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maria felipe
A Escola Afro-brasileira Maria Felipa encerrou suas atividades em Salvador após nove anos de existência na capital baiana. O anúncio foi realizado pelas sócias da unidade de ensino, Bárbara Carine e Maju Passos, em texto publicado nas redes sociais na tarde desta quarta-feira (7). Segundo a publicação, a operação da escola, por enquanto, ocorrerá apenas no Rio de Janeiro.
Conforme o texto, a unidade localizada no bairro do Garcia recebeu investimentos acima dos R$ 1 milhão para sua implantação, mas encontrou dificuldades para se tornar autossustentável na capital baiana. Com a escola focada para crianças entre 3 e 6 anos, a mensalidade custava entre R$ 1,2 mil e 2 mil, mas o colégio também costumava ofertar bolsas integrais para estudantes negros e indígenas.
“As sócias Bárbara e Maju ao longo de todos esses anos buscaram diversos caminhos de sustentabilidade do negócio. Entretanto, após o investimento de mais de um milhão de reais de recursos pessoais (na sede em Salvador) e muito investimento emocional e por vezes de saúde também, elas decidiram encerrar a operação e seguir apenas com a unidade do Rio de Janeiro, que está caminhando para a autossuficiência, tendo quadruplicado o seu número de matrículas em 1 ano”, disse a publicação.
As sócias também informaram que “lutaram” para manter o funcionamento da escola em Salvador, mas reforçaram que a continuidade se tornou inviável.
“Salvador é nossa cidade. Nosso lugar no mundo. A Bahia é a terra de Maria Felipa, nossa heroína. Por isso lutamos todos esses anos pela manutenção do projeto na cidade. Entretanto, chegamos ao entendimento que, no momento, não é possível darmos continuidade. Esperamos, em outra conjuntura, darmos continuidade neste sonho por aqui”, diz o texto.
A Escola Afro-brasileira Maria Felipa foi fundada em 2019, sendo a primeira instituição de ensino privado do Brasil com educação afroreferenciada e antirracista reconhecida pelo Ministério da Educação. Segundo a instituição, o conteúdo contempla as leis 10.639/2003 e 11.645/2008, que preveem o ensino de cultura e história africana, afro-brasileira e indígena em toda extensão da escola básica.
Um dos principais nomes da Independência do Brasil na Bahia, Maria Felipe, ganhou uma escultura em uma homenagem da prefeitura de Salvador, nesta quinta-feira (26). A obra realizada pela artista Nadia Taquary foi implantada na Praça Visconde de Cairu, no Comércio.
Além da arte, ficou para ser analisada a possibilidade da mudança de nome da praça, onde a estátua foi instalada, de Cairu para Maria Felipa.
A inauguração da escultura contou com a presença do prefeito Bruno Reis (União) que indicou que sancionaria de imediato qualquer projeto da Câmara Municipal que pretenda alterar a nomenclatura do equipamento. (Veja aqui).
A realização também teve participação da Secretaria de Cultura e Turismo (Secult), através da Fundação Gregório de Mattos (FGM).

QUEM FOI MARIA FELIPA?
Maria Felipa de Oliveira, que tem data de nascimento desconhecida, era moradora da Ilha de Itaparica. “Era negra, escrava liberta, vivia junto com outros tantos libertos, homens e mulheres, de catar mariscos, fazer pão, preparar quitutes, vendidos nas feiras locais ou nas proximidades de lojas de secos e molhados”, conta Cecilia Helena de Salles Oliveira, professora do Museu Paulista da Universidade de São Paulo (USP).
Segundo a historiadora, ela acabou se envolvendo na luta contra as tropas portuguesas porque estas atrapalhavam as atividades e queriam ocupar pontos estratégicos da ilha, atuando no processo de controle de portugueses no local.

Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"Os extremos não servem para nós. Nem uma polícia que não dê conta do seu papel, nem uma polícia que possa entrar no exagero e fazer ações fora do conceito de um servidor público. A polícia tem que garantir a segurança das pessoas e não ameaçá-las".
Disse o governador Jerônimo Rodrigues ao ser sabatinado na TV Aratu, nesta terça-feira (4) e abordou um dos temas mais sensíveis de sua gestão: a segurança pública e a atuação da Polícia Militar. Respondendo a questionamentos do jornalista Maurício Leiro, editor de política do Bahia Notícias, sobre a implementação das câmeras corporais nos fardamentos e suspeitas de excessos policiais, Jerônimo afirmou que "não passa a mão na cabeça" de quem atua fora dos padrões.