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mattia binotto
A entrada da Audi na Fórmula 1 começou com um diagnóstico claro: há muito a corrigir antes do primeiro Grande Prêmio da história da equipe, em março de 2026. Após os testes iniciais realizados em Barcelona, o comando do projeto reconhece que o carro ainda está distante do estágio ideal, embora enxergue o momento como parte natural da construção de uma nova estrutura dentro da categoria.
Responsável por liderar a operação da montadora alemã, Mattia Binotto avaliou nesta semana que os dados coletados revelaram uma quantidade atípica de pontos a serem ajustados, envolvendo desde o desenho do carro até falhas operacionais. Mesmo assim, o italiano destacou o engajamento interno e a resposta do time diante dos problemas identificados.
"É muito trabalho para toda a equipe, para os pilotos, engenheiros, arrumar todos os problemas: desenho, operacionais, qualquer coisa que a gente tenha visto. Então é conosco, vamos fazer tudo o que for possível. Todos os detalhes precisam ser gerenciados e arrumados, então temos uma lista muito longa. Uma lista muito, muito longa. Eu nunca vi uma lista tão longa", afirmou.
"Mas eu acho que isso é ótimo, porque a equipe está realmente comprometida, querendo evoluir e chegar ao Bahrein em melhor forma", completou.
O início das atividades em pista evidenciou os desafios de confiabilidade do projeto. No primeiro dia, Gabriel Bortoleto teve sua programação interrompida após completar apenas 27 voltas, consequência de uma falha técnica no R26.
No dia seguinte, foi a vez de Nico Hulkenberg assumir o comando do carro. O alemão conseguiu ampliar o número de giros, fechando 68 voltas, mas também enfrentou contratempos que limitaram o desempenho geral da equipe ao longo da sessão.
A melhora veio apenas na última etapa dos testes, quando a Audi conseguiu cumprir um plano mais robusto de trabalho. Na sexta-feira, Bortoleto e Hulkenberg dividiram o carro e completaram juntos 145 voltas, resultado considerado importante para a coleta de dados e para a validação de soluções implementadas ao longo da semana.
Apesar do histórico recente de falhas, Binotto reforçou que o desempenho está alinhado com o estágio atual do programa, especialmente por envolver um carro desenvolvido sob um novo regulamento técnico e com motor próprio, dois fatores que ampliam a margem para imprevistos.
"Sabemos que há muitas coisas para nós construirmos, muito para crescer. Esses três dias na pista foram muito importantes. Acho que estamos indo bem para o ponto em que estamos na nossa jornada. A confiabilidade é sempre muito crítica, mas tivemos vários problemas. Pequenos problemas, não são dramáticos, e acho que há muita coisa positiva para o futuro", avaliou.
A Audi fará sua estreia oficial na Fórmula 1 após a aquisição da Sauber e seguirá com o cronograma de desenvolvimento nas próximas semanas. Os próximos testes estão marcados para o Bahrein, em duas etapas: de 11 a 13 e de 18 a 20, que devem servir como termômetro mais preciso da evolução do projeto.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Janja da Silva
"Hoje estabelecemos um marco para a sociedade brasileira, representada pelos três poderes, aqui presentes. Todos assumiram o compromisso e a responsabilidade de tornar a nossa sociedade um lugar em que as mulheres possam viver em paz. Queremos ser respeitadas, queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos nos manter vivas".
Disse a primeira-dama Janja Silva em um discurso emocionado e com direito a lágrimas, ao abrir a solenidade de lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa do governo Lula, chamada de “Todos por Todas”, busca unir os três poderes em ações coordenadas para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país.