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Fazer uma música mundial sem sair de Salvador. Há 10 anos na estrada, Rafa Dias tem mostrado que isso é possível. Parceiro de projetos recentes como "Me Gusta" (com Anitta, Cardi B e Myke Towers), lançada nesta sexta-feira (18), e "Só Pra Te Machucar" (Ludmilla e Major Lazer), anunciada para o próximo mês, o produtor, DJ e integrante do grupo Àttooxxá bota na pista o Salcity Sounds.
Para isso, o artista diz pensar no seu trabalho a partir da junção do groove baiano - presente em ritmos nossos como o arrocha, o samba-reggae e o pagodão - com gêneros tocados em todo o globo. Nessa nova empreitada, o baiano assina com um acrônimo: RDD. A partida foi com "We Go Hard", junto com o MC jamaicano Agent Sasco - que já trabalhou com Kanye West e Kandrick Lamar - e o paulista Difideliz.
"É meu projeto solo agora. Acabei de estrear com 'We Go Hard' e Salcity Sounds é como eu tô chamando essa fusão de ritmos que eu tô pegando a raiz aqui da Bahia. A intenção é de levar esse nosso groove para outras esferas, outros lugares. Essa primeira música mostra um pouco de como existe uma interação com a música jamaicana, mas a gente busca fazer uma conexão com o afropop, afrobeat, o reggaeton e dancehall. Daqui a alguns aninhos a gente vai ver como isso está se espalhando pelo mundo", promete RDD.
A parceria com Anitta, explica ele, veio ainda como um fruto do Àttooxxá. Com produção musical assinada por ele e contando com um time de peso que inclui outro colega do grupo, o Chibatinha, "Me Gusta" surgiu da vontade da "Patroa" em mesclar ritmos latinos e mostrar o pagodão para o mundo. "A gente recebeu o convite para participar e dar essa cara da Bahia dentro da música. Nos sentimos muito honrados de ter feito parte disso e todo mundo vai ver como essa música vai chegar ao topo das paradas, porque ela é a cara da América Latina como um todo", comenta.
"A gente já se conhecia, já vinha trocando mensagens sobre fazer parcerias, produções e tal. Calhou que ela tava programando esse novo passo na carreira dela, indo para o mundo, e havia esse desejo de apresentar a música brasileira e mostrar essa nova fusão com a música latina com o que já entrou no pop americano, o que já rodou por lá. Na época que a gente começou a produzir nem sabiámos dos feats ainda (com Cardi B e Myke Towers) e foi a cerejinha do bolo ali", afirma Rafa Dias, falando ainda sobre o contato que tiveram com Ryan Tedder, cantor da banda estadunidense OneRepublic e que também é um dos produtores musicais da faixa.
Além de acumular hits do verão baiano como "Faz a Egypsia", "Tá Batenu" e "Elas Gostam", premiada como a música do Carnaval de 2018, o Àttooxxá de RDD, Chibatinha, OZ e Raoni já rodou pelo circuito de festivais do país. Sobre essa cena, o produtor disse acreditar que em dois anos todos os grandes festivais do Brasil já tiveram o grupo nas suas line-ups. "Devemos 'zerar' os festivais daqui a dois anos quando essa pandemia acabar, botar o Lollapalooza e o Rock In Rio no currículo".

RDD no clipe de "Faz a Egypsia", do Àttooxxá | Foto: Reprodução / Instagram
Ele diz que, quando começaram, o som feito por eles era à frente do seu tempo e agora vê que "a galera está começando a digerir e vindo no embalo, entendendo a linguagem". "A gente acha muito legal, essa galera que tá vindo nova e que tá começando a entender essas novas visões da música baiana", ressalta animado.
Em 2018, em entrevista ao Bahia Notícias, os integrantes do Àttooxxá comentaram o rótulo de "pagode do futuro" que receberam na época (veja aqui). Sobre esse contexto, RDD diz que, apesar de estarem na vanguarda, esse futuro ainda não é uma realidade.
"Devemos ver isso mudar. Daqui a uns três ou quatro anos já deve ter começado a existir mais [um cenário mais amplo ritmicamente no gênero musical]. 'A Travestis', por exemplo, já é um projeto que trabalha dentro de uma linguagem digital. Apesar de respeitar muito o ritmo do pagodão, acho que a gente sempre trampa com a visão de como o pagodão pode soar no mundo. Tenho 10 anos trabalhando com essa visão", reflete.
Para além das modificações da forma como é pensada a estrutura ritmica, Rafa diz desejar também que haja uma inclusão diversificada de talentos como a própria "A Travestis" e "A Dama". "Quem vai para os shows dos projetos que eu faço parte vê que nosso público é a junção de todas essas tribos que você imaginar. Isso acontece porque a gente abraça todo mundo e vive sem esse peso do preconceito, tentando ao máximo mudar nossa mentalidade e torcendo para que isso aconteça no mundo, para que ele seja um pouco menos odioso e mais amoroso", aponta.
CORPO É O QUE FAZ CONEXÕES COM O MUNDO
"Nossa música baiana tem um total potencial para ser música global porque é muito específica no sentido de que dificilmente você vai encontrar algo parecido em outros lugares. Ela mexe com o corpo, algo inerente a qualquer lugar do mundo. Você escuta a música e já tá balançando. Há muito tempo venho rodando o mundo, já pude fazer algumas turnês e onde a gente passa a primeira impressão, o impacto, é que a galera fica boquiaberta e não sabe o que fazer. Depois, na segunda música, vai se soltando e no fim tá todo mundo metendo dança", brinca Rafa. Para ele, essa característica é o que chama a atenção de nomes como o de Diplo, do Major Lazer, um dos expoentes da música pop internacional.
No quesito conexão a experimentação é uma máxima. Além do ponto de vista profissional, ele diz que sempre foi curioso e gostou de fazer um percurso sonoro plural e já comentou em entrevistas sobre a influência de Gilberto Gil, a quem considera ser um "guru".

RDD e Rocô, parceiros no duo Ziminino | Foto: Reprodução / Instagram
Outro aspecto conectivo do corpo-mundo levantado por Rafa é a ancestralidade. Essa ideia é o que lhe fez se unir a Ricô Santana, baixista da banda OQuadro, no Ziminino. "[O projeto] é o encontro da música ancestral brasileira, sobretudo baiana. Sempre procurei [isso] no meu trabalho, e ele também. Sempre me conecto com essas pessoas que estão muito ligadas à música como algo muito especial, muito elevador, e a gente fez esse trabalho para conseguir dar essa cara para os ritmos matrizes do que a gente entende como música baiana". O objetivo seria fazer uma sonoridade que envolve "um sexto sentido", próxima de um campo relacionado ao "espiritual".
A visita de Ciara ao Brasil, no Carnaval deste ano, rendeu. Na época, a cantora americana se encontrou com alguns artistas nacionais, como Iza, e agora as duas gravam uma parceria musical. A faixa, cujos detalhes ainda não foram divulgados, terá ainda o trio Major Lazer, do DJ Diplo.
Eles também já conheciam Iza e registraram esse encontro no Instagram em dezembro do ano passado. Em entrevista ao G1, os músicos explicaram que a conheceram por acaso na República Dominicana - a cantora curtia sua de mel com o produtor musical Sérgio Santos.
A informação da parceria foi divulgada pela coluna de Leo Dias, no UOL. Segundo a publicação, feita nessa segunda-feira (21), a brasileira está em Los Angeles, nos Estados Unidos, para gravar o clipe com eles.
PARCERIAS INTERNACIONAIS
É nítido o crescimento de parcerias entre artistas nacionais e internacionais nos últimos anos. Um exemplo disso é Anitta, que tem colaborações musicais como J Balvin, Maluma, Black Eyed Peas e o próprio Major Lazer, para citar alguns exemplos.
Em meio a esse novo momento da música popular do Brasil, o duo Tropkillaz se reúne em uma parceria com a cantora Ally Brooke, que integrou a girl band Fifth Harmony.
De acordo com o Papel Pop, os DJs também estão em Los Angeles para gravar duas músicas com a americana. Mais detalhes sobre a parceria, no entanto, ainda não foram divulgados.
O próximo ano promete ser de grandes realizações e parcerias para Iza. Depois de Roberto Barreto guitarrista do BaianaSystem informar que o grupo está trabalhando em uma faixa com a cantora (veja aqui), um dos integrantes do Major Lazer também falou sobre uma possível parceira.
Isa encontrou em Punta Cana, durante sua lua de mel com o marido Sergio Santos, Diplo fazendo show com o grupo Major Lazer. Em uma foto de Walshy Fire, integrante do grupo, o artista respondeu um fã que perguntava sobre uma possível colaboração. "E se eu te disser muito em breve?", escreveu Fire.
Diplo já fez uma parceria com Anitta e Pabllo Vittar na música "Sua Cara", lançada em 2017.

Se a Anitta correu da cobra nas gravações do clipe original, o bruxo Harry Potter está pronto para enfrentar Voldemort, o vilão da Sonserina, em "Sua Vara", paródia da música "Sua Cara" do Major Lazer em parceria com a Anitta e Pabllo Vittar. No vídeo, atores caracterizados brincam com o universo e termos de Harry Potter na letra que tem "Hoje eu vou quebrar bem a sua vara" no refrão e referências as magias Avada Kedavra durante a letra. O vídeo foi produzido pelo canal Potter Channel, dedicado ao mundo bruxo, do Youtube. Confira:
Pabllo Vittar está vivendo um momento especial na carreira, em alta, a drag queen ocupa dois lugares do top 10 do Spotify nacional. Em meio a hist internacionais, a brasileira conseguiu emplacar duas músicas entre as mais reproduzidas na plataforma streaming. Na parada, o single “K.O” aparece em 5º lugar e "Sua Cara" em 4º.

No Instagram, a cantora comemorou a conquista com os fãs. Sucinta, ela escreveu apenas: “Subiu. 5 lugar bebê”. A música de trabalho da artista, “K.O”, subiu 3 posições, passando da oitava para a quinta colocação, e a parceria de Major Lazer com Pabllo e Anita teve um acréscimo de duas posições, ficando em quarto.
Um dia após divulgar sua primeira música em espanhol (clique aqui), Anitta tem sua voz em mais um lançamento, nesta quinta-feira (1º). Junto com Pabllo Vittar, a cantora fez uma participação na faixa "Sua Cara", lançamento do trio de música eletrônica Major Lazer, formado pelos DJs Diplo, Jillionaire e Walshy Fire. Com forte batida eletrônica e grande apelo para animar a balada, a música conta com letra totalmente em língua portuguesa. “Eu tô linda livre leve e solta/ doida pra beijar na boca (...) Bem na sua cara / Eu vou rebolar bem na sua cara”, dizem alguns versos.
Confira a nova música:
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Dr Kakay
"Não se pode fazer uma medida simplesmente com base em delação".
Disse o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay ao criticar a decisão que autorizou mandados de busca e apreensão contra o senador Ciro Nogueira (PP) no âmbito da Operação Compliance Zero.