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maratona de boston
Apesar de não subir ao pódio da 130ª edição da tradicional Maratona de Boston, nos Estados Unidos, na segunda-feira (20), o brasileiro Robson Oliveira fez as últimas passadas com uma atitude que vale mais do que medalha. O operador de máquinas em São Bernardo, no ABC Paulista, o atleta amador de 36 anos rodou os principais sites ao redor do mundo após ajudar um corredor norte-americano a completar a prova.
Perto de bater sua melhor marca pessoal em corridas de rua, Robson foi um dos que ajudaram a carregar o engenheiro Ajay Haridasse na reta final da competição. Outro corredor, o britânico Aaron Beggs, iniciou o momento.
“Foi uma decisão muito rápida. Eu precisava de alguns segundos para bater meu melhor tempo, mas vi o rapaz caído no chão e decidi ajudar. Naquele momento, precisava da ajuda de outra pessoa. Na hora, pensei: 'Meu Deus, se alguém parar, paro também e o ajudo'. E deu tudo certo. Conseguimos carregá-lo até o final”, afirmou o corredor em entrevista à Rede Globo.
Com a ajuda final, os três cruzaram a linha de chegada juntos. Confira o momento abaixo:
?? Brasileiro vira herói e ajuda corredor a completar Maratona de Boston
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) April 22, 2026
Confira ?? pic.twitter.com/ecoaFCJlKX
A soteropolitana Fernanda Lanza foi uma das 592 brasileiras que concluíram a Maratona de Boston, nos Estados Unidos, no último dia 21 de abril. Com o tempo de 3 horas e 21 minutos, a atleta alcançou a 10.348ª colocação geral em meio a temperaturas baixas e um percurso reconhecido por sua dificuldade técnica.
A prova considerada uma das mais tradicionais do calendário mundial, reuniu 31.941 participantes na 129ª edição.
Em entrevista ao Bahia Notícias, Fernanda relembrou o início da trajetória nas corridas e destacou a importância da prova. “Foi a maior e mais difícil maratona que já enfrentei. Um sonho realizado depois de muita dedicação e treinos”, afirmou.
Você começou a correr com o objetivo de se tornar atleta profissional?
Comecei a correr na pandemia, como muita gente. Com tudo fechado, correr era a única atividade física possível. Inicialmente foi por estética, para perder peso, mas fui vendo minha evolução e me empolgando. Um professor de CrossFit me viu correndo e ofereceu ajuda com planilhas de corrida. A partir daí comecei a fazer distâncias maiores, até que corri meus primeiros 42 km por conta própria, antes mesmo da volta das provas oficiais. Com meu treinador atual, Choquito, já fiz cerca de seis maratonas. Rio, Salvador, outras locais e agora Boston.
Durante a conversa, a atleta contou os desafios ao enfrentar as condições climáticas de Boston, projetou seus objetivos no esporte e ressaltou a importância da prática da corrida em sua vida. Confira a entrevista completa com Fernanda Lanza na Íntegra.
A corredora baiana Fernanda Lanza foi uma das 30 mil pessoas que participaram da Maratona de Boston nesta segunda-feira (21). Apesar da baixa temperatura que enfrentou, a atleta completou a prova em 3h e 21 minutos, e ficou com a posição 10.348 da classificação geral.
"Ciclo de maratona é sempre difícil, mas esse foi ainda maior. Quando atravessei a linha de chegada senti muitas emoções diferentes, mas a maior de todas foi gratidão por não ter desistido, por ter ido até o fim, por estar vivendo um sonho”, destacou a corredora.
A preparação de Fernanda para a prova aconteceu em Salvador, o que aumentou o desafio da atleta, visto que as temperaturas da capital baiana e dos Estados Unidos são diferentes. “Era um sonho muito distante, mas no meio do ciclo para o desafio da maratona do Rio de Janeiro do ano passado, eu vi que tinha condições de conseguir, que era isso que eu queria”, completou.
Para competir, a atleta contou com a ajuda profissional do seu preparador técnico Carlos Felipe Albuquerque, diretor da Runners Club, responsável por criar o planejamento de treinos, acompanhar o desempenho e evolução de Fernanda até o dia da prova. “Ela é muito experiente, já conquistou muitos pódios e essa foi mais uma conquista importante, diria que a maior até aqui. São esforços, sacrifícios que poucas pessoas conseguem suportar. Ficamos muito felizes por termos uma mulher representando a Bahia em uma das principais provas de corrida do mundo. Estou muito orgulhoso”, afirmou.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Adolfo Viana
"A recente imposição de tributação sobre remessas internacionais de pequeno valor — popularmente conhecida como taxa das blusinhas — representa medida de caráter regressivo, que penaliza justamente os consumidores mais vulneráveis. Trata-se de um modelo de tributação que incide sobre compras de baixo valor, muitas vezes essenciais, realizadas por cidadãos que não possuem acesso a alternativas equivalentes no mercado nacional a preços competitivos".
Disse o deputado Adolfo Viana (PSDB-BA), líder do maior bloco partidário da Câmara, que reúne um total de 271 parlamentares, ao assinou requerimento para levar ao plenário, com urgência, um projeto que zera a tributação sobre importados de até US$ 50. O projeto, o PL 6526/205, na prática acaba com a “taxa das blusinhas”, implantada no país a partir da sanção da lei 14.902, em 1º de agosto de 2024.