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O maestro paulista Roberto Tibiriçá faleceu na madrugada deste sábado (3), em São Paulo, aos 72 anos. O regente estava internado na capital paulista em decorrência de um câncer. Desde 2022, ele exercia os cargos de regente titular e diretor musical da Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP).
A última apresentação de Tibiriçá ocorreu em 16 de julho de 2026, na cidade de Londrina (PR), quando esteve à frente da OSP durante o concerto do projeto Guaíra para Todos. A morte do artista gerou reações da OSP, da Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) e do Teatro Guaíra. Em homenagem, Cleverson Cavalheiro, diretor-presidente do Centro Cultural Teatro Guaíra, destacou que o legado do maestro permanecerá vivo em cada músico, concerto e pessoa tocada por sua música.
Com mais de quatro décadas de carreira dedicada à música clássica, Roberto Tibiriçá iniciou seus estudos musicais como pianista aos oito anos de idade. Posteriormente, aprofundou-se no estudo de regência com o maestro Eleazar de Carvalho, com quem trabalhou ao longo de 18 anos na Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp).
Sua atuação internacional inclui o trabalho como regente assistente no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa (entre 1984 e 1985), e o comando de conjuntos como a Orquestra Metropolitana de Lisboa. No Brasil, liderou diversas instituições de relevância nacional, como a Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) e a Orquestra Sinfônica Petrobras Pró Música.
A partir de 1974, Tibiriçá atuou como diretor artístico em gravadoras brasileiras, onde exerceu papel pioneiro na gravação de repertório erudito. Entre suas realizações fonográficas está a produção do único LP gravado no Brasil pela pianista Guiomar Novaes, exclusivamente com músicas brasileiras, registrado no Museu de Arte de São Paulo (Masp). No final dos anos 1980, fundou a Orquestra Nova Filarmonia, em São Paulo, grupo que acompanhou o tenor italiano Luciano Pavarotti.
O maestro e compositor baiano Letieres Leite morreu nesta quarta-feira (27), aos 61 anos. De acordo com o G1, a informação foi confirmada pela produção do artista, mas ainda não há detalhes sobre a causa do falecimento.
Letieres dos Santos Leite nasceu em Salvador, em 8 de dezembro de 1959. Compositor e arranjador, em 2006 ele criou a Orkestra Rumpilezz, orquestra de percussão e sopros baiana, que incorpora a música ancestral afrobrasileira ao jazz.
Ao longo de décadas de sua trajetória artística, Letieres acompanhou como percussionissta e saxofonista diversos nomes da música brasileira, a exemplo de Elba Ramalho, Lulu Santos, Timbalada, Daniela Mercury e Ivete Sangalo.
A atriz estadunidense Viola Davis repostou nesta terça-feira (29), em suas redes sociais, um vídeo do maestro brasileiro João Carlos Martins. O registro emocionante conta a história de vida do músico, que conseguiu recuperar os movimentos das mãos após a utilização de luvas especiais que permitiram que pudesse retomar a sua atividade como pianista.
"Isto", escreveu a atriz na legenda do vídeo em que João Carlos Martins aparece chorando enquanto toca uma música de Bach no piano. O maestro sofre de uma doença chamada Contratura de Dupuytren, a mesma que acometeu o artista e inventor iluminista Leonardo da Vinci.
O texto que acompanha a publicação, feita originalmente pelo perfil da Tchaikovsky Competition, comenta sobre a história de superação de Martins, que foi submetido a diversas cirurgias antes de ter a luva desenvolvida pelo designer industrial Ubiratan Bizarro Costa.
"Não desista, apesar de todas as dificuldades", diz o post, adicionando que agora "Martins precisa se acostumar com a nova invenção", mas tem certeza que em breve poderá fazer shows e gravar peças novamente.
O próprio João Carlos Martins comentou, em inglês, a publicação de Viola. "Eu não acredito! Que honra! Você é minha convidada em 27 de outubro de 2021, no Carnegie Hall, para comemorar os 60 anos da minha primeira aparição no Carnegie", convidou.
Morreu nesta terça-feira (7), aos 94 anos, o Seu Vavá. Batizado oficialmente como Waldemiro Guilherme de Santana, ele era uma figura estimada na localidade do Candeal. Conhecido pela sua atividade musical, Vavá era ex-tenente do exército e lutava contra um câncer.
Músico da Timbalada e pai da cantora Daúde, o ex-militar era chamado de "maestro" por Carlinhos Brown. Foi através de mestres como Vavá que a vida musical de Carlinhos teve início.
Seu Vavá integrou a Banda de Música Maestro Wanderley, da Polícia Militar da Bahia, e estudou saxofone na Universidade Federal da Bahia (UFBA). O músico tinha uma estátua em homenagem a si mesmo erguida em sua casa.
Conforme noticiou a TV Bahia, Seu Vavá foi sepultado na tarde de hoje no Cemitério do Campo Santo, no bairro da Federação.
Autor de trilhas sonoras de clássicos do cinema mundial, tendo conquistado dois Oscars, o maestro e compositor italiano Ennio Morricone morreu aos 91 anos, nesta segunda-feira (6), na Itália. Segundo a agência Reuters, o músico estava internado em uma clínica em Roma há alguns dias, após ter caído e fraturado o fêmur.
A informação sobre a morte foi confirmada pelo advogado e amigo da família, Giorgio Assuma. Segundo ele, Morricone morreu "em 6 de julho, consolado pela fé". O advogado informou ainda que o artista permaneceu "totalmente lúcido e com grande dignidade até o último momento".
Nascido em em 10 de novembro de 1928, em Roma, Ennio Morricone começou a compor aos seis anos de idade. Em 1961, ele estreou no cinema com a música de “O Fascista”, filme de Luciano Salce. O músico italiano assinou a trilha de dezenas de obras, a exemplo de "O Bom, o Feio e o Mau", "Cinema Paradiso" e "A Missão".
O reconhecimento do trabalho lhe rendeu um Oscar honorário por sua carreira musical, no ano de 2007. Já em 2016, Morricone levou o Oscar pela trilha sonora do longa-metragem "Os Oito Odiados", de Quentin Tarantino. Segundo o Estado de S. Paulo, há poucos dias ele havia sido laureado com o Prêmio Princesa das Astúrias de Artes da Espanha.
A partir da próxima quinta-feira (25), às 16 horas, o maestro e instrumentista Luciano Calazans retomará o projeto “É Mais Em Baixo”, lançado originalmente em 2017. A iniciativa, que é em formato de programa musical, acontecerá no perfil oficial do artista no Instagram (clique aqui).
Através de entrevistas transmitidas ao vivo pela rede social, Calazans dará espaço a outros artistas, que buscam novos meios de divulgação da arte, em meio ao período de pandemia que parou o setor cultural. Sempre às quintas-feiras, o espaço estará aberto para novos talentos e também para aqueles que já possuem experiência no meio artístico.
“A ideia de resgatar o projeto é de mostrar os talentos de pessoas da arte que estão sofrendo com a pandemia e não possuem ‘holofotes’ por assim dizer [...] Na realidade, acho que todos precisam mostrar suas artes como uma forma valiosa e robusta de oração, prece, seja o que for”, reflete Luciano.
SERVIÇO:
O QUE: Projeto “É Mais Em Baixo”
QUANDO: A partir do dia 25 de junho, às 16 horas - sempre às quintas-feiras
ONDE: Instagram (@luciano_calazans)
Readaptando a parceria dos palcos, o cantor Alceu Valença e a Orquestra Ouro Preto lançaram, neste final de semana, o primeiro clipe do projeto “Valencianas em casa”. Ao som de “Tomara”, composição que comunica com a esperança de superar os tempos de pandemia, o pernambucano dividiu o comando do clipe com o maestro Rodrigo Toffolo.
Junto com os músicos que integram a orquestra, Alceu e Rodrigo vão lançar outros três atos que compõem a iniciativa. Com versos criados há 30 anos, a canção integrará o disco “Valencianas II”, que tem previsão de lançamento para o final de 2020 e faz parte da continuação do projeto iniciado em 2015 com o disco “Valencianas”.
"A ideia era lançar o concerto em ao vivo, mas com as restrições tão importantes do isolamento social, temos buscado nos reinventar com o ‘Valencianas em Casa’. Fizemos um mergulho na obra de Alceu para mostrar a profundidade, a beleza de sua obra, mostrando essa faceta tão bonita da música brasileira que tem mexido com gerações", destacou Toffolo.
Alceu, por sua vez, reflete positivamente sobre a mensagem reforçada pela canção e interpreta que os versos, mesmo feitos há 30 anos, diz muito mais a respeito de hoje do que do passado.
"Ainda precisamos preconizar uma nação solidária e sem preconceitos neste país tão desigual. Há um verso que se adequa ainda mais a estes tempos do que no período em que foi escrito: ‘que tudo o que nos separa / não frutifique, não valha’. Queremos nos reunir todos juntos novamente e tenho certeza de que isso acontecerá em breve", disse.
Confira o clipe:
À frente da Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba) há seis anos, o maestro Carlos Prazeres ministra, nesta terça-feira (11), o workshop “O Olhar do Maestro”, a partir das 19h, na Caixa Cultural Salvador. A atividade formativa tem como objetivo desvendar o universo da música de concerto, abordando temas como história, noções de regência, composição e interpretação. Para garantir uma das 20 vagas, os interessados podem se inscrever presencialmente, a partir das 18h, no dia do evento.
Como parte do projeto Concerto nas Igrejas, o Coral Ecumênico da Bahia (CEB) apresenta um concerto gratuito neste domingo (19), das 11h às 12h, no Museu da Misericórdia, no Pelourinho. Sob regência do maestro Jean Prado, o grupo é formado por voluntários de diversas tradições religiosas e não religiosos, tendo como proposta cantar a diversidade cultural e a pluralidade religiosa do Brasil e do mundo. O programa passa por composições das mais diversas religiões, como budista, espírita, católica, judaica, até clássicos da música erudita e da MPB. No repertório estão Guru Grahma (Mantra Hindu); Ave Verum Corpus (Mozart); Eyli, Eyli (Tradição Judaica); Domine Fili (A. Vivaldi); Encontros e Despedidas (Milton Nascimento e Fernando Brant) e Girassol (Tony Garrido e Pedro Luís).
Serviço
O QUÊ: Concerto gratuito o Coral Ecumênico da Bahia
QUANDO: Domingo, 19 de março, das 11h às 12h
ONDE: Museu da Misericórdia
VALOR: Grátis
Serviço
ONDE: Caixa Cultural Salvador, Rua Carlos Gomes, 57, Centro
Para ele, funciona como se o ritmo tivesse um prazo de validade. "Você não precisa fazer um grande cálculo matemático para saber que se você só retira, em algum momento, vai faltar. Não houve renovação", acrescentou.
Ao comentar a história e o quadro atual do axé, o maestro destaca que ela não deve ser vista como um ritmo ou gênero. "Não existe. Posso afirmar categoricamente. Qualquer ritmo que você cite no axé music tem origem numa linha ancestral. Se você fizer uma música cujo toque seja o ijexá, ela estará ligada ao candomblé, assim como o samba reggae tem sua história. Todos esses ritmos foram postos no mesmo cesto e passaram a ser denominados axé. Não é possível dizer 'vou ali tocar um axé', enfatizou.
Apesar das críticas, o maestro admite que a própria Orkestra Rumpilezz, sob sua regência, se apropria dessas matrizes, que nas palavras dele são "patrimônio da diáspora negra" que resultou na música baiana e das Américas. "Quando ouço alguém falar no novo ritmo do verão, sinto calafrios", confessou.
No concerto festivo, será a primeira vez que uma formação orquestral da Bahia irá executar a Quinta Sinfonia de Gustav Mahler. A estreia baiana será uma homenagem do Neojiba ao músico, maestro e professor alemão Hörst Schwebel, que faleceu em setembro. “Nessa obra monumental, nossos jovens transmitirão todo o respeito, carinho e admiração pelo grande trompetista e amigo que Hörst Schwebel foi e sempre será para todos nós”, afirma Ricardo Castro, diretor fundador do programa, que recebeu na última semana a Comenda Dois de Julho.
A Orquestra Juvenil da Bahia e os coros Sinfônico, Juvenil e Infantil do NEOJIBA reapresentarão os melhores trechos da obra Carmina Burana do compositor alemão, Carl Orff. A regência fica por conta do maestro venezuelano Eduardo Salazar. A celebração do Neojiba conta com a presença da Orquestra Juvenil da Bahia, Coro Sinfônico, Coro Juvenil e Coro Infantil do NEOJIBA, além da Banda da Paz, Orquestra Juvenil de Feira de Santana, Orquestra Castro Alves e Orquestra Santo Antônio.
A convite do Governo do Estado da Bahia, Castro criou o Neojiba, um programa pioneiro no Brasil que completa oito anos de existência no mês de outubro e que utiliza o ensino e a prática coletiva da música como ferramentas para promover a integração, inclusão e o desenvolvimento social de crianças e jovens baianos. Atualmente o projeto beneficia cerca de 4.600 crianças, adolescentes e jovens, a maioria em situação de vulnerabilidade social, e atua em dez bairros da capital baiana com Bases Comunitárias de Segurança e mais 21 cidades do interior do Estado.
“Num tempo de avanço das forças conservadoras onde a pauta política se volta para a criminalização da juventude, com ações iguais à redução da maioridade penal, Ricardo Castro e o Neojiba caminham no sentido oposto. Ricardo Castro trilhou o caminho da oportunidade, da convivência entre diferentes, da solidariedade, da responsabilidade social e do amor à humanidade”, destacou o presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputado Marcelino Galo, autor do projeto que concedeu a honraria ao maestro.
“O maior paradoxo da minha vida foi ter criado o Neojiba, programa para crianças e jovens, a maioria em situação de vulnerabilidade social. Ouvi de muita gente que isso não daria certo na Bahia, mesmo assim criamos”, recordou Castro, antes de refletir. “Receber a mais alta condecoração que alguma entidade nos concede pode dar aquela sensação de ter chegado no topo da montanha. De dever cumprido. Mas, e depois? O caminho aqui ainda será longo, e a luta feroz. O acesso a essas linguagens artísticas não pode continuar a ser um privilégio de poucas pessoas ditas talentosas, profissionais, mas que na verdade são privilegiadas”, finalizou o maestro.
Também prestigiaram a homenagem, os ex-governadores da Bahia Roberto Santos e Waldir Pires e o secretário de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social, Geraldo Reis.

Rafael Bastianelli segue os passos do avô e aos 11 anos toca violoncelo em orquestra

Piero Bastianelli, nascido na Itália em 1935, veio para o Brasil na década de 60, a convite da Universidade baiana, para compor o quadro docente dos Seminários Livres de Música, depois transformado na Escola de Música da Ufba, onde chegou a ocupar os cargos de Chefe de Departamento, Vice-Diretor (1990-1992), Diretor (1980-1984), Coordenador do Colegiado de Curso de Instrumento (1998-2002), além de Pró-Reitor de Extensão (1984-1988). Radicou-se em Salvador e consolidou sua carreira na instituição, onde dedicou 44 anos ao ensino, pesquisa e extensão, mesmo tendo recebido diversos convites para trabalhar em instituições dos Estados Unidos, Alemanha e até para voltar ao seu país de origem. “Minha mãe queria que ele fosse, mas ele sempre dizia não. Não queria sair daqui e dizia que aqui ainda tinha muita coisa para fazer e lá já estava tudo feito”, conta Luciana. Além de mais de quatro décadas dedicadas à docência na Escola de Música da Ufba, Bastianelli foi responsável pela criação da Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba). “Ele que fez todo o projeto da orquestra. Ele levou ao Ministério da Educação na época. Ele idealizou e fez todo o projeto, que dizia quantos músicos precisavam, quanta verba era necessária. A aprovação veio em decorrência disso”, conta a filha do maestro, que atuou como regente convidado da Osba, tendo realizado concertos com artistas de renome internacional, tais como Paul Badura-Skoda, Luciano Pavarotti, Claudio Cruz, Maria João Pires e Ricardo Castro.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Carlos Viana
"Agora, imagina se fosse alguém da direita. Uma cantora fazendo lá o 22 no palco. Seriam pelo menos 24 horas para se explicar, depois multa, prisão, condenação e Deus sabe o que mais de perseguição".
Disse o senador e candidato à reeleição por Minas Gerais, Carlos Viana (PSD) ao afirmar que vai denunciar a cantora baiana Ivete Sangalo por suposta promoção de “showmício” ao declarar apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por meio de um gesto com as mãos. O parlamentar confirmou a denúncia em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (29).