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massacre em escolas
O coordenador-geral da Federação dos Trabalhadores Públicos do Estado da Bahia (Fetrab), Kleber Rosa (PSOL), esteve presente no ato político promovido por docentes das universidades estaduais da Bahia, no Campo Grande, na manhã desta quarta-feira (12). Na oportunidade, ele criticou o projeto de lei de autoria do deputado estadual Patrick Lopes (Avante), que sugere a instalação de detectores de metais nas entradas das escolas da rede estadual baiana.
"É uma proposta de caráter populista, que está muito longe de ser uma medida séria, eficaz, e que tenta ganhar os holofotes às custas de uma situação gravíssima. É uma proposta que pode, no primeiro momento, gerar uma sensação de falsa segurança, mas, na verdade, não vai resolver o problema na raiz", afirmou o ex-candidato ao governo estado.
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Kleber Rosa, que também é professor da rede estadual há 22 anos, destacou que as escolas da rede estadual de ensino carecem de estrutura básica e que seria necessário investir em milhões para instalar os detectores de metais.
"Vamos colocar no ambiente escolar uma lógica policialesca e que apenas vai desviar do debate real. Precisamos de investigação preventiva e de um trabalho de conscientização da juventude contra a cultura do ódio", propôs, ao frisar a importância política que os professores possuem junto à juventude e a necessidade de uma maior valorização dos docentes das universidades estaduais, da rede estadual, municipal, e da iniciativa privada”, disse Kleber.
O prefeito de Luís Eduardo Magalhães (LEM), Junior Marabá (União), anunciou um pacote de medidas emergenciais para fornecer segurança às escolas da rede municipal. Em publicação nas redes sociais realizada nesta quarta-feira (12), Junior citou, por exemplo, a implementação do "botão pânico” em todas as unidades escolares de LEM.
De acordo com o prefeito, o botão poderá ser acionado em qualquer momento em que for evidenciado risco à segurança de alunos e profissionais da educação. Além disso, também foi ampliado as rondas escolares pela guarda Civil municipal, e segurança armada fixa nas escolas.
A medida vem após casos de ataques à escolas em outros estados do Brasil e, também, depois da disseminação de ameaças de massacres em instituições de ensino ao redor da Bahia. Para Junior, os atuais acontecimentos de violência extrema ocorridos em diversas escolas no Brasil é um alerta para um replanejamento e uma reavaliação de todos os gestores públicos, para com a segurança e o cotidiano escolar em geral.
“Como prefeito de Luís Eduardo Magalhães e brasileiro, tenho uma profunda tristeza pelo que está acontecendo em nosso país. Somos 40 unidades escolares e mais de 22 mil alunos aqui no LEM, e as medidas preventivas que tomamos é a busca do favorecimento e da garantia da segurança, e do efetivo funcionamento das nossas escolas. Agradeço a todos os profissionais envolvidos nesse trabalho, e em especial aos pais que nos confiaram essa missão. Que Deus abençoe as nossas famílias e nossas crianças de todo o nosso país”, disse o prefeito Junior Marabá.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso".
Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.