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macaco
A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) suspendeu por quatro meses o atacante Eduardo Conceição, da Seleção Brasileira sub-17, por infração ao artigo 149 do regulamento disciplinar do Sul-Americano da categoria, relacionado a casos de discriminação. A punição foi aplicada pela Comissão Disciplinar da entidade após episódio ocorrido durante a competição disputada em abril, no Paraguai.
Além da suspensão, a Conmebol solicitou à FIFA que a sanção tenha validade mundial, o que impediria o atleta de atuar tanto pela seleção quanto pelo Sociedade Esportiva Palmeiras durante o período. A Confederação Brasileira de Futebol já apresentou recurso contra a decisão.
O caso aconteceu na vitória do Brasil por 3 a 0 sobre a seleção argentina, pelas quartas de final do torneio. Durante o segundo tempo, Eduardo acusou o meia Benítez de racismo. O árbitro paraguaio David Ojeda, no entanto, não acionou o protocolo antirracismo previsto pela entidade.
Após marcar o terceiro gol brasileiro, o atacante fez um gesto imitando um macaco em forma de protesto, atitude que também entrou na análise disciplinar da Conmebol.
A entidade aplicou a mesma punição ao argentino Benítez, igualmente enquadrado no artigo 149. De acordo com a imprensa argentina, a federação local também recorreu da decisão.
Caso as suspensões sejam mantidas, os dois atletas podem desfalcar suas seleções durante a preparação para a Copa do Mundo Sub-17, marcada para novembro, no Catar.
Aos 16 anos, Eduardo Conceição é considerado uma das principais promessas das categorias de base do Palmeiras. Recentemente, o clube recusou uma proposta estimada em R$150 milhões pelo jogador.
Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) recomendou nesta quarta-feira (13) à Secretaria Municipal de Educação de Contendas do Sincorá, no sudoeste baiano, junto a diretoria da Escola Santa Luzia a instauração de uma sindicância para apurar um caso de suposto racismo de uma professora contra um aluno, ocorrido em abril de 2024.
Na ocasião, ainda em outubro de 2022, o MP-BA ofereceu denúncia contra a professora, que tramita na Vara Criminal da Comarca de Ituaçu. Segundo o documento, no dia 18 de abril de 2024, na Escola Municipal Santa Luzia, a professora injuriou o aluno, chamando-o de "macaco", ofendendo sua dignidade ou decoro em razão de raça.
A vítima estava no palco do colégio, enquanto a professora tirava fotos de vários alunos. O aluno não quis ser fotografado e se escondeu, momento em que a professora teria dito: "Olha aí como está escondido, sai daí seu macaco". O aluno afirmou ter se sentido ofendido com as palavras, pois a professora o xingou de "macaco" com semblante fechado. Além disso, após o ocorrido, outros alunos passaram a chamá-lo da mesma forma.
A recomendação, emitida solicita que sejam ouvidas formalmente a vítima, eventuais testemunhas e a servidora investigada, observando as formalidades legais e encaminhando à Promotoria de Justiça de Ituaçu, no prazo de 30 dias, cópia do ato de instauração do procedimento e informações sobre as providências adotadas.
O MP-BA instaurou o procedimento após receber um relatório do Conselho Tutelar de Contendas do Sincorá, que notificou a suposta prática de racismo da professora contra o aluno.
"A ausência de medidas concretas para apuração formal do caso evidencia um possível racismo institucional, caracterizado pela falha das instituições em prevenir, identificar e corrigir práticas discriminatórias. A inércia administrativa diante de uma denúncia dessa natureza reflete a persistência de uma cultura de tolerância ao preconceito racial, o que compromete a credibilidade da gestão pública e a proteção dos direitos fundamentais", destacou o promotor de justiça Leandro Aguiar.
A 20ª Vara Cível de Brasília determinou o pagamento de indenização com a penhora de parte dos bens da empresária de Itamaraju, Jaqueline Soares de Oliveira, por ter chamado o deputado federal Valmir Assunção (PT) de “macaco” nas redes sociais em abril de 2020. A Justiça mandou avaliar um veículo e a sua penhora para garantir o pagamento da indenização de R$ 11.021,40.
As agressões foram feitas depois que o parlamentar fez uma publicação defendendo a política do então governador Rui Costa (PT) para a instalação de 20 leitos de UTI no Hospital Geral de Itamaraju, no intuito de tratar pacientes com coronavírus no Extremo Sul da Bahia, que foi rejeitada pela Prefeitura.
Por meio de sua conta nas redes sociais, o deputado Valmir Assunção comemorou a decisão da Justiça. “Quero afirmar que jamais devemos aceitar calados um crime. Não admito que eu e meu povo sejamos discriminados pela cor da pele, sermos animalizados e desrespeitados. Ela foi condenada por Injúria Racial, mas se trata de racismo, o mesmo que combatemos com altivez todos os dias”, afirmou o deputado.
Veja:
A empresária de Itamaraju (BA) cometeu ato racista e pagará pelo crime cometido. Que ninguém mais se sinta a vontade para desrespeitar, discriminar e animalizar o povo negro!
— Valmir Assunção (@DepValmir) February 28, 2023
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Alexandre de Moraes
"Teriam desrespeitado decisão do Supremo e, em tese, teriam autorizado pagamentos remuneratórios e indenizatórios superiores aos parâmetros constitucionais fixados".
Disse o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal) ao determinar que os presidentes de sete TJs (Tribunais de Justiça) expliquem indícios de descumprimento à tese da corte sobre os penduricalhos.