será assim aprovado pelo conselho. Uma conquista não só histórica, mas também coletiva”, concluiu.
A conselheira Silvia Cerqueira, que tenta a reeleição ao cargo pela chapa Muda OAB, agradeceu a lembrança. “De fato eu estou emocionada com essa movimentação das companheiras”, declarou.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso".
Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.