Artigos
O Paraguaçu sob ataque
Multimídia
Alex Santana revela convite de ACM Neto para assumir secretaria
Entrevistas
Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
mafia dos anestesistas
A investigação que resultou na Operação Toque de Midaz revelou um esquema de monopólio da anestesiologia no Distrito Federal na última semana. A ação contou com mandados de busca e apreensão entre os principais dirigentes da cooperativa por suspeita de crimes como organização criminosa, formação de cartel, constrangimento ilegal e lavagem de dinheiro.
No entanto, foram encontrados indícios de casos semelhantes à “máfia da anestesia” em outros locais do Brasil, em uma possível articulação nacional entre cooperativas estaduais.
Segundo publicação do Metrópoles, as apurações indicaram que anestesistas de fora de Brasília também foram pressionados a não trabalhar em hospitais locais. Um dos episódios teria ocorrido com um profissional do Espírito Santo, que teria sido advertido por um representante de uma cooperativa daquele estado a se retirar de uma unidade de saúde. Isso porque, o hospital rompeu relações com o grupo dominante da capital federal. O intuito era boicotar a entidade.
De acordo com a publicação, outras cooperativas em diferentes estados estariam atuando da mesma forma, mantendo contato e se articulando para impor tabelas de preços, retaliar profissionais que atuam de forma independente, entre outras práticas ilícitas no segmento.
As suspeitas estão relacionadas à práticas anticompetitivas identificadas pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a exemplo de cartel e abuso de poder econômico.
Outros atos ilícitos ainda apontam “portas fechadas” de hospitais para novos profissionais, imposição de valores superiores aos parâmetros de mercado e na utilização de ameaças e constrangimento para manter o controle do segmento.
Grupos exclusivos foram formados em hospitais para impedir a chegada de novos anestesistas, além do uso de cotas milionárias para ascensão na cooperativa e o boicote a instituições que querem encerrar acordos com o sistema vigente. Aumento dos custos para planos de saúde, hospitais e consumidores e restrição a qualidade e o acesso aos serviços médicos, foram alguns dos impactos ocorridos por conta dessas ações.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.