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medalha olimpica
O boxeador Esquiva Falcão decidiu vender a medalha de prata conquistada nos Jogos Olímpicos de Londres 2012. O anúncio foi feito pelo próprio atleta nas redes sociais, acompanhado de reflexões sobre sua carreira e o cenário do esporte no país.
De acordo com Esquiva, a negociação não teve relação com dificuldades financeiras imediatas, mas sim com planejamento pessoal. O lutador pretende utilizar o valor para investir em uma academia própria e garantir melhores condições para sua família.
"Eu não vendi a medalha por dívida financeira. Um dos motivos foi que eu quero abrir a minha própria academia. Hoje tenho uma, mas o lugar é alugado. Além disso, quero dar uma vida melhor aos meus filhos. Quero deixar bem claro também: ninguém vende a medalha porque quer; sempre existe um motivo", explicou.
O valor da venda e a identidade do comprador não foram revelados, uma vez que o atleta afirmou que os detalhes da negociação foram mantidos em sigilo. Para Esquiva, o objeto conquistado em 2012 foi um dos maiores marcos de sua trajetória no boxe.
“Hoje me despeço de um dos maiores símbolos da minha vida: minha medalha olímpica. Minha maior conquista no boxe. Ela representa muito mais do que prata; representa a luta de um menino sonhador", afirmou.
Na Olimpíada de Londres, o brasileiro competiu na categoria até 75 kg (médios) e avançou até a final, na qual foi superado pelo japonês Ryota Murata por uma diferença mínima de pontos. Durante a campanha, venceu adversários como Soltan Migitinov, Zoltán Harcsa e Anthony Ogogo.

Foto: Instagram / @esquivafalcao
O desempenho consolidou, à época, a melhor participação de um brasileiro no boxe olímpico, marca superada posteriormente pelo ouro de Robson Conceição nos Jogos do Rio 2016.
Ao comentar a decisão, Esquiva também relacionou o episódio à realidade enfrentada por atletas no Brasil, especialmente após grandes conquistas.
"Estou muito triste com isso. Essa decisão doeu muito, porque essa medalha carrega parte da minha alma e da minha família. Não é apenas um objeto. Isso me fez refletir sobre uma realidade dura do nosso país. Muitas vezes, o atleta olímpico não recebe o devido valor. Mesmo após o pódio, falta apoio e valorização", desabafou.
Mesmo com a venda, o boxeador reforçou que o legado e a trajetória construída no esporte permanecem intactos.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"Quando o povo toma uma decisão, seja de direita, de esquerda ou do centro, temos que aceitar esse resultado. Eu nunca teria imaginado que um metalúrgico, que já foi líder sindical como eu, fosse eleito três vezes para a presidência. Mas aqui estou eu!".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fala sobre seus planos para a eleição deste ano, das pesquisas atuais e do principal adversário, Flávio Bolsonaro, e a respeito das suas estratégias para lidar com Donald Trump.