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marco nanine
A Caixa Cultural Salvador recebe, entre os dias 27 de junho e 4 de julho, o espetáculo Fim de Partida, um dos textos mais emblemáticos do dramaturgo irlandês Samuel Beckett. A montagem é protagonizada pelo ator Marco Nanini e reúne no elenco Guilherme Weber, Helena Ignez e Ary França, sob direção de Rodrigo Portella.
As apresentações acontecem na Caixa Cultural, localizada na Rua Carlos Gomes, no Centro da cidade. As sessões serão realizadas nos dias 27 e 28 de junho e de 30 de junho a 4 de julho. Aos sábados e de terça a sábado, os espetáculos começam às 20h, enquanto aos domingos a sessão será às 19h.
Escrita na década de 1950, em um contexto marcado pelos impactos da Segunda Guerra Mundial, a peça apresenta um universo pós-apocalíptico onde os personagens Hamm e Clov vivem confinados em um espaço claustrofóbico. Entre conflitos, dependência emocional e relações de poder, a trama conduz o público a reflexões sobre a existência humana, o autoritarismo, a solidão e o esgotamento das relações.
Na montagem, Hamm é interpretado por Marco Nanini, enquanto Guilherme Weber dá vida a Clov. A relação entre os dois personagens sustenta a narrativa, marcada por uma convivência intensa, atravessada por afeto, violência cotidiana e uma dependência mútua da qual parecem incapazes de escapar.
“Costumo dizer que Beckett fica orbitando a cabeça dos atores contemporâneos, pois oferece um imenso desafio com os múltiplos caminhos que a sua obra permite”, afirma Nanini, que divide o palco novamente com Weber após trabalhos como “Os Solitários” e “A Morte do Caixeiro Viajante”.
A encenação propõe diferentes leituras para o clássico de Beckett. Além das questões existenciais, a direção destaca aspectos políticos presentes na obra, evidenciando relações de dominação e submissão que seguem atuais. A cenografia assinada por Daniela Thomas reforça essa proposta ao criar um palco dentro do palco, ampliando o caráter metateatral da montagem.
O espetáculo estreou em São Paulo em abril deste ano e chega a Salvador acompanhado de uma equipe criativa formada por profissionais que colaboram com Nanini há décadas. A direção de arte e cenografia são de Daniela Thomas, a iluminação é de Beto Bruel, os figurinos de Antonio Guedes e a trilha sonora original e direção musical de Federico Puppi.
Os ingressos custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada), com vendas a partir do dia 23 de junho, às 12h, pela plataforma Sympla. A classificação indicativa é de 16 anos.
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