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Uma força-tarefa composta por Ministério Público, polícias e órgãos de fiscalização deflagrou nesta terça-feira (2) uma operação para apurar um esquema de fraudes tributárias envolvendo atacadistas, redes de supermercados e empresas ligadas ao varejo em Minas Gerais.
Entre os investigados está o publicitário Marcos Valério, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como operador do Mensalão em 2018. O advogado Carlos Alberto Arges, que acompanhou o publicitário na ação desta terça, afirmou que a defesa aguarda acesso aos autos para se posicionar.
Denominada Operação Ambiente 186, a investigação é coordenada pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira-MG). Segundo o Ministério Público de Minas Gerais, o grupo criminoso teria desviado mais de R$ 215 milhões em ICMS.
Empresários e funcionários das empresas envolvidas também são investigados por organização criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. As apurações duraram mais de 18 meses. Segundo as autoridades, o esquema era sofisticado e estruturado com o objetivo de evitar o pagamento de impostos.
De acordo com a investigação, empresários atacadistas e varejistas teriam criado empresas de fachada e simulado operações de venda entre estados para driblar o ICMS devido a Minas Gerais. Com a manobra, o grupo teria comercializado mercadorias a preços reduzidos, elevando sua margem de lucro.
A decisão que autorizou a ação policial, assinada pelo juiz Rodrigo Heleno Chaves, aponta que houve simulações de operações interestaduais envolvendo essas empresas de fachada, localizadas em Goiás ou no Espírito Santo.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ricardo Alban
"A entrada de importações de até 50 dólares sem tributação é o mesmo que financiar a indústria de países como a China, principal exportador de produtos de baixo valor para o Brasil, especialmente no setor têxtil. O prejuízo é direto a quem fabrica e comercializa em território brasileiro".
Disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban ao comentar a aprovação da medida provisória 1357/2026, que revogou a chamada “taxa das blusinhas”. Segundo Alban, a medida representa um retrocesso econômico, cria uma condição de desigualdade para o setor produtivo brasileiro e pode colocar em risco mais de 100 mil empregos.