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Artigos

Paulo Avena
O mar como indústria: uma oportunidade para a Bahia
Foto: Divulgação

O mar como indústria: uma oportunidade para a Bahia

Quando pensamos na vocação econômica da Bahia, é impossível ignorar o mar. Temos mais de mil quilômetros de litoral, clima favorável durante praticamente todo o ano, uma baía totalmente navegável e uma relação histórica com a navegação. Poucos lugares no Brasil possuem condições tão favoráveis ao desenvolvimento da economia náutica.

Multimídia

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

machismo estrutural

Machismo na trilha: Guias mulheres da Chapada Diamantina relatam assédio e enfrentam boicote profissional
Foto: Acervo pessoal/ Joana Vilarinhos

A Chapada Diamantina, referência em turismo de aventura, revela um cenário complexo para as mulheres que atuam na linha de frente do ecoturismo. Longe da narrativa da aventura perfeita, a realidade das guias é marcada pelo silenciamento sistêmico, onde o assédio, o boicote profissional e a descredibilização técnica formam uma barreira que muitas vezes torna invisível o trabalho daquelas que conduzem visitantes por trilhas, travessias e até mesmo em situações de combate a incêndios.  

 

A guia de ecoturismo Patrícia Ferreira relata que existem regras informais, impostas pela sociedade, que tentam limitar a presença feminina no setor. "Quando conseguimos superar barreiras e ocupar espaços, ainda nos é exigida uma feminilidade performática. Existe uma preferência nítida das agências por guias homens, especialmente em travessias longas, sob a justificativa de que exigem maior esforço físico. Quando adoto uma postura firme e direta, sou rotulada como agressiva ou problemática; o interesse é que eu mantenha o silêncio e não apresente senso crítico". A profissional acrescenta que a desigualdade reflete na remuneração: "Frequentemente, temos que provar o dobro da competência para receber a metade da remuneração".  

 


Patrícia Ferreira relata desigualdade no tratamento entre homens e mulheres | Foto: Acervo pessoal

 

O peso dessa descredibilização também é sentido pela guia de ecoturismo Joana Vilarinhos. "Existe uma preferência das agências por guias homens para liderar grandes grupos e travessias longas, baseada em uma visão de força braçal. Essa percepção associa a capacidade de liderança a um visual imponente, com homens altos e fortes. Já presenciei turistas ficarem desorientados ao descobrirem que uma mulher lideraria a expedição, como se a capacidade técnica fosse relativa à aparência física ou à massa muscular". Além das dificuldades técnicas, Joana descreve um ambiente onde o silêncio é uma moeda de troca: "Há um esforço visível por parte de alguns setores para camuflar denúncias de assédio. Já fui abordada com o argumento de que falar sobre feminismo ou assédio no ecoturismo 'assusta o turista' e prejudica o setor. Minha posição é a de que o que afasta o turismo não é a denúncia, mas a falta de controle de profissionais que desrespeitam as normas de conduta".  

 


Patrícia Ferreira denuncia preferência de agências por guias homens | Foto: Acervo pessoal

 

Nas sombras desse cenário, o silêncio ecoa com a mesma intensidade das vozes que conseguimos registrar. A recusa de diversas profissionais em falar abertamente sobre o tema, revela que não estamos diante de uma lacuna de conteúdo, mas por uma barreira imposta pelo medo. Esse silêncio forçado ilustra um ambiente de censura e retaliação, onde a pressão exercida por operadoras e colegas de profissão atua como uma engrenagem de controle, punindo quem ousa questionar a estrutura vigente e tornando a denúncia um ato de rara coragem. 

 

A ausência de segurança em territórios remotos é outra faceta dessa jornada solitária das mulheres na Chapada. A guia de ecoturismo Izabelle Brandão aponta que, diante da falta de protocolos formais de proteção, a estratégia de defesa acaba sendo individual. "Até o momento, não conseguimos estruturar um protocolo de segurança coletivo para enfrentar situações de invasão ou assédio. Atualmente, a estratégia mais eficaz que adotamos é o registro em vídeo, que serve como uma garantia de direito em casos de desrespeito ou comportamento inadequado". Izabelle ainda pontua como o preconceito se infiltra até nos espaços que deveriam ser de apoio:

 

 "Já fui questionada em minha autoridade técnica, não apenas no trekking, mas também no combate a incêndios, partindo de outras mulheres. Infelizmente, faço parte de uma associação cujo estatuto inclui cláusulas de proteção que eu mesma solicitei, mas as mulheres preferem pedir ajuda aos homens e às brigadas masculinas do que dar ênfase ao conhecimento que possuo desde 2012 em combate a incêndios".  

 


Izabelle Brandão destaca jornada solitária das mulheres na Chapada | Foto: Acervo pessoal

 

Apesar dos obstáculos e do estigma de serem vistas como "problemáticas" por não se submeterem ao status quo, essas mulheres seguem ocupando os caminhos da Chapada Diamantina. O trabalho delas, que une a condução de grupos ao enfrentamento diário de um machismo estrutural, desenha um cenário onde a beleza das trilhas contrasta com a dura realidade de quem, para guiar o caminho dos outros, precisa primeiro abrir o seu próprio espaço no mercado.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
O primeiro turno das eleições apresentaram aos políticos que é tempo de recomeçar. Ou ao menos reatar o que estava adormecido, como no caso do Soberano, que reatou com os Bolsonaro, apoiando o 01 do Capitão. Fez questão de levar os apoiadores para não dizerem que vai só leva um voto. Melhor dividir a responsabilidade mesmo... Além disso, por falar em recomeçar e resgatar o tempo perdido, veja Regis Redondo: passou a agonia de eleição e já voltou a vida fitness. Suspeito que esteja querendo que eu volte a chamá-lo de Sandrinho Light. Siga firme que penso em seu caso.

Pérolas do Dia

Rosemberg Pinto

Rosemberg Pinto
Foto: Divulgação AL-BA

“O governador não ligou para nenhum partido para falar sobre esse tema. O governador respeita as posições das diversas instituições. AL-BA, Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Defensoria Pública, ele sempre foi muito respeitoso por conta de definições internas. O governador, na reunião ontem, pediu: ‘Qualquer tipo de divergência que tiver em qualquer local, deixa terminar o segundo turno para focar nisso". 

 

Disse o líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), deputado estadual Rosemberg Pinto, negou os rumores de que o governador Jerônimo Rodrigues (PT) teria determinado o fim dos acordos entre partidos da base governista em torno da candidatura da deputada Ivana Bastos (PSD) à Presidência da Casa.
 

Podcast

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda

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O pesquisador trará um panorama detalhado do mapa eleitoral desenhado pelas urnas, o peso das redes sociais na definição dos votos nas disputas majoritárias e proporcionais, além dos cenários e tendências políticos para a Bahia e o Brasil nos próximos anos.

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