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marcio pochmann
O presidente Lula (PT), defendeu nesta terça-feira (1), a indicação do economista Márcio Pochmann, para assumir a presidência do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A declaração do petista acontece após a indicação de Pochmann ser alvo de críticas por uma ala de economistas sob o argumento de que teria um perfil intervencionista para presidir o instituto
Lula afirmou que "não é aceitável que as pessoas tentem criar uma imagem negativa" de seu indicado para liderar a entidade de pesquisa.
"É um dos grandes intelectuais desse país. É um rapaz extremamente preparado. Esse rapaz eu escolhi ele porque eu confio na capacidade intelectual dele, é um pesquisador exímio. Agora algumas pessoas que possivelmente queriam ir para lá ficam colocando dúvida sobre a idoneidade do Pochmann", explicou.
O presidente negou também as acusações do economista manipular dados de condições sociais e econômicas do Brasil em censos do IBGE.
"Quem tem história como a que vocês me ajudaram a construir não vai precisar manipular dado para fazer as coisas", pontuou.
Lula comentou ainda que a decisão não atropelou a ministra do Planejamento, Simone Tebet, ao nomear o economista, já que segundo ele “presidente não atropela”.
"Simone não tem nada a ver com isso. A Simone é uma das coisas boas que aconteceu no meu governo, tem muita qualidade e muita seriedade. Tentaram inventar briga", disse. Ele afirmou que a ministra sempre soube que Pochmann era seu escolhido para o cargo.
Márcio Pochmann já ocupou cargos de destaque em gestões petistas em diferentes ocasiões. Já foi diretor da Secretaria Municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade durante mandato de Marta Suplicy como prefeita em São Paulo entre 2001 a 2004; depois foi presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), de 2007 a 2012, gestão onde foi registrada polêmicas, com acusações de aparelhamento político à época.
Já em junho de 2012, o economista deixou a presidência do instituto para concorrer pela primeira vez à Prefeitura de Campinas (SP), mas foi derrotado nas urnas.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"Os extremos não servem para nós. Nem uma polícia que não dê conta do seu papel, nem uma polícia que possa entrar no exagero e fazer ações fora do conceito de um servidor público. A polícia tem que garantir a segurança das pessoas e não ameaçá-las".
Disse o governador Jerônimo Rodrigues ao ser sabatinado na TV Aratu, nesta terça-feira (4) e abordou um dos temas mais sensíveis de sua gestão: a segurança pública e a atuação da Polícia Militar. Respondendo a questionamentos do jornalista Maurício Leiro, editor de política do Bahia Notícias, sobre a implementação das câmeras corporais nos fardamentos e suspeitas de excessos policiais, Jerônimo afirmou que "não passa a mão na cabeça" de quem atua fora dos padrões.