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mae carmen
A missa de sétimo dia pela morte de Mãe Carmen de Oxaguian foi realizada na sexta-feira (2), em Salvador. A celebração ocorreu na Igreja Nossa Senhora da Vitória e reuniu familiares, filhos e filhas de santo, representantes de comunidades de matriz africana e admiradores da trajetória religiosa e social da ialorixá.
Segundo o g1, a cerimônia foi organizada pelo Ilé Ìyá Omi À?? Ìyámase, conhecido como Terreiro do Gantois, em parceria com a Associação de São Jorge Ebé Oxóssi.

Foto: Reprodução/TV Globo
Mãe Carmen morreu no último dia 26 de dezembro, aos 98 anos. Ela estava internada havia duas semanas no Hospital Português, em Salvador, em decorrência de complicações causadas por uma forte gripe.
A ialorixá foi a quinta dirigente do Terreiro do Gantois. Iniciada no candomblé aos 7 anos de idade, ela assumiu a liderança da casa religiosa em 2002. Antes dela, estiveram à frente do terreiro Maria Júlia da Conceição Nazareth (1849–1910), Pulchéria Maria da Conceição Nazareth (1910–1918), Maria Escolástica da Conceição Nazareth (1922–1986) e Cleusa Millet (1989–1998).
Nascida em 1926, Carmen Oliveira da Silva era a filha mais nova de Maria Escolástica de Conceição Nazareth, conhecida como Mãe Menininha do Gantois, uma das mais importantes ialorixás da história do candomblé na Bahia.
Ao longo de 23 anos à frente do terreiro, Mãe Carmen foi responsável pela preservação de tradições religiosas, culturais e ancestrais do candomblé, além de desenvolver ações socioeducativas junto à comunidade do Gantois. Também promoveu iniciativas culturais voltadas à valorização da memória da religiosidade de matriz africana, como cursos de ritmos e toques, dança e bordados tradicionais.
Em reconhecimento à sua trajetória, recebeu, em maio de 2023, a comenda Maria Quitéria, concedida a mulheres que se destacam por serviços prestados a Salvador ou à Bahia.
Em maio de 2010, foi homenageada com a Medalha dos 5 Continentes ou da Diversidade Cultural, concedida pela Unesco.
Mãe Carmen também foi homenageada com a música A Força do Gantois, composta pelo sambista Nelson Rufino e lançada em agosto de 2011.
Durante o já tradicional Pôr do Som, no Farol da Barra, em Salvador, Daniela Mercury prestou uma homenagem à Mãe Carmen de Oxaguian. O evento, gratuito e realizado nesta quinta-feira (1º), reuniu milhares de pessoas no local.
Mãe Carmen de Oxaguian, ialorixá do Terreiro do Gantois (Ilé Ìyá Omi À?? Ìyámase), morreu no dia 26 de dezembro passado, vítima de uma forte gripe.
A líder religiosa era uma das referências do candomblé na Bahia. Ao abrir a festa, Daniela trouxe canções que reverenciam os orixás, como “Meu Pai Oxalá” e “É Terreiro”, marcando o tom espiritual e cultural da noite. Segundo o g1, durante o show, a artista destacou a força feminina ao apresentar a música “Maria Padilha abre o caminho”. “Ela fala da força da mulher, de uma mulher poderosa. É assim que a gente começa o ano”, afirmou Daniela Mercury.
O Pôr do Som contou com abertura de Gabriel Mercury e participações especiais de Ivete Sangalo, Geraldo Azevedo, Vana Abreu, Família Mercury e do grupo Samba Gringa. Em edições anteriores, o evento já reuniu multidões e marcou celebrações importantes, como os 40 anos do axé music, os 75 anos do trio elétrico e os 40 anos de carreira de Daniela Mercury.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Bruno Monteiro
"É um momento muito auspicioso para as artes na Bahia".
Disse o secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro citando o retorno da Sala Principal do Teatro Castro Alves, previsto para o 1º semestre deste ano e apontando para o incentivo à arte na base, por meio da formação de novos talentos.