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Antonio Paulo de Oliveira Furlan (PSD), prefeito de Macapá, renunciou ao cargo nesta quinta-feira (5) após ser alvo de uma operação da Polícia Federal. Furlan já havia sido afastado por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) após suspeita de fraudes em licitações, mas atribuiu a renúncia a sua candidatura ao governo do estado.
De acordo com informações da coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, o pedido de renúncia foi formalizado em ofício enviado à Câmara Municipal de Macapá na manhã de hoje.
O afastamento desta quarta-feira (4) foi parte da investigação da Operação Paroxismo, que apura um esquema de fraudes em licitações da saúde. No entanto, ele justificou a renúncia como exigência legal para disputar o cargo de governador do Amapá nas eleições de 2026.
Na ação, o vice-prefeito Mário Neto e a secretária municipal de Saúde, Erica Aymoré, também foram afastados dos cargos.
O prefeito do Amapá, Dr. Furlan (PSD) e o vice-prefeito, Mario Neto (Podemos), foram afastados do cargo por 60 dias após operação da Polícia Federal que afastou servidores e determinou o cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão. As informações são do G1.
A secretária de saúde, Erica Aymoré e o presidente da comissão permanente de licitação da prefeitura também foram afastados temporariamente. A ação compõe a segunda fase da operação Paroxismo e foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (4).
Endereços ligados ao prefeito da capital foram alvo de mandados de busca e apreensão. A polícia investiga um possível esquema de fraude em licitação para execução das obras do Hospital Geral Municipal de Macapá.
De acordo com as investigações, há indícios de um esquema criminoso envolvendo agentes públicos e empresários, voltado ao direcionamento da licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro. O contrato foi firmado pela Secretaria Municipal de Saúde de Macapá.
Em entrevista nesta quarta-feira (12) à Rádio Diário FM de Macapá (AP), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que não vai “fugir pra Miami” caso perca a próxima eleição, em 2026, e que vai ficar no Brasil e passar a faixa ao seu adversário caso seja derrotado. quem o derrotar. O comentário se refere à atitude tomada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que no penúltimo dia de seu mandato, em 30 de dezembro de 2022, viajou para Orlando, nos Estados Unidos, e não passou a faixa para Lula na posse, realizada dia 1º de janeiro de 2023.
“Não quero fugir para Miami, não quero deixar de colocar uma faixa no presidente que ganhar as eleições, não. Quero respeitar o resultado eleitoral e, se alguém ganhar, vou lá entregar a faixa”, disse o presidente.
Ainda sobre esse assunto, Lula disse na entrevista que respeitará o resultado das eleições mesmo que não saia vencedor. O presidente afirmou ainda que seu desejo é “descer a rampa de cabeça erguida”, após ter cumprido a suas promessas de campanha.
“Eu tenho dois anos muito primorosos na minha vida. Talvez os dois anos mais importantes da minha vida porque eu acho que preciso entregar tudo aquilo que prometi para o povo. E eu quero entregar porque eu quero sair de cabeça erguida como eu entrei, de cabeça erguida descer a rampa e cumprimentar o povo”, afirmou.
Em outro momento da entrevista, o presidente Lula disse que em seu governo pretende criar oportunidades para a população prosperar.
“Eu quero o Brasil como uma sociedade empreendedora, uma sociedade otimista, eu quero uma sociedade de classe média. Nesse país é proibido proibir as pessoas de sonhar. As pessoas sonham e cabe ao governo tentar fazer com que esse sonho se tornar realidade, não fazendo o sonho acontecer, mas criando oportunidades para que as pessoas possam conseguir realizar os seus sonhos”, disse o presidente.
Outro ponto salientado pelo presidente Lula em sua entrevista foi a defesa da exploração de petróleo na margem equatorial do Amazonas. Lula criticou a demora do Ibama em decidir sobre a autorização para a exploração de petróleo na região.
"Se depois a gente vai explorar é outra discussão. O que a gente não pode ficar é nesse lenga-lenga. O Ibama é um órgão do governo parecendo que é um órgão contra o governo", concluiu Lula na entrevista à rádio de Macapá.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.