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luisao pereira
Morreu em Salvador o músico juazeirense Luis Henrique da Silva Pereira, mais conhecido como Luisão Pereira. O artista enfrentava um câncer de mieloma múltiplo desde 2017. Luisão era cantor e compositor da Música Popular Brasileira, onde foi vocalista da banda Penélope. Em sua trajetória, o cantor obteve indicações a dois prêmios Multishow de Música Brasileira e quatro ao VMB, o prêmio da MTV.
Ele ainda fez parte das bandas Cravo Negro e Dois em Um. O músico também produziu discos ao lado de músicos de sucesso, como Los Hermanos, Nação Zumbi, Elza Soares, Titãs, Paralamas do Sucesso, Leoni e Tom Zé.
Depois de ser diagnosticado com câncer, Luisão Pereira gravou um disco referente ao tratamento da doença, onde registrou canções durante o período de internação. O sepultamento do músico será realizado neste domingo (10), às 16h30, no Cemitério Jardim da Saudade, em Salvador.
Uma potiguar e dois cariocas formam a Banda Pietá, que pela primeira vez se apresenta em Salvador, desta quinta-feira (23) a domingo (26), na Caixa Cultural, com o show de seu primeiro disco “Leve O Que Quiser”. Frederico Demarca, Juliana Linhares e Rafael Lorga se conheceram em 2011, no primeiro ano da faculdade de artes cênicas, no Rio de Janeiro, e entraram para o mundo da música de forma despretensiosa. “A gente fez o primeiro ano de teatro e fez alguns trabalhos juntos, e ai, na afinidade da amizade, teve um dia que a gente se juntou pra fazer um som. Eu fui cantando, era uma coisa que eu fazia em Natal, mas aqui no Rio ainda não estava muito focada, já que vim pra estudar teatro. E ai a gente foi achando que tinha alguma coisa interessante no encontro”, lembra a vocalista sobre a formação do grupo, em 2012. “A gente marcou um dia para o Fred mostrar as composições dele e o Rafa também. E ai a gente ouviu as composições autorais de todo mundo e eu fui aprendendo e cantando. Mas assim, sem pretensão de formar uma banda, de nada. Então o Pietá surge muito disso, despretensiosamente, nesta primeira fase, de composições pré-existentes, que eu fui cantando. Acabou que fui dominando esse canto e essa voz das músicas deles e o trabalho foi crescendo, se encaminhando e ai chegamos no disco, que é o que a gente vai levar pra Salvador”, revela Juliana.
Confira o álbum completo da Pietá:
O trabalho do grupo tem, na sua essência, a vivência dos componentes e o lugar onde cada um nasceu e cresceu, gerando uma identidade própria a partir de várias realidades. “Como eu sou cantora, a questão vocal imprime muito. O fato de eu ser uma voz muito nordestina, no sentido da velocidade do falar, do sotaque, da sonoridade mais metálica, mais lavadeira, além da minha forma de me expressar e tudo que eu trago do Nordeste, acabou influenciando as composições dos meninos”, avalia a artista de Natal. “A gente tinha composições em samba, super carioca, mas na minha voz fica um pouco na contramão do que seria um samba carioca tradicional”, acrescenta, relatando ainda as influências dos companheiros como fatores da identidade musical do Pietá. “O Rafa morou um tempo na serra, e ele é enteado do Cláudio Nucci, que foi do Boca Livre. Então ele tem uma grande referência dessa musicalidade que vem do Cláudio. Já o Fred começou a compor muito novo. Ele cresceu em Guarai e tocava muito samba. E foi também nas quebradas da vida que ele foi compondo e conhecendo os parceiros e trazendo isso pro trabalho”.

Chico César foi um dos artistas convidados para participar do disco "Leve O Que Quiser" | Foto: Reprodução / Facebook
Tais influências estão registradas no disco “Leve O Que Quiser”, que conta com participações do carioca Carlos Malta, por quem o grupo tinha muito interesse por sua competência como arranjador, cantor e compositor; do paulista Cláudio Nutti, considerado o padrinho da banda, por sua proximidade com os integrantes; e do paraibano Chico César, cuja ideia do convite surgiu no processo inicial de planejamento do CD. “A ideia veio quando a gente pensava no disco, em talvez haver uma participação. Queria trazer alguém que a gente achasse que casasse com o projeto, não só na música mas também politicamente, na ideia, no que acredita, e na voz mesmo. A única música que tem participação vocal é uma voz de um nordestino, que tem tudo a ver tanto com o Rafa, como com o Fred, além de mim. Então a gente fez o convite e ele prontamente aceitou”, revela Juliana.
Assim como no disco, os shows realizados em Salvador também terão participações especiais, mas desta vez, de artistas da cena local. Lívia Mattos, Josyara, Larissa Luz e Luisão Pereira foram os escolhidos pela banda Pietá para dividir o palco. “A gente vai receber cada dia uma participação diferente e pretende dialogar com o público de cada uma. Fomos nós que escolhemos [as participações]. A gente foi pesquisando, algumas pessoas a gente já conhecia, outras não. Temos amigos de Salvador, e a gente foi se informando, ouvindo, e ai a gente chegou nestes quatro nomes. Mas Larissa já é uma amiga antiga daqui, e Lívia é uma artista que a gente acompanha há muito tempo. Josyara foi uma surpresa nova e Luisão eu já tinha ouvido falar, já tinha visto ele tocando com Zé Manoel, que é amigo também”, conta a cantora.
SERVIÇO
O QUÊ: Grupo Pietá – Participações de Lívia Mattos, Josyara, Larissa Luz e Luisão Pereira
QUANDO: 23 a 26 de março. Quinta-feira a sábado, às 20h e domingo, às 19h
ONDE: Caixa Cultural Salvador
VALOR: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia)
Em sua estreia em Salvador, o grupo carioca Pietá se apresenta entre os dias 23 e 26 de março, na Caixa Cultural, com ingressos a preços populares. Durante a série de quatro concertos, a banda apresentará o repertório de seu primeiro disco, “Leve O Que Quiser”, e receberá participações especiais de nomes da cena local. Na noite de estreia (23), a acordeonista e cantora Lívia Mattos é a convidada para se apresentar junto ao grupo. Na sexta-feira (24), a cantora juazeirense Josyara faz sua participação especial, já no sábado (25), é a vez de Larissa Luz. O último convidado da temporada é o compositor, músico e produtor musical Luisão Pereira (ex-Penélope), que se apresenta no domingo (26). “Referenciando a canção brasileira, a banda Pietá apresenta um som que transita entre a música regional nordestina e o samba carioca, explorando as sonoridades de um país marcado por fronteiras diluídas”, assim é descrito o trabalho do grupo, formado em 2012 pela vocalista potiguar Juliana Linhares e os músicos cariocas Frederico Demarca e Rafael Lorga. Os ingressos para todas as apresentações serão vendidos a partir das 9h da quinta-feira (23), na bilheteria da própria Caixa Cultural.
Serviço
O QUÊ: Grupo Pietá – Participações de Lívia Mattos, Josyara, Larissa Luz e Luisão Pereira
QUANDO: 23 a 26 de março. Quinta-feira a sábado, às 20h e domingo, às 19h
ONDE: Caixa Cultural Salvador
VALOR: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia)
O setlist escolhido para a gravação será uma compilação de “Agora” (2013) e de “Dois Em Um” (2009), os dois álbuns da dupla. Na sexta, a gravação será interna, num salão do museu e não terá público. No sábado, a gravação será externa e a produção do Natura Musical – edital que promove o DVD – organizou um ônibus para levar alguns convidados e fãs do grupo que participaram do sorteio de ingressos na página do duo no Facebook. “Eu acho que não cabe mais palco, show, plateia. A gente está pensando mais numa construção estética, como se fosse a gravação de um terceiro álbum. Bem mais intimista, mais verdadeiro”, declara.

Foto: Reprodução / Facebook
O disco “Agora” reflete essa ideia. Com letras melódicas e arranjos mais leves, se comparados com o primeiro álbum, Luisão conta que não tinha como ser um disco feliz. “O “Agora” vem de um momento mais difícil porque foi quando eu perdi meu pai. Não tem a “vibe mais alegre que o primeiro disco tem”, diz. O pai de Luisão, o médico Humberto Pereira, faleceu em 2013, vítima de um câncer. A essa fatalidade, Luisão atribui o convite à cantora Tulipa Ruiz para participar da faixa Saturno. “O meu pai gostava muito dela”, lembra. Luisão e Fernanda têm um amizade de longa data com Tulipa. Ele conta que a conheceram antes mesmo dela iniciar sua carreira na música, graças à amizade que mantinha com o irmão dela, Gustavo Ruiz. “A gente praticamente viu Tulipa surgir como cantora, frequentávamos sua casa, isso é muito legal”, afirma.Para Luisão, a proximidade que tem com os artistas participantes do álbum tem tudo a ver com o conceito do grupo. “O Dois Em Um é muito uma coisa de raízes, de verdade, de família”, ressalta. Rebeca Matta, cantora baiana que empresta sua voz à faixa “Às Vezes”, também é amiga de longa data do duo, que participou do DVD dela. Rebeca e Zé Manoel, compositor e pianista pernambucano muito admirado por Luisão, serão os artistas convidados da gravação do DVD.
Apesar das diversas parcerias no álbum – além de Tulipa e Rebeca, há também arranjo do maestro Letieres Leite e composição de Ronaldo Bastos –, Luisão acredita não ter nenhuma influência direta de um estilo musical ou artista. “Como eu e Fernanda sempre tivemos trabalhos muito diferentes, ela da musica erudita, eu do rock, a gente faz uma junção dessas duas coisas”, simplifica. Antes da Dois Em Um, Luisão era integrante da banda de rock baiana Penélope, além de se relacionar com diversos estilos de música através do seu trabalho como produtor. O músico já produziu diversos álbuns, dentre eles o disco “Tudo Está Dito” do baiano Bruno Capinam e o “Acústico MTV” do cantor Marcelo Camelo. Com os Los Hermanos, ele tem relação antiga. Luisão é produtor executivo da turnê do grupo. A habilidade de produtor, como esperada, veio a calhar no Dois Em Um, mas Luisão não gosta de unir as duas funções. “É como se eu escrevesse um texto e me convidasse para corrigir”, compara. Ele conta que dirigiu o primeiro por falta de opção, iniciou a produção do segundo e se envolveu totalmente com a tarefa até prometer para si mesmo nunca mais se autoproduzir e acabar como produtor do DVD. Ainda assim, ele admite que ama trabalhar com produção. “Estúdio é o melhor lugar, onde eu não vejo o tempo passar”, declara.

Foto: Reprodução / Facebook
A banda começou de forma amadora em 2006 ou 2007 – Luisão não lembra exatamente – quando disponibilizaram quatro faixas na antiga rede social de música, My Space. Uma gravadora de New Jersey, cidade dos Estados Unidos, entrou em contato com os dois para saber se tinham um álbum completo, pois tinham interesse em lançar. Eles não tinham, mas Luisão mentiu e rapidamente correu para compor as canções, produzi-las e agarrar essa oportunidade. O álbum foi lançado primeiro nos EUA e chegou ao Brasil com boa aceitação. “A imprensa falou bem, fizemos shows no SESC Pompéia e no Circo Voador, ganhamos prêmios no Bahia de Todos os Rocks (BTR)”, elenca. Em 2008, a dupla venceu os prêmios de “Revelação” e “Melhor Música” pela canção “E Se Chover?”. Já o álbum “Agora”, lançado pelo edital Conexão Vivo, em 2013, teve um processo maior de criação.
Os projetos futuros não foram divulgados. Luisão e Fernanda romperam o casamento de cerca de 10 anos, em 2014, e até a gravação do DVD mantêm a união profissional. “A dinâmica mudou. Os ensaios são em estúdio, os encontros também. O que muda é que não há questões para discutir na hora de dormir, ficou mais profissional e menos pessoal”, explicou. Até o momento, o divórcio não atrapalhou os compromissos profissionais do Dois Em Um. Em novembro, a dupla viaja para São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte para lançar o DVD.
Para Claudia Cunha, que já participou de júris da Funarte, Prêmio Pixinguinha e inclusive do Festival da Rádio Educadora, onde se lançou musicalmente, não existe neutralidade. “Quando surgiram os convites a coisa começou a mexer com minha cabeça. Essa experiência de ter sido avaliada e depois avaliar as pessoas pode parecer estranha para as pessoas. O que procuro é tentar ser o mais justa, o mais fiel com o que está sendo colocado, com honestidade ao talento daqueles trabalhos, sem deixar que nossas relações e gosto musical interfiram tanto”, afirma a cantora.

Evento na manhã desta segunda-feira, com artistas e gestores, marcou o lançamento do projeto. Foto: Lucas Cunha | BN
Mas o Prêmio Caymmi não se resumirá a uma festa no TCA. A programação já começa a partir do próximo dia 12, quando estarão abertas as inscrições para os artistas, que vai até 30 de setembro. Após este período, os materiais enviados serão avaliados por uma comissão julgadora, formada pelos jornalistas Luciano Matos e Hagamenon Brito, e dos músicos Luisão Pereira (Dois em Um, ex-Penélope), Cláudia Cunha e Luciano Bahia. Os membros da comissão irão julgar as produções musicais enviadas, além de também conferir apresentações dos artistas inscritos. A premiação está dividida em três categorias: música, show e videoclipes. Na categoria música, serão disputados os prêmios de Intérprete Vocal, Intérprete Instrumental, Arranjo, Produção Musical e Voto Popular. Já a categoria show terá prêmios para melhor Intérprete Masculino, Intérprete Feminina, Instrumentista, Direção Artística, Direção Musical, Destaque Técnico, Cenário, Produção, Revelação e Voto Popular. Por fim, na categoria videoclipe serão premiadas a melhor Direção, Fotografia, Produção, Roteiro e Voto Popular. O vencedor do “Show do Ano” na Categoria Show, receberá um prêmio em dinheiro no valor de R$ 10 mil. Já os vencedores de “Música Instrumental do Ano” e “Música com Letra do Ano”, da Categoria Música, e de “Videoclipe do Ano”, na Categoria Videoclipe, receberão, cada um, o prêmio em dinheiro no valor de R$ 5 mil. Mais informações podem ser acessadas no site do evento.
Em dezembro do ano passado, quando confirmou participação no festival Abril Pro Rock, em Recife, Rodrigo Amarante sinalizou a possibilidade de se apresentar na capital baiana. No entanto, com o cancelamento da participação do músico no evento, a turnê pelo Nordeste foi adiada.
Não há uma questão legal que vete as empresas em investir em produtos e marcas rentáveis ou limite a participação artistas, mas, para Luisão, “cabe aos patrocinadores terem consciência realmente do que é preciso no cenário cultural brasileiro”.
A realidade parece um contrassenso quando se pensa que os artistas que conseguem o patrocínio frente às grandes empresas possuem forte projeção nacional e são capazes de se auto-sustentar. “São coisas que precisam ser revistas e pensadas por todos, porque as empresas quando patrocinam um show de um artista pela Lei Rouanet não estão usando o dinheiro delas, mas da população, um dinheiro que é nosso”, apontou Luisão. De acordo com o secretário de Cultura, "a Lei Rouanet é muito perversa". "Apenas 5% dos recursos são privados, enquanto 95% são públicos. Então, na verdade, a situação é que se tem uma lei que em vez de incentivar a iniciativa privada para botar dinheiro, ela está fazendo com que o dinheiro público seja decidido pela iniciativa privada, pelas empresas”, detalhou.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Eduardo Leite
"Não estamos diante de uma eleição comum".
Disse o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD) ao anunciar sua pré-candidatura à Presidência. Em "manifesto ao Brasil", o chefe estadual avaliou o cenário nacional e afirmou que o país tem um "problema de direção". Durante o anúncio realizado nesta sexta-feira (6) o gestor também defendeu uma nova relação entre os Poderes e responsabilidade fiscal.