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Artigos

Nágila Maria
Quando o mundo se arma, as mulheres morrem
Foto: Ricardo Filho/ Divulgação

Quando o mundo se arma, as mulheres morrem

O mundo atravessa um tempo de instabilidade profunda. Conflitos armados se prolongam, alianças se reorganizam e discursos de força substituem negociações diplomáticas. A guerra voltou ao centro da política internacional, seja no confronto entre Rússia e Ucrânia, na escalada de violência envolvendo Israel, Hamas e Irã ou nas tensões entre Estados Unidos e China.

Multimídia

Jerônimo garante que chapa não está definida apesar de fala de Wagner

Jerônimo garante que chapa não está definida apesar de fala de Wagner
Durante entrevista ao Projeto Prisma, no Bahia Notícias, nesta quinta-feira (26), o governador Jerônimo Rodrigues (PT) negou que a chapa majoritária para as eleições deste ano já esteja definida. A declaração chega após o senador Jaques Wagner (PT) anunciar a chapa majoritária completa da base governista para a disputa das eleições de 2026.

Entrevistas

“É necessário a inclusão de audiências públicas”, afirma Alexandre Aleluia sobre tramitação do PDDU na CCJ

“É necessário a inclusão de audiências públicas”, afirma Alexandre Aleluia sobre tramitação do PDDU na CCJ
Foto: Reprodução / CMS
Segundo o vereador, em discussões anteriores sobre o tema chegou a ser mencionada a possibilidade de realização de dezenas de encontros com a população em diferentes regiões da cidade.

luisao pereira

Morre cantor juazeirense Luisão Pereira
Foto: Leto Carvalho / Reprodução Instagram

Morreu em Salvador o músico juazeirense Luis Henrique da Silva Pereira, mais conhecido como Luisão Pereira. O artista enfrentava um câncer de mieloma múltiplo desde 2017. Luisão era cantor e compositor da Música Popular Brasileira, onde foi vocalista da banda Penélope. Em sua trajetória, o cantor obteve indicações a dois prêmios Multishow de Música Brasileira e quatro ao VMB, o prêmio da MTV. 

 

Ele ainda fez parte das bandas Cravo Negro e Dois em Um. O músico também produziu discos ao lado de músicos de sucesso, como Los Hermanos, Nação Zumbi, Elza Soares, Titãs, Paralamas do Sucesso, Leoni e Tom Zé. 

 

Depois de ser diagnosticado com câncer, Luisão Pereira gravou um disco referente ao tratamento da doença, onde registrou canções durante o período de internação. O sepultamento do músico será realizado neste domingo (10), às 16h30, no Cemitério Jardim da Saudade, em Salvador.

Pela primeira vez em Salvador, banda Pietá mistura voz do Nordeste com letras cariocas
Foto: Divulgação

Uma potiguar e dois cariocas formam a Banda Pietá, que pela primeira vez se apresenta em Salvador, desta quinta-feira (23) a domingo (26), na Caixa Cultural, com o show de seu primeiro disco “Leve O Que Quiser”. Frederico Demarca, Juliana Linhares e Rafael Lorga se conheceram em 2011, no primeiro ano da faculdade de artes cênicas, no Rio de Janeiro, e entraram para o mundo da música de forma despretensiosa. “A gente fez o primeiro ano de teatro e fez alguns trabalhos juntos, e ai, na afinidade da amizade, teve um dia que a gente se juntou pra fazer um som. Eu fui cantando, era uma coisa que eu fazia em Natal, mas aqui no Rio ainda não estava muito focada, já que vim pra estudar teatro. E ai a gente foi achando que tinha alguma coisa interessante no encontro”, lembra a vocalista sobre a formação do grupo, em 2012. “A gente marcou um dia para o Fred mostrar as composições dele e o Rafa também. E ai a gente ouviu as composições autorais de todo mundo e eu fui aprendendo e cantando. Mas assim, sem pretensão de formar uma banda, de nada. Então o Pietá surge muito disso, despretensiosamente, nesta primeira fase, de composições pré-existentes, que eu fui cantando. Acabou que fui dominando esse canto e essa voz das músicas deles e o trabalho foi crescendo, se encaminhando e ai chegamos no disco, que é o que a gente vai levar pra Salvador”, revela Juliana.

 

Confira o álbum completo da Pietá:


O trabalho do grupo tem, na sua essência, a vivência dos componentes e o lugar onde cada um nasceu e cresceu, gerando uma identidade própria a partir de várias realidades. “Como eu sou cantora, a questão vocal imprime muito. O fato de eu ser uma voz muito nordestina, no sentido da velocidade do falar, do sotaque, da sonoridade mais metálica, mais lavadeira, além da minha forma de me expressar e tudo que eu trago do Nordeste, acabou influenciando as composições dos meninos”, avalia a artista de Natal. “A gente tinha composições em samba, super carioca, mas na minha voz fica um pouco na contramão do que seria um samba carioca tradicional”, acrescenta, relatando ainda as influências dos companheiros como fatores da identidade musical do Pietá. “O Rafa morou um tempo na serra, e ele é enteado do Cláudio Nucci, que foi do Boca Livre. Então ele tem uma grande referência dessa musicalidade que vem do Cláudio. Já o Fred começou a compor muito novo. Ele cresceu em Guarai e tocava muito samba. E foi também nas quebradas da vida que ele foi compondo e conhecendo os parceiros e trazendo isso pro trabalho”.


Chico César foi um dos artistas convidados para participar do disco "Leve O Que Quiser" | Foto: Reprodução / Facebook


Tais influências estão registradas no disco “Leve O Que Quiser”, que conta com participações do carioca Carlos Malta, por quem o grupo tinha muito interesse por sua competência como arranjador, cantor e compositor; do paulista Cláudio Nutti, considerado o padrinho da banda, por sua proximidade com os integrantes; e do paraibano Chico César, cuja ideia do convite surgiu no processo inicial de planejamento do CD. “A ideia veio quando a gente pensava no disco, em talvez haver uma participação. Queria trazer alguém que a gente achasse que casasse com o projeto, não só na música mas também politicamente, na ideia, no que acredita, e na voz mesmo. A única música que tem participação vocal é uma voz de um nordestino, que tem tudo a ver tanto com o Rafa, como com o Fred, além de mim. Então a gente fez o convite e ele prontamente aceitou”, revela Juliana.


Assim como no disco, os shows realizados em Salvador também terão participações especiais, mas desta vez, de artistas da cena local. Lívia Mattos, Josyara, Larissa Luz e Luisão Pereira foram os escolhidos pela banda Pietá para dividir o palco. “A gente vai receber cada dia uma participação diferente e pretende dialogar com o público de cada uma. Fomos nós que escolhemos [as participações]. A gente foi pesquisando, algumas pessoas a gente já conhecia, outras não. Temos amigos de Salvador, e a gente foi se informando, ouvindo, e ai a gente chegou nestes quatro nomes. Mas Larissa já é uma amiga antiga daqui, e Lívia é uma artista que a gente acompanha há muito tempo. Josyara foi uma surpresa nova e Luisão eu já tinha ouvido falar, já tinha visto ele tocando com Zé Manoel, que é amigo também”, conta a cantora.

 

SERVIÇO
O QUÊ: Grupo Pietá – Participações de Lívia Mattos, Josyara, Larissa Luz e Luisão Pereira
QUANDO: 23 a 26 de março. Quinta-feira a sábado, às 20h e domingo, às 19h
ONDE: Caixa Cultural Salvador
VALOR: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia)

Banda carioca ‘Pietá’ se apresenta pela primeira vez em Salvador
Foto: Clarice Lissovsky

Em sua estreia em Salvador, o grupo carioca Pietá se apresenta entre os dias 23 e 26 de março, na Caixa Cultural, com ingressos a preços populares. Durante a série de quatro concertos, a banda apresentará o repertório de seu primeiro disco, “Leve O Que Quiser”, e receberá participações especiais de nomes da cena local. Na noite de estreia (23), a acordeonista e cantora Lívia Mattos é a convidada para se apresentar junto ao grupo. Na sexta-feira (24), a cantora juazeirense Josyara faz sua participação especial, já no sábado (25), é a vez de Larissa Luz. O último convidado da temporada é o compositor, músico e produtor musical Luisão Pereira (ex-Penélope), que se apresenta no domingo (26). “Referenciando a canção brasileira, a banda Pietá apresenta um som que transita entre a música regional nordestina e o samba carioca, explorando as sonoridades de um país marcado por fronteiras diluídas”, assim é descrito o trabalho do grupo, formado em 2012 pela vocalista potiguar Juliana Linhares e os músicos cariocas Frederico Demarca e Rafael Lorga. Os ingressos para todas as apresentações serão vendidos a partir das 9h da quinta-feira (23), na bilheteria da própria Caixa Cultural. 
 

Serviço
O QUÊ: Grupo Pietá – Participações de Lívia Mattos, Josyara, Larissa Luz e Luisão Pereira
QUANDO: 23 a 26 de março. Quinta-feira a sábado, às 20h e domingo, às 19h
ONDE: Caixa Cultural Salvador
VALOR: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia)

Duo 'Dois em Um' lança DVD gravado no Museu do Recôncavo
Foto: Reprodução / Facebook Dois em Um
O duo baiano "Dois Em Um", formado pelo compositor e produtor musical Luisão Pereira e pela cantora e violoncelista Fernanda Monteiro, acaba de lançar o DVD "Dois Em Um Ao Vivo no Museu do Recôncavo Wanderley Pinho". O disco foi gravado em dois dias, em setembro de 2015, nas margens da Baía de Todos os Santos com patrocínio do edital Natura Musical (leia mais aqui). O pernambucano Zé Manoel e a baiana Rebeca Matta foram os convidados do projeto. O DVD já está disponível no Youtube, assista:

Integrante do Boca Livre, Zé Renato faz show solo em Salvador neste fim de semana
Foto: Divulgação / Daniel Kersys
O cantor, compositor e violonista Zé Renato, um dos integrantes do grupo vocal Boca Livre, traz a Salvador, neste fim de semana, o seu trabalho solo. O artista se apresenta nesta sexta-feira (15) e no sábado (16), às 20h30, no Café-Teatro Rubi – Sheraton da Bahia Hotel, com a participação da cantora Claudia Cunha e do músico Luisão Pereira, como convidados especiais. No show, que leva o nome do próprio artista, ele celebra 60 anos de idade e 40 anos de carreira, com um repertório autoral, além de sucessos eternizados pelo Boca Livre e de novas parcerias. O couvert artístico é de R$ 60.
 
Serviço
O QUÊ: Show de Zé Renato
QUANDO: Sexta-feira e sábado, 15 e 16 de abril, às 20h30
ONDE: Café-Teatro Rubi – Sheraton da Bahia Hotel
QUANTO: R$ 60
Duo Dois Em Um grava DVD neste fim de semana, sem público e em clima marítmo
Foto: Divulgação
O músico, compositor e produtor musical baiano, Luisão Pereira, se une a cantora e violoncelista Fernanda Monteiro para gravar o primeiro DVD do duo Dois Em Um nesta sexta-feira (4) e sábado (5) no Museu do Recôncavo Wanderley Pinho, localizado na enseada de Aratu, no município de Candeias, cidade da Região Metropolitana de Salvador. O local, escolhido a dedo, exige transporte de gerador por não possuir a iluminação necessária. O museu estar localizado às margens da Baía de Todos-os-Santos foi mais um atrativo para a escolha. “Quase todas as músicas do “Agora” falam sobre o elemento água. A única que não o menciona, a canção Saturno, eu compus dentro d’água”. Por isso fazemos questão que seja lá, explica.

O setlist escolhido para a gravação será uma compilação de “Agora” (2013) e de “Dois Em Um” (2009), os dois álbuns da dupla. Na sexta, a gravação será interna, num salão do museu e não terá público. No sábado, a gravação será externa e a produção do Natura Musical – edital que promove o DVD – organizou um ônibus para levar alguns convidados e fãs do grupo que participaram do sorteio de ingressos na página do duo no Facebook. “Eu acho que não cabe mais palco, show, plateia. A gente está pensando mais numa construção estética, como se fosse a gravação de um terceiro álbum. Bem mais intimista, mais verdadeiro”, declara.

Foto: Reprodução / Facebook

O disco “Agora” reflete essa ideia. Com letras melódicas e arranjos mais leves, se comparados com o primeiro álbum, Luisão conta que não tinha como ser um disco feliz. “O “Agora” vem de um momento mais difícil porque foi quando eu perdi meu pai. Não tem a “vibe mais alegre que o primeiro disco tem”, diz. O pai de Luisão, o médico Humberto Pereira, faleceu em 2013, vítima de um câncer. A essa fatalidade, Luisão atribui o convite à cantora Tulipa Ruiz para participar da faixa Saturno. “O meu pai gostava muito dela”, lembra. Luisão e Fernanda têm um amizade de longa data com Tulipa. Ele conta que a conheceram antes mesmo dela iniciar sua carreira na música, graças à amizade que mantinha com o irmão dela, Gustavo Ruiz. “A gente praticamente viu Tulipa surgir como cantora, frequentávamos sua casa, isso é muito legal”, afirma.

Para Luisão, a proximidade que tem com os artistas participantes do álbum tem tudo a ver com o conceito do grupo. “O Dois Em Um é muito uma coisa de raízes, de verdade, de família”, ressalta. Rebeca Matta, cantora baiana que empresta sua voz à faixa “Às Vezes”, também é amiga de longa data do duo, que participou do DVD dela. Rebeca e Zé Manoel, compositor e pianista pernambucano muito admirado por Luisão, serão os artistas convidados da gravação do DVD.

Apesar das diversas parcerias no álbum – além de Tulipa e Rebeca, há também arranjo do maestro Letieres Leite e composição de Ronaldo Bastos –, Luisão acredita não ter nenhuma influência direta de um estilo musical ou artista. “Como eu e Fernanda sempre tivemos trabalhos muito diferentes, ela da musica erudita, eu do rock, a gente faz uma junção dessas duas coisas”, simplifica. Antes da Dois Em Um, Luisão era integrante da banda de rock baiana Penélope, além de se relacionar com diversos estilos de música através do seu trabalho como produtor. O músico já produziu diversos álbuns, dentre eles o disco “Tudo Está Dito” do baiano Bruno Capinam e o “Acústico MTV” do cantor Marcelo Camelo. Com os Los Hermanos, ele tem relação antiga. Luisão é produtor executivo da turnê do grupo. A habilidade de produtor, como esperada, veio a calhar no Dois Em Um, mas Luisão não gosta de unir as duas funções. “É como se eu escrevesse um texto e me convidasse para corrigir”, compara. Ele conta que dirigiu o primeiro por falta de opção, iniciou a produção do segundo e se envolveu totalmente com a tarefa até prometer para si mesmo nunca mais se autoproduzir e acabar como produtor do DVD. Ainda assim, ele admite que ama trabalhar com produção. “Estúdio é o melhor lugar, onde eu não vejo o tempo passar”, declara.


Foto: Reprodução / Facebook


A banda começou de forma amadora em 2006 ou 2007 – Luisão não lembra exatamente – quando disponibilizaram quatro faixas na antiga rede social de música, My Space. Uma gravadora de New Jersey, cidade dos Estados Unidos, entrou em contato com os dois para saber se tinham um álbum completo, pois tinham interesse em lançar. Eles não tinham, mas Luisão mentiu e rapidamente correu para compor as canções, produzi-las e agarrar essa oportunidade. O álbum foi lançado primeiro nos EUA e chegou ao Brasil com boa aceitação. “A imprensa falou bem, fizemos shows no SESC Pompéia e no Circo Voador, ganhamos prêmios no Bahia de Todos os Rocks (BTR)”, elenca. Em 2008, a dupla venceu os prêmios de “Revelação” e “Melhor Música” pela canção “E Se Chover?”. Já o álbum “Agora”, lançado pelo edital Conexão Vivo, em 2013, teve um processo maior de criação.

Os projetos futuros não foram divulgados. Luisão e Fernanda romperam o casamento de cerca de 10 anos, em 2014, e até a gravação do DVD mantêm a união profissional. “A dinâmica mudou. Os ensaios são em estúdio, os encontros também. O que muda é que não há questões para discutir na hora de dormir, ficou mais profissional e menos pessoal”, explicou. Até o momento, o divórcio não atrapalhou os compromissos profissionais do Dois Em Um. Em novembro, a dupla viaja para São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte para lançar o DVD.

Grupo Dois Em Um grava DVD em museu de Candeias, neste fim de semana
Foto: Divulgação
O grupo Dois Em Um - formado pelo músico, compositor e produtor Luisão Pereira, e pela cantora e violoncelista Fernanda Monteiro - grava seu primeiro DVD, do segundo disco "Agora", nos dias 4 e 5 de setembro. A gravação será no Museu do Recôncavo Wanderley Pinho, localizado na enseada de Aratu, no município de Candeias. O projeto é patrocinado pelo edital baiano Natura Musical e tem parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Cultural da Bahia (Ipac).
 
“O segundo disco do duo, “Agora”, é um trabalho intrinsecamente relacionado com o elemento água, nada mais coerente com o projeto que o registro aconteça às margens do mar da Baía de Todos os Santos. Como contraponto, teremos o casarão colonial e as ruínas do Museu Wanderley Pinho, atualmente inativo”, esclareceu Gilberto Monte, responsável pela execução do projeto.
 
O Dois Em Um é um grupo brasileiro que possui formação em duo, no qual a vocalista canta e toca violoncelo ao mesmo tempo. Os artistas usam diversas influências musicais, unindo a bossa nova ao pop indie, o que reverencia a estética das canções dos anos 60 no trabalho da dupla. A banda possui dois álbuns lançados e os prêmios de "Revelação" e "Melhor Música do Ano" no Festival BTR.

 
 
Inscrições para o Prêmio Caymmi de Música encerram em duas semanas
Foto: Divulgação
Com o objetivo de reconhecer, fortalecer e premiar a produção musical baiana e impulsionar novas criações, o Prêmio Caymmi de Música segue com inscrições abertas até o dia 30 de setembro, através do site www.premiocaymmi.com.br ou da Caixa Postal 4119. A premiação contempla três categorias: Show, Música e Videoclipe, que serão julgadas pelos músicos Luciano Bahia, Luisão Pereira, Claudia Cunha e os jornalistas Hagamenon Brito e Luciano Matos.
 
 
Serviço
O QUÊ: Prêmio Caymmi de Música
QUANDO: até 30 de setembro
ONDE: através do site www.premiocaymmi.com.br ou da Caixa Postal 4119
QUANTO: grátis
Júri do Prêmio Caymmi busca imparcialidade e quer conceito e personalidade em projetos apresentados
Foto: Edgar Souza / Claudia Cunha, Luisão Pereira e Luciano Salvador Bahia
Os artistas interessados em concorrer ao Prêmio Caymmi de Música, evento que escolher os melhores trabalhos da produção atual da música baiana, já podem se inscrever desde segunda-feira (11). Eles serão avaliados por uma comissão julgadora formada pelos jornalistas Luciano Matos e Hagamenon Brito, e dos músicos Luisão Pereira, Cláudia Cunha e Luciano Salvador Bahia. 
 
Como em qualquer competição, haverá cobranças relacionadas ao júri, ainda mais quando artistas julgarão seus pares. Mas Luisão já avisa: “Em qualquer cidade, por maior que seja, a classe musical toda se conhece, mas a premiação é um recorte daquele momento e não da carreira em si, então nesse momento a gente tenta se isentar”, disse o produtor, durante o evento de lançamento da premiação, destacando que busca ser surpreendido com a pluralidade do material apresentado. 

Para Claudia Cunha, que já participou de júris da Funarte, Prêmio Pixinguinha e inclusive do Festival da Rádio Educadora, onde se lançou musicalmente, não existe neutralidade. “Quando surgiram os convites a coisa começou a mexer com minha cabeça. Essa experiência de ter sido avaliada e depois avaliar as pessoas pode parecer estranha para as pessoas. O que procuro é tentar ser o mais justa, o mais fiel com o que está sendo colocado, com honestidade ao talento daqueles trabalhos, sem deixar que nossas relações e gosto musical interfiram tanto”, afirma a cantora.
 
O desafio para deixar de lado as preferências estéticas é também uma questão importante para Luciano Salvador Bahia. “Vamos analisar a coisa colocando no universo dela, daquele estilo de música que é apresentado”, explica, dizendo ainda o que a comissão espera dos concorrentes. “A gente busca também um conceito, isso vai balizar a escolha, a gente não quer somente ouvir a pessoa. Os shows autorais já são por si um motivo, mas nas regravações buscamos a personalidade, a assinatura da pessoa, para que não seja somente uma leitura”, revela.
Prêmio Caymmi de Música anuncia abertura de inscrições e festa no Teatro Castro Alves
Tradicional prêmio da música baiana entre os anos de 1985 e 2007, o Troféu Caymmi, agora rebatizado de Prêmio Caymmi de Música, já tem data para sua cerimônia de premiação após sete anos edições do evento: será no dia 30 de abril de 2015, no Teatro Castro Alves. O anúncio foi feito na manhã desta segunda-feira (11), no restaurante Amado, na Avenida Contorno, em Salvador, com participação do Secretário Municipal de Cultura, Guilherme Bellintani, o diretor da Fundação Gregório de Matos, Fernando Guerreiro, a diretora da Via Press, Elaine Hazin, produtora do evento. Não por acaso, a data escolhida para a premiação celebra o aniversário de Dorival Caymmi, mestre baiano da música brasileira morto em 2008, que dá nome à premiação e que em 2014 tem sido celebrado pelo centenário de seu nascimento.

Evento na manhã desta segunda-feira, com artistas e gestores, marcou o lançamento do projeto. Foto: Lucas Cunha | BN

Mas o Prêmio Caymmi não se resumirá a uma festa no TCA. A programação já começa a partir do próximo dia 12, quando estarão abertas as inscrições para os artistas, que vai até 30 de setembro. Após este período, os materiais enviados serão avaliados por uma comissão julgadora, formada pelos jornalistas Luciano Matos e Hagamenon Brito, e dos músicos Luisão Pereira (Dois em Um, ex-Penélope), Cláudia Cunha e Luciano Bahia. Os membros da comissão irão julgar as produções musicais enviadas, além de também conferir apresentações dos artistas inscritos. A premiação está dividida em três categorias: música, show e videoclipes. Na categoria música, serão disputados os prêmios de Intérprete Vocal, Intérprete Instrumental, Arranjo, Produção Musical e Voto Popular. Já a categoria show terá prêmios para melhor Intérprete Masculino, Intérprete Feminina, Instrumentista, Direção Artística, Direção Musical, Destaque Técnico, Cenário, Produção, Revelação e Voto Popular. Por fim, na categoria videoclipe serão premiadas a melhor Direção, Fotografia, Produção, Roteiro e Voto Popular. O vencedor do “Show do Ano” na Categoria Show, receberá um prêmio em dinheiro no valor de R$ 10 mil. Já os vencedores de “Música Instrumental do Ano” e “Música com Letra do Ano”, da Categoria Música, e de “Videoclipe do Ano”, na Categoria Videoclipe, receberão, cada um, o prêmio em dinheiro no valor de R$ 5 mil. Mais informações podem ser acessadas no site do evento.

Show de Rodrigo Amarante na Concha é adiado

Show de Rodrigo Amarante na Concha é adiado
O show de lançamento do disco solo "Cavalo" do ex-Los Hermanos Rodrigo Amarante em Salvador, previsto para acontecer no dia 20 de outubro, na Concha Acústica, foi adiado. A informação partiu de comunicado enviado por Luis Pereira, da produtora responsável pelo show, Esquisito Cultura.
 
O comunicado cita "problemas de logística" para justificar o adiamento e promete divulgar a nova data em breve. Para quem já comprou ingresso, a informação é que, a partir desta quinta-feira (10), o valor será devolvido na íntegra nas bilheterias do TCA  e nos SACs dos shoppings Iguatemi e Barra.

Em dezembro do ano passado, quando confirmou participação no festival Abril Pro Rock, em Recife, Rodrigo Amarante sinalizou a possibilidade de se apresentar na capital baiana. No entanto, com o cancelamento da participação do músico no evento, a turnê pelo Nordeste foi adiada.
Lei Rouanet se mostra ineficiente no estímulo à cultura baiana
Foto: Reprodução
Na Bahia de Caymmis, Gals, Gils, Caetanos e Tom Zés; de Castro Alves, Jorge Amados e João Ubaldos; de Oloduns e Ilê Ayês; numa terra em que a cultura é tão enraizada, é inacreditável que o investimento na área seja ainda tão restrito.
 
Como o Bahia Notícias divulgou na semana passada, uma pesquisa da Nexo concluiu que apenas 1% da captação de recursos via Lei Rouanet foi destinada à Bahia. Segundo o instituto, uma das causas para essa realidade foi o baixo investimento no estado por parte das principais empresas brasileiras.
 
A Lei Federal de Incentivo à Cultura, mais conhecida como Lei Rouanet, tem como objetivo instituir políticas públicas para incentivar a cultura nacional. Dessa forma, o produtor ou artista deve apresentar projeto cultural no Ministério da Cultura (MinC) junto com o orçamento e, se aprovado pelo Conselho Nacional, obtém uma carta que o permite ir atrás de patrocinadores para conseguir a verba necessária. Em contrapartida, parte do imposto de renda – 6% para as empresas e 4% no caso de pessoa física - é revertido para a cultura. Os maiores entraves, no entanto, não são governo. “A burocracia estatal é a parte mais fácil. Difícil é convencer a empresa a comprar a ideia e investir no projeto. Dos milhares de projetos aprovados pelo MinC anualmente, só 20% consegue patrocinador”, afirma a advogada e atriz Anna Tereza Landgraf ao Bahia Notícias.
 
Para o secretário de Cultura da Bahia, Albino Rubim, o baixo patrocínio por parte das empresas do estado se deve ao fato de “a Lei Rouanet ser um mecanismo de financiamento extremamente concentrador". "Como quem decide em quais projetos investir é a empresa e grande parte das sedes está no Rio de Janeiro e em São Paulo, em torno de 70% e 80% dos investimentos tendem a se concentrar nesses dois estados. Assim, o que sobra para os outros é muito pouco. O número de projetos que a Bahia apresentou e que foram aprovados foi grande, o problema é que não houve a captação depois”, avaliou.
 
De acordo com Marcio Polidoro, diretor de comunicação da Odebrecht, uma das maiores empresas sediadas na Bahia, a instituição acredita que “o incentivo fiscal é um importante estímulo ao apoio cultural no Brasil, mas não deve ser a única maneira desta ação se concretizar". "Ao longo de 2012, em projetos de natureza cultural, ambiental e social, a Odebrecht investiu R$ 108 milhões. O Prêmio Odebrecht de Pesquisa Histórica – Clarival do Prado Valladares, por exemplo, é concedido a projetos selecionados por uma comissão julgadora e cobre todas as despesas do projeto, desde a pesquisa e a edição até sua publicação e evento de lançamento”.
 
Embora acredite que facilite e seja um bom incentivo, o produtor e músico Luisão Pereira garante que na prática a lei tem alguns gargalos e alguns entraves bem complicados. Além da centralização no eixo Sul-Sudeste, “artistas já consagrados tem muito mais facilidade para captar [recursos], para achar um patrocinador, do que um projeto desconhecido – e esse sim precisa muito mais de retorno do Estado pra poder caminhar”, defende o integrante da banda “Dois em Um”.
 
Pela experiência como atriz, Anna Tereza justifica que esse cenário existe porque as empresas enxergam o patrocínio apenas como uma forma de fazer propaganda. “Quando saímos da comédia usual, por exemplo – que diverte, mas pouco acrescenta – e defendemos um projeto que tem uma temática social bacana, sentimos a dificuldade de convencer os possíveis patrocinadores, mesmo usando todo o nosso latim para invocar a responsabilidade social e pontuar o quanto será positivo para a imagem da empresa se aliar a tão nobre projeto”, concluiu. 
 
Para Rubim, no entanto, o grande problema do entrave para o financiamento de projetos pouco conhecidos deve-se à “lógica das empresas para escolher o que elas apoiam ou não". "Não é uma lógica cultural estética, é uma lógica do marketing cultural. Então essa lei traz uma dificuldade muito grande para os artistas que são novos porque se você não tem um nome conhecido, a empresa não tem interesse em associar ou financiar e apoiar essa obra. Ou seja, ela não só é concentradora geograficamente, mas tende sempre a apoiar a cultura já instituída, os artistas já conhecidos”. 

Não há uma questão legal que vete as empresas em investir em produtos e marcas rentáveis ou limite a participação artistas, mas, para Luisão, “cabe aos patrocinadores terem consciência realmente do que é preciso no cenário cultural brasileiro”.

A realidade parece um contrassenso quando se pensa que os artistas que conseguem o patrocínio frente às grandes empresas possuem forte projeção nacional e são capazes de se auto-sustentar. “São coisas que precisam ser revistas e pensadas por todos, porque as empresas quando patrocinam um show de um artista pela Lei Rouanet não estão usando o dinheiro delas, mas da população, um dinheiro que é nosso”, apontou  Luisão. De acordo com o secretário de Cultura, "a Lei Rouanet é muito perversa". "Apenas 5% dos recursos são privados, enquanto 95% são públicos. Então, na verdade, a situação é que se tem uma lei que em vez de incentivar a iniciativa privada para botar dinheiro, ela está fazendo com que o dinheiro público seja decidido pela iniciativa privada, pelas empresas”, detalhou.
 
Há, no entanto, outras possibilidades. Enquanto a Lei Rouanet mobiliza atualmente em torno de R$ 1,8 bilhão, o Fundo Nacional da Cultura (FNC), que é outra forma de investimento do governo federal, mobiliza em torno de R$ 300 milhões. “Temos seis vezes mais dinheiro da Lei de Incentivo à Cultura do que do Fundo de Cultura, que é um aporte direto, ou seja, pode incentivar diretamente um jovem criador cultural porque a relação é outra”, salientou Rubim. Além da Lei Rouanet e do FNC, há também a possibilidade dos produtores e artistas buscarem o financiamento através do governo do Estado. “Na Bahia tem o 'Fazcultura', que se baseia no ICMS, e tem a possibilidade de utilizar R$ 15 milhões por ano”, pontuou o secretário. 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Lero tentou arriscar, mas o tiro saiu pela culatra. Enquanto isso, parece que só o Cacique ainda tenta sustentar o discurso de chapa do amor. O Galego já parece mais interessado em Harry, enquanto o Correria teve que engolir um elogio pro Cacique. No fim das contas, o povo tem que lembrar que toda aposta tem um vencedor e um perdedor. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Eduardo Leite

Eduardo Leite
Foto: Mauricio Tonetto / Secom-RS

"Não estamos diante de uma eleição comum". 


Disse o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD) ao anunciar sua pré-candidatura à Presidência. Em "manifesto ao Brasil", o chefe estadual avaliou o cenário nacional e afirmou que o país tem um "problema de direção". Durante o anúncio realizado nesta sexta-feira (6) o gestor também defendeu uma nova relação entre os Poderes e responsabilidade fiscal.
 

Podcast

Projeto Prisma entrevista deputado federal Raimundo Costa nesta segunda-feira

Projeto Prisma entrevista deputado federal Raimundo Costa nesta segunda-feira
O deputado federal Raimundo Costa (Podemos) é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira (9). O programa é exibido ao vivo no YouTube do Bahia Notícias a partir das 16h.

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