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maria filipa
Uma das praças mais conhecidas e visitadas por baianos e turistas em Salvador pode mudar de nome. A Praça Cairu, onde fica o Mercado Modelo,no bairro do Comércio, pode ser rebatizada com o nome de Maria Felipa.
O prefeito Bruno Reis inaugurou nesta quinta-feira (27) uma escultura no local em homenagem à mulher que é um dos símbolos da luta pela Independência do Brasil na Bahia. O gestor indicou que sancionaria de imediato qualquer projeto da Câmara Municipal que pretenda alterar a nomenclatura do equipamento.
"Se a Câmara aprovar, a gente sanciona de imediato. Tem sido essa a lógica da nossa gestão. Foi assim com mudança da Adhemar de Barros para a Milton Santos, com a Rua Alaíde do Feijão, e com tantas outras ruas, monumentos e praças que a Câmara tem competência para estabelecer quais são as denominações. Garanto que se for aprovado pela Câmara a prefeitura sanciona", afirmou o prefeito.
QUEM FOI MARIA FELIPA?
Maria Felipa de Oliveira, que tem data de nascimento desconhecida, era moradora da Ilha de Itaparica. “Era negra, escrava liberta, vivia junto com outros tantos libertos, homens e mulheres, de catar mariscos, fazer pão, preparar quitutes, vendidos nas feiras locais ou nas proximidades de lojas de secos e molhados”, conta Cecilia Helena de Salles Oliveira, professora do Museu Paulista da Universidade de São Paulo (USP).
Segundo a historiadora, ela acabou se envolvendo na luta contra as tropas portuguesas porque estas atrapalhavam as atividades e queriam ocupar pontos estratégicos da ilha, atuando no processo de controle de portugueses no local.
Após as comemorações referentes ao 2 de Julho, a prefeitura de Salvador vai promover outra homenagem para um dos personagens da Independência do Brasil na Bahia. Segundo publicação no Diário Oficial do Município da última sexta-feira (7), a cidade ganhará uma escultura de Maria Felipa.
O contrato realizado pela Secretaria de Cultura e Turismo (Secult), através da Fundação Gregório de Mattos (FGM), confirmou que a artista Nadia Taquary irá confecionar a homenagem, que será implantada na Praça Visconde de Cairu, no Comércio. A contratação ocorreru através da inexigibilidade de licitação.
A vigência do contrato será de 90 dias, com prazo de execução da peça em 60 dias. O valor total pago pelo executivo municipal será de R$ 160 mil, com o contrato sendo assinado por Fernando Guerreiro, presidente da FGM. A empresa contratada foi a Thais Medrado Darze LTDA, local onde a artista trabalha de forma exclusiva.
MARIA FELIPA?
Maria Felipa de Oliveira, que tem data de nascimento desconhecida, era moradora da Ilha de Itaparica. “Era negra, escrava liberta, vivia junto com outros tantos libertos, homens e mulheres, de catar mariscos, fazer pão preparar quitutes, vendidos nas feiras locais ou nas proximidades de lojas de secos e molhados”, conta Cecilia Helena de Salles Oliveira, professora do Museu Paulista da Universidade de São Paulo (USP).
Segundo a historiadora, ela acabou se envolvendo na luta contra as tropas portuguesas porque estas atrapalhavam as atividades e queriam ocupar pontos estratégicos da ilha, atuando no processo de controle de portugueses no local.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Janja da Silva
"Hoje estabelecemos um marco para a sociedade brasileira, representada pelos três poderes, aqui presentes. Todos assumiram o compromisso e a responsabilidade de tornar a nossa sociedade um lugar em que as mulheres possam viver em paz. Queremos ser respeitadas, queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos nos manter vivas".
Disse a primeira-dama Janja Silva em um discurso emocionado e com direito a lágrimas, ao abrir a solenidade de lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa do governo Lula, chamada de “Todos por Todas”, busca unir os três poderes em ações coordenadas para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país.