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Restando apenas 16 dias para o 1º turno do pleito eleitoral, os gastos dos candidatos ao governo da Bahia já chegam ao montante de R$ 15,5 milhões, conforme a prestação de contas parcial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) (TSE). Entre os seis candidatos na disputa, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto (União) e Jerônimo Rodrigues (PT) representam 99,1% de todo o gasto registrado.
Vale destacar que os valores ainda devem sofrer alterações na reta final do período eleitoral. Os dados da campanha de ACM Neto, Jerônimo Rodrigues e Ronaldo Mansur (PSOL) foram atualizados no último sábado (12), enquanto os dados de Aroldo Félix (UP), Ariel Capistrano (DC) e Maria Bona (PCO) foram atualizados no domingo (13).
O limite de gastos da campanha de todos os postulantes ao governo é de R$ 17 milhões. A verba pode ser obtida pelo Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), repasses do Fundo Partidário, doações de pessoas físicas, recursos próprios dos candidatos ou financiamentos coletivos, como vaquinhas.
O candidato ACM Neto registrou um gasto de R$ 8,710 milhões, de um montante arrecadado de R$ 10,188 milhões. Assim, restando duas semanas para o 1º turno das eleições, o vice-presidente do União Brasil já comprometeu 85,50% do valor obtido por ele. Conforme a declaração oficial, os recursos da campanha “Unidos para Mudar a Bahia” foram majoritariamente arrecadados por meio de doação do partido União Brasil, cerca de R$ 9,142 milhões, e R$ R$ 865 mil foram doados por outras fontes.
Já o atual governador e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues, arrecadou R$ 7,140 milhões, de acordo com a declaração parcial. Quase a totalidade do valor, cerca de 97%, é proveniente de repasse do diretório nacional do Partido dos Trabalhadores. Já os gastos da campanha chegam a R$ 6,645 milhões. Desta forma, o petista já empenhou cerca de 93% dos seus recursos da campanha.
O presidente estadual do PSOL e candidato ao Palácio de Ondina, Ronaldo Mansur, registrou R$ 142,2 mil em despesas da campanha eleitoral. O “cabeça” de chapa da Federação PSOL-Rede arrecadou um total de R$ 450 mil para a campanha, sendo que todo o valor é referente a repasses do diretório nacional do PSOL. Com esses números, Mansur gastou cerca de 31% do valor arrecadado e restam 68,38%.
Aroldo Félix, do União Popular, registrou R$ 459,80 em gastos da campanha. A duas semanas da eleição, o candidato arrecadou um total de R$ 14,8 mil por meio de um repasse do diretório nacional do UP, no valor de R$ 12 mil, e cerca de R$ 2 mil em uma vaquinha. Até o momento, o candidato gastou 3,10% dos recursos obtidos, restando 96,90%.
O candidato Ariel Capistrano (DC), por sua vez, arrecadou R$ 2 mil para a campanha eleitoral, por meio de doação própria. Desse valor, o representante da sigla já gastou R$ 1.300,50, principalmente em pagamentos no Facebook.
Por fim, a candidata do PCO, Maria Bona, não registrou nenhuma arrecadação ou gasto de campanha até o momento.
Nas eleições de 2026, seis candidatos disputam o governo da Bahia. O atual governador Jerônimo Rodrigues (PT) busca a reeleição, enquanto o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) volta a concorrer ao Palácio de Ondina após disputar o cargo em 2022. Também estão na disputa Ariel Capistrano (DC), Aroldo Félix (UP), Maria Bona (PCO) e Ronaldo Mansur (PSOL).
A seguir, o Bahia Notícias apresenta quem são os candidatos ao governo da Bahia, suas trajetórias políticas e profissionais e o histórico de cada um em eleições anteriores.
ACM Neto (União Brasil)
Foto: Ronne Oliveira / Bahia Notícias
Antônio Carlos Magalhães Neto, conhecido como ACM Neto (União Brasil), tem 53 anos, nasceu em Salvador e é advogado. Foi deputado federal entre 2003 e 2012 e prefeito da capital baiana por dois mandatos, de 2013 a 2020. Neto de Antônio Carlos Magalhães (ACM) (1927-2007) e sobrinho de Luís Eduardo Magalhães (1955-1998), integra uma das famílias de maior tradição na política baiana.
Nas eleições de 2026, ACM Neto disputa novamente o governo da Bahia, em uma tentativa de retornar ao Executivo após seis anos sem exercer mandato eletivo. O período fora de cargos eletivos começou após deixar a prefeitura de Salvador em 2024 e não ter logrado êxito no segundo turno da eleição estadual de 2022 para Jerônimo Rodrigues (PT). Desde então, passou a atuar como dirigente e articulador de seu partido.
Ariel Capistrano (DC)
Fotos: Reprodução / TSE
Ariel Capistrano (DC) tem 39 anos, é natural de Feira de Santana e concorre pela primeira vez a um cargo eletivo nas eleições de 2026. Empresário, declarou ter ensino médio incompleto.
Aroldo Félix (UP)
Foto: Divulgação
Aroldo Felix de Azevedo Júnior tem 43 anos, nasceu na Paraíba, e mora em Salvador desde 2023. Doutor em Engenharia Química, iniciou sua trajetória política no movimento estudantil, período em que presidiu o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Em 2010, foi professor do Instituto Federal da Bahia (IFBA), no campus de Simões Filho, e, desde 2013, leciona no curso de Engenharia de Energias da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), em Feira de Santana.
Além da atuação como professor universitário, integra a coordenação nacional do Movimento Luta de Classes e exerce o cargo de diretor do ANDES-SN. Na última eleição, disputou o governo de Sergipe e, em 2026, concorre pela primeira vez ao cargo de governador da Bahia.
Jerônimo Rodrigues (PT)
Foto: Divulgação
Jerônimo Rodrigues (PT) tem 61 anos, nasceu em Aiquara e é o atual governador da Bahia. Engenheiro agrônomo e professor universitário, construiu sua trajetória pública em cargos de gestão governamental, com destaque para as passagens pelas secretarias estaduais de Desenvolvimento Rural, entre 2015 e 2019, e da Educação, de 2019 a 2022, na gestão de Rui Costa (PT).
Eleito governador em 2022, em sua primeira disputa por um cargo eletivo, Jerônimo Rodrigues concorre à reeleição nas eleições de 2026. Sua candidatura coloca à prova a aprovação de seu primeiro mandato e busca dar continuidade ao projeto político do Partido dos Trabalhadores, que governa a Bahia de forma consecutiva desde 2007.
Maria Bona (PCO)
Fotos: Reprodução
Maria Bona Carrara de Sumbuy (PCO), tem 73 anos e é natural de São Paulo. Aposentada, possui domicílio eleitoral em Rio de Contas, na Chapada Diamantina, desde 1989. Esta será a primeira eleição disputada por Maria Bona, que concorre ao governo da Bahia e será a única mulher na disputa pelo comando do Executivo estadual. A presença feminina volta ao pleito baiano após oito anos, desde a candidatura de Célia Sacramento ao governo do estado nas eleições de 2018.
Ronaldo Mansur (PSOL)
Foto: Mateus Bomfim
Ronaldo Mansur, de 46 anos, nasceu em Alagoinhas e é técnico em meio ambiente, estudante de Direito e presidente estadual do PSOL. Também atua como presidente estadual do partido e presidente da Federação PSOL-Rede. Um dos fundadores da sigla e um de seus primeiros coordenadores, iniciou sua trajetória política no movimento estudantil, ainda aos 11 anos.
Em sua trajetória política, Mansur destaca a participação em mobilizações populares e estudantis, como o Maio Baiano, em 2001, e a Revolta do Buzú, em 2003. Ele disputou a vice-governadoria da Bahia em 2014 e 2022 e, nas eleições de 2026, concorre pela primeira vez ao cargo de governador do estado.
O primeiro turno das eleições de 2026 será realizado no dia 4 de outubro. Na data, os brasileiros irão às urnas para eleger o presidente da República, dois senadores, o governador do estado, além de deputados federais e estaduais.
O Partido da Causa Operária (PCO) oficializou a candidatura de Maria Bona ao cargo de governadora do estado da Bahia para as eleições de outubro de 2026. Militante da esquerda radical e reconhecida como liderança da região Rio de Contas, na Chapada Diamantina. Ela é a única mulher entre as demais postulantes que concorrem ao comando do Executivo baiano.
De acordo com os dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com última atualização registrada em 15 de agosto de 2026, às 13h22, Maria Bona concorre como titular sob o número partidário 29. Atualmente, tanto a situação de sua candidatura individual quanto a do Partido da Causa Operária encontram-se na condição de concorrer pela Justiça Eleitoral.
O Estado terá candidatos na disputa pelo governo nas eleições deste ano. O atual governador, Jerônimo Rodrigues (PT), tentará a reeleição ao lado de Geraldo Júnior (MDB), seu vice. A lista completa de candidatos é a seguinte:
- Jerônimo Rodrigues (PT);
- ACM Neto (União);
- Ronaldo Mansur (Psol);
- Maria Bona (PCO);
- José Estevão (DC);
- Ariel Capistrano DC);
- Aroldo Félix (UP).
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Carlos Viana
"Agora, imagina se fosse alguém da direita. Uma cantora fazendo lá o 22 no palco. Seriam pelo menos 24 horas para se explicar, depois multa, prisão, condenação e Deus sabe o que mais de perseguição".
Disse o senador e candidato à reeleição por Minas Gerais, Carlos Viana (PSD) ao afirmar que vai denunciar a cantora baiana Ivete Sangalo por suposta promoção de “showmício” ao declarar apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por meio de um gesto com as mãos. O parlamentar confirmou a denúncia em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (29).