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O Projeto de Lei Orçamentária encaminhado pelo Executivo ao Congresso Nacional para 2026 previu, inicialmente, R$ 6.893.118.614 para o orçamento discricionário das universidades federais. Em relação ao valor de 2025, que foi de R$ 6.575.520.952, isso representaria um aumento nominal de apenas 4,83%, inferior à inflação.
O vereador André Fraga (PV), representante da pauta ambiental na Câmara Municipal de Salvador, afirmou que a COP30 representa uma oportunidade estratégica para o Brasil assumir um papel mais ativo no enfrentamento da crise climática global. A declaração foi feita durante entrevista ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias.
Acontece entre os próximos dias 15 e 18 de janeiro, o Festival Giro Conecta, no pátio do Palácio da Aclamação, em Salvador. O evento promove o encontro de artistas baianos com nomes da música africana e latino-americana como Magary Lord, RDD, Larissa Luz e Chico César.
O Festival Giro Conecta anunciou os seguintes encontros: no dia da Lavagem do Bonfim, 15/01 (quinta-feira), Magary Lord recebe o angolano Yuri da Cunha; no dia 16/01 (sexta-feira), Jota Pê divide o palco com a cabo-verdiana Mayra Andrade; no dia 17/01 (sábado), RDD, Tássia Reis e Larissa Luz convidam a colombiana Goyo; e no dia 18/01 (domingo), Chico César e Aguidavi do Jêje recebem o cabo-verdiano Mario Lucio.
Após os shows, o festival segue com festas after que ampliam a experiência sonora a cada noite: no dia 15/01, traz os DJs Fábio Lima, de Angola, e Dami Falade, da Nigéria; em 16/01, as atrações são o coletivo Time Punanny e DJ Nai Kiese; no dia 17/01, o público confere os DJs Raiz e Pureza; e no encerramento, em 18/01, reúne os DJs Orixáfricano e DJ DFRNC.
Os ingressos custam R$ 30 inteira e R$ 15 meia. Clientes do Banco do Brasil paga R$ 20. Mais detalhes sobre vendas e informações gerais no Instagram: @giroconecta.
Cantora estará em Salvador para show com Marcia Castro. Foto: Vanessa Filho
Mayra Andrade é uma cantora e compositora de Cabo-Verde que trabalha para fazer de sua música um reflexo fiel de quem é. Espírito livre na vida e na arte, nasceu na cidade de Havana, em Cuba, mas diz que foi por acaso. É na identidade cabo-verdiana que ela se reconhece e faz questão de reafirmar a cada trabalho lançado. O mais recente, “Lovely Difficult”, de 2013, marca uma fase mais universal da sua carreira e talvez seja seu disco menos cabo-verdiano, com canções em francês e inglês, além de crioulo e português, idiomas falados em Cabo-Verde. Prestes a se mudar para Lisboa, após 13 anos morando em Paris, Mayra acredita que o álbum resume bem a vivência na capital francesa nos últimos anos. “O disco resume todos os encontros e cruzamentos com os artistas com quem eu colaborei e desenvolvi uma amizade. Talvez seja o disco menos cabo-verdiano no sentido de ser mais crossover e pop, mas ao mesmo tempo é cabo-verdiano, porque tem muitas composições minhas e de outro compositor de lá”, explica. A sonoridade arrojada e contemporânea de “Lovely Difficult”, apelido que recebeu de um amigo, também traduz, de certo modo, um Cabo-Verde mais moderno e menos marcado pela tradição de expoentes da música local como Cesária Évora, primeira cantora de reconhecimento internacional a projetar o país para o mundo. Sempre aberta a novas sonoridades e culturas, Mayra não esconde sua paixão pelo Brasil, onde volta e meia desembarca para shows, gravações e participações especiais em projetos de artistas brasileiros, muitos deles amigos pessoais. A cantora Marcia Castro foi uma dessas amizades proporcionadas pela música. Nesta sexta-feira (15), às 21h, elas estarão juntas no palco da Praça Tereza Batista, no Pelourinho, para o lançamento da versão física do álbum “Das Coisas Que Surgem”. Além de gravar o single “Na Menina dos Meus Olhos” ao lado da baiana, Mayra também acompanhou a concepção do projeto desde o início da produção. Vale lembrar que esta não será a estreia da cabo-verdiana em Salvador. Ela já cantou na cidade outras vezes, sempre a convite de Marcia.
Capa do álbum "Lovely Difficult" (Columbia, Sony Music), de 2013.
Mayra tem com a música uma relação genuinamente intuitiva, já que não frequentou escolas de canto ou de instrumento. O que aprendeu, foi de ouvir. “Cantar é minha vocação. Sempre fez parte de mim e foi evoluindo, crescendo, à medida que eu ia crescendo também. Não venho de uma família de músicos, mas cantar foi uma coisa que eu sempre fiz e o destino fez com que a única pessoa que tocava e cantava na minha família fosse um primo-irmão que também é meu padrinho. Ele viu que eu tinha essa vocação e começou a me ensinar música e me acompanhar no violão”, relembra. A visão periférica que sempre teve da música deu à Mayra a capacidade de ir do pop europeu ao funaná da Ilha de Santiago em três compassos e a permitiu conhecer não apenas o que era feito em Cabo-Verde, mas também o que rolava fora da ilha. Soma-se à isso o fato de já ter viajado muito e morado no Senegal, em Angola e na Alemanha durante a adolescência, o que também a ajudou a encarar a música de maneira mais permeável e a se manter sempre aberta às novas influências. No universo musical brasileiro, que conheceu ainda criança, encontrou referências inspiradoras, que vão de Caetano Veloso e Milton Nascimento à Tom Jobim e Dominguinhos. Mas, apesar das influências, a relação com o Brasil só se afinou com mais intensidade após sua primeira vinda ao país, ainda no início da carreira. “Em Cabo-Verde, nós gostamos muito dos brasileiros. Pela música, por esse imaginário coletivo desse Brasil muito diversificado, pelo futebol, pelas novelas. O cabo-verdiano sente que ele é muito próximo do Brasil e que ele conhece o país mesmo sem nunca ter vindo aqui. Na primeira vez que vim ao Brasil, com 18, 19 anos, já tinha um background da música brasileira muito grande, mas chegando aqui eu tive a sorte de ser abraçada por artistas que foram me apresentando uns aos outros”, conta. A cabo-verdiana acredita que os artistas brasileiros reconhecem nela alguma coisa com que se identificam e enfatiza que o sentimento é mútuo. A boa relação estimula os intercâmbios musicais. “O Brasil tem uma propensão às trocas, às participações, é muito cultural. Têm muitos lugares que isso é muito menos comum”, pontua.
No 6° episódio da websérie “Dominguinhos +”, Mayra Andrade cantou “Lamento Sertanejo” acompanhada por Hamilton de Holanda e Yamandu Costa. A interpretação da cabo-verdiana emocionou o sanfoneiro pernambucano. Assista:
A música cabo-verdiana se canta em crioulo. O português é a língua oficial de Cabo-Verde, a que se fala nas escolas e na televisão, mas o crioulo é a língua nacional, aquela que se ouve nas ruas e se pratica nas trocas informais. Então, para Mayra, o idioma é uma questão que nem se coloca, porque ele já vem junto com a música. Embora também cante em português, inglês e francês, cantar em crioulo para ela é uma necessidade. “Cada idioma traz uma emoção, um pulsar diferente, porque cada língua tem a sua musicalidade. Mas o crioulo é uma das coisas que faz meu trabalho ser diferente dos outros, mais genuíno. É uma língua através da qual minha identidade se afirma muito. A língua é parte integrante da melodia quase”, ressalta. No auge dos seus 30 anos, Mayra é uma mulher do seu tempo, sem medo do que está por vir. Com quatro álbuns lançados, o primeiro, “Navega”, de 2006, já começou a pensar no próximo, ainda sem lançamento previsto. “Estou num momento de pesquisa, em busca de novos caminhos, de ir mais fundo numa reflexão que eu comecei no último disco e me achar um pouco melhor nessa sonoridade contemporânea”, revela. Por enquanto, a cabo-verdiana segue promovendo o “Lovely Difficult”, cuja turnê começou em outubro de 2013 e deve terminar no final do verão europeu, que corresponde ao fim do inverno no Brasil. Embora ainda não tenha começado a compor, a artista acredita que a mudança para Lisboa servirá como inspiração. “Começar um novo disco é sempre uma viagem muito grande. Você nunca sabe até onde vai. Sabemos como vai começar, mas nunca como vai terminar, porque no caminho tem um monte de coisas influenciam nossas decisões”, finaliza.
Confira o crioulo cabo-verdiano de Mayra Andrade no clipe de "Ilha de Santiago", uma das faixas de "Lovely Difficult":
“Este clip é a minha homenagem aos musicos da ilha de Santiago mas também à genuinidade, à benevolência e à esperança que caracterizam o povo cabo-verdiano. Guardo a em mim a lembrança destes dias a percorrer a minha ilha, levada por uma imensa ternura”. Mayra (depoimento extraído do site oficial da cantora)
Serviço
O QUÊ: Show de lançamento da versão física do álbum “Das Coisas Que Surgem” de Marcia Castro com participação da cantora cabo-verdiana Mayra Andrade
A cantora e compositora cabo-verdiana Mayra Andrade é a convidada especial de Marcia Castro para o show de lançamento do disco físico 'Das Coisas Que Surgem', lançado em 2014 na internet (clique aqui para ouvir o álbum). No CD, elas fazem dueto em "Na Menina dos Meus Olhos", música que integrou a trilha sonora da novela "Geração Brasil", da Rede Globo. A apresentação acontece dia 15 de maio, na Praça Tereza Batista, no Pelourinho. O horário e o valor dos ingressos ainda não foram divulgados.
Serviço O QUÊ: Lançamento do disco físico "Das Coisas Que Surgem" QUANDO: Sexta-feira, 15 de maio ONDE: Praça Tereza Batista QUANTO: Ainda não foi divulgado
O ano pode até ser novo, mas a dor de cabeça do grupo do Cacique é a mesma. Enquanto isso, Card segue atirando indiretas pra ver se alguma acha o alvo certo. Mas nem só o lado do governo enfrenta um clima azedo. Mas o que me preocupa mesmo é o uso da IA. Podiam usar menos nas fotos e mais nos textos. Não custa nada... Saiba mais!
"Há uma regra definida, inclusive por decisão do plenário do STF, que estabelece o volume de emendas e como esse montante pode crescer. Tudo o que estiver fora do pactuado não será executado. A forma de não execução está em discussão: se será veto, bloqueio de recursos ou remanejamento, mas não será executado além do combinado, que é o que está previsto legalmente. Algo em torno de R$ 11 bilhões está acima do limite legal e do pactuado".
Disse o ministro da Casa Civil, Rui Costa ao afirmar que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estuda formas de barrar cerca de R$ 11 bilhões reservados pelo Congresso para o pagamento de emendas parlamentares no Orçamento de 2026.
O vereador André Fraga (PV) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda-feira (15). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.