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luciano lopes
Salvador quer deixar de ser um destino atrativo para turistas somente na alta estação. O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis da Bahia (ABIH-BA), Luciano Lopes, projeta que novas atrações turísticas podem trazer visitantes para a capital baiana durante o ano inteiro.
Lopes está presente no Forte Santa Maria, na Barra, nesta sexta-feira (27), onde o prefeito Bruno Reis fará o anúncio de uma série de ações voltadas para promover o turismo na capital baiana.
"Esse ano tem um destaque muito grande para as baleias que cada vez mais estão vindo para Salvador. Temos também como novidade o turismo afro. Novembro vai ser um mês inteiro de festividade voltado ao tema afro. A gente nunca deu tanta atenção ao tema. Em outras cidades é feriado, aqui não é feriado. Acho que é uma oportunidade de fazer também uma correção histórica nesse momento", disse Lopes.
"Outro campo que a gente está avançando muito é o turismo religioso. É um trabalho que a gente está fazendo em parceria com a prefeitura e com a Arquidiocese, porque o turismo religioso traz turista o ano inteiro. Quando a gente olha outros destinos como Aparecida, por exemplo, onde tem turista todos os dias. E claro vender Salvador como um destino cultural. Salvador respira cultura, religiosidade, sol e praia, então a gente tem ai um mix de negócios, que possibilita ter turista o ano inteiro na cidade", destacou o presidente da ABIH-BA.
Luciano Lopes também comemorou os números do setor na cidade. Ele disse que em outubro a ocupação de hotéis em Salvador em outubro atingiu o patamar de antes da pandemia e que no verão a expectativa é de que taxa deve ser mantida.
"A gente está com uma boa taxa de ocupação, não só final de semana como em dia de semana também, e isso é sinal que vamos ter uma boa temporada. Tivemos, por exemplo, no último feriado de 12 de outubro, uma ocupação em torno de 90%, a cidade está praticamente lotada, com muitos hotéis a 100%. Com isso a gente espera no verão 2023/2024, no período que vai de dezembro até o final de fevereiro, uma média em torno de 75, 80% de ocupação", afirmou.
O Road Show Salvador 2023 iniciou suas atividades com o anúncio de Luciano Lopes, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis – Regional Bahia (ABIH-BA). A primeira parada desta edição aconteceu na noite da última terça-feira (4), em Brasília, no restaurante Nau Frutos do Mar, em evento exclusivo para 100 agentes de viagens. A ação foi realizada em parceria com a Secretaria de Cultura e Turismo de Salvador (Secult) e busca fomentar a capital baiana como um dos principais destinos do Brasil para atrair o maior número de turistas.
De acordo com o presidente da ABIH-BA, a ideia é repetir o sucesso da edição de 2022 que alcançou mais de 20 cidades do Brasil e da América do Sul capacitando profissionais do trade. “Estamos colocando Salvador na prateleira de venda nas principais cidades que mais emitem turistas para a capital baiana e, desta forma, estamos contribuindo diretamente no incremento do fluxo de turistas. Esta é uma das metas da entidade e vamos trabalhar intensamente para o desenvolvimento do setor no Estado da Bahia”, afirmou Luciano Lopes.
Segundo a diretora de Marketing e Comunicação da entidade, Ane Rocha, o próximo destino é Goiânia, onde a ABIH-BA terá um estande na Expo Turismo Goiás, nos dias 07 e 08 de julho. É estimada a passagem de mais de 3 mil agentes de viagens que serão capacitados com o tema “Salvador, um destino completo”. “O fluxo de visitantes aumenta a cada edição, fortalecendo a taxa de ocupação dos hotéis e gerando novos negócios”, enfatiza a diretora, que informa ainda que nos meses seguintes o Road Show Salvador passará por São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Salvador.
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A votação da Medida Provisória (MP) que regulamenta o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) gera preocupação no setor, que busca que bares e restaurantes não sejam excluídos da legislação e que empresas optantes pelo Simples Nacional sejam contempladas na matéria. Aprovado na Câmara nesta terça-feira (25), mantendo os CNAES (Classificação Nacional de Atividades Econômicas), a medida provisória 1147/22 segue para ser apreciada pelo Senado Federal. Se for aprovada, vai à sanção presidencial.
“Ficamos muito felizes com a manutenção do Perse. Conseguimos manter os CNAES [Classificação Nacional de Atividades Econômicas], que foram muito prejudicados com a pandemia. O texto base manteve isso. A Perse está viva, atuante. Pelo período de cinco anos vamos manter o benefício para poder recompor todo o prejuízo que foi feito pela pandemia nos dois anos passados. Deu certo. A tentativa do governo de derrubar não foi aprovada e o texto base que foi modificado através de um acordo entre os deputados, que conseguiu atender o segmento do entretenimento para a gente conseguir voltar a produzir e a empregar”, celebrou Marcelo Britto, sócio da Salvador Produções.
De acordo com Leandro Menezes, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) na Bahia, na nossa última pesquisa nacional da instituição, realizada em fevereiro, a média nacional de empresas operando no lucro ou prejuízo foi de de 63%, por isso o Perse se faz tão necessário.
“A Abrasel [Associação Brasileira de Bares e Restaurantes] tem trabalhado isso no Congresso Nacional. Tem um deputado federal de Minas Gerais [Domingos Sávio (PL)] que colocou uma emenda nessa lei para que o segmento de bares e restaurantes consiga realmente obter esses benefícios fiscais e assim a gente consiga uma recuperação. Em 2022, a gente vinha numa evolução, mas agora, em 2023, o que estamos vendo é o aumento de empresas que não estão conseguindo obter lucro, trabalhando no prejuízo ou no zero a zero”, afirmou Leandro.
Para o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis da Bahia - ABIH-BA, Luciano Lopes, sem esse programa há uma grande possibilidade de que os negócios sejam reduzidos e até mesmo fechados. “Todo o segmento está bastante unido em prol da manutenção desse programa que foi e é muito importante para o nosso segmento. Na Bahia, estamos buscando os deputados federais para que eles possam se sensibilizar e assim garantirmos a manutenção dos negócios, empregos, principalmente nesse momento que o setor começa a vislumbrar o início de uma recuperação”, disse Luciano.
Os prejuízos na empresa são relatados por Junior Luzbel, sócio da Luzbel Tecnologia em Eventos . “Nós ficamos dois anos com o faturamento zero e equipamentos sendo deteriorados. Seguramos ao máximo os empregos. As dívidas comprometem até hoje o nosso faturamento. Todo setor precisa muito que o Perse seja mantido”, contou.
O Perse foi criado pela Lei 14.148/21 para compensar o setor de eventos pelos efeitos decorrentes das medidas de combate à pandemia da Covid-19. O programa estabeleceu ações emergenciais e temporárias destinadas ao setor. Entre outros benefícios, que são válidos por cinco anos, para as empresas contempladas pelo programa, a norma estabeleceu descontos para a renegociação de dívidas tributárias e alíquota zero de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, Pis/Pasep e Confins.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"Os extremos não servem para nós. Nem uma polícia que não dê conta do seu papel, nem uma polícia que possa entrar no exagero e fazer ações fora do conceito de um servidor público. A polícia tem que garantir a segurança das pessoas e não ameaçá-las".
Disse o governador Jerônimo Rodrigues ao ser sabatinado na TV Aratu, nesta terça-feira (4) e abordou um dos temas mais sensíveis de sua gestão: a segurança pública e a atuação da Polícia Militar. Respondendo a questionamentos do jornalista Maurício Leiro, editor de política do Bahia Notícias, sobre a implementação das câmeras corporais nos fardamentos e suspeitas de excessos policiais, Jerônimo afirmou que "não passa a mão na cabeça" de quem atua fora dos padrões.