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Artigos

Guilma Soares
Violência política segue como barreira persistente para mulheres que ousam liderar no Brasil
Foto: Acervo pessoal

Violência política segue como barreira persistente para mulheres que ousam liderar no Brasil

A violência política contra as mulheres não é um conceito distante ou apenas acadêmico. Ela é real, cotidiana e, muitas vezes, silenciosa. Ao longo da minha trajetória, inclusive na experiência que tive como prefeita de Nova Redenção, senti na pele como essa violência se manifesta para além do físico. Ela aparece de forma psicológica, moral e simbólica, tentando o tempo todo nos deslegitimar, nos diminuir e questionar nossa capacidade de ocupar espaços de poder.

Multimídia

"Nosso grupo tem 14 anos que não faz política em Salvador", diz Bacelar

"Nosso grupo tem 14 anos que não faz política em Salvador", diz Bacelar
O deputado federal Bacelar (PV) realizou um balanço sobre as articulações do grupo político do governo do estado para, enfim, lograr êxito na disputa pela prefeitura de Salvador. Em entrevista ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (23), o parlamentar criticou as estratégias adotadas até o momento e pregou pelo “investimento” em candidatos fixos.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

maria ivone

Professora baiana que acertou o tema da redação do Enem 2024 compartilha como projeto antirracista impactou a vida dos alunos
Foto: Maurício Reis / Acervo pessoal

Uma professora de Língua Portuguesa de Cipó, cidade baiana localizada a 240 km de Salvador, viralizou nas redes sociais após aparecer em um vídeo sendo ovacionada pelos alunos por ter antecipado o tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Maria Ivone das Neves dos Santos, uma das pessoas mais comentadas do Brasil atualmente, trabalhou com os alunos do Colégio Estadual de Tempo Integral Águas Termais de Cipó uma dissertação com o mesmo tema proposto oficialmente, apenas dois dias antes da primeira etapa da prova, realizada no domingo (3).

 

Professora Maria Ivone
Maria Ivone revelou em entrevista que seguiu a carreira de educadora por instrução familiar. Foto: Maurício Reis / Acervo Pessoal

 

O feito, no entanto, não foi um simples golpe de sorte, mas sim o resultado do “Projeto Interdisciplinar Afro-brasileiro: Possibilidades de uma Educação Antirracista”, uma iniciativa que surgiu como ideia no final de 2023. Respaldada pela Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana em todas as escolas brasileiras, Mary (como é carinhosamente conhecida) iniciou o programa antirracista com os estudantes em fevereiro deste ano.

 

Utilizando em sala de aula a perspectiva da autodeclaração étnico-racial, promovida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a docente comentou, em entrevista ao BN Hall, que percebeu a carência de conhecimento dos alunos sobre sua própria identidade. “Eu percebi que durante essa autodeclaração, a partir de dinâmicas e aulas, que eles [alunos], não se percebiam remanescente de quilombos, nem tão pouco pretos”, declarou Mary, que, logo em seguida, deu início à fase de conscientização.

 

O município de Cipó conta com três comunidades remanescentes de quilombos: Rua do Jorro, Várzea Grande e Caboge, que também serviram de inspiração para as intervenções propostas no projeto.

 

Para tanto, a professora recorreu à arte como método de ensino, utilizando a literatura afro-brasileira. Em sala de aula, trabalhou com obras como Úrsula, o primeiro romance escrito por uma mulher negra no Brasil, de Maria Firmina dos Reis. Em seguida, Maria Ivone teve contato com o afrofuturismo, gênero fundamental para dar continuidade à sua ideia. “O afrofuturismo trabalha na perspectiva de um futuro esperançoso para a população preta. Já se sabe que ele [o povo preto] foi violentado, que sofreu muitos castigos. Isso já é conhecido”, disse. “Mostrei, a partir de leituras, que o berço da nossa civilização é africano, não europeu”, completou.


Ampliando o alcance da representatividade, Mary analisou músicas e perfis de artistas negros, revisitando letras do grupo Racionais MC's. Em maio, promoveu sessões de Cine Debate, exibindo Pantera Negra (2018), filme da Marvel que conta a história de Wakanda, um reino fictício, e que fez história ao ser o primeiro filme de herói indicado ao Oscar de Melhor Filme. “Foi feito um cronograma de sessão. Primeiro eu fiz uma motivação em toda a escola com cartazes imensos no banheiro. Pantera Negra é representatividade o tempo todo, [...] eles [os alunos] se sentiram representados. Em Pantera Negra tem afrofuturismo!”.

 

Foi então que Mary sugeriu a primeira dissertação para as turmas inseridas no projeto. “Pedi um projeto de texto dissertativo cujo tema era ‘A Persistência do Racismo na Sociedade Contemporânea’. Foi a primeira redação, em maio!”.

 

Em agosto, as atividades continuaram. Os jovens foram incentivados com tarefas dinâmicas e desafiados a identificar espaços sociais onde a presença do negro se faz visível, como clínicas médicas e outros ambientes. Em algumas turmas do colégio, no qual leciona há 11 anos, Maria Ivone propôs a produção de curtas-metragens com situações de racismo cotidiano, vivenciadas por corpos negros, ajudando os estudantes a identificar momentos de discriminação.

Professora Maria Ivone
Professora Maria Ivone ao lado de alunos que participaram do projeto. Foto: Maurício Reis / Acervo Pessoal
 

 

A CONCLUSÃO E O SUCESSO PREMATURO
O projeto tem conclusão marcada para o dia 19 de novembro, com uma programação de apresentações e depoimentos para valorizar a história e cultura afrodescendente, incluindo um sarau, dramaturgia, um jogo autoral e mais. O evento contará com um desfile afrofuturista, com um júri composto por três pessoas negras, entre elas uma cantora local que também se apresentará.

 

Contudo, Mary não esperava que o ponto alto do projeto acontecesse antes do previsto. Na tarde do domingo (3), dia da primeira etapa do Enem, recebeu inúmeras mensagens de pessoas conhecidas avisando que havia acertado o tema da redação. “Meu celular não parou de encher de mensagens. De professor, de pessoas que viram [a notícia que ela havia acertado o tema]. E aí colocaram: ‘Você acertou o tema da redação’. Foi uma alegria imensa, meu celular não parou”, contou, entusiasmada.

 

Na terça-feira (5), a professora foi recebida pelos alunos, que sugeriram fazer um vídeo onde ela subia as escadas sendo ovacionada e chamada de “diva”. O momento viralizou nas redes sociais, ganhando proporções nacionais e atenção de diversos veículos de mídia.

 

Questionada sobre como se sente com o sucesso nacional, Mary afirmou estar feliz, pois se trata de um projeto idealizado por ela e que alcançou o objetivo esperado. “É uma alegria, pois a repercussão é a partir de um projeto que eu idealizei e queria que ganhasse essa visibilidade. E ganhou! Eu atingi o principal objetivo do projeto, que foi conscientizar meus alunos e eles passarem a ter o letramento racial”, expressou, afirmando em seguida que um dos objetivos da intervenção também foi o bem-estar dos discentes. “Eles [alunos] vão saber identificar isso [preconceito] em qualquer circunstância e vão saber se defender. Sem falar que eles hoje têm uma autoestima, [...] que até então não tinham. Se perceberem, se identificarem, e não mais permitir que situações desconfortáveis acabem deixando-os constrangidos”, completou.

Professora Maria Ivone e família
Davi Francisco e Marcos Francisco, filho e esposo de Maria Ivone, respectivamente. Foto: Maurício Reis / Acervo Pessoal

 

QUEM É MARIA IVONE?
De maneira pessoal, Maria Ivone se define como uma pessoa proativa. Moradora de Cipó, Mary é casada há 13 anos com o microempresário Marcos Francisco Dantas de Santana, com quem tem um filho, Davi Francisco. Apaixonada por viagens e sempre em busca de novidades, afirmou não gostar de rotinas, deixando claro que essa personalidade a motivou na criação do projeto.

 

O desejo de realizar algo inédito a cada ano, aliado à visão da escola como um espaço essencial para a vida, deu origem ao programa idealizado por ela e dedicado aos alunos. “Eu sempre estou querendo fazer o que eu não fiz ainda. Então eu ainda não tinha feito um projeto nessa magnitude. Eu entrego aos meus alunos; foi por eles que eu fiz o projeto”, expressou.

 

Questionada sobre futuros trabalhos, Maria Ivone revelou ao BN que pretende em breve aproveitar a aposentadoria para descansar. “Esse projeto foi para deixar como legado. Que continue! Eu disse que tinha que sair deixando algo importante”.

 

“Pra mim, se a escola não tiver um significado para mudança da sociedade, ela não faz sentido pra mim. Perceber, transformá-los [os alunos] em que eles se sintam protagonistas da sua própria história. Principalmente porque para mim, quando um professor conscientiza seus alunos da sua consciência de classe, para mim ele já fez tudo. Ele já deu o recado dele, não precisa fazer mais nada na vida. Então, eu gostaria que todos os meus alunos se tornassem protagonistas de suas próprias histórias, porque eles merecem’’, finalizou a professora.

 

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Professora do interior baiano é recebida com festa por alunos após acertar tema da redação do Enem
Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal

Uma professora de Cipó, no Nordeste baiano, foi recebida pelos alunos com aplausos. Isso porque dois dias antes da prova do Enem, ocorrida no último domingo (3), Maria Ivone das Neves, conhecida como Mary, tinha trabalhado o tema da redação, que foi "Desafios para a valorização da herança africana no Brasil".

 

A docente atua como professora de Língua Portuguesa no Colégio Estadual de Tempo Integral Águas Termais de Cipó.

 

 

Segundo a secretaria de educação do estado, Maria Ivone desenvolve “um importante trabalho de educação antirracista com seus alunos e que envolve cinema, esporte, etc”. Conforme o G1, o planejamento das aulas foi elaborado em dezembro de 2023 e começou a ser aplicado em fevereiro deste ano.

 

A docente ainda frisou que a maioria de seus alunos são pretos ou pardos, o que atestava a importância do letramento racial, para ela, a parte mais significativa do aprendizado. Maria Ivone declarou ainda que está confiante nos alunos, apesar de as notas só serem divulgadas no próximo ano. 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
O Soberano tem se dedicado pra parecer do povo, mas antes precisa abandonar o Ferragamo - o sapato, não o mayor. Aliás, o tema "lealdade" tem circulado cada vez mais por aqui. O Cavalo do Cão que o diga. Mas acabou sobrando até pro Cocar. Aproveito para deixar aqui uma dica importante: em tempos de IA, cuidado pra não votar na pessoa errada. Principalmente na que não existe... Saiba mais!

Pérolas do Dia

Raimundinho da Jr

Raimundinho da Jr
Foto: Reprodução / AL-BA

"Mulher negra de coração branco". 

 

Disse o deputado Raimundinho da JR (PL) ao parabenizar Olívia Santana (PCdoB) durante a sessão da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desta quarta-feira (25), que a parlamentar era uma mulher “de coração branco”.
 

Podcast

Projeto Prisma entrevista deputado federal Bacelar nesta segunda-feira

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O Projeto Prisma entrevista nesta segunda-feira (23) o deputado federal Bacelar (PV). O programa é exibido ao vivo no YouTube do Bahia Notícias a partir das 16h, com apresentação de Fernando Duarte.

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