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marcos teles
A Justiça determinou, em caráter liminar, a indisponibilidade de bens do ex-prefeito de Palmeiras, Marcos Teles, e do empresário local Vanderlei de Jesus. A medida, assinada na última terça-feira (3), atende a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) e fixa o bloqueio no valor de R$ 486.214,52, montante estimado do prejuízo causado ao erário municipal de Palmeiras, na chapada Diamantina.
Segundo a denúncia acolhida no MP-BA, apresentada pelo promotor de Justiça Lucas Peixoto, havia uma série de fraudes na contratação da empresa "Van Eventos e Produções" para a organização do Carnaval de 2009. A licitação foi estruturada para restringir a concorrência e favorecer o empreendimento.
As principais irregularidades apontadas são:
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Uma empresa de fachada: A firma foi constituída apenas um mês antes da licitação, com capital social insignificante comparado ao valor do contrato. A sede registrada era, na verdade, uma casa antiga e fechada.
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Pagamento por serviços não prestados: Embora a empresa tenha sido paga para montar a estrutura e contratar atrações, grande parte da execução foi realizada pela própria prefeitura e por terceiros.
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Sobrepreço e desvio: Indícios de valores superfaturados e falta de comprovantes técnicos para os serviços supostamente oferecidos.
O promotor destacou que houve um nítido "desvio de finalidade". A contratação ocorreu sem justificativa técnica adequada e os valores pagos não correspondiam à realidade do evento cultural realizado na época.
Sede do MP-BA | Foto: Ronne Oliveira / Bahia Notícias
A indisponibilidade de bens é uma medida cautelar para garantir que, caso os réus sejam condenados ao final do processo, existam recursos suficientes para devolver o dinheiro aos cofres de Palmeiras. O caso agora segue para a fase de instrução, onde as defesas serão apresentadas.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Hugo Motta
"A PEC da redução da jornada de trabalho 6x1 é uma destas agendas. A tramitação via Proposta de Emenda Constitucional é, ao mesmo tempo, o respeito das prerrogativas da deputada Erika Hilton e do deputado Reginaldo Lopes, que apresentaram seus projetos, e a oportunidade de promover um debate amplo. O equilíbrio e a responsabilidade são essenciais numa matéria de tamanho impacto".
Disse o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) ao comentar sobre a colocação na pauta sobre o fim da escala 6x1 e indicar anteriormente que seria “vender um sonho que não se sustenta”.